AlfabetizaçÃo e aprendizagem diversificada neli Miranda Cabreira



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ALFABETIZAÇÃO E APRENDIZAGEM DIVERSIFICADA
Neli Miranda Cabreira1
RESUMO

O artigo apresenta os desafios do processo educativo e os fatores que contribuem para o processo alfabetização e ensino aprendizagem . Elaborado Projeto de Intervenção Alfabetização e Aprendizagem Diversificada para trabalhar com os alunos dos alunos dos 2º ao 9º ano do Ensino Fundamental . A Buscando ações metodológicas educativa interdisciplinar abrangente e flexível personalizada em consonância com o Projeto Político Pedagógico na escrita e leitura com princípios flexíveis capazes de contemplar as particularidades pessoais e culturais, escolares e sociais, tendo como alvo os processos de desenvolvimentos intelectual personalizado , a socialização, a humanização e libertação, considerando a afetividade nas dimensões pedagógica cognitivas e motoras idealizados sistematicamente. Os alunos foram divididos em dois grupos; matutino e vespertino, com prazo de duas semanas consecutivas para o desenvolvimento ,aplicando atividades lúdicas e concretas de leitura, interpretação e produção de textos; filme de historias infantis e infanto-juvenil. Produzir historinhas em quadrinhos com enfoque diferenciado do filme assistido, pesquisar e recortar as palavras desconhecidas confeccionando murais, elaborar e enviar bilhetes e cartinhas aos colegas e professores, realizar brincadeiras de roda com os temas trabalhados e roda de leitura.

Espera-se o desenvolvimento da competência leitora e escrita elevar o nível na aprendizagem de forma prazerosa e produtiva, aguçando o gosto pelo mundo da leitura e a capacidade de interpretação e produção textual, assim formando cidadãos que possam interagir na sociedade.
Palavras chave = Alfabetização - Aprendizagem – Diversificado


ABSTRACT –
The article presents the challenges of the educational process and the factors that contribute to literacy and learning process. Prepared intervention Project Literacy and Learning Diversified to work with students of students in 2nd to 9th grade of elementary school. Seeking The shares methodological interdisciplinary educational comprehensive and flexible custom in line with the Political Pedagogical Project in writing and reading with flexible principles able to contemplate the particular personal and cultural, educational and social, targeting the processes of intellectual developments custom, socialization, humanization and liberation, considering the affective dimensions in teaching cognitive and motor idealized systematically. Students were divided into two groups, morning and afternoon, with a period of two weeks to develop and apply practical and play activities for reading, interpreting and producing texts, film and children's stories for children and youth. Produce stories in comics with different focus of the film assisted search and crop unknown words concocting murals prepare and send cards and little letters to colleagues and professors, perform tricks of the subject worked with wheel and wheel reading.
It is hoped the development of reading competence and raising the level of writing in learning so enjoyable and productive, sharpening a taste for the world of reading and the ability of interpretation and textual production, thus forming citizens who can interact in society.

Keywords = Literacy - Learning - Diversified




  1. Os processos de desenvolvimento personalizado

A alfabetização na aprendizagem tem sido parte integrante do processo educativo para o desenvolvimento intelectual das crianças, e no século XXI a escola de tempo integral tem a certeza de que não basta transmitir informações, é preciso educar. Embora a educação integral seja parte do desafio que ultrapassa a esfera da simples aquisição de conhecimento para dar sentido e aplicabilidade ao que é aprendido. Reforçando os princípios antes propalados por Vygotsky e Piaget, a aprendizagem se processa em uma relação interativa entre o sujeito e a cultura em que vive. O trabalho educacional tem se preocupado com o fraco desempenho e dominio na leitura e a escrita e conseguentemente na interpretação dos conteudos dos 2º ao 9º ano do Ensino Fundamental.

A intervenção educativa tem por objetivo proporcionar princípios flexíveis capazes de contemplar as particularidades pessoais e culturais tendo como alvo os processos de alfabetização , contudo deve incorporar o desenvolvimento da personalização, socialização, humanização e libertação, que os educandos por natureza ativas e curiosas, podem tornar-se cidadãos conscientes, críticos e responsáveis. Segundo a afirmação de Ferreiro (1999, p.47) “a alfabetização não é um estado ao qual se chega, mas um processo cujo início é na maioria dos casos anterior a escola é que não termina ao finalizar a escola primária”. o Projeto de Intervenção Alfabetização Aprendizagem Diversificada que propõe a interdisciplinariedade para elevar o nível de aprendizagem e garantir o sucesso escolar do aluno, necessidade da melhoria da qualidade de produção lingüística através de atividades reflexivas, onde o aluno terá possibilidade de expansão da capacidade de produção e interpretarão de textos, bem como um conhecimento amplo e objetivo de gramática. A conquista da escrita alfabética não garante ao aluno a possibilidade de compreender e produzir textos, no entanto exige um trabalho pedagógico sistematizado. O domínio da linguagem oral e escrita é fundamental para a comunicação social e efetiva, pois é por meio dela que o homem participa e tem acesso à formação, expressa e defende pontos de vista, partilha ou constrói visões de mundo, produz conhecimento. (PCN - Língua Portuguesa, p.15). “Por isso ao ensiná-la a escola tem a responsabilidade de garantir (...), o exercício da cidadania, direito inalienável a todos.“

Trata-se, portanto de uma prática essencialmente pedagógica que ganha sentido pela sua conotação política pedagogica. A partir do desenvolvimento de atividades relacionadas ao Ensino da Língua Portuguesa, espera-se que os alunos adquiram progressivamente um competência em relação à linguagem que lhes possibilite resolver problemas da vida cotidiana, ter acesso aos bens culturais e alcançar a participação pelo mundo letrado. Com uma nova metodologia de ensino, com formato idealizado a partir de eixos temáticos de ensino que têm o conceito de aprendizagem desafio. Os alunos serão atendidos em tempo integral, divididos em dois grupos com atividades especificas, de acordo com o currículo e calendário de atividades especiais. Os planejamentos serão elaborados em parceria com as professoras regentes, supervisora coordenadora pedagógica do projeto, os professores do núcleo diversificado, considerando-se dimensões cognitivas, motoras e afetivas. o A proposta envolve toda a comunidade escolar , uma vez que a rotina das atividades serão alteradas, as aulas das disciplinas do Núcleo comum não serão alteradas, vão acontecer com os professores específicos da regência. As atividades diversificadas serão alteradas. Todos os professores vão trabalhar apoiados pela supervisão pedagógica e Orientação Educacional. Durante o períiódo de Intervenção o núcleo diversificado funcionará com a mesma sitematização da regência (um único professor, pelo periódo de 4 horas).

Nunca foi tão necessário se criar, construir, mudar e redimensionar a aprendizagem, a alfabetização ultrapassa a esfera da simples aquisição de conhecimento para dar sentido e ao que é aprendido, o desafio que hoje se coloca no ensino é que não basta transmitir informações. De acordo com (Vygotsky, 2004, p. 111-122) “O ponto de partida desta nossa reflexão encontra-se no grande valor que dá ao processo de interação”.É preciso humanizar para viver e libertar das adeversidades intelectuais, possibilitando situações que possibilitam a alfabetização e que resgate a dignidade do cidadão em sua totalidade, ensino de qualidade oferecidas no ambiente escolar. Cunha e Ferla (2002) enfatizam que “os objetivos da aprendizagem vão bem além do ato de aprender”, conceituado por vários autores e teóricos como o objetivo final da assimilação é algo adquirido através de treino do código da escrita e da leitura constantes, ligação direta entre o processo de experiência e observação, cada vez mais se amplia o potencial de transformação e interpretação da linguagem oral e escrita. Segundo Maria Lúcia Weiss, “a aprendizagem normal dá-se de forma integrada com o seu pensar, sentir, falar e agir. “É assim que crianças, de natureza ativa e curiosa, podem se tornar cidadãos conscientes, críticos e responsáveis com a certeza de que o movimento dialético procura inserir o homem na escola, incorporar princípios flexíveis capazes de intervir ao longo da vida escolar do aluno, favorecer a sua integração e aproveitamento, através de uma prática essencialmente pedagógica que ganha sentido pela sua conotação política.

Nesse sentido, é lamentável constatar que, ao longo dos anos de escolaridade, muitas crianças que ingressaram na primeira série, curiosas e interessadas, não chegam ao final do curso como portadoras de uma vasta carga de conhecimentos e habilidades, esses momentos de rumos contrários se sobrepõem no ingresso do Ensino Fundamental. Mais do que aprender determinados conteúdos, o aluno enfrenta o desafio de se adaptar à vida escolar e à dinâmica de estudo, colocando-se disponível ao conhecimento. mas, infelizmente, sem a disposição de seguir seus estudos ou interessar-se pelo ensino. Até que ponto a escola constitui-se como uma “máquina de ensinar”, que rouba de seus alunos a vontade de aprender? Com o objetivo de apoiar o processo de escolarização e favorecer a alfabetização e a aprendizagem do “aluno estudante”, a escola deve estar atenta à relação sujeito-escola nos vários planos de manifestação, tendo em vista o inegável impacto exercido pela escola sobre o aluno para o enfrentamento da difícil tarefa de canalizar energias, atenuar reações adversas, estimular lideranças ou tendências positivas, sistemática e intencional, no processo de interação com a realidade, através do relacionamento humano baseado no trabalho com o conhecimento e na organização da coletividade, cuja finalidade é colaborar na formação do educando na sua totalidade: consciência, caráter, cidadania, tendo como mediação fundamental o conhecimento que possibilite o compreender, o usufruir ou o transformar da realidade.



O fator decisivo para a significação do projeto de intervenção é resgatar o desejo de aprender promover mudanças, intervindo diante das dificuldades equilíbrios/desequilíbrios que foram percebidos por parte dos educadores da necessidade de sanar as dificuldades de aprendizagem dos alunos que apresentaram baixo rendimento escolar. Ao realizar o planejamento de Ensino Aprendizagem – planejamento este mais próximo da prática do professor e da sala de aula, a equipe escolar propôs os seguintes requisitos: querer mudar algo; acreditar na possibilidade de mudança da realidade e perceber a necessidade de mediação teórica-metodológica, que reconheça a realidade e preparar uma avaliação diagnóstica, para solucioná-las, analisar as dificuldades e buscar ações tendo como foco principal alcançar o maior índice de aprendizagem tendo como pré-requisito a aquisição de leitura e escrita.
2. As experiências e vivências alfabetizar letrando
Trata-se de processos distintos, embora possam e devam caminhar simultaneamente. Segundo entendimento de Soares (2002), “a questão é alfabetizar letrando, ensinar a criança a ler e escrever por meio das práticas sociais de leitura e escrita”. Os estudos de Vygotsky (1896-1934) postulam uma dialética das interações com o outro e com o meio, como desencadeador do desenvolvimento sócio-cognitivo. Para seus colaboradores, o desenvolvimento é impulsionado pela linguagem. Portanto, as experiências e vivências que o aluno traz conseguem, a descoberta não só ensina a criança a resolver problemas da vida prática, como também garante a ela uma compreensão da estrutura fundamental do conhecimento, possibilitando assim economia no uso da memória, e a transferência da aprendizagem no sentido mais amplo e total. A consolidação dos conhecimentos depende dos significados que eles carregam em relação à experiência social do jovem e dos adultos na família, no meio social, no trabalho. Segundo Bock (2001), a preocupação de Bruner é que a criança aprenda a aprender corretamente, ainda que “corretamente” assuma, na prática, sentidos diferentes para as diferentes faixas etárias. Para garantia de uma aprendizagem correta, o ensino deverá assegurar a aquisição e permanência do aprendido (memorização), de forma a facilitar a aprendizagem subseqüente (transferência). Este é um método não estruturado, portanto o professor deve estar preparado para lidar com perguntas e situações diversas, deve conhecer a fundo os conteúdos a serem tratados, estar apto a conhecer variedade de respostas, dessa interação resulta uma mudança contínua, que chamamos de adaptação. Com sentido análogo ao da Biologia, emprega a palavra adaptação para designar o processo que ocasiona uma mudança contínua no indivíduo, decorrente de sua constante interação com o meio. Um dos grandes desafios segundo CUNHA e FERLA (2002), e de quem se propõe a ser “mediador do conhecimento” é exatamente a existência de diversos métodos de ensino. Esta realidade é conseqüência de outra, que é o fato de que as pessoas são diferentes umas das outras, o que faz com que seja inadequado um professor utilizar sempre o mesmo e único método de ensino. “No campo da educação a interação, que é um dos conceitos fundamentais da teoria de Vygotsky, encaixa-se na concepção de escola que se pretende efetivar no sistema brasileiro de ensino”, é preciso mais que um ambiente letrado, é necessário que eles, percebam o significado dos código da escrita que pode ocorrer em um ambiente letrado, embora esse ambiente não garanta, por si só, a aquisição da escrita e da leitura. É preciso instrumentalizar as crianças, eis que, se não houver ferramentas e materiais, torna-se impossível construir a partir do vazio. A alfabetização consiste no aprendizado do alfabeto e de sua utilização como código de comunicação.

A importância de educar para a vida está em um contexto em que o indivíduo possa absorver o objeto de sua aprendizagem em sua vida cotidiana, reforçando assim o conceito aqui abordado de que para a concretização da aprendizagem é necessário que ocorra mais do que transmissão de conhecimento, mas também um envolvimento direto do indivíduo naquilo que lhe é ensinado, caracterizando assim um processo emocional vinculado à absorção do conhecimento, criado através de um processo contínuo. Num primeiro momento, as experiências concretas vividas pela pessoa irão servir de base para os processos de observação e reflexão. Com os processos de observação e reflexão formam-se conceitos abstratos e generalizações, as quais serão testadas através da experimentação em situações novas. Desta forma, novos conhecimentos são construídos. (KOLB, 1984; 1987). De forma recíproca o aprendizado também é afetado pelas emoções, (ANTONACOPOULOU; GABRIEL, 2001) "aprendizagem então é um processo profundamente emocional – dirigido, inibido e guiado por diferentes emoções, incluindo medo e esperança, excitamento e desespero, curiosidade e ansiedade" ou seja, existe uma relação dialógica entre emoção e aprendizagem. Realizada roda de leitura, historinhas infantis contada pela professora, que organizas com uma fantasia os personagens da historia e adéqua o ambiente, a história contada, levando-os a interpretação e instigando a partir dessa dinâmica atividades de recontar e reconstruir outra historias, se apropriando do mesmo conteúdo, o conhecimento é construído através da interação do sujeito com seu meio, a partir de estruturas existentes, depende tanto das estruturas cognitivas do sujeito como de sua relação com o objeto. Segundo metodo de Paulo Freire a identificação e catalogação das palavras-chave do vocabulário dos alunos – as chamadas palavras geradoras; o professor diate dos alunos, mostrará o lado a lado da palavra e a representação visual do objeto que ela designa. O conjunto das palavras geradoras deve conter as diferentes possibilidades silábicas e permitir o estudo de todas as situações que possam ocorrer durante a leitura e a escrita. Eles devem sugerir situações de vida comuns e significativas para os integrantes da comunidade em que se atua, como por exemplo, "tijolo" para os operários da construção civil de um modo mais abrangente, salienta ainda que a alfabetização é para o educador , um modo de os desfavorecidos romperem o que chamou de "cultura do silêncio" e transformar a realidade, "como sujeitos da própria história". SOARES, ( 2003) “diz letramento não é necessariamente o resultado de ensinar a ler e a escrever.” Esse processo não se resume apenas na aquisição dessas habilidades mecânicas (codificação e decodificação) do acto de ler, mas na capacidade de interpretar, compreender, criticar, resignificar e produzir conhecimento, ou a condição que adquire um grupo social ou um indivíduo como conseqüência de ter-se apropriado da escrita serão atendidos em tempo integral, divididos em dois grupos com atividades especificas, de acordo com o currículo e calendário de atividades especiais. Nessas classes, a divisão dos alunos se deu, primeiramente, de acordo com a matrícula por idade: crianças de 9 anos ou que completarão 9 anos até o mês de abril. Após o início do ano letivo, foi realizado diagnóstico de leitura e escrita com os alunos de 20 turmas, atividade que consistiu em pedir às crianças que lessem e copiassem um texto sugerido com as habilidades e competências de cada nível de aprendizagem.
3. Considerações Finais
A Escola Municipal de Tempo Integral onde foi desenvolvido o projeto de alfabetização com um ano de funcionamento , onde o aluno permanece , nove hora e meia, e atendendo a 1400 alunos , distribuídos em 34 turmas com 45 alunos em media , currículo de núcleo comum e currículo diversificado, em um período e a parte diversificada em outro período. Os alunos matriculados são alunos chegados de diversas escolas e regiões de 2º ao 9º ano do Ensino Fundamental.

Para o desenvolvimento do projeto de intervenção os alunos agrupados por competências de leitura, conforme o diagnóstico realizado anteriormente em cada turma, os que possuíam uma “leitura e escrita fluentes”, e os que não conseguiam “ler nem escrever”, na percepção das professoras e supervisora pedagógica, divididos e agrupados em turmas de 15 (quinze) crianças, os demais agrupamentos ficando em outra sala com seu professor, sendo específicos os professores do projeto. Frei Betto (Membro do conselho da Fundação Sueca de Direitos Humanos) disse que a partir de todo o processo educativo tem como ponto de partida e de chegada ação dos sujeitos educados. As professoras com seus respectivos alunos, começaram o trabalho com conteúdos pedagógicos relativos aos eixos e matrizes curriculares de cada turma e ano; tendo como referência as determinações dos Parâmetros Curriculares Nacionais – PCN´s e o Projeto Político Pedagógico da Unidade. O critério para encaminhar as crianças para esta sala continuou sendo o mesmo que dividiu as turmas no início do ano letivo. As crianças participavam das atividades na sala dos projetos até o momento do intervalo, posteriormente voltavam para suas salas de origem. O intuito era de que elas não perdessem seus laços afetivos e continuassem o processo de socialização com o grupo já determinado desde o início do ano letivo, e com isso, participariam das atividades propostas pela professora de sua respectiva sala e turma. Após um mês de trabalho, as professoras, juntamente com a supervisora, decidiram agrupá-los de acordo com sua aprendizagem, em primeiro grupo com os alunos que ainda não estavam alfabetizados, que sequer reconheciam as letras do alfabeto, e um segundo grupo com aqueles que já eram capazes de ler textos simples, mas não eram capazes de executar tarefas propostas pela professora de sua turma de origem. Sendo assim, das 7h30min (início da aula) até às 11h (horário do intervalo), o que correspondia ao período que eles estariam na sala de aula, eles estavam participando do projeto “Alfabetização e Aprendizagem Diversificada”. Os alunos do primeiro grupo (não-alfabetizados), após o intervalo de 13h às 17h, retornariam para a sala de origem e viriam para a sala do projeto os alunos do segundo grupo (alfabetizados), mas que não acompanhavam a sua turma. Esse remanejamento, em que a proposta de trabalho é modificada para melhor atender às crianças segundo suas necessidades, teve duração de apenas duas semanas. As professoras sugeriram que as crianças com dificuldades de aprendizagem permanecessem em seus agrupamentos por mais dias, sendo que é pouco o tempo para eles aprenderem, alegando também que as crianças não conseguiam acompanhar as atividades propostas à sua sala de aula de origem. Na avaliação das professoras, a sala do projeto foi uma boa estratégia para os alunos com defasagem na aprendizagem, pois muitos alunos conseguiram avançar e acompanhar a sua turma de origem .

Referências Bibliográficas:

CUNHA, Ciristiano J. C. de Almeida e FERLA, Luiz Alberto. MANUAL DO MODERADOR – Facilitando a Aprendizagem de Adultos. Florianópolis: IEA-Instituto de Estudos Avançados, 2002.

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Frei Betto


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Vygotsky e o papel das interações sociais na sala de aula: reconhecer e desvendar o mundo Publicação: Série Idéias n. 28. São Paulo: FDE, 1997
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Schütz, Ricardo. "Vygotsky & Language Acquisition." English Made in Brazil . Online. 5 de dezembro de 2004.


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Nádia Maria Dias da Silva


Pedagoga – Psicopedagoga
Orientadora Educacional
O DESAFIO DE PROMOVER A APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA, Júlio César Furtado dos Santos-Pedagogo, Psicólogo, Diplomado em Psicopedagogia pela Universidade de Havana, Cuba Mestre em Educação pela UFRJ,Doutor em Ciências da Educação pela Universidade de Havana. Pró-reitor Acadêmico da UNIABEU-RJ
Pedagogia da Esperança – Um Reencontro com a Pedagogia do Oprimido, Paulo Freire, 254 págs., Ed. Paz e Terra, tel. (11) 3337-8399, 40,50 reais

ABDA - Associação Brasileira de Déficit de Atenção (http://www.tdah.org.br/) 05/10/2007




1 Neli Miranda Cabreira, graduada em Pedagogia pela Universidade Católica Dom Bosco, em Campo Grande, MS, e pós graduada em Orientação Educacional e Supervisão pela Faculdade ITOP, em Palmas, TO.



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