Ana Lúcia Leite



Baixar 138.88 Kb.
Encontro21.07.2016
Tamanho138.88 Kb.
BRINQUEDOTECA ACESSÍVEL NA BIBLIOTECA INFANTIL DA BIBLIOTECA PÚBLICA DA FUNESC - FUNDAÇÃO ESPAÇO CULTURAL JOSÉ LINS DO RÊGO
Ana Lúcia Leite

Bibliotecária da Biblioteca da Universidade Estadual

da Paraíba

EMAIL: ana.anjita@yahoo.com.br


Josenildo Costa

Bibliotecário do Espaço Braille da Biblioteca Central

da Universidade Federal da Paraíba

EMAIL: nildocosta@yahoo.com.br


Júlio César Varela Iglesias

Artista Plástico, Artesão, Restaurador e Brinquedista

Gerente da Planeta Alegria
Ms.Marília Mesquita Guedes Pereira

Bibliotecária do Espaço Braille da Biblioteca Central

da Universidade Federal da Paraíba.

Presidente da BB&C, Construíndo a Cidadania

EMAIL: marilliagp@yahoo.com.br
Paulo da Silva Chagas

Bibliotecário do Espaço Braille da Biblioteca Central

da Universidade Federal da Paraíba

EMAIL: paulochagas.ufpb@yahoo.com.br


RESUMO: O presente trabalho tem como objeto de estudo, numa primeira etapa, sensibilizar e conscientizar gestores públicos pela criação e instalação da Brinquedoteca Acessível na Biblioteca Infantil da Biblioteca Pública da FUNESC – Fundação Espaço Cultural José Lins do Rego. Posteriormente, será estudado as contribuições dos brinquedos e jogos pedagógicos adaptados no desenvolvimento das pessoas com deficiência, observando as contribuições dos brinquedos e jogos pedagógicos adaptados, enquanto recurso pedagógico. Será utilizada a pesquisa participante, na qual será envolvida a observação participante e análise descritiva dos dados. A pesquisa será realizada com o usuário de deficiência, com uma equipe interdisciplinar, formada por bibliotecários, pedagogos, psicólogos, psico-pedagogos, fonaudiólogos, geógrafos, músicos, fisioterapeutas, neurólogos e outros, onde serão coletados dados como satisfação ou não da Brinquedoteca Acessível, no tocante à acessibilidade e inclusão social, assim como a importância dos brinquedos e jogos como um recurso da maior significância, que auxilia no desenvolvimento afetivo, psicossocial, psicomotor e cognitivo desses usuários.


PALAVRAS-CHAVES: Brinquedoteca Acessivel - criação, instalação, história dos jogos, cultura lúdica, acessibilidade, inclusão social.

1. APRESENTAÇÃO


O presente trabalho procura mostrar a necessidade de uma Brinquedoteca Acessível na Biblioteca Infantil da Biblioteca Pública do Estado da Paraíba também chamada “Juarez da Gama Batista”.

O Espaço Cultural conta com os seguintes equipamentos: Museu José Lins do Rego, Praça do Povo, Teatro Paulo Pontes, Cine Bangüê, Galeria Archidy Picado, Biblioteca Juarez da Gama Batista, Arquivo Histórico, Teatro de Arena, Planetário, Biblioteca Infantil, Escola de Dança e Academia, Centro de Documentação e Pesquisa Musical José Siqueira, Estação Ciência e Escola de Música Anthenor Navarro, sendo criada para abrigar as manifestações culturais, educacionais e artísticas da cidade, preservando e difundindo desde a cultura popular até a cultura erudita.

Em 27 anos, o Espaço Cultural foi palco de vários festivais e eventos importantes. São tradicionais a ‘Semana José Lins do Rego', dedicada a memória e à obra do escritor paraibano; ‘Domingo com Arte' (já chamado ‘Espaceando aos Domingos'), que oferece uma série de atividades culturais e de lazer voltadas, principalmente, para crianças e adolescentes e a Mostra Estadual de Teatro e Dança, realizada desde 1992.

Também é tradição da Funesc realizar o famoso Festival Nacional de Artes (Fenart), evento que reúne todas as manifestações das artes dentro do Espaço Cultural. Espetáculos de teatro, dança e música, mostras de cinema e artes plásticas, debates e oficinas com gente famosa de todo o Brasil compõem a receita do Fenart, que em abril de 2008 chegou a 12ª edição.

Situado em Tambauzinho, bairro típico da classe média, o Espaço Cultural e, especificamente a Biblioteca Pública é utilizada pela Comunidade desse bairro e pelas comunidades dos bairros vizinhos, com padrões econômicos semelhantes. Ficando distante da periferia da cidade, dificulta assim o acesso de pessoas carentes ao seu recinto e por isso alvo de criticas, por ocasião da sua transferência para esse bairro, considerando que serviria apenas a uma comunidade privilegiada, não obstante a circunstância do local ser servido por linhas de ônibus que facilitem o acesso.

2.. JUSTIFICATIVA


2.1. Brinquedoteca: origem e história

“Jogar é tornar real qualquer coisa que não existe

Jogar é poder ser outra pessoa que não somos

Jogar é viver por um instante num lugar impossível

E ser dono do tempo e da distância

Jogar é fazer sair o sol em plena noite e a lua em pleno dia,

É esvaziar o mar...”

(Pipo Pescador)

As primeiras reflexões sobre a importância da Brinquedoteca ocorreram na Roma antiga e Grécia. Platão defendia a prática do aprender, brincando ao invés do uso da violência e opressão. Já Aristóteles sugeria o uso da brincadeira para preparar as crianças para o futuro, com jogos que imitavam ocupações de adultos. Entre os romanos, os jogos eram utilizados com o objetivo de preparar fisicamente soldados e cidadãos a fim de que estes fossem obedientes e devotos.

Com o advento do Cristianismo, a educação de forma manipuladora e disciplinada foi imposta. Não havendo espaço para os jogos e desenvolvimento da inteligência. Somente com o Renascimento os jogos passaram novamente a fazer parte da vida das pessoas (Kishimoto, 1999).

A primeira iniciativa de brinquedoteca surgiu em 1934, em Los Angeles, nos Estados Unidos, quando o dono de uma loja de brinquedos percebeu que estava sendo roubado por crianças e reclamou com o diretor de uma escola municipal sobre a situação. O diretor chegou a conclusão de que as crianças estavam praticando furtos de brinquedos por que não tinham com o que brincar. Então, com recursos da comunidade iniciou um

serviço de empréstimo de brinquedos. O serviço deu certo, existe até hoje e é chamado de Los Angeles Toy Loam (Cunha 4 (4), 1998).

Em 1963, em Estocolmo, na Suécia, a idéia de emprestar brinquedos começou a ficar mais consistente, sendo expandido quando duas mães excepcionais fundaram a primeira Lekotek (brinquedoteca em sueco) , com o objetivo de orientar as famílias de excepcionais como poderiam brincar com seus filhos para estimula-los melhor. Em 1967, na Inglaterra, surgiram as Toy Libraries, ( “biblioteca” de brinquedos), as quais emprestam brinquedos para as crianças levarem para casa. E assim a concepção de brinquedoteca foi sendo construída, e vem crescendo a cada ano em número e diversidade de objetivos .No Brasil, as Brinquedotecas apareceram na década de 80, e nasceu do desejo daqueles que preocupados com a criança e seu desenvolvimento viam no brinquedo um excelente companheiro e auxiliar no trabalho para com elas.

Em 1984, foi fundada por Nylse Helena da Silva Cunha a Associação Brasileira de Brinquedoteca (ABB), com o objetivo de fornecer assessoria para novos projetos e promover o intercâmbio entre as brinquedotecas já existentes, tendo como principal canal de comunicação o noticiário O Brinquedista.

Em 1985, foi inaugurada a brinquedoteca da Faculdade de Educação da USP – Universidade de São Paulo, pioneira no Brasil, enquanto Brinquedoteca em Universidades, que além de propiciar às crianças o empréstimo de brinquedos, funciona também como laboratório de observação e pesquisa para estudantes de Pedagogia, Psicologia, Biblioteconomia e áreas afins.

Temos conhecimento que o LARAMARA dispõe de um espaço lúdico e Oficinas – Brinquedoteca, biblioteca infantil, piscina, área de brinquedo livre, espaço de convivência e cultura, oficinas de arte e criação de brinquedos. Possui uma produção de brinquedos e recursos pedagógicos: criação e produção de 109 brinquedos e jogos pedagógicos adaptados, que constam de um catálogo; contando assim, de uma equipe altamente especializada e interdisciplinar, desenvolvendo ações e disponibilizando recursos que contribuem para a inclusão social de pessoas com deficiência visual e de baixa visão.


2.2 Brinquedoteca: necessidades e importância
Considerando o que foi explicado podemos questionar: afinal, o que é uma Brinquedoteca Acessível?

Será um espaço privilegiado que nos permite na contemporaneidade superarmos a falta que a vivência do lúdico vem fazendo na vida das pessoas, em especial, na vida das crianças cegas, de baixa visão, surdas, síndrome de Down, paraplégicas, crianças com dificuldades de aprendizagem. Ela é, por excelência um lugar para o brincar, ofertando às crianças de qualquer idade, condição social ou econômica. O seu propósito maior é o de resgatar na vida das crianças, o espaço fundamental para o desenvolvimento das brincadeiras espontâneas, espaço que vem sendo sensivelmente perdido ao longo das últimas décadas na sociedade, devido aos interesses sócio—econômicos, que acarretaram o comprometimento de bem estar da infância e da família.

De acordo com Puga e Silva (1996), a brinquedoteca convida a uma mudança de pensamento e uma nova postura diante dos atuais valores que imperam em nossa sociedade. Sua proposta é abrangente a tal ponto que não se destina apenas às crianças, o convite é para todos aqueles que buscam uma sociedade realmente de direito para todos.

Para tanto, o inicio da mudança precisa ser sentido através das crianças, é dando a elas o direito à infância que se principia a conquista da liberdade, pois sendo a criança livre hoje, ela será amanhã um adulto capaz de amar e de participar a conquista da liberdade, pois sendo a criança livre hoje, ela será amanhã um adulto capaz de amar e de participar conscientemente do mundo ao seu redor.


Conforme Santos (1997), a Brinquedoteca é uma oportunidade de experimentar o lúdico em sua totalidade, de um espaço repleto de liberdade e gratuidade, onde o ser humano pode dialogar com a sua essência, o seu eu, promovendo assim, do momento autônomo a construção de sua subjetividade e a sua visão de mundo.

Convém salientar, a argumentação de Puga e Silva (1996) que complementa: “Um espaço assim não é comum: sem cobranças nem exigências de produtos. Este espaço tão pleno, tão cheio de oportunidades pode ser a terra fértil apropriada para a germinação de um novo homem capaz de construir uma nova humanidade”.

Finalizando, a bibliotecária Ana Lúcia Leite da Universidade Estadual da Paraíba (2011) faz a seguinte colocação; a biblioteca acessível será um espaço de inclusão aos usuários participantes onde todos terão o direito de brincar, jogar com liberdade.
2..3. Brinquedos e Jogos pedagógicos adaptativos
O brincar é a essência da infância, é um ato intuitivo e espontâneo, é acima de tudo um direito da criança que foi reconhecido, segundo Santos (1995), em declarações,convenções e leis, como nos mostram a Convenção sobre os Direitos da Criança (1989), adotada pela Assembléia das Nações Unidas, a atual Constituição Brasileira 1988) e o Estatuto da Criança e do Adolescente (1990), Santos (1995) afirma que todas “... são conquistas importantes, que colocam o brincar como prioridade, sendo direito da criança e dever do Estado, da família e da sociedade. Essa é uma questão legal e aceita por todos...” MAGNANI (1998, p.5).

Atualmente a brincadeira é considerada importante na educação de crianças e diversas teorias tentam explicar a importância do brincar para o desenvolvimento infantil. Entretanto, apenas no primeiro quarto do século XX, a brincadeira natural das crianças foi aceita como método para a aprendizagem. Essa metodologia se faz eficaz, tendo em vista que aprender deve proporcionar satisfação à criança, ou seja, para que o aprendizado seja satisfatório, a criança deve interagir de maneira completa ao brincar e gostar da brincadeira.

De acordo com Piaget, brincar tem uma função vital no intelecto em desenvolvimento da criança. Seu aspecto educativo auxilia as crianças a explorarem e entenderem o mundo ao redor. Além disso, proporciona interação entre os indivíduos, estimulando o entendimento do mundo social.

À esse respeito, Cunha (2001, p.28), afirma que “o brinquedo proporciona o aprender, fazendo e brincando”. Através dos jogos e brincadeiras, a criança pode aprender novos conceitos, adquirir informações e até mesmo superar dificuldades de aprendizagem. Freire (1987,p.79), elucida que “ o mundo a ser transformado não pode reduzir-se a um ato de depositar idéias de um sujeito no outro.”

É imprescindível, antes de entrar em detalhe, conhecer o lúdico, palavra originária do latim “ludus”, que significa brincar. Neste brincar pedagógico, estão inclusos os jogos, brincadeiras e divertimentos onde possa ocorrer uma aprendizagem significativa e motivacional.

Na atualidade, o lúdico ganha espaço no segmento educacional tendo em vista as suas contribuições no desenvolvimento, não somente do potencial infantil , mas também de adolescentes jovens e adultos. Dessa forma, a utilização de atividades lúdicas em ensinamentos sobre meio ambiente, alimentação saudável e saúde podem gerar melhores resultados em comparação ao ensinamento de ciências por meio da linguagem falada.

Além de melhorar o aprendizado, a brincadeira permite que as crianças expressem sua criatividade e desenvolvam relações inter-pessoais. Pesquisas atuais mostram a importância dos jogos tradicionais na educação e socialização da criança, pois brincando e jogando a criança estabelece vínculos sociais, ajusta-se ao grupo e aceita a participação de outras crianças com o mesmos direitos. Obedece, ainda, às regras traçadas pelo grupo, como também propõe suas modificações, além de aprender a ganhar e a perder (Bernardes). Uma forma de brincadeira bastante utilizada nas turmas de crianças de 4 e 5 anos de idade é o jogo, visto que indivíduos dessa idade estão passando por uma fase de transição em que conseguem brincar com jogos (SPODEK et al, 1998).

Convém salientar, que o jogo tem função importante no desenvolvimento infantil. Os jogos em grupo podem ajudar as crianças a atingirem as metas da educação para a infância, incluindo tornarem-se mais autônomas, desenvolverem a capacidade de coordenar diferentes pontos de vista, expressarem idéias, problemas e questões interessantes e fazerem relações entre as coisas.

É necessário e viável, mostrar para as crianças com deficiência a constituição da cultura lúdica ao longo da história, interesse pelo fato desta ser uma construção humana, marcada por estreitas relações sócio-culturais particulares a cada sociedade.

Se tomarmos as afirmações de Benjamin (1984, p.74) “ o brinquedo é um mudo diálogo da criança com o seu povo” e de Kishismoto (1993,p.29), “ não se pode escrever uma história dos povos sem uma história dos povos sem uma história do jogo” veremos que um estudo detalhado das brincadeiras tradicionais, mais que simplesmente recuperar comportamentos perdidos no tempo, possibilita o resgate de toda uma cultura infantil, que se configura como parte irrevogável da identidade de um povo.

Outro fator de extrema importância a ser ressaltado é a história dos jogos e brincadeiras, assim como a história de uma forma geral, é uma construção humana que envolve fatores sócio-culturais.

A brincadeira é a porta de entrada da criança na cultura, sua apropriação passa por transformações históricas-culturais que seriam impossíveis sem o aspecto sócio-econômico, neste sentido, a história, a cultura, e a economia se fundem

dialeticamente fornecendo subsídios ou símbolos culturais com os quais a criança se identifica com sua cultura. Ressalta-se o caráter ativo das crianças como produtoras de cultura, como atores sociais que, através da imaginação, combinam diferentes elementos históricos-culturais transmitidos pela sociedade, conforme ALVES ( 2003 )

Justificando temos que esclarecer que os jogos e as brincadeiras tiveram ao longo da história um papel primordial na aprendizagem de tarefas e no desenvolvimento de habilidades sociais necessárias as crianças para sua própria sobrevivência, conforme (Elkomin (1998), o jogo deve se apresentar como uma atividade que responde à uma demanda da sociedade em que vivem as crianças e da qual devem chegar a ser membros ativos. Ora, se são sempre os adultos que introduzem os brinquedos na vida das crianças e as ensina a maneja-los, é de fato também como aponta Brougére (1995), que manipular brinquedos é acima de tudo, manipular símbolos, nesse sentido, nem sempre a criança vai fazer do brinquedo o uso que o adulto espera quando apresenta à criança.

No entanto, encontramos uma diferença de pensamento de Elkomin e Brougére. Elkomin afirma a necessidade de desvendar o surgimento do jogo protagonizado na história, mas para tal, o autor precisa investigar a atividade de jogo em sua fase menos complexa a de imitação e reprodução de atividades sociais, sobretudo trabalho. Já o Brougére interessa investigar a cultura lúdica infantil, bem como o papel do jogo, mais especificamente o brinquedo, na impregnação cultural da criança.

Reportando-se ao questionamento de Brougére vimos que os jogos, brinquedos e brincadeiras contribuíram para a construção da cultura lúdica infantil brasileira, destacando-se na contribuição indígena, as atividades lúdicas que imitam elementos da natureza, principalmente animais. É bom afirmar que os jogos e brincadeiras existentes na cultura portuguesa, africana e indígena também acabaram por fundirem-se na cultura lúdica brasileira.

Esta cultura lúdica é formada, entre outras coisas, por jogos geracionais e costumes lúdicos. E dentre os chamados jogos tradicionais brasileiros, podemos elencar: Queimados/caçador; carniça; psique; cabra cega; mamãe posso ir; peteca; amarelinha; chicotinho queimado; pau de sebo; cabo de guerra; totó/pebolin; bambolê; ciranda; cirandinha; futebol de botão; peão; passa anel; estátua; reco-reco; escravo de jô; papagaio; pipa; arraia.

Dentro deste contexto, vários são os motivos para a instalação da Brinquedoteca Acessível na Biblioteca Infantil da Biblioteca Pública José Lins do Rego, pois servirá de um “Laboratório de Aprendizagem” onde as crianças terão o privilégio de possuir um espaço lúdico e acolhedor, de brincadeiras livres, sendo assistidas por uma equipe interdisciplinar onde poderão conhecer-se como pessoas, saber de suas possibilidades e limitações, desbloquear seus traumas e resistências pois, no nosso entender, o brincar vai fornecer a oportunidade de resolver as frustações e é por isso altamente terapêutico. Brincando com os outros, as crianças aprendem a partilhar, a dar, a tomar, a

cooperar, enfim desenvolver a autoconfiança que, por sua vez, é essencial para o desenvolvimento posterior em todas as áreas MAGNANI e outros ( ).

No tocante, a função comunitária vai permitir que as crianças, jogando em grupo, aprendam a respeitar, a ajudar e a receber ajuda, a cooperar e a compreender os demais.

Complementando, a função pedagógica permite oferecer a possibilidade de seleção entre “bons” brinquedos, de qualidade e, portanto, aqueles que forneçam ao desenvolvimento das crianças em todos os aspectos. Assim, recomenda-se prioridade para a sua função social, que deva possibilitar que as crianças, procedentes de famílias economicamente menos favorecidas, possam jogar com os brinquedos, os quais, por ser elevado preço, elas não tem acesso.

A função de comunicação familiar pode ser contemplada no momento em que seja reanimado o jogo no seio das famílias. Por isso, a função de animador de bairro configura-se porque a Brinquedoteca pode ser um cetro do bairro, onde grandes e pequenos se encontram, onde as crianças fazem novas amizades, e os pais podem relacionar-se com os educadores e profissionais da área em um ambiente relaxado, acolhedor e tranqüilo.


.3. Quem é o profissional que trabalha na Brinquedoteca.

3.1. Educador/Brinquedista

De acordo com Negrine (1997), o profissional envolvido com a Brinquedoteca, seja ele denominado de brinquedista ou ludotecário, deve estar preparado não apenas para atuar como animador, mas também como observador e investigador das relações e acontecimentos que ocorrem no âmbito da brinquedoteca. Para uma tarefa desta dimensão social, o indivíduo necessita de uma formação sólida, fundamentada em três pilares: formação teórica, formação pedagógica, formação pessoal.

A formação teórica deve possuir embasamento nas teorias que trabalham com o desenvolvimento, a aprendizagem, o jogo, a recreação e o brinquedo.

A formação pedagógica, deve proporcionar a vivência no interior do ambiente lúdico, não apenas no âmbito da infância, mas em diferentes contextos, seja com crianças, adolescentes, adultos ou com a terceira idade, complementando desta forma, a formação teórica, a qual se constrói pela vivência e não apenas pela consciência.

A formação pessoal aparece , segundo ele, como uma vertente totalmente inovadora, pois deve oportunizar ao educador em formação a vivência do lúdico, ou seja, uma prática mais preocupada com a experiência do que com técnica puramente simples.

Assim, recomenda-se bastante cuidado desse profissional para participar do processo educativo, em qualquer instância- creche, escola, ludoteca/brinquedoteca – é viver um processo de crescimento, de desenvolvimento, de descobertas, de desafios. Isso exige o (re)pensar sobre o papel do educador. Ser um educador/brinquedista é um exercício constante de

reflexão, de conscientização, de revisão das posturas, crenças, valores e da busca de novos arsenais que enriqueçam a prática educativa. Portanto, é necessário que o educador/brinquedista tenha em sua formação

conhecimentos de psicologia, pedagogia, sociologia, literatura, artes. Enfim, elementos que lhe dêem uma visão de mundo e um conhecimento aprofundado sobre criança.

Nesta ótica, indagamos: Onde estão estes Brinquedistas? Estão trabalhando nas bibliotecas públicas, escolares, em comunidades? Realmente, são perguntas que não podem calar. Não podemos deixa-los sem resposta. Afinal, estamos num novo século, num novo milênio. Toda a sociedade espera estas respostas...





  1. OBJETIVOS

3.1 GERAL


Sensibilizar e conscientizar gestores e educadores para a importância do brincar como fator de desenvolvimento físico, social, cognitivo, afetivo e psicomotor, ampliando o repertório de brincadeiras e favorecendo a observação dos atributos de jogos e brincadeiras.

3.2 ESPECIFICOS


Criar e implantar uma Brinquedoteca Acessível na Biblioteca Infantil da Biblioteca Pública da FUNESC- Fundação Espaço Cultural José Lins do Rego que atenda aos usuários da Grande João Pessoa, com um acervo de materiais de jogos pedagógicos adaptados;
Fazer da Brinquedoteca Acessível um Centro de Educação Complementar à formação integral das crianças;
Formar profissionais que valorizem o brincar e os jogos pedagógicos adaptados para educação;

Oferecer serviços de assessoria a profissionais, instituições infantis e empresas;


Desenvolver pesquisas que apontem a relevância do jogo para a educação;

Oferecer informações, organizar oficinas, cursos e divulgar experiências;


Oportunizar um espaço lúdico pedagógico, àquelas crianças que não têm condições de espaço assistido para brincar;

Contribuir pró-ativamente, principalmente, àquelas crianças que só vêem televisão e jogam vídeogames, tirando-as da inércia e socializando-as entre seus colegas. Ao mesmo tempo, em que lhes é ensinado a dividir objetos e a respeitar a opinião alheia;


Buscar o envolvimento da comunidade (interna e externa), nas ações da Brinquedoteca Acessível, visando o desenvolvimento da personalidade da criança através de jogos e brinquedos;
Desenvolver uma proposta (metodologia) holística de trabalho junto às crianças, que receberão informações de áreas multidisciplinares, resgatando assim, o direito de brincar e de serem crianças, sem se deixarem tornar- “adultos em miniatura”.
Promover a interação e a participação das Universidades Públicas, Privadas e Particulares/departamentos acadêmicos, incentivando o trabalho multidisciplinar (por áreas), de forma interdisciplinar (em conjunto) de seus docentes e discentes;
Oportunizar às crianças relacionarem com jovens e adultos de forma agradável

e espontânea, livre do formalismo decorrente das situações estruturadas em

instituições (Cunha, 1998).

.

4. METODOLOGIA DE EXECUÇÃO DO PROJETO


4.1 UNIVERSO
Usuários da Biblioteca Infantil da Biblioteca Pública da FUNESC na faixa etária dos 2 aos 11 anos.
4..2 INSTRUMENTOS PARA COLETA DE DADOS
Questionários específicos para os servidores, a equipe interdisciplinar, para obtenção de dados gerais sobre essa população: faixas de idade, nível sócio-econômico, escolaridade e profissão, preferências por brincadeiras e leituras, horários de funcionamento da brinquedoteca, etc.
4.3 LEVANTAMENTO E TRATAMENTO DA BIBLIOGRAFIA
Uso da pesquisa bibliográfica (leituras e documentação da literatura) e da pesquisa de campo.
5. DESCRIÇÃO DO PROGRAMA DE ATIVIDADES
5.1 A CURTO PRAZO ( 2 anos )

Levantamento de necessidades da comunidade ( aplicação de questionário);



palestras e debates sobre brinquedos/ brincadeiras na comunidade local;

Criação de grupos de trabalho que atuarão no projeto;



Treinamentos para os profissionais das equipes de trabalho através de seminários e cursos com especialistas da área;


Adequação do espaço físico para o desenvolvimento de atividades da brinquedoteca na Biblioteca Infantil da Biblioteca do Espaço Pública da FUNESC;

Organização geral da brinquedoteca: acervo, equipamentos, materiais e funcionamento;



Início das atividades de atendimento da brinquedoteca: empréstimos de brinquedos, oficinas e desenvolvimento de programações culturais;

Avaliação da brinquedoteca após 1 ano de funcionamento.



6.2 A MÉDIO PRAZO ( 4 anos)

Pesquisa sobre qualidade de vida das crianças;



Divulgação de resultados de pesquisas para a sociedade com vistas a retroalimentar a tomada de decisão na política voltada para as crianças;

Propor às Universidades Públicas e Privadas criação de disciplina optativa sobre Brinquedoteca visando estudos sobre a importância dos jogos pedagógicos adaptados para o desenvolvimento da criança e do pré-adolescente.


Criação de cursos de especialização para brinquedistas e animadores culturais, a serem ministrados pelas unidades acadêmicas;

7. OPERACIONALIDADE


7.1. RECURSOS FINANCEIROS
O projeto contará com recursos financeiros do Governo do Estado da Paraíba/ FUNESC/SEBRAE, no tocante à instalação, material de consumo, materil permanente e recursos humanos. Futuramente, para o desenvolvimento das atividades recreativas, recorrer-se-á a bolsas de extensão provenientes das parcerias através de convênios com as Universidades Públicas e Privadas

7. 2 MATERIAL PERMANENTE


(ver em anexo III)
7.3. RECURSOS HUMANOS
A contrapartida do Governo do Estado/FUNESC, facilitará a constituição de uma equipe interdisciplinar, conforme anexo II.

8. INSTALAÇÕES


8.1 CONSTRUÇÃO
O planejamento de uma Brinquedoteca Acessível inicia-se por uma análise do espaço físico disponível para sua instalação. Não há recomendação para uma área específica, podendo a brinquedoteca funcionar em casas, edifícios, salas, barracões, etc; especialmente projetados para este fim ou que devam ser reformados ou adaptados para tal.
Sugerimos que a Brinquedoteca Acessível da Biblioteca Infantil da Biblioteca Pública da FUNESC seja construída, numa área útil total de cerca de 160 metros quadrados. O importante é que esse espaço forneça inúmeras possibilidades de recreação infantil na parte interna e externa. Que seja construído junto a Gibiteca e também se disponha de quadras esportivas nas proximidades, playground, horta comunitária e jardins gramados.
Na parte interna das salas serão instalados: Oficinas (de brinquedos, de artes, música e outras); Museu do brinquedo; Sala de jogos e brinquedos; Sanitários com pias; Sala de administração/ reuniões; Espaço para balcão de atendimento; Cozinha experimental; Sala de Atendimentos (psicológico, pedagógico e outros);

Sendo a área externa destinada a atividades e brincadeiras ao ar livre.


Convém lembrar, que a Brinquedoteca Acessível da FUNESC terá boas condições de operação e utilização se atendidos, conforme os padrões mínimos das Normas Brasileiras - ABNT NBR 9050, relativos ao ambiente geral, ou seja, às condições gerais de espaço, a saber:

temperatura e grau de umidade controláveis; iluminação correta; pisos e paredes nivelados; ruídos internos e externos reduzidos ao mínimo quando necessário; condições de segurança, etc.

De muita importância um planejamento arquitetônico correto contribuirá para

uma melhor utilização do lay-out da brinquedoteca, consequentemente, de suas atividades lúdicas.

Propõe-se esta área como experimental, sendo que após um ano de instalação pretende-se uma avaliação que fornecerá subsídios para definição de instalações definitivas.

8.2 SOLICITAÇÃO DE CESSÃO DE ESPAÇO FÍSICO


Solicitação de Cessão de Imóvel para instalar a sede da Brinquedoteca Acessível/ FUNESC, compreendendo um espaço de 160 metros quadrados...
9. SUGESTÕES DE ATIVIDADES A SEREM REALIZADAS PELA BRINQUEDOTECA ACESSÍVEL/FUNESC
Excursões; visitas a museus, fábricas de brinquedos, parques ecológicos, pontos turísticos; lanches coletivos; comemoração de Aniversários (ex. prestação de serviço da brinquedoteca); orientação às tarefas escolares das crianças; passeios; shows; oficinas (de corpo, de pipas, de marcenaria, de produção e restauração de brinquedos, etc.); gincanas; festas ( bingos, dia das crianças e outros eventos); personalização de produtos; cursos e palestras para pais e profissionais sobre literatura, crianças e brinquedos; hora do Conto;

teatro infantil/ de fantoches; origami (dobraduras de papel); aeróbica; colagem, massa de modelagem, cerâmica, pintura, desenho, recortes; feiras de troca de brinquedos, livros e gibis; sessões de vídeos; tarde de autográfos com escritores; criação de Jornal, confecção de livros, encadernação; bandinha musical; dramatização; estímulo à leitura; visitas à outras brinquedotecas, e convites à escolas; bazar da pechincha; leilões de Livros; campanhas educativas e de saúde (Divulgação)

Ainda , temos os cursos de Serigrafia; trabalhos: manuais, em couro e madeira, sucata; concertos musicais; concursos; edição de publicações próprias; auxiliar professores em seus conteúdos programáticos; treinamentos abertos à comunidade; casinha de bonecas; atividades de horta e jardinagem, no terrário (Biologia); oferecer às industrias e editoras área para testes de jogos e brinquedos novos e lançamentos de livros; manter convênios com escolas, sindicatos e entidades culturais;.Museu do brinquedo/ Exposição de Arte

BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA


ALVES, Álvaro Marcel Palomo A história dos jogos e a contribuição da cultura lúdica. Disponível:. www.periodicos.udesc.br/index.php/linhas/article/.../1203 . Acesso 31/03/2011.
--------------------------- . O brincar, a cultura e a imaginação. Curitiba: Universidade Federal do Paraná. Curitiba, 2003. 125 p. Dissertação (Mestrado em Psicologia da Infância e da Adolescência)
---------------------------- Jogo, cultura e imaginação aproximações históricos culturais Disponível: .www.revistas2.uepg.br/index.php/praxiseducativa/article/download/.../475. Acesso 31/03/2011.
ALVES, Umbelino Saraiva; SILVA, Maria de Fátima da. Um olhar para o lúdico como estratégia significativa no processo de ensino aprendizagem no contexto do CAIC – João Mendes Olimpio de Melo em Teresina – PI
AMBIENTE de aprendizagem. Brinquedoteca escolar; o resgate do brincar Reblog. Disponível: ricardonespolicoutinho.blogspot.com/.../brinquedoteca-escolar-o-resgate-do.html . Acesso 31/03/2011.
BENJAMIN,,W . Reflexões: a criança, o brinquedo, e a educação. São Paulo:Summus,1984
BARROS LARA, Angela M. de. Educação pré-escolar profanando o formal. A formalização da educação pré-escolar, no período de 4 a 6 anos, na cidade de Maringá. Piracicaba: Universidade Metodista de Piracicaba. Faculdade de Educação: Piracicaba, São Paulo:1992. (Dissertação de Mestrado).
BROUGÉRE, G. Brinquedo e Cultura. São Paulo: Cortez, 1995.
CASCUDO, L.C. Superstições e costumes: pesquisa e notas de etnologia brasileira. Rio de Janeiro:Antunes,1958.
CUNHA, Nylse Helena Silva. Brinquedo, desafio e descoberta: subsídios para utilização e confecção de brinquedos. Rio de Janeiro: FAE, 1988.
--------------------------------- Brinquedoteca: um mergulho no brincar. São Paulo: Maltese, 1994a.

--------------------------------: O Brinquedista, 14, març/abril, 1994b.


-------------------------------. Brinquedoteca: definição, histórico no Brasil e no

mundo. In: FRIEDMANN, A (0rg.). O direito de brincar. 3.ed.,São Paulo: Scritta, 1996a.


--------------------------------. Brincando com crianças excepcionais. In: FRIEDMANN, A (org.). O direito de brincar. 3ªed., São Paulo: Scritta, 1996b.
----------------------------------. Brincar, pensar e conhecer_brinquedos, jogos e atividades. São Paulo: Maltese, 1997a.
--------------------------------. Palestra proferida em Maringá-PR em 5 e 6 de set. de 1997b.
ELKONNIN,D Psicologia do jogo. São Paulo: Martins Fontes, 1998
FREIRE, G. Casa Grande & Senzala. 12.ed Brasilia: Universidade de Brasilia,1963
Freire, Paulo. A importância do ato de ler. 18ed. São Paulo:Cortez,1987..
GAULKE, Adriana; ALTINI, Ivânio Roters. As contribuições do jogo no desenvolvimento da criança portadora de Síndrome de Down. Disponível:. www.iacat.com/revista/.../2.jogo%20tcc%20DOWN%20ADRISANE.pdf . Acesso 31/01/2011.
KISHIMOTO, Tizuko Morchida O brinquedo na Educação : considerações, histórias. Idéias, o cotidiano da pré-escola. São Paulo, n.7, p. 39-45, 1990. Fundação para o desenvolvimento na Educação.
------------------- . A pré-escola em São Paulo (1875-1940). São Paulo, Loyola, 1988.
------------------- . Brinquedo e brincadeira na educação infantil japonesa: Proposta curricular dos anos 90. Disponível: www.crmariocovas.sp.gov.br/pdf/ideias_07_p039-045_c.pdf . Acesso 2011
---------------------- Jogos infantis: o jogo, a criança e a educação. 6ed. Petropólis: Vozes, 1993..
---------------------- O jogo e a Educação Infantil. Petrópolis: Vozes, 1996.
--------------------ORG. O brincar e suas teorias. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2002
LUNA, Francine Guerra de. A (in)disciplina em oficina de jogos. Disponível: www.teses.usp.br/teses/.../tde-15122008-124407/ Acesso 31/01/2011

MAGNANI, Eliane Maria e outros. Brinquedoteca: espaço de formação de educadores. Disponível: revistas.unipar.br/educere/article/view/182/156



Acesso 31/01/2011.
----------------, Eliane Maria O brincar na pré escola um caso sério. Campinas: Faculdade de Educação UNICAMP, Faculdade de Educação, 1998.

(Dissertação de Mestrado).


NEGRINE, A. Aprendizageme desenvolvimento infantil:perspectivas psicopedagógicas . Porto Alegre: Prodil, 1994.v.1
PAULA, Ercília Maria Angeli Teixeira de ; FOLTRAN, Elenice Parise. Projeto brilhar: brinquedoteca literatura e arte no ambiente hospitalar. Disponível: www.tibagi.uepg.br/pex/.../artigo_brinquedoteca_5conex.pdf. Acesso: 31/03/2011.
PEREIRA, Edmeire Cristina . Projeto Brinquedoteca na Universidade Federal do Paraná: relato de experiência. Disponível: gebe.eci.ufmg.br/downloads/114.pdf Acesso 31/03/2011
PEREIRA, Marilia Mesquita Guedes Pereira. Biblioterapia:proposta de um programa de leitura para Portadores de defici^encia visual em Bibliotecas Públicas. João Pessoa: editora Universitária. 1996.105p.
PUGA, Edna Mara Gonzaga Rodrigues; SILVA, Lea Stahlschmidt Pinto. A Brinquedoteca na escola: possibilidade do resgate do lúdico ou recurso da prática pedagógica. Disponível: lisane.pro.br/Disciplinas/pos.../A%20brinquedoteca%20na%20escola.pdf . Acesso 31/03/2011
ROCHA, M. S. da. A construção social do brincar: modos de abordagem do real. Campinas: Faculdade de Educação UNICAMP, Faculdade de Educação, 1994. (Dissertação de Mestrado).
SILVA, Sheila Helena Conceição da e outros. Brinquedoteca: lugar de brincar, aprender e criar . Disponível : www.prac.ufpb.br/anais/IXEnex/.../2.../2CENEDESPPEX01.pdf Acesso 31/03/2011
VYGOTSKY, L. S. O papel do brinquedo no desenvolvimento. In: ______. A formação social da mente. São Paulo : Martins Fontes, 1994.

VYGOTSKY, L.S Pensamento e linguagem.São Paulo: Martins Fontes, 1991. 135p.

ANEXOS

ANEXO I


Apresentado em CD
Modelos dos Jogos Educativos Adaptativos apresentados pelo Artesão e Brinquedista.

ANEXO II


ANEXO III

ANEXO IV


Programa da Oficina a ser ministrado pelo Brinquedista

ANEXO V


Normas Brasileiras de Acessibilidade - MPDFT - Início


As normas de acessibilidade que se encontram prontas: ... ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas (www.abnt.org.br) ... Disponível: www.mpdft.gov.br/sicorde/abnt.htm  [PDF] Acesso 03/04/2011.

ABNT NBR 9050


Formato do arquivo: PDF/Adobe Acrobat - Visualização rápida
31 maio 2004 ... ABNT 2004. Acessibilidade a edificações, mobiliário, ... Disponível:
www.mpdft.gov.br/sicorde/NBR9050-31052004.pdf - Acesso: 03/04/2011

RECURSOS HUMANOS




DENOMINAÇÃO

QUANTIDADE

Brinquedista

01

Bibliotecário

01

Pedagogo

01

Psicólogo

01

Fonaudiólogo

01

Músico

01

MATERIAL PERMANENTE


JOGOS EDUCATIVOS ADAPTADOS


DENOMINAÇÃO VALOR

(R$)



Quadros imantados (metálicos)

Chapa de metal espessura 20 pintado

com molduras de madeira com verniz

Medidas:


2 m x 1 m 360,00

1 m x 1m 180,00

2 m x 0,50 180,00

1 m x 0,50 90,00


Kits com figuras diversas

Kits com imâ

Figuras geométricas 2 tamanhos

100 peças 160,00



Kits com Letras (em madeira coloridas)

10 cms 100 peças 250,00

Com imâ ou imantados 5 cms - 100 peças 150,00

Kits com números (2 cores) Par e Impar

Kits com imâ 100 peças 10 cms 250,00

5 cms 150,00

Kits com alfabeto Libras

26 peças. Com imâ 26 peças Par e Impar 15cms 78,00

Pintada em Formato 7,5 cms 45,00

Kits com Alfabeto Braille

100 peças 7 cms Com imâ Peças em madeira (cela Braille) com pinos 250,00


Kits Notas Musicais

Com imâ (Claves e básicas) Escolha dos Professores

Tamanhos Variados 100 peças

Altura 15 cmc aproximadamente 350,00


Quebras Cabeças Temáticas

20 modelos em madeira

De encaixe com pinos placas de 28 x 20x 90cms 30,00
Brinquedos para Atividades Corporais

60 peças que trabalham o desenvolvimento psicomotor

Mão com mão, pé com pé,.

Formas geométricas, para passar por dentro, equilíbrio

e agilidade, tapete geométrico (com fita dupla face)

em madeira colorida).

Conjunto de Movimentação Ativa

60 peças – 6 bases para arcos

6 bases para bastão

4 bases para semi – arco

2 bases para prancha

1 base para jogo de argolas

450,00
Conjunto de Movimentação Ativa

12 bastões coloridos

6 arcos coloridos

2 semi - arcos

1 prancha de equilíbrio

5 pinos para jogo de argolas

10 pinos para base

5 argolas

510,00
Trilhas para Capacidade Perceptivas

Pista sensorial: Quadros em madeiras 30x40cms,

com diferentes texturas ondulado-liso-macio-

áspero-duro-fino-grosso-corrugado, etc.

Cada quadro 22,00
Dramatização

Teatro para Fantoches em madeira

Medidas 0,75 cms x 0,75 cms

Boca de cera 50x50cms

Consultar outras medidas 85,00
Raciocínio Matemático
Blocos Lógicos (48 peças) 48,00

Círculos Fracionais ( 1 inteiro a 12 avos) 46,00


Numeral e Quantidade (20 peças e encaixe madeira) 36,00
Números com pinos 30,00
Quebra cabeça geométrico

(4 peças em formas de encaixe) 85,00


Réguas Numéricas (60 peças) 45,00
Tabuada 95,00
Tangrom 12,00
Torre de Hanói 19,00
Ábaco de 1 a 9 28,00
Material Dourado 45,00
Taturama Numérica 28,00
Escala Cuisinaire 65,00
Ábaco Curvo 6 dezenas 18,00

10 dezenas 28,00


Ábaco de Aluno Pequeno 30,00

do Professor Grande 65,00


Ábaco Vertical com Mostrador

5 dezenas/54 peças com números 0 a 9

E símbolos + - x 40,00
Ábaco Vertical Aberto

5 dezenas 25,00


Números com Lixa 30,00

Geografia e História
Mapas em Relevo – em Madeiras com Molduras

Mapa Mundi 80x60 cms 220,00

Mapa das Américas 60x40 cms 180,00

Mapa do Brasil 35x35 cms 60,00

Mapa da Paraíba 35x25 cms 45,00

Mapa do Brasil Regional 35x35 cms 60,00

Mapa Brasil Estados 35x35 cms 60,00

Psico – Motricidade
Conjunto de Painéis Psicomotores em Madeira
Pré Escrita 45x40 cms 45,00

Curso Linear 45x28 cms 38,00

Curso Curvilíneo 30x3o cms 36,00

Curso Fantástico 35x28 cms 38,00




Aramados (Madeira Maciça e Aço 4,2 cms)

Favorece o desenvolvimento da coordenação óculo – manual, percepção visual, e organização espaço temporal.

Aromado Triangular 35,00

Aromado Omolular 35,00

Aromado Acrobático 35,00

Aromado Montanha Russa 45,00

Aromado Espiral 35,00

Aromado Entrelaçado 45,00



Conjunto com 10 Brinquedos Pedagógicos e Baú de Madeira


  1. Relógio

  2. Bate – pinos

  3. Balancinhas

  4. Ábaco 1 a 9

  5. Passa Figuras

  6. Seqüência de Pinos

  7. Caixas Coloridas

  8. Blocos Coloridos

  9. Mosaico

  10. Pirâmide de Figura Geométrica

Baú de Madeira 50x50x60 cms pintado 390,00




Conjunto Esquema Corporal
Quebra Cabeça Masculino 30,00
Quebra Cabeça Feminino 30,00
Integração Social e Meio Ambiente

Quebra Cabeça Superpostos

Enriquece as descobertas sobre o desenvolvimento

animal/vegetal, em atividades de sequência lógica.

Dimensões 28x28x1,5cms, em madeira de 4 camadas:

Sapo

Borboleta



Milho

Galinha


Vaca

Flor


Mãe Gestante

Conjunto Educativo de Trânsito.

Favorece a aprendizagem de regrs básicas e cuidados no trânsito, através de atividades dinâmicas


14 placas de trânsito 20x20cms

1 semáforo, com suportes em madeiras maciça


420,00
Brinquedos de Pano

Livros:


Fantoches:

Cubos de atividades. Tamanho 20x20 cms – 6 atividades



Cubinhos educativos



©principo.org 2016
enviar mensagem

    Página principal