Aliança hebraico: bri



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Glossário de Termos

Relevantes no Diálogo Cristão-Judaico


AEC = Antes da Era Cristã .

Aliança - hebraico: brit, grego: diatéke

Um pacto entre duas partes. As maiores alianças nas escrituras judaicas são a aliança de Deus com Noah , com Abraão <Gn 15> e a aliança do Sinai/Moisés entre Deus e Israel <Êxodo 19-24>. No Judaísmo, aliança se refere ao laço eterno entre Deus e o povo de Israel, fundado na relação graciosa e firme de Deus que exige a obediência da nação aos mandamentos <mitsvôt> e instrução <toróh>. No universo da cristandade, Deus fez uma nova aliança, melhor: aliança mais nova ou renovada com os cristãos evangélicos, os seguidores de Jesus Cristo. Durante séculos, a Cristandade cria que a “nova” substituiu a “velha aliança” com Moisés no Sinai, aplicando Jeremias 31,31-34 a si mesma (veja supersessionismo, substituição). Essa visão antijudaica deve ser rejeitada. Muitos cristãos usam agora os termos “Primeiro Testamento” e “Segundo Testamento” no lugar de Antigo e Novo Testamentos.

Aliança Mosaica ou Aliança do Sinai

A aliança que Deus fez com o povo de Israel no deserto no Monte Sinai depois que este foi libertado da escravatura no Egito e antes que entrasse na terra de Canaã. Está mais bem descrita em Dt 26,16-19. Israel escolheu Deus e Deus escolheu Israel. As obrigações de Israel na aliança eram incorporadas na sua aceitação da Toráh. A aceitação da aliança irrevogável de Deus e Israel tem de ser base de qualquer novo relacionamento entre os cristãos e os judeus. Veja aliança.

Aliança Noahica

A aliança que Deus fez com Noah (Noé) e os seus filhos, isto é, com as poucas pessoas que sobreviveram o dilúvio (Gn 9,8-17). Na literatura rabínica esta aliança é interpretada com base em sete mandamentos que Deus os quais devem ser estendidos a toda a humanidade. A versão mais amplamente aceita desses mandamentos é abster-se de: 1) idolatria (também de politeísmo = venerar deuses múltiplos); 2) assassínio; 3) imoralidade sexual, especialmente adultério e incesto; 4) blasfêmia; 5) roubo; 6) brutalidade contra animais e 7) estabelecer tribunais santos de justiça. Não-judeus que observarem essas leis terão, conforme o ensino rabínico, parte no mundo por vir.

Anti-semitismo

Literalmente, significa oposição a semitas (que incluiriam povos árabes e outros povos semíticos também), mas, usualmente, aplicado especificamente para se opor aos israelitas – anti-judaísmo teológico ou ódio aos hebreus, o povo do Estado de Israel. O termo foi criado na Alemanha pelos fins do século 19, para dar ao ódio aos judeus um anel no contexto dum estudo pseudocientífico das raças humanas.

Apocalipse

Substantivo grego de gênero feminino: revelação; como gênero literário, está sendo usado em português de gênero masculino (atestado nas tradições judaicas, cristã e moslêmica). O livro final do Novo Testamento também é chamado de “O Apocalipse” .

Apócrifos



Grego: significa escondidos ou ocultados. A expressão é usada para se referir a certos livros judaicos no período helenístico-romano que chegaram a ser incluídos na Versão dos Setenta. Estão também incluídos no cânon bíblico cristão oriental e no cânon romano-católico da Vulgata latina, mas não nos cânones judaico e cristão evangélico.

Auschwitz

O nome alemão da cidade polonesa (Oswiecim), perto da qual um dos maiores campos de concentração nazistas era situado. Mais que 1,5 milhões de judeus foram assassinados aqui. Auschwitz chegou a ser usado como sinônimo das palavras Holocausto e Shoóh.

Bar/Bat Mitsvóh



Hebraico para Filho/Filha do Mandamento. Trata-se do ritual hebreu em que um moço assume responsabilidades religiosas na comunidade quando completa treze anos de idade . Nas congregações da Reforma e Conservativas, ritual semelhante está sendo observado para moças. Como parte do ritual, a pessoa jovem está sendo, pela primeira vez, chamada para a bòmóh ou púlpito (ascensão essa chamada de `aliyóh) para ler do rolo da Toróh.

Bar-Mitzvá
Em hebraico, significa a regra que todo filho da religião judaica deve seguir. Acontece quando o menino completa treze anos e 1 dia de idade. O principal ritual religioso do Bar-Mitzvá é a leitura da Torá, escrito em hebraico.

Decálogo



Termo grego que se refere aos dez mandamentos t hadibrôt> recebidos por Moisés no Monte Sinai segundo as escrituras judaicas - Êxodo 20,1-17. Deuteronômio 5:1-21.

Deidade

Do latim e português: deus.

Deutero-Isaías

Termo grego: no uso científico Isaías Segundo: Capítulos 49-55 e Terceiro Isaías: Capítulos 56-65.

Diáspora

Do grego diasporá: “dispersão”. Muitas vezes esta palavra é usada para se referir às comunidades judaicas que vivem entre os gentílicos fora da terra de Israel.

Dispensacionalismo

Posição cristã que divide a história em vários períodos de atividade divina , cada uma das quais está sendo identificada por uma caracterização.

Eleição

Termo usado teologicamente no Judaísmo para indicar a escolha de Israel para receber uma grande e distinta aliança - escolha não baseada na superioridade ou cumprimentos prévios do povo, mas sim na gratuidade de Deus aliança>. Na Cristandade o conceito de eleição está sendo aplicado à Igreja e, ainda, aos cristãos evangélicos.

Escatologia.

Do grego eshaton, estudo do “ultimo” ou “tempo final”. Refere-se, em geral, ao que está sendo esperado para tomar lugar nos “últimos tempos” (da perspectiva do investigador); assim, o estudo do destino ou finalidade últimos da humanidade e do mundo, como e quando o fim vai ocorrer, como vai ser o fim ou período último da história ou existência.

Evangelhos sinóticos

Nome dado aos três primeiros livros do Evangelho de Jesus no “Novo Testamento”, os quais vêem a história de Jesus da mesma perspectiva geral.

Exegese

Do grego, a interpretação ou exposição das Escrituras Sagradas.

Fariseus, adj. farisaico

Do hebraico PeRUShÍM = “separados” (ou dissidentes). Nome dado a um grupo ou movimento no Judaísmo primitivo, cuja origem e natureza não estão claras nas páginas da Bíblia Sagrada. A designação, provavelmente, resultava dos seus rigores especiais em matéria de dieta e pureza, os quais limitavam as suas interações sociais com pessoas fora do seu movimento. Muitos cientistas bíblicos os identificam com os sábios posteriores e rábis que ensinavam a lei oral e escrita, outros cientistas os vêem como complexo de separatistas pietistas e zelosos, distintos dos proto-rábis. Segundo o historiador Josefo e o Novo Testamento, os fariseus criam na ressurreição dos mortos, numa balança entre predestinação e vontade livre, em anjos como agentes divinos ativos e na lei oral autoritativa. Nas matérias bíblicas os fariseus manifestam-se como líderes oponentes de Jesus e dos seus seguidores, sendo muitas vezes ligados com “escribas”, mas distintos dos Saduceus, um outro grupo de tendências religiosas.

Festivais

Os três festivais que correspondem às três peregrinações anuais a Jerusalém durante os tempos do Templo são Peçah


, Shabu`ôt
e Sukôt . Festivais menores são Hanukóh e Purím.

Filactérias



Grego: protetores. Veja tefilín.

gentílico(s)



Latim para “povo(s)”, “nação / nações”. Os judeus se referem a povo ou nações usando o hebraico gói / goyím, (grego) etnos / etna = povo(s), nação / nações. Na literatura judaica antiga, quando o Judaísmo era reconhecido como religião monoteísta, o termo tinha a designação prática de “pagão” (do latim: aldeão, camponês, pessoa que não é de cidade). Muitas vezes, referia-se implicitamente aos romanos.

Halakóh

Derivada do verbo hebraico halak, “andar”, assim “o caminho para andar”. Trata-se do corpo coletivo da lei religiosa judaica que judeus observantes seguem. Está derivado de tanto dos 613 preceitos (mitsvôt) promulgados na Toróh (248 leis são mandamentos positivos e 365 são proibições) - muitas das quais não podem ser observadas senão na terra de Israel ou quando o Templo de Jerusalém existir - quanto da Toróh Oral, a qual inclui todas as leis decretadas pelos sábios através das eras. Veja Judaísmo Ortodoxo, Torá Oral, Talmude.

hebreu

Nome usado para denotar o povo de Israel, especialmente durante a era bíblica primitiva. Está sendo usado originalmente como epíteto de Abraão. A sua origem não está clara. Poderia se referir à sua descendência de `Êber, descendente de Noah e Shêm, ou ao status de Abraão como alguém que veio “do outro lado” (do Eufrates?), como visto da perspectiva dos cananeus. O termo tem sido por vezes preferido por certas comunidades e movimentos judaicos modernos por causa de associações negativas ligadas a “judeus”.

Helenismo, adj. helenístico

A civilização que se espalhou da Grécia através de grande parte do mundo antigo desde 333 AEC (Alexandre o Grande) a 63 AEC (dominação do Próximo Oriente pelo Império Romano). Como resultado, muitos elementos da cultura grega (nomes, língua, filosofia, atlética, arquitetura, etc.) penetravam o Próximo Oriente. “Helenismo” se refere atualmente à síntese das culturas grega e do Próximo Oriente, a qual resultou desse processo.

hermenêutica, adj. hermenêutico

Do grego (h)ermeneuticós: interpretativos. Os princípios pelos quais alguém interpreta as escrituras. O termo está sendo freqüentemente usado com referência ao estudo das escrituras judaicas e cristãs.

Herodes

O Segundo Testamento da Bíblia Cristã menciona quatro (“reis” pela graça de Roma) com esse nome: 1) Herodes o Grande, um idumeu judaizado (ou proselitizado), governou a Judéia tiranicamente com apoio de Roma. Morreu no ano 4 AEC, pelo tempo em que Jesus nasceu (Mateus 2,1ss.). Dizem que ordenou o assassínio dos infantes em Belém. 2) Herodes Antipas era o segundo filho de Herodes o Grande (Mateus 14,1; Lucas 3,1). Matou João Batista (Marcos 6,14ss.). 3) Herodes Agripa I era o neto de Herodes o Grande. Está sendo mencionado em Atos 12,1ss. 4) Herodes Agripa II era o filho de Agripa I. Está sendo mencionado na passagem de Atos 25,13 - 26,32 (Paulo se defendendo contra acusações de alguns co-judeus).

hòçidím, haçidismo

hebraico: “piedosos”. O termo se pode referir a judeus em vários períodos: (1) um grupo que resistiu às políticas de Antíoco Epífanes no 2° século AEC no começo da revolta macabéia; (2) pietistas judaicos no13° século; (3) seguidores do movimento do Haçidismo fundado na primeira metade do século 18° por Israel Ba`al Shêm Tôb.

Hòçidismo de Lubavitch

Um dos movimentos haçidicos, que derivou o seu nome duma cidade do noroeste da Rússia, baseando-se nos ensinamentos do rebbe de Nova York, Menachem Mendel Schneerson. Embora ultra-ortodoxa na sua orientação, fez-se conhecer na América do Norte como uma das mais intensas irmandades religiosas no mundo moderno. Com a sua aptidão particular para organização, estabeleceu as suas escolas, casas próprias de publicação e extensão missionária judaica. Veja hoçidím.

Holocausto

Do grego: “oferta inteiramente queimada”. Termo usado em tempos recentes para se referir à exterminação do povo judaico. Veja Shoóh, Auschwitz.

imitatio Dei

Do latim: a imitação de Deus. As escrituras judaicas (tanto a Bíblia com o Talmude) contêm numerosas passagens que descrevem Deus em termos humanos (veja antropomorfismo). Pretendem, não só mostrar que Deus é pessoal e acessível para o povo de Deus, mas que Deus age de acordo com os mandamentos dados a Israel, pondo o exemplo a ser seguido. Cumprir os mandamentos da Toróh é imitação de Deus, não podendo, portanto, nunca ser visto como “legalismo” (com os cristãos tentavam retratar). A imitatio Dei jaz na raiz do Judaísmo rabínico. Tem de ser entendida para apreciar o ensino cristão sobre a imitação de Cristo, que imitava Deus vivendo a Toróh (veja Torá).

Israel

Nome dado ao patriarca judaico Ya`aqôb (Jacó) de acordo com Gênesis 32,38. Nos tempos bíblicos judaicos, esse nome se refere às tribos do norte, mas também à nação inteira. Historicamente, os judeus continuavam considerar-se a si mesmos como a verdadeira continuação da comunidade nacional-religiosa israelita. O termo, assim, tem um sentido cultural forte, referindo-se aos judeus como povo. Nos tempos modernos, refere-se também ao Estado de Israel. Os cristãos chegaram a considerar-se a si mesmos como o Israel “verdadeiro”, estando em continuação com as tradições antigas, as quais chegaram a ser uma das fontes do antijudaísmo cristão pela história.

Jeová, de Jehovah.

Tentativa errada por tradutores da Bíblia Cristã primitivos de vocalizar o nome divino, baseada na prática medieval de escrever as consoantes hebraicas, YHVH, com pontuação vogal para “adonái” (Senhor). Os leitores hebraicos dirão automaticamente “adonái” (Senhor) ao ver essa palavra. Jehovah é palavra artificial que tem caído fora de uso. Veja YHVH.

Judaísmo, judeu

Do nome hebraico do patriarca Jehudóh [Judá], cujo nome chegou também a designar a tribo e o distrito tribal em que Jerusalém era localizada. Assim, os habitantes de Judá e os membros da tribo de Judá chegaram a ser chamados de “Judaítas” ou, numa forma breve, de “judeus”. Na ciência, o termo Judaísmo está sendo usado depois de aproximadamente o século 6 AEC como designação com características variantes em tempos e lugares diferentes: especialmente o Judaísmo antigo ou primitivo, rabínico ou normativo. Anterior aos tempos modernos, o termo nunca foi usado pelos próprios judeus nos seus próprios escritos; referiam-se a si mesmos quase invariavelmente como a “Israel”. Diferentes expressões do Judaísmo de hoje são Ortodoxo, Conservativo, da Reforma / Liberal, hòçidím, Reconstrucionista, etc.

Judaísmo Conservativo

Um desenvolvimento moderno no Judaísmo, reagindo a movimentos de Reforma anteriores, numa tentativa de reter elos mais claros com a lei judaica clássica enquanto, ao mesmo tempo, adaptando-se a situações modernas. O seu centro científico nos EUA é o Jewish Theológical Seminary em Nova York. (Veja Judaísmo Ortodoxo, Judaísmo da Reforma).

Judaísmo da Reforma

Movimento moderno originado na Europa do século 18, o qual tenta ver o Judaísmo como religião racional adaptável a necessidades e sensitividades modernas. As tradições e leis antigas estão sendo vistas como remanescentes históricos que precisam ter nenhum poder obrigatório sobre judeus modernos. A instituição central acadêmica do Judaísmo da Reforma Americano é o Colégio de União Hebraica em Cincinnati, sendo representado também pela Conferência Central de Rábis Americanos. Compare Judaísmo Conservativo e Judaísmo Ortodoxo.

Judaísmo Ortodoxo

Refere-se aos movimentos que surgiram em reação aos Judaísmos de Reforma e Liberal pelo fim do sáculo 18. O nome era inicialmente dado (pelos seus oponentes) a judeus que quiseram ficar fiéis à Toráh contra as tendências modernizantes do tempo. A ortodoxia se baseia muito nas leis religiosas codificadas no Shulhón `Arúk [literalmente: mesa arrumada] do século 16. O Pentateuco, na sua forma atual, está sendo crido como ter sido revelado por Deus. Junto com essa Toróh (veja: Torá) escrita, a Toróh oral (veja: Torá Oral) foi revelada, a qual era atualmente compilada na literatura rabínica. Enquanto há conformidade em materiais de fé e observância, há correntes diferentes de opinião. Em Israel, a Ortodoxia é a única autoridade religiosa reconhecida. Algumas famosas personalidades ortodoxas advertiram contra a participação no diálogo judaico-cristão, enquanto encorajavam cooperação na área social.

Kashrút, adj. kòshêr

A Kashrut são as leis dietéticas. (O adjetivo significa “de acordo com os preceitos judaicos”). Essas leis são amplamente derivadas do livro Levítico. Só certos animais, aves e peixes são aceitáveis como alimento, outros não são kóshêr. Os animais ritualmente aptos têm de ser abatidos de modo certo, assim que o sangue seja mais completa e rapidamente drenado, porque o comer ou beber sangue está proibido. Depois inspeção pelo shohêt (abatedor instruído nas exigências da Kashrút. Trad.), remoção ulterior de qualquer sangue está sendo conseguida por empapar, salgar e enxaguar a carne. Uma das leis da kashrút é a proibição de cozer ou comer carne e leite juntos. Os judeus observantes esperam até seis horas depois de ter comido carne ou aves antes de comer qualquer produto de leiteria. A Kashrút transcende o conceito de higiene, porque demanda disciplina, sendo intentada para pureza espiritual. Os cristãos não podem esperar que um judeu observante participe na sua refeição. Nos encontros cristãos-judaicos, uma refeição comum de Kashrút pode ser ordenada.

Ketubím ou Ketuvim

Hebraico para escritos, a terceira e última divisão da Bíblia (hebraica) judaica clássica (Tanak), incluindo largas obras poéticas e epigramáticas como os Salmos, Provérbios e ´Iyôb (Jó), bem como uma miscelânea de outros escritos (O cântico dos Cânticos, Rut, Lamentações, Qohélet, Estêr, Daniel, `Ezró/Nehemyóh, Crônicas). Veja: Tanak.

Kipa


Dentro da sinagoga, todos os homens, judeus ou não, devem usar a Kipa, uma espécie de chapéu. Simboliza a humildade do homem frente a Deus. A kipa tem um nome em português: solidéu.

leis dietéticas

veja kashrút

Maimônides (RaMBaM = Rabbi Moses ben Maimon)

Veja Judaísmo Ortodoxo, halakóh.

Marcion(itas)

Cristão do século 2 (e os seus seguidores), que está sendo considerado o primeiro herético pelos seus oponentes por causa de certas idéias dualistas e gnósticas e a sua chamada para uma separação da Cristandade das suas raízes judaicas e do Primeiro Testamento.

Messias

veja mòshíah

midrash, pl.: midrashím

Do hebraico dòrásh: inquirir. Significa exposição (de escritura), referindo-se ao “comentário” ou literatura homilética, desenvolvida no Judaísmo clássico, que tenta interpretar as escrituras judaicas de modo cabal (científico) ou as expor em sermões pregados na sinagoga. Literalmente, o midrash pode focalizar ou na halakóh, dirigindo o judeu a padrões específicos de prática religiosa, ou à ´agòdóh, esta que trata de idéias teológicas, ensinamentos éticos, filosofia popular, exposição imaginativa, legenda, alegoria, fábulas animais, etc. - aquilo que é qualquer coisa, menos aquilo que éhalakóh.

Mishnóh

Ensino hebraico ou recitação oral. Um compêndio importante da halakóh como esta existia no fim do século 2, tendo sido colacionado por Rábi Judáh o Príncipe. O código está dividido em seis maiores unidades (“ordens”) e sessenta menores (“tratados”). A obra está sendo considerada a mais autoritativa tradição legal dos sábios primitivos, sendo a base das discussões legais do Talmude.

monoteísmo

Grego: uma só deidade. A crença de que há somente um único ser divino real e último.

mòshíah

Literalmente: “ungido”, grego: hristós (cristo). Antigos sacerdotes e reis (e, por vezes, profetas) foram ungidos com óleo. No Judaísmo primitivo, o termo chegou, por vezes, a significar um descendente régio da dinastia de Davíd (Davi), que iria restaurar o reino unido de Israel e Yudóh [Judá], levando a uma era de paz e justiça. O conceito desenvolveu-se em várias direções pelos séculos. A era messiânica era crida por alguns judeus para ser um tempo de perfeição das instituições humanas, outros criam que seria um tempo dum começo radicalmente novo, um novo céu e uma nova terra depois do julgamento e destruição divinos. Os seguidores de Jesus aplicavam o nome a Jesus de Nazaré. Foram logo chamados de “Cristãos” nos usos grego [hrisatianoi] e latim [christiani] Jesus é Messias também no Islame. Veja escatologia.

Nebi´ím, sing. Nòb

Hebraico: profetas. Veja profeta, Tanak.

ortodoxo

Do grego para “opinião/vista correta”, oposto ao heterodoxo ou herético. O julgamento que uma posição seja “ortodoxa” depende daquilo que estiver aceito como “regras” operativas ou normativas no respectivo tempo. Pelo curso da história, o termo “ortodoxo” chegou a denotar as formas sobreviventes dominantes que se provaram ser “tradicionais” ou “clássicas” ou “de corrente principal” [mainstream], (p. ex. o Judaísmo rabínico; as Igrejas Romano-Católica e Cristas Ortodoxas Orientais; Islame Sunita), se bem que novas “ortodoxias” relativas emergissem constantemente (e muitas vezes desaparecessem).

Palestina

Do grego para os filisteus, a população encontrada pelos primitivos geógrafos. A designação antiga para a área entre a Síria (ao norte) e o Egito (ao sul), entre o Mar Mediterrâneo e o rio Jordão; aproximadamente o Israel moderno.

(mais uma parte ao leste do rio Jordão, de tamanho igual ou até maior que o da parte ao oeste desse rio; veja os cinco mapas em The New Enciclopædia Britannica, Fifteenth Edition, 1995, 25, 410-420: 1) Palestina durante a época de Davi e Salomão [p. 410]; 2) Palestina durante a época dos Macabeus [p. 413]; 3) Palestina durante o período de Herodes o Grande e os filhos deste; 4) Os mandatos britânico e francês em Síria, Palestina e Iraque, pertencendo a essa Palestina a área da Jordânia atual, ao leste do rio Jordão, com área quatro vezes maior que aquela do Estado atual de Israel [p. 418]; 5) o plano das Nações Unidas para Palestina adotado em 1947 [p. 420]. Trad.). Parece que o nome foi adotado pelos romanos como modo de negar a conexão dos judeus a sua pátria.

Páscoa

Em hebraico Peçah, é um dos três festivais de peregrinagem (Peçah, Shabu`ôt, Sukôt). Celebra a liberação do povo judaico da tirania e escravatura dos egípcios. Veja festivais (judaicos), sêder.

Pentateuco

Do grego, para “cinco livros/rolos”. Os cinco livros atribuídos a Moisés: Gênesis, Êxodos, Levítico, Números e Deuteronômio; conhecidos na tradição como Torat Môshè (os ensinamentos de Moisés), ou simplesmente Toróh. Sendo, em habraico esses cinco livros identificados pela primeira palavra com que começam: BeREShíT (No princípio), SheMÔT ({E estes os}nomes), VaYiQRÓ (E {YHVH} chamou {a Moisés}), BeMiDBAR ({E falou YHVH a Moisés} no deserto), DeBòRÍM ({Estas as}palavras {que falou Moisés a todo o Israel}).

período intertestamental, período do Segundo Templo

Termo teológico cristão. Período formativo no desenvolvimento do Judaísmo, entre cerca 400 AEC, a data tradicional do fim para o cânon judaico e o cristão do 1° século EC. A literatura intertestamental judaica inclui os apócrifos (preservados, na maioria, em grego) e os pseudepígrafos (obras, desse período, atribuídas a autores antigos como Hanôk [Henoc], os patriarcas e Môshè [Moisés]). Essa literatura provê importante pano de fundo para o entendimento do período das origens cristãs. Para o Segundo Templo: veja Templo.

pogrom

Da palavra russa para devastação; um ataque não-provocado ou série de ataques a uma comunidade judaica.

profeta

Do grego, “falar para” ou “proferir falando”. Nome dado a pessoas de fala de Deus aceitas (ou as suas opostas, profetas falsos). Os profetas chegaram a ser designação duma seção dos escritos judaicos; veja Torá, Nebi´ím, Tanak. A palavra inglesa prophet (e a portuguesa ‘profeta’. Trad.), originalmente grega, a qual designa a quem prediz o futuro, não reflete a função do “nób´í hebraico, se bem que a percepção de profetas como oráculos tenha longa história no Judaísmo.

prosélito(s)

O termo hebraico gêr (estranho, não-israelita que vivia em Israel) foi traduzido na Setenta para o grego como prosélitos [vindos para], o que significava um convertido ao Judaísmo. Desde o século 4, os judeus não se engajaram em atividades missionárias organizadas, embora prosélitos estivessem ainda bem-vindos na comunidade depois de estudo intenso e batismo e (no caso de masculinos) circuncisão. Há diferenças consideráveis entre os ramos do Judaísmo. Hoje, a maioria das conversões acontece por causa dos casamentos mistos, onde um parceiro se converte para evitar conflitos potenciais na vida familiar.

Qur´an (melhor que Corão)



Arábico: Al Qur’an, “A Recitação”. As sagradas escrituras do Islame, a religião dos Moslins (não maometanos como alguns dicionários o ainda dizem) ditadas a Maomé pelo Arcanjo Gabriel.

sábado

Hebraico: shabót (substantivo de gênero feminino que significa “folga”), o sétimo dia da semana recordando a complementação da criação e o Êxodo de Egito. É dia simbólico de novos começos e dedicado a Deus, o dia mais santo de tranqüilidade. O mandamento de folga está encontrado na Bíblia, tendo sido elaborado pelos rábis. É obrigação especial estudar a Toróh no Sábado e ser alegre.

Saduceus

Um subgrupo judaico primitivo cujas origens e idéias são incertas. Surgiu provavelmente no início do 2° século AEC e acabou de existir quando o Templo em Jerusalém foi destruído no ano de 70 EC. Os saduceus suportavam a autoridade sacerdotal, rejeitando tradições não diretamente baseadas no Pentateuco, como o conceito de vida pessoal, individual depois da morte. Estão sendo muitas vezes reportados como em conflito com os Fariseus.

sêder

O sêder é uma refeição judaica especial nos lares judaicos na noite da Páscoa. Sêder significa “ordem”, estando o texto para o conduto da refeição contido na “´agòdóh” (“narração” do Êxodo) a qual tem numerosas edições de tais com comentários dos sábios àquelas enchidas com imagens para crianças. No entanto, o texto básico e a ordem de 15 partes são os mesmos. Veja Páscoa.

Setenta (também escrita LXX = 70)

Depois de os gregos, sob Alexandre o Grande (356-323 AEC), tinham conquistado o Oriente Médio, os judeus foram influenciados pela religião mista (sincrética) e cultura helênicas (veja Helenismo). Segundo as fontes judaicas, o sumo sacerdote Eleazar escolheu 70 (em latim: septuaginta) dos judeus mais educados, enviando-os a Alexandria, Egito, para traduzirem as escrituras judaicas para a língua grega. Isso aconteceu entre os anos 250 e cerca 100 AEC. A Setenta era usada pelos judeus que viviam na diáspora e, quando a Igreja cristã gentílica chegou a existir, pelo apóstolo Paulo, este que citava extensivamente da LXX. Como é o caso com qualquer tradução, há divergências do original hebraico tanto em palavras individuais como em frases. A Setenta inclui também livros apócrifos (incluídos nas Bíblias romano-católica e ortodoxa oriental), os quais não estão no cânon hebraico, e há uma ordem dos livros diferente da do Tanak hebraico. A Bíblia protestante contém somente os livros do Tanak hebraico, mas usa a ordem da Setenta, esta que dá a impressão aos cristãos de que o último profeta, Malaquias, conduz retamente ao “Novo Testamento” cristão. Veja cânon, apócrifos, Helenismo, Tanak.

Shemá`

Hebraico: ‘ouve’, a primeira palavra da profissão primacial secular de Israel de fé, do Deuteronômio 6.4: “Ouve, oh Israel! O Senhor é nosso Deus, o Senhor é uno.” Os judeus recitam o Shemá` como expressão da fidelidade exclusiva a Deus e à unidade de Deus. No sistema de valor, nenhuma ideologia, arte, sucesso ou felicidade pessoal são permitidos para substituir Deus como a base última de sentido.`

Sho´óh

Hebraico: destruição.

sinagoga

Grego: reunião. A instituição central do serviço religioso comunal e ensino da Bíblia judaicos deste a antiguidade (hebraico: bêt kenéçet) e, por extensão, termo para o lugar de reunião. A estrutura de tais edifícios mudou, dependendo da cultura do ambiente, se bem que, em todos os casos, a arca contendo os rolos da Toráh esteja voltada ao lugar do antigo Templo em Jerusalém.

Sionismo

Do Monte Sião, colina na cidade de Jerusalém. Nos tempos bíblicos (Isaías 1,27) e, mais tarde no Judaísmo rabínico, usado para o todo de Jerusalém como símbolo duma pátria judaica reconstruída, a qual juntasse os seus exilados ao redor dum Templo reconstruído. O “Retorno a Sião” era esperado como obra de Deus. O Sionismo do século 19 usava alguns dos motivos rabínicos anteriores, mas a sua definição da qualidade de povo (os judeus são um povo como os franceses ou os ingleses, etc.) foi tomado antes dum contexto europeu contemporâneo do que do entendimento do relacionamento de aliança entre Deus e o povo de Israel. Muitos dos antigos líderes sionistas eram ateístas ou agnósticos. O anti-semitismo crescente e, finalmente, os assassínios em massa dos nazistas levaram a mais aceitação entre os judeus religiosos de ação humana (antes de aguardar por Deus) para criar uma pátria judaica. O Sionismo havia e ainda tem uma variedade de opiniões, mas à parte de algumas franjas da Reforma e ortodoxas, judeus de todas as persuasões apóiam o Estado de Israel fundado em 1948. Um “Sionismo Cristão” surgiu em algumas Igrejas evangélicas e fundamentalistas, o qual vê a fundação do Estado de Israel e a reunião dos exilados judaicos como o primeiro estágio das profecias do Antigo Testamento, esperado para serem seguidos por um segundo estágio, o retorno de Cristo e a conversão de todo o Israel a ele.



Solidéu do latim soli Deu = somente a Deus.

(“Pequeno barrete em forma de calota, com que bispos e alguns padres cobrem o alto da cabeça” [Diconário Aurélio]; yídiche: yarmulqóh, alemão: [Priester]käppchen, inglês: skullcap ou skull-cap. Trad.).


Hebraico kipóh (yídiche: yarmulqóh). Nos dias do Templo, os sacerdotes vestiam um turbante durante os serviços e os sábios judeus cobriam as suas cabeças na maior parte do tempo. Os masculinos judaicos tradicionais de hoje usam o solidéu especialmente durante a oração, durante refeições e na sinagoga. A visitantes masculinos à sinagoga estão sendo oferecidos solidéus na entrada, sendo solicitados para os usar.

supersessão, substituição

O ensinamento cristão por quase dois milênios de que a Igreja supersediou ou substituiu Israel no plano de Deus da salvação, e de que, depois da destruição do Templo, o Judaísmo não tem mais significância teológica ou religiosa senão a de mostrar a ira de Deus, enquanto a Igreja era vista como a demonstração da graça de Deus.

Talmude

Hebraico: estudo ou aprender. O Judaísmo rabínico produziu dois Talmudes: aquele conhecido como Talmude Babilônico é o mais famoso no mundo ocidental, sendo completado algum tempo depois do século 5 EC; o outro, conhecido como o Talmude Palestinense ou de Jerusalém, era editado talvez no século 4 EC. Ambos consistem de comentários e debates sobre a interpretação e aplicação da coleção da Mishnóh dos Tònò´ím (tanaítas, os sábios mais antigos) e dos ´Òmorò´ím (os sábios posteriores). O Talmude está também conhecido por sua equivalente aramaica babilônia, a “Guemòróh”. Veja Mishnóh, Toróh Oral.

Talit


É um xale, que o menino ganha para seu Bar-Mitzvá, e simboliza os mandamentos de Deus.
 
Tanach
Corresponde ao Velho Testamento dos protestantes. Tanach é uma sigla: T vem de Torá (Lei); N de Nevim (Profetas) e Ch de Chetubim (Escritos).

 
Tanak

Abreviação relativamente moderna para a Bíblia judaica, ajuntada dos nomes das três partes: Torá (Pentateuco ou Lei), Nebi´ím (Profetas), e Ketubím (Escritos) - assim TNK, pronunciado TaNaK.

Targúm, pl. Targumím

A antiga tradução rabínica das escrituras hebraicas ao vernáculo aramaico da Palestina e Babilônia. As Miqrò´ôt Gedolôt, a Bíblia rabínica, apresentam o texto padrão da Bíblia, o Targúm em letras menores ao lado daquele e um número de comentários medievais em hebraico ao redor de ambos os textos. De acordo com os procedimentos descritos no Talmude, a leitura de cada versículo da Toróh deve ser seguida pela recitação do seu Targúm. Com o declínio do aramaico, essa prática caiu em desuso na maioria das comunidades. Os Targumím usados na liturgia palestinense, recitados pelo Turgemón [intérprete], eram muitas vezes criações literárias elaboradas que entrelaçavam elementos de midrash e de ensinamento tradicional. Os Targumím evitavam os antropomorfismos da Bíblia, usando, por exemplo, o termo Memróh, verbo, como circunscrição reverenda para Deus.



Tefilin
É um fio de couro, com 2 caixinhas fixas, que devem ser colocadas uma sobre a cabeça e outra sobre o coração. No braço, são dadas 7 voltas, o mesmo número de dias que levou a criação do mundo.

 
Torá


É a Bíblia dos judeus, que corresponde ao Pentateuco .

tefilín

Do hebraico tefilôt, orações. Referem-se aos pequenos cubos de couro usados por masculinos judaicos tradicionais a partir do seu Bar Mitsvóh durante a Shaharit (do hebraico: manhã), serviço da oração da manhã. Em tempos antigos, foram usadas durante o dia inteiro. Contém pequenos pergaminhos de escritura, são postas na testa e no braço, (habitualmente esquerdo) no cumprimento literal de Deuteronômio 6,8, lembrando o judeu do amor de Deus com todo o seu ser, toda a sua mente e todas as suas emoções (braço esquerdo perto do coração). As tefilín não são usadas no Sábado ou nos festivais.

Templo

No Judaísmo tradicional, o único Templo legítimo era aquele de Jerusalém. O primeiro Templo foi construído pelo rei Salomão pelo ano de 950 AEC, destruído pelo rei babilônico Nebukadnetsar, pelos anos 587/6 AEC e reconstruído cerca de 70 anos mais tarde sob Zerubòbél e consagrado em 515 AEC. Foi ampliado e melhorado consideravelmente por Herodes o Grande. Esse segundo Templo foi destruído pelos romanos no ano de 70 EC. O lugar do antigo Templo judaico está agora ocupado, em parte, pela mesquita “Domo da Rocha” com a sua cúpula dourada. Nos tempos recentes, “templo” chegou a ser usado com sinônimo com sinagoga num uso liberal ou da Reforma.

teodicéia



Grego: teós = Deus, diké = “justiça”. Tentativa de harmonizar o poder e bondade de Deus com as injustiças e males no mundo.

testamento

Termo para acordo entre duas (ou mais) partes, tal como “última vontade e testamento”. Na tradição judaica, o conceito de aliança joga um papel importante, sendo traduzido por “testamento”, especialmente em referências cristãs às escrituras da “antiga aliança” (Antigo Testamento) e a “nova aliança” (Novo Testamento). Veja aliança.

tetragrama

Grego: “[nome] de quatro letras”.

Torá

Hebraico: toróh = ensino, instrução. Em geral, toróh se refere ao estudo de todo a gama da tradição judaica ou a um aspecto da mesma. No seu sentido especial, a “toróh” se refere aos cinco livros de Moisés nas Escrituras Hebraicas (veja Pentateuco). (No Qur´an, toróh é o termo principal pelo qual a escritura judaica está sendo identificada.

Torá Oral

No pensamento farisaico/rabínico, Deus revela instruções para viver tanto pelas escrituras escritos como pelo processo paralelo das tradições transmitidas oralmente. Os críticos dessa aproximação dentro do Judaísmo incluem Saduceus e Qòròí´m (Caraítas). Veja Mishnóh, Talmude.

Vulgata

Do latim: a versão latina oficial da Igreja Romano-Católica da Bíblia, preparada ou editada por Jerônimo (Hieronymus) pelo ano 400 EC. Veja também Setenta.

xale de oração

No hebraico moderno chamado de talit, de letalêl, cobrir (originalmente se referendo a qualquer peça de roupa). Essa peça de roupa de quatro cantos está sendo usada por veneradores masculinos em orações matinais privadas e congregacionais à noite somente no Yôm Kipur. A sua importância jaz nas suas franjas (tsitsit) colocadas aos seus cantos em cumprimento do preceito do livro Números. Judeus tradicionais também vestem roupas interiores com franjas durante o dia. Não se espera de hospedes não-judeus a uma sinagoga que vistam uma.

YHVH

O sagrado nome de Deus que foi revelado a Moisés junto com o seu significado, o qual contém um programa (Êxodo 3,14). Está também conhecido como tetragrama. Já que o hebraico foi escrito sem vogais nos tempos antigos, as quatro consoantes não contêm nenhuma chave à sua pronúncia original. No Israel antigo, o nome era falado somente no Templo, e só em cartas ocasiões (p. ex. no Yôm Kipur). Hoje, a maioria dos judeus não fala o nome, sendo, no lugar, outros nomes de Deus substituídos, p. ex. Senhor (hebraico: Adonái). Na maioria das traduções inglesas, o tetragrama da Bíblia está sendo propriamente representado por LORD (SENHOR). Isso é o mais aceitável para os judeus. No entanto, na ciência contemporânea e até em algumas traduções cristãs (Bíblia de Jerusalém) o tetragrama está sendo muitas vezes dado por “Yahveh”. Em algumas traduções novas, até o próprio tetragrama está sendo usado. Ambas essas reproduções são ofensivas para muitos judeus. Ouvem cristãos (muitas vezes na sua presença no diálogo) pronunciarem esse nome especial divino, o qual eles mesmos nunca ousariam a falar. Significa, para eles, o “pogrom” da chamada e relacionamento especiais de Israel com Deus, os quais os cristãos deveriam aprender a respeitar. Veja também Jeová.

Yôm Kipur

Dia hebraico de reparação, também chamado de Sábado dos Sábados, o dia mais sagrado no calendário judaico, devotado a jejuar, orar e confessar. É a culminação das Festas Altas que começam com o Rôsh Hashònóh [Cabeça do Ano], o Ano Novo Judaico. São também chamados os Dias de Temor.

Zelote



Do grego: ser entusiasta. Membro dum antigo grupo ou perspectiva judaicos que advogavam a independência judaica de Roma.
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