Amigos e servidores da palavra



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AMIGOS E SERVIDORES DA PALAVRA

Casa di preghiera San Biagio – www.sanbiagio.org info@sanbiagio.org
11 de abril de 2013 – quinta-feira da II semana de Páscoa
DA PALAVRA DO DIA
O Deus de nossos pais ressuscitou Jesus, a quem vós matastes, pregando-o numa cruz. Deus, por seu poder, o exaltou, tornando-o guia supremo e salvador, para dar ao povo de Israel a conversão e o perdão dos pecados. E disso somos testemunhas, nós e o Espírito Santo, que Deus concedeu àqueles que lhe obedecem.

(At 5,30-32)


Como viver esta palavra?
Pedro, o Pedro covarde da hora da paixão, algum tempo depois é visto completamente mudado: tendo feito a experiência da prisão, agora se acha diante de um tribunal que lhe ordena que não fale mais de Jesus e, muito menos, atribua a quem agora o está julgando, a sua condenação à morte.

Corajosamente ele responde que quer ser fiel ao mandato recebido, continuando a pregar. Além disso, reafirma que Jesus foi morto mesmo por eles, e agora reina glorioso junto do Pai. A denúncia de homicídio e a afirmação – blasfêmia para seus juízes – da divina realeza de Cristo.

De onde Pedro está tirando tanta ousadia? O que provocou uma mudança tão radical? O Pedro que está imperturbável diante de seus acusadores, não é mais o mesmo: regenerado justamente pela amarga experiência daquela noite trágica que lhe fez tocar com a mão a própria fraqueza e experimentar o indizível e imutável amor de Cristo, não conta mais consigo mesmo, ma com o Espírito efundido pelo Ressuscitado. Nele, encontrou a consistência da rocha que antes buscava, com arrogância, em si mesmo. Uma humilde tomada de consciência e a entrega incondicional ao Espírito Santo tornaram-no idôneo a desempenhar a árdua tarefa recebida de Cristo, e transformado em autêntica e corajosa testemunha.

Ao longo da história, outros tribunais se constituíram para fazer calar a voz incômoda e desconcertante de Cristo. Tribunais, quem sabe informais, como o sorrisinho irônico diante dos quais também hoje os cristãos têm de comparecer. Outros “Pedros”, humildes e desconhecidos discípulos do Ressuscitado, amparados pelo Espírito, acharam e acham coragem para dar um testemunho incômodo, mas indispensável para que o mundo possa reemergir das derrotadas, mas persistentes forças do mal.



Senhor, hoje Pedro sou eu, frágil como ele, mas como ele investido da força do Espírito Santo. Torna-me sempre mais consciente e convicto, para que eu não recue diante da missão de dar um testemunho contestado mas necessário, aliás inconscientemente esperado, justamente por quem parece rejeitá-lo.
A voz de uma testemunha
O cristão, antes de tudo, tem como dever fundamental na vida o de dar, dentro da vida de todos, o testemunho supremo de Cristo.

Luigi Giussani


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