Aliviando a Bagagem Max Lucado



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18 - Quase Céu

O Fardo da Saudade


E habitarei na casa do Senhor para todo o sempre.

Salmos 23.6

Pelos últimos vinte anos, tenho desejado um cão. Um grande cão. Porém sempre houve problemas. O apartamento era pequeno demais. O orçamento era apertado demais. As meninas eram novas demais. Porém acima de tudo, Denalyn não se entusiasmava. Sua lógica? Ela já se casara com um bicho desajeitado e babão. Por que aturar mais um? Então, transigi, e arranjei um cãozinho.

Eu gosto de Salty, mas cães pequenos não são realmente cães. Eles não latem; ganem. Eles não comem; beliscam. Eles não lambem você; fungam apenas. Eu gosto de Salty; contudo, eu queria um cão de verdade. Um tipo de cachorro melhor-amigo-do-homem. Um gordo-patudo, grande-comilão, lambe-face. Um tipo de cachorro que você pode selar ou lutar, ou ambas as coisas.

Eu estava sozinho em minha paixão até Sara nascer. Ela adora cães. E dois de nós éramos capazes de fazer oscilar a votação doméstica. Denalyn cedeu, e Sara e eu começamos a busca. Descobrimos uma mulher na Carolina do Sul que criava excelentes cães de caça, num ambiente cristão.

Desde o nascimento, os cães eram cercados por músicas inspiradoras e orações (Não, não sei se eles davam o dízimo dos biscoitos). Quando o treinador disse que ela tinha lido meus livros, embarquei. Uma mulher com tal bom gosto é, seguramente, uma boa criadora, certo?

Então, encomendei um filhote. Enviamos o cheque, selecionamos o nome Molly, e arranjamos um canto para a sua almofada. A cadelinha nem ainda nascera, e já tinha nome, direitos e um lugar na casa.

Não pode o mesmo ser dito sobre você? Muito antes do seu primeiro choro, o seu Dono reivindicou você, deu-lhe um nome, e pendurou uma tabuleta de reservado em seu aposento. Você e Molly possuem mais em comum que cheiro e hábitos alimentares (Brincadeirinha).

Vocês estão ambos sendo preparados para uma viagem.

Preferimos os termos maturidade e santificação a desmama e treino, porém dá tudo no mesmo. Você está sendo preparado para a casa do seu Dono. Você não sabe a data da partida ou o número do vôo, mas pode apostar a sua ração de filhote como verá o seu Proprietário algum dia. Não é esta a promessa concludente de Davi?

"E habitarei na casa do Senhor para todo o sempre" (Sl 23.6).

Onde você habitará para sempre? Na casa do Senhor. Se a casa dEle é a sua "casa eterna", o que faz esta casa terrena? Acertou! Moradia a curto-prazo. Esta não é a nossa casa. "Nossa pátria está no céu" (Fp 3.20).

Isto explica a saudade que sentimos.

Você já ansiou estar em casa? Posso partilhar uma ocasião em que senti isto? Eu estava passando o verão de meus dezenove anos no norte da Georgia. O povo daquela região é bastante agradável, mas ninguém é muito amável com um vendedor ambulante. Houve ocasiões naquele verão em que me senti tão desolado, que me parecia os meus ossos se desfariam.

Uma dessas vezes foi à beira de uma estrada. Era tarde e eu estava perdido. Eu havia parado a fim de pegar uma lanterna e um mapa. A minha direita havia uma casa de fazenda. Nela morava uma família. Eu sabia que era uma família porque pude vê-los. Através da grande janela de vidro, pude ver a mãe, o pai, o menino e a menina. Normam Rockwell os teria posto numa tenda. A mãe estava servindo o jantar, o pai, contando uma história, e as crianças, rindo. E eu fiz o que pude para impedir-me de tocar a campainha e pedir um lugar à mesa. Sentia-me tão longe do lar.

O que eu senti naquela noite, alguns de vocês têm sentido desde que...

seu marido morreu.

seu filho foi sepultado.

você ouviu sobre o nódulo em sua mama ou a mancha em

seu pulmão.

Alguns de vocês têm se sentido longe do Lar desde que o

seu lar se desfez.

As guinadas e viradas da vida têm um modo de nos fazer lembrar: não estamos em casa, aqui. Esta não é a nossa pátria. Não somos fluentes na linguagem de doenças e morte. A cultura confunde o coração, o barulho interrompe o nosso sono, e nos sentimos distantes do lar.

E, sabe de uma coisa? É assim que tem de ser.

A saudade é uma das cargas que Deus não quer que você carregue.

Nós, assim como Molly, estamos sendo preparados para outro lar. E nós, como o periquito de Green Bay, sabemos que ainda não estamos lá.

O nome dela era Pootsie. Ela escapou de seu dono e ficou sob a custódia da associação humanitária. Quando ninguém mais a reivindicou, Sue Gleason o fez. Elas se acertaram. Conversaram e tomaram banho juntas, tornando-se amigas rapidamente. Um dia, contudo, a avezinha fez algo inacreditável. Ela sobrevoou a senhora Gleason, pôs o bico em sua orelha e cochichou: "Rua South Oneida, 1500, Green Bay".

Gleason estava assombrada. Ela pesquisou e descobriu que o endereço existia. Ela foi até lá e encontrou um homem de setenta e nove anos, chamado John Stroobants.

"Você tem um periquito?", indagou ela.

"Eu tinha. Sinto terrivelmente a sua falta".

Quando ele viu a sua Pootsie, vibrou de emoção. "Você sabe, ela sempre soube o número do telefone".

A história não é tão maluca quanto você pode pensar.

Você tem um endereço eternal fixado em sua mente, também.

Deus "pôs a eternidade no coração do homem" (Ec 3.11). No íntimo você sabe que não está em casa ainda.

Então, cuidado para não agir como se estivesse. Não arrie a carga rápido demais. Você penduraria quadros na parede de um ônibus? Você prepararia um quarto numa parada de beira de estrada? Você carregaria a sua cama tamanho extra num vôo comercial?

Você trataria este mundo como um lar? Ele não é. A maior calamidade não é sentir-se longe do lar quando se está, mas sentir-se em casa quando não se está. Não extinga, antes, atice este anelo pelo céu.

A casa de Deus é uma casa para sempre. "E habitarei na casa do Senhor para todo o sempre" (Sl 23.6).

Meus amigos Jeffe Carol acabaram de adotar duas criancinhas. Christopher, o mais velho, tem apenas três anos, mas ele sabe a diferença entre a casa de Jeff e o orfanato de onde veio. Ele conta a todos os visitantes:

"Esta é minha casa para sempre".

Não será maravilhoso quando dissermos o mesmo? Não poderíamos usar uma casa eternamente? Esta casa em que estamos não dura para sempre. Aniversários recordam-nos este fato.

Enquanto escrevia este livro, fiz quarenta e seis anos.

Estou mais perto dos noventa do que da infância. Tudo o que dizem sobre envelhecimento tem-se mostrado verdadeiro. Estou me dando menos tapinhas nas costas e mais sob o queixo. Tenho tudo o que tinha há vinte anos, só que agora está tudo mais gasto. Outro dia, eu tentei esticar as rugas de minhas meias, e descobri que não estava usando meia alguma. Posso relatar a descrição que Dave Barry faz sobre envelhecimento:

... problemas dentários, mau-funcionamento intestinal, deterioração muscular, instabilidade emocional, lapsos de memória, perda de visão e audição, impotência, doenças repentinas, tumores, problemas na próstata, função dos membros grandemente reduzida, deficiência coronária grave, morte, e claro, doloroso inchaço hemorroidal.

Envelhecimento. Não é divertido. Pelo modo como tentamos evitá-lo, você pensaria ser possível. Maquiamos o corpo, preservamos o corpo, protegemos o corpo. E fazemos bem. Nossos corpos são dádivas de Deus. Devemos ser responsáveis. Mas também devemos ser realistas. Este corpo deve morrer para que o novo corpo possa viver.

"Carne e sangue não podem herdar o Reino de Deus, nem a corrupção herda a incorrupção" (1 Co 15.50).

Envelhecimento é idéia de Deus. É um dos meios de Ele nos manter em direção à Pátria. Não podemos mudar o processo, mas podemos mudar nossa atitude. Eis aqui um pensamento: E se olhássemos para o envelhecimento do corpo do modo como olhamos para o crescimento de uma tulipa?

Você já viu alguém lamentando a morte do bulbo da tulipa? O jardineiro chora quando o bulbo começa a enfraquecer? Claro que não. Não compramos cinta para a tulipa, nem creme antirugas-para-pétalas, nem consultamos o cirurgião-plástico-para-folhas. Não lamentamos a morte do bulbo; celebramo-la. Amantes de tulipas exultam no momento em que o bulbo cede. "Veja aquele", diz ele. "Está para florir".

Poderia ser que o céu fizesse o mesmo? Os anjos apontam para o nosso corpo. Quanto mais frágeis nos tornamos, mais animados eles se tornam. "Veja aquela senhora no hospital", dizem eles. "Está para florir". "Vigie aquele companheiro com o coração fraco. Logo ele estará vindo para o lar".

"Também gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo" (Rm 8.23).

Nossos corpos estão livres agora? Não. Paulo os descreve como nosso "corpo terreno" (Fp 3.21). Ou como exprimem outras versões:

"nosso corpo humilhado" (NVI)

"nosso corpo de humilhação" (RA)

"nosso corpo abatido" (RC)

"nosso corpo fraco e mortal" (NTLH)

Você poderia acrescentar seus próprios adjetivos, não poderia?

Que palavra descreve o seu corpo? Meu corpo canceroso.

Meu corpo artrítico? Meu corpo deformado? Meu corpo aleijado? Meu corpo sempre-expansível? A palavra pode ser diferente, mas a mensagem é a mesma: Estes corpos são fracos. Eles começaram a decair no minuto em que começamos a respirar.

E de acordo com Deus, isto é parte do plano. Cada ruga e cada agulha levam-nos um passo mais perto do último passo, quando Jesus mudará nossos corpos simples em corpos eternos. Não mais dor. Não mais depressão. Não mais enfermidade. Não mais fim.

Esta não é a nossa casa eterna. Ela serve para o tempo presente.

Não há nada, porém, como o momento em que entramos por sua porta.

A Molly pode lhe contar. Após um mês em nossa casa, ela fugiu. Cheguei em casa uma noite e encontrei o lugar inusitadamente quieto. Molly se fora.

Ela escapulira sem ser vista. A busca começou imediatamente. Dentro de uma hora, soubemos que ela estava longe, longe de casa. Agora, se você não gosta de bicho de estimação, o que estou para dizer soar-lhe-á estranho. Se você os aprecia, entenderá.

Você entenderá porquê andamos de um lado para outro na rua, chamando o seu nome. Você entenderá porquê dirigi pela vizinhança às dez e meia da noite. Entenderá porquê coloquei um pôster na loja de conveniência e convoquei a família para uma oração (Honestamente, eu o fiz). Entenderá porquê enviei e-mails ao pessoal, pedindo oração, e à sua criadora, pedindo conselho. E você entenderá porquê estávamos prontos para lançar confetes e festejar quando Molly apareceu.

Eis o que sucedeu. Na manhã seguinte, Denalyn estava voltando para casa depois de levar as meninas à escola, quando viu o caminhão do lixo. Ela pediu aos homens para ficarem alertas quanto a Molly, e apressou-se para casa a fim de receber um grupo de mães para orar. Logo após a chegada das senhoras, o caminhão do lixo parou em nossa entrada, um dos homens abriu a porta, e fez saltar a nossa cadela.

Ela tinha sido encontrada.

Quando Denalyn telefonou-me para contar, eu mal pude ouvir-lhe a voz. Era festa em nossa cozinha. As senhoras estavam festejando o retorno de Molly.

Esta história pipoca de simbolismo. O dono deixa a casa, procurando pelo perdido. Vitórias em meio a oração.

Grandes coisas surgindo do lixo. Porém, acima de tudo: celebração na chegada ao lar. Há mais uma coisa que você tem em comum com Molly - uma festa em seu retorno ao lar.

Naquele momento, apenas uma bagagem restará. Nada de culpa. Ela foi deposta no Calvário. Nenhum temor da morte. Ele foi deixado no túmulo.A única bagagem que ainda perdurará será esta saudade do lar, dada por Deus.

E quando você o vir, você a deporá. Exatamente como um soldado de regresso depõe ao chão os seus apetrechos, quando vê a esposa, você deporá o seu anelo quando vir o seu Pai. Aqueles que você ama gritarão. Aqueles que você conhece aplaudirão. Mas

todo o alarido cessará quando Ele tomar-lhe o queixo e disser: "Bem-vindo ao lar". E com a mão cicatrizada, Ele enxugará cada lágrima de seus olhos.

E você habitará na casa do seu Senhor - para sempre.

Conclusão


Adormeci no Louvre.

O museu mais famoso do mundo. O edifício mais conhecido de Paris. Turistas exclamando "Oh!" e "Ah!" e lá estava eu, cochilando e roncando. Sentado num banco. Encostado à parede. Queixo no peito. Quebrado.

As jóias da coroa no saguão. Rembrandt na parede.Van Gogh, um andar acima. A Vênus de Milo, um andar abaixo. Eu deveria estar de olhos arregalados e estrelados.

Denalyn estava. Você pensaria que ela estivesse na liquidação da Foley's Red Apple. Se havia uma excursão, ela ia. Se havia um botão para apertar, ela apertava. Se havia uni panfleto para ler, ela o lia. Ela não queria parar nem para comer.

Mas eu? Concedi à Mona Lisa cinco minutos.

Vergonhoso, eu sei.

Eu deveria ter sido mais como o companheiro perto de mim. Quando dormitei involuntariamente, ele estava trespassado sobre a versão de uma flor do artista Dutch, do século dezessete. Quando acordei, o sujeito ainda estava pasmado. Fechei os olhos novamente. Quando os abri, ele ainda não se movera.

Inclinei-me para ele e tentei parecer reflexivo.

"Impressionante, não!" Nenhuma resposta. "As sombras são obra de mestre".

Nenhuma réplica. "Você acha que é uma pintura em série?"

Ele suspirou e não disse nada. Contudo, eu sei que ele estava pensando, "Inculto desajeitado".

Ele estava certo. Eu era. Todavia, não era falha minha.

Eu aprecio arte do século dezessete tanto quanto o sujeito ali perto...

Bem, talvez nem tanto. Mas ao menos eu posso ficar acordado.

Porém não naquele dia. Por que caí no sono no Louvre?

Culpa das malas, baby; culpa das malas. Eu estava exausto de arrastar a bagagem da família. Carregávamos mais malas que o grupo teatral volante de O fantasma da ópera.

Não posso culpar minha esposa e minhas filhas. Elas aprenderam comigo. Lembra? Eu sou aquele que viaja preparado para um casamento subaquático e um torneio de boliche. Já é mau o suficiente para uma pessoa viajar assim, mas, cinco? Esgotará você.

Você acha que nunca vou aprender a viajar sem bagagem?

Sabe de uma coisa? Vamos fazer um pacto. Eu reduzo as sacolas de couro, e nós dois reduzimos as emocionais.

Afinal, uma coisa é cochilar no Louvre, outra, cochilar na vida.

Podemos, você sabe. Não habitamos na galeria de nosso Deus? Não é o céu a sua tenda e a humanidade a sua obra-prima? Não vivemos cercados de obras de arte? Pores-do-sol incandescentes. Ondas encapeladas.

E não é a alma o seu estúdio? O nascimento do amor, o legado da graça. Por toda parte à nossa volta, milagres espocam como pirilampos - almas são tocadas, corações são mudados, e...

Uaaah. Deixamos passar. Dormimos enquanto acontecia.

Não podemos evitar. É duro viver, arrastando atrás as culpas de ontem. Este saco de estopa cheio de preocupação deixa meu pescoço em um laço.

O temor da morte é suficiente para quebrar as costas.

É também suficiente para fazer você perder a magia da vida.

Muitos a perdem a cada domingo. Pessoas boas, bem intencionadas, sentadas na igreja, lutando para manter os olhos - se não os da face, ao menos os do coração - abertos.

E o que perdemos? Perdemos Deus fendendo os céus para ouvir-nos cantar. Não devíamos estar esticados para o céu, na ponta dos pés em nossos bancos?

O que perdemos? Deus está reunindo-nos em comunhão! Não deveríamos estar distribuindo, juntamente com o pão e o vinho, sais voláteis para despertarmos uns aos outros de nossos desmaios de pavor?

O que perdemos? A Palavra de Deus. Não deveríamos segurá-la como nitroglicerina? Não deveríamos estar de olhos abertos? Deveríamos, mas na última semana arrastamos pela cidade aquele baú de descontentamento. E além disso, não pudemos dormir na noite anterior; ficamos rolando nossa sacola de lona de desapontamentos.

Então, desembaracemo-nos de nossas bagagens! De uma vez por todas, entreguemos a Ele as nossas cargas.Vamos pegá-lo em sua Palavra! "Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei" (Mt 11.28).

Descansar da carga de um deus pequeno. Por quê? Porque achei o Senhor.

Descansar de fazer as coisas do meu modo. Por quê? Porque o Senhor é o meu Pastor.

Descansar das necessidades infindáveis. Por quê? Porque nada me faltará.

Descansar das fadigas. Por quê? Porque Ele me faz descansar.

Descansar da preocupação. Por quê? Porque Ele me conduz.

Descansar do desespero. Por quê? Porque Ele refrigera a minha alma.

Descansar da culpa. Por quê? Porque Ele me guia pela vereda da justiça.

Descansar da arrogância. Por quê? Por amor do seu nome.

Descansar do vale da morte. Por quê? Porque Ele me leva através dele.

Descansar da sombra da aflição. Por quê? Porque Ele me guia.

Descansar do medo. Por quê? Porque a sua presença me conforta.

Descansar da solidão. Por quê? Porque Ele está comigo.

Descansar da vergonha. Por quê? Porque Ele preparou para mim uma mesa na presença dos meus inimigos.

Descansar dos meus desapontamentos. Por quê? Porque Ele me unge.

Descansar da inveja. Por quê? Porque meu cálice transborda.

Descansar da dúvida. Por quê? Porque Ele me segue.

Descansar da saudade. Por quê? Porque habitarei na casa do meu Senhor para sempre.

E amanhã, quando, pela força do hábito, você pegar de volta a sua bagagem, largue-a de novo. Deponha-a outra vez e novamente, até aquele doce dia em que você descobrirá que não a está pegando de volta.

E naquele dia, quando você sentir a carga suspensa, quando houver dado um passo no sentido de viajar sem bagagem, quando tiver energia para ponderar sobre os mistérios da vida, faça-me um favor. Caminhe pelo saguão e vire à esquerda. Espere a sua vez atrás das cordas vermelhas. Dê unia boa e longa olhada na Mona Lisa, e diga-me: o que há de especial nela, afinal?



***

Max, Denalyn e suas duas filhas vivem em San Antonio, Texas, onde ele serve na Oak Hills Church of Christ.



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