Amigos e servidores da palavra



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AMIGOS E SERVIDORES DA PALAVRA
8 de março de 2015 – III domingo da Quaresma
A PALAVRA DO DIA
Jesus estava falando do templo do seu corpo. Quando Jesus ressuscitou, os discípulos lembraram-se do que ele tinha dito e acreditaram na Escritura e na palavra dele”,

Jo 2, 21-22



Como viver esta Palavra?

A imagem de Jesus com o chicote em punho, expulsando do templo de Jerusalém cambistas e comerciantes, não bate com a do Jesus manso e humilde transmitida pelo imaginário cristão. Não é fácil pensá-lo irado e violento.

Por que Jesus se indignou tanto diante do templo profanado? A resposta, à primeira vista, poderia ser: porque a casa do Pai foi transformada em mercado. A motivação, porém, parece ser outra:


  • porque a religião estava sendo instrumentalizada e acabava acobertando injustiça e extorsão, especialmente, contra os mais pobres;

  • porque o Pai parecia se identificar com um deus conivente com a maldade;

  • porque o templo, enquanto lugar da fraternidade e da acolhida, tinha sido transformado em ponto de exploração e enriquecimento ilícito;

  • porque, enfim, a fé perdera a sua profundidade e os fiéis tinham-se tornado vítimas da ganância dos ricos.

Nisso consistia a profanação da casa de Deus e da religião. E Jesus não suportava que as coisas do Pai fossem tratadas assim. A profanação das coisas divinas, porém, iria atingir seu grau mais elevado, com a morte ignominiosa de Jesus na cruz. Matar o Filho de Deus correspondia à determinação de destruir o verdadeiro templo. Jesus, porém, estava seguro de que o templo-Filho seria reconstruído. O templo material, ao invés, estava fadado à ruína completa.

Jesus enuncia uma mudança radical, que supera definitivamente essa mentalidade de mercadores que, infelizmente, perdura ainda hoje em muitos cristãos. Os discípulos só entenderam o verdadeiro sentido do gesto de Jesus após a sua Ressurreição, anota João. O templo da morada divina entre os homens se identificou então com o corpo do Ressuscitado. Ele, na sua pessoa, era o verdadeiro templo de Deus. O verdadeiro templo de Deus não é mais um lugar material, onde se pode ‘comprar’ a salvação, mas é a Pessoa mesma do Salvador, que doa gratuitamente a salvação a todos aqueles que nele creem. Trata-se de uma mudança total de perspectiva, que não abole completamente o templo, mas dá-lhe seu significado mais alto, segundo o plano divino da história da salvação, centrado em Cristo Ressuscitado.


A voz de um Bispo Mártir
«O espírito me anunciou isso dizendo: “…Cuidai da vossa carne como templo de Deus, amai a unidade, evitai as divisões”.

(Ignacio de Antioquia)





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