Amigos e servidores da palavra



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AMIGOS E SERVIDORES DA PALAVRA
18 de dezembro de 2015 – sexta-feira da III semana do Advento
DA PALAVRA DO DIA
Despertando, José fez como o anjo do Senhor lhe havia mandado e recebeu em sua casa sua esposa.”

(Mt 1,18-24)
Como viver esta palavra?
Quando Maria de Nazaré voltou de Ain Karim, onde assistira a Isabel em uma gravidez de risco - pois a mãe de João Batista tinha idade avançada - certamente já se percebia que a noiva de José estava grávida...

Entre os hebreus, o noivado era coisa séria. Tanto que, se o noivo morria, a noiva passava a se vestir como as demais viúvas e com elas convivia. Uma noiva adúltera era apedrejada após a denúncia feita pelo noivo. Não admira que José, o justo, sem poder conciliar a evidência de gravidez com a íntima certeza de que sua noiva era pura e fiel, pensasse em se afastar dela, em silêncio (isto é, sem a acusar!), certamente por intuir que o dedo de Deus estava naquela história...

É quando ocorre a “Anunciação do anjo a José”. Uma experiência profunda, ligada ao inconsciente, tantas vezes usado por Deus para iluminar nosso caminho. E a mensagem do Anjo é clara: “Não temas! É obra do Espírito de Deus...”

O esposo de Maria foi definido como sendo um homem justo. Em suas dúvidas a respeito da noiva que se apresentara grávida, soube ouvir a voz de Deus e submeter-se a ela. O pedido de Deus era claro: José deveria acolher Maria como esposa e assumir, como filho, o que nela fora gerado por obra do Espírito Santo. A função de José no plano da salvação seria a de garantir a identidade social do menino Jesus. Doravante, este seria reconhecido como filho de José, embora fosse Deus seu verdadeiro Pai. Em seu papel de pai adotivo, competia-lhe dar, ao menino, o nome - Jesus - e, com isso, evidenciar sua missão de salvador da humanidade.

A obediência de José possibilitou o cumprimento do projeto salvífico divino, pois Jesus tornar-se-ia o Emanuel, a presença de Deus na vida da humanidade. Em Jesus, começaria uma nova etapa da História, sendo ele o acesso definitivo a Deus. Seria Deus conosco, caminhando com a humanidade pecadora em busca de salvação. Em tudo isto, foi grande o mérito do humilde José.

Despertando do sono, José põe em prática aquilo que “ouvira” com o ouvido do coração e toma por esposa a noiva grávida de Deus. Pode parecer um detalhe insignificante. Penso que não. Na prática, não basta ouvir a voz de Deus. É preciso “despertar do sono”. Enquanto cochilamos, não entramos em ação conforme manda a voz de Deus.



O Advento representa um insistente convite a sair do marasmo, a despertar da sonolência e ficar de olhos acesos para o Cristo que vem. Rotinas sem alma, anestesias da TV, relacionamentos mornos, e até preparação vaidosa de presépios enfeitados – tudo isto é incompatível com a expectativa da iminente chegada do Senhor.

Se o velhinho de vermelho não nos distrair do essencial, quem sabe estaremos acordados quando o Menino chegar...


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