Ana Lucia Enne1



Baixar 37.94 Kb.
Encontro29.07.2016
Tamanho37.94 Kb.
MEMÓRIA, IDENTIDADE E DISCURSO MIDIÁTICO:

UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

Ana Lucia Enne1


Cristiane Tavares2
Em seu consagrado Em busca do tempo perdido, Marcel Proust escreveu uma das mais belas passagens acerca da memória: “Mas quando nada subsiste de um passado antigo, depois da morte dos seres, depois da destruição das coisas, sozinhos, mais frágeis porém mais vivazes, mais imateriais, mais persistentes, mais fiéis, o aroma e o sabor permanecem ainda por muito tempo, como almas, chamando-se, ouvindo, esperando, sobre as ruínas de tudo o mais, levando sem se submeterem, sobre suas gotículas quase impalpáveis, o imenso edifício das recordações”. A busca do “aroma” e do “sabor” de que fala Proust, caminhos para a busca da memória e do passado, tem sido uma marca da sociedade contemporânea.

Recentemente, o cientista social Andreas Huyssen afirmou que o século XX foi marcado por um “boom da memória” como preocupação das Ciências Sociais e dos homens de um modo geral. Segundo ele, os cem últimos anos assistiram a uma intensa criação de “mercados da memória”, que passam pela museificação, pela comercialização do passado via mídia, pela tentativa de reciclar o tempo no impulso em direção à memorialização, entre outras iniciativas de se recuperar “o aroma e o sabor” de que fala a citação proustiana. A obsessão pelo passado seria própria desta cultura contemporânea ocidental, que vê, assustada, o presente desaparecer na compressão das coordenadas tradicionais de tempo e espaço. Em campo brasileiro, Renato Ortiz declarou, também a respeito do século XX, que este seria o “século das descobertas dos tempos”, citando exatamente a obra de Proust como um sinal claro deste processo.

Muitos outros pensadores têm apontado para esta valorização da memória e da tentativa de pensar as diversas categorias temporais como uma via de extrema riqueza nas análises das ciências sociais e no mapeamento da construção das identidades sociais. Na tentativa de nos inserirmos nesse debate, iniciamos na Universidade Castelo Branco – UCB/RJ, no ano de 2000, um projeto de pesquisa sobre a construção da memória, via mídia, da e na Zona Oeste do Rio de Janeiro.3 Como parte das atividades dentro desse projeto, realizamos um ciclo de leituras e debates acerca das temáticas da memória, identidade e mídia. Este artigo é uma síntese dessas leituras, a partir das reflexões apresentadas pelos participantes e aqui organizadas, como veremos a seguir.

Um balanço bibliográfico sobre memória, identidade e mídia


As representações sociais, como as presentes no discurso da imprensa e da mídia, ou no discurso oral dos moradores mais antigos e de personalidades locais, ou ainda em fontes documentais, museus, institutos históricos, entre outros, são discursos memorialísticos produzidos na região e em cada um a memória faz lembrar e esquecer fragmentos da história.

Para o autor Paul Thompson, as pessoas comuns procuram compreender as revoluções e mudanças por que passam em suas próprias vidas por meio da História. A finalidade social da História requer uma compreensão do passado que direta ou indiretamente se relaciona com o presente. No texto de Thompson percebemos que a possibilidade de utilizar a história para finalidades sociais e pessoais construtivas vem da natureza intrínseca da abordagem oral. Ela trata de vidas individuais e baseia-se na fala e não na habilidade da escrita, muito mais exigente e restritiva. A história oral é construída em torno das pessoas. Traz a história para dentro da comunidade e extrai a mesma de dentro da comunidade. A história oral implica, para a maioria dos tipos de história, uma certa mudança de enfoque, mas também a abertura de novas áreas importantes de investigação. As mudanças que a história oral torna possíveis não se limitam à escrita de livros ou projetos. Afetam também a apresentação da história em museus, arquivos e bibliotecas.

Também Ana Paula Goulart Ribeiro partilha deste ponto de vista em se tratando da História. Segundo a autora, a História deve ser definida como a ciência que estuda o processo de transformação da realidade social e que, a partir da idéia de mudança, a História pode apontar as diferenças entre o que foi e o que é, simbolizando os limites e demarcando as fronteiras entre o passado e o presente.

Para Ana Paula Goulart, qualquer manifestação da vida social do homem pode, em princípio, ser um fato histórico. O termo não se refere apenas a acontecimentos particulares da vida, mas a qualquer categoria de fenômenos: um acontecimento singular, um processo, uma instituição, um produto da cultura, um costume, uma crença, etc. Elevamos um fato à categoria de fato histórico devido à infinidade de acontecimentos anteriores, posteriores e contemporâneos por ela evocados. Um fato, para ser chamado de histórico, precisa estabelecer inúmeras relações com outros eventos, considerados num encadeamento causal.

A História desempenhou papel fundamental na legitimação do poder de Estado e na consolidação de uma identidade nacional, no decorrer do tempo. No entanto, a História foi perdendo o papel central na construção da memória oficial com a inserção das tecnologias de comunicação no tecido das sociedades industriais. A mídia se transformou, segundo a autora, no principal lugar de memória das sociedades contemporâneas, e passou a ser a principal testemunha da história. O desenvolvimento tecnológico, cada vez mais acelerado, promete provocar uma verdadeira revolução nas trajetórias operacionais da História.

A aproximação entre memória e identidade é tratada por alguns autores que, nessas análises, relacionam memória e tempo, ambos de natureza social e num tempo que também é de natureza social. Sendo um sujeito histórico, recordar é um ato coletivo, que está ligado a um contexto de natureza social e a um tempo que engloba uma construção, uma noção historicamente determinada. A lembrança é a recordação de um tempo revivido.

O autor Michael Pollack, ao caracterizar a relação entre memória e identidade, define que a memória é um fenômeno construído (consciente ou inconsciente), como resultado do trabalho de organização (individual ou socialmente). Sendo um elemento constituinte do sentimento de identidade, tanto individual como coletiva, é também um fator extremamente importante do sentimento de continuidade e de coerência de uma pessoa ou de um grupo em sua reconstrução de si. Pollack também define a identidade como a imagem que a pessoa adquire ao longo da vida referente a ela própria, a imagem que ela constrói e apresenta aos outros e a si própria, para acreditar na sua própria representação e também para ser percebida da maneira que quer por outros. A construção da identidade é um fenômeno que se produz em referência aos critérios de aceitabilidade, de admissibilidade, credibilidade e que se faz por meio da negociação direta com outros. Memória e identidade são valores disputados em conflitos sociais e intergrupais e em conflitos que opõem grupos políticos diversos.

A idéia que a Nação projeta dela mesma é projetada pelas formas políticas e pelas palavras. Há constantemente uma incorporação da definição de sua cultura no país e a língua é a chave para esta universalidade. Esta identidade está presente nos documentos criados para a construção da memória nacional. E o documento, como diz Jacques Le Golf , não é alguma coisa que fica por conta do passado. É produto da sociedade que o fabricou, segundo relações de força, onde mais uma vez se apresenta a questão do poder. Se reportando a símbolos, na verdade sinais sociais, a memória seria, pois, um sistema simbólico, expresso na interação da linguagem, como o tempo e o espaço.

Trataremos agora dos temas memória e lembrança, que são analisados por dois autores lidos por nós em nosso GE. De acordo com Ecléia Bosi, lembrar significa aflorar o passado, combinando com o processo corporal e presente da percepção, misturar dados imediatos com lembranças. A memória permite a relação do corpo presente com o passado e, ao mesmo tempo, interfere no processo atual das representações. A autora ainda declara que cada memória individual é um ponto de vista sobre a memória coletiva, que muda conforme o lugar que algo ocupa e que este lugar mesmo muda segundo as relações que mantenho com outros meios.

Já Maurice Halbwachs destaca que pela memória o passado vem à tona, misturando-se com as percepções imediatas, deslocando-as, ocupando todo o espaço da consciência. Afirma também que a natureza da lembrança é social e que ela nos aparece por efeito de várias séries de pensamentos coletivos emaranhadas, e se não podemos atribuí-las exclusivamente a estes, ela se torna independente, mas necessita de um apoio por si só para se sustentar.

Para Halbwachs, uma questão fundamental acerca da memória coletiva, enquanto fato social, seria a sua ancoragem para cada indivíduo. Em que liames se apóiam os homens no presente para recuperarem o caminho de volta para o passado? Que elos se alojam entre passado e presente para que deles possamos ativar o que chamamos de memória? Novamente, voltamos ao “aroma” e ao “sabor” de que fala Proust, pistas, pegadas, indícios... E não só liames e elos entre o passado e presente, mas entre as diversas concepções individuais acerca do passado. Para se ter uma memória coletiva é preciso interligar as diversas memórias dos indivíduos que fazem parte do grupo identificado como proprietário daquela memória.

Jean-Pierre Vernant procurou demonstrar o quanto a memória, em seu sentido original entre os gregos, apontava para outras direções que não as que são concebidas no mundo contemporâneo. Pela memória, reconstruímos nosso elo com o mundo, com nossa origem, e menos com uma temporalidade. A memória seria matéria menos de uma cronologia e mais de uma cosmogonia. Memória e esquecimento seriam fontes nas quais tanto homens quanto deuses haveriam de beber, sendo a segunda marcadamente uma entrada para o “inferno”, para a não superação, e a primeira uma maneira de garantir o tempo cíclico, um caráter mítico em relação ao pertencimento ao mundo desde sempre. Não seria a memória coletiva, enquanto apropriação de um passado nem sempre historicamente linear, também, em muitos casos, uma aderência ao mundo, a um “mito da criação”, e menos a uma concepção histórica do tempo? Se lembramos para esquecer, como diz Pollak, não estamos construindo, com a memória coletiva, um passado comum com outros grupos que não aquele ao qual estamos diretamente filiados? Huyssen afirmou que uma das categorias constituintes da humanidade seria exatamente a “perda de um passado melhor”, uma “perda fantasmagórica gerada pela própria História”. Para ele, a cultura da memória poderia indicar uma atualização contemporânea desta busca contínua por este passado mitificado, por esta cosmogonia.

Portanto, a memória construída no presente, a partir de demandas dadas por este e não necessariamente pelo passado em si, pode ser pensada como fator fundamental para a construção de pertencimentos sociais, aos mais diversos níveis associativos. De certa forma, a busca do controle sobre a memória institui uma identidade para o agente social nela envolvido, no sentido de gerar um lugar dentro de uma rede específica de circularidade e fluxo.

Eternizar um dado momento através da escrita é, sob certo aspecto, "domesticar e selecionar a memória", de acordo com autora Marialva Barbosa. Ao selecionar o que deve ser lembrado e ao esquecer o que deve ficar em zona de sombras e silêncio, os jornais tornar-se-iam também senhores de memória, complementa Barbosa. Para a autora, o jornalismo constrói-se como o lugar da imparcialidade e da neutralidade. Os jornais são a expressão de verdade, porque representam o pensamento da sociedade, graças a sua popularidade. O jornal é também a própria verdade, pois impresso transforma-se em documento.



Algumas reflexões sobre a natureza do discurso midiático


Os pontos até aqui descritos apontam para um aspecto fundamental do jornalismo na sociedade contemporânea. Ele se apresenta como um formador de opinião, como um cristalizador de visões acerca do real. Vários autores têm procurado demonstrar como os meios de comunicação de massa e, mais especificamente, os jornais ocupam um lugar privilegiado como formadores e armazenadores da memória social. Neste sentido, os jornais poderiam ser pensados como lugares de memória, no sentido dado por Pierre Nora.

Segundo o autor, a memória, que tradicionalmente conferia às sociedades suas identidades sociais, teria sido “seqüestrada pela história”, sendo que a primeira seria “a vida”, e a segunda sempre uma “construção problemática e incompleta do que já não existe”. O historiador tenderia ao universal, enquanto o cuidado com a memória remeteria ao concreto, ao que se vincula espacialmente à determinada realidade. A História, segundo o autor, vai transformar a memória em objeto de uma “história possível”.

Por isso, segundo Nora, será preciso criar lugares de memória para que a memória exista em algum lugar. Por isso é preciso pensar a institucionalização dos lugares de memória como um entrecruzar de dois movimentos: de um lado, uma transformação em termos de reflexão por parte da História; de outro, o fim de uma tradição de memória. O lugar de memória é, portanto, um marco de transição entre dois eixos. Em suas dimensões concretas, tais lugares vão remeter a museus, arquivos, cemitérios, coleções, festas, aniversários, tratados, entre outros signos de rememoração. Assim, no momento em que uma tradição da memória enquanto processo experimentado e vivenciado coletivamente começa a se esvair, é preciso criar marcos para ancorar essa nova memória.

Assim, a história institucionaliza e oficializa a memória e, para o autor, já não produzimos mais memória, mas história mesmo. Ela requer indícios, vestígios, não basta mais ser um rememorar pela palavra, é preciso o dado concreto do registro. Daí, para Nora, a obsessão contemporânea pelo arquivo. A partir da concepção de Nora de que os lugares de memória podem ser pensados nos três sentidos da palavra, ou seja, tanto material, quanto simbólico e funcional, podemos considerar os meios de comunicação de massa como lugares de memória da sociedade contemporânea. Mais precisamente: seriam eles, se não os lugares de memória (dadas as interpretações mais restritas do conceito), com certeza espaços privilegiados no arquivamento e produção da memória contemporânea. Nesse sentido, não há como não assinalar, nas sociedades contemporâneas, a intrínseca relação entre os discursos midiáticos e a produção da memória (ou como deseja Nora, uma memória que já não é memória espontânea, mas produzida).

Assim, se quisermos analisar de que forma os jornais, como produtos da comunicação de massa, são fundamentais na construção de memórias e identidades sociais na sociedade contemporânea, temos de entender como são construídas suas práticas discursivas. Neste sentido, algumas reflexões da Análise do Discurso se mostram bastante proveitosas para tentarmos entender como se constróem os discursos jornalísticos. A idéia é pensar como, através da apropriação de um real já fragmentado, é possível construir uma visão, ainda que parcial, capaz de ser confundida com o próprio real. É atributo do discurso jornalístico contemporâneo se postular o papel de remissor da verdade, testemunha do fato. No entanto, o que vemos é uma apropriação deste real através de estratégias enunciativas, tanto verbais como não-verbais. Os discursos são formulados não só a partir do sujeito que fala, mas também na interação com o sujeito que recebe ou que se supõe que receberá.

Esta concepção remete à polifonia, associada ao dialogismo de que fala Bakhtin. As teorias multiculturalistas têm apontado para a mesma relação. Imaginar o discurso como dotado de um sentido único e portador de uma única voz é não concebê-lo como produto social, como ação social, no sentido proposto por Max Weber. Embora com diferentes perspectivas, as teorias do discurso de forma geral apontam para o caráter de construção social de todo discurso, sem esquecer os da mídia. Essas apropriações do real não são condutoras de significados por elas mesmas. São sistemas repletos de representações simbólicas que dependem, para sua interpretação, tanto do trabalho de ourives do produtor no sentido de codificá-la adequadamente, como das condições do receptor para interpretá-las. A interpretação, de certa forma, é o que dá sentido ao discurso, tanto quanto sua produção. Evidentemente, por se tratar de uma construção dialógica, em grande medida o discurso se ancora no real, na própria experiência dos receptores, o que direciona sua interpretação para os caminhos definidos pelo produtor da mensagem. Os imaginários sociais são construídos também porque há um processo dialético entre os emissores e os receptores.

Existe um discurso jornalístico, ou, como propõe Teun van Dijk, a notícia como discurso. Tal discurso, por um lado, carrega marcas de todas as práticas discursivas: um caráter polifônico, dialógico e polissêmico, construído em contextos e processos múltiplos. No entanto, como aponta van Dijk, há no discurso jornalístico uma dimensão relacionada à fabricação de notícias em que esta deve ser pensada dentro de uma prática institucional definida, ou seja, obedecendo a linhas editoriais, propostas comerciais, motivações ideológicas de seus proprietários, condições de produção, entre outras variáveis que podem condicionar o discurso produzido.

Assim, para o autor existe um discurso da notícia, em que há uma dupla operação de representações ideológicas, tanto por parte de quem a produz quanto daqueles que irão interpretá-la. Tal prática discursiva estaria montada sobre o estatuto da verdade, fundada no princípio da informação objetiva de que falei em outro momento desse capítulo. Para gerar uma credibilidade por parte do leitor (que não seria um leitor qualquer, mas tipo específico de leitor, que seria receptivo a determinadas construções discursivas e não a outras), o discurso da notícia se dividiria em categorias estruturais, cada uma cumprindo funções específicas, entre elas a manchete, o lead, o fato principal, o contexto, os comentários, entre outras.

Não podemos imaginar nem que os produtores do discurso tenham o poder soberano de produzir mensagens fechadas, que serão decodificadas de maneira uniforme por todos os receptores, nem que tais discursos não se ancorem em pressupostos comuns, muitas vezes de base ideológica, capazes de conduzir a interpretação. No entanto, não podemos perder de vista de que é nas relações de fronteira, nas situações de interação, que os discursos sociais são construídos e apropriados4. Este será o viés a nos orientar nesse trabalho. Sem dúvida, as identidades sociais são forjadas, em larga medida, a partir dos discursos sociais, e a mídia desempenha papel central, como falamos aqui. No entanto, estas apropriações desses discursos são múltiplas, o que resulta, obviamente, em identidades sociais também múltiplas. No caso da zona Oeste, é fundamental não perder isso de vista, sob o risco de cristalizarmos determinadas formulações de identidade em detrimento de outras, também em permanente movimento de construção e desconstrução.

A síntese aqui apresentada permite vislumbrar a intrínseca relação entre memória, identidade e imprensa. Como demonstramos, a construção da memória, pelos mais diversos agentes sociais, tem sido objeto de reflexão científica pela sua importância na configuração das identidades sociais. Conjugar tais reflexões com um olhar sobre a construção da memória da zona Oeste, via mídia, é a tarefa que se impõem como prosseguimento das atividades de pesquisa iniciadas nesta primeira fase do projeto.



Bibliografia

BAKHTIN, M. Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes, 1992.

BARBOSA, M. Imprensa, poder e público. Tese de Doutorado em História. Niterói: UFF, 1996.

BOSI, E. Memória e sociedade. São Paulo: T.A. Queiroz - Editora da Universidade de São Paulo, 1987.

HALBWACHS, M. A memória coletiva. São Paulo: Vértice, 1990.

LE GOFF, J. História e memória. Campinas: Editora da Unicamp, 1992.

NORA, P. “Entre memória e história”. In: Os Lugares de Memória. Cópia mimeo.

___________. “O retorno do fato”. In: LE GOFF, J. e NORA, P. História: Novos Problemas. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1988.

ORLANDI, E. P. Análise do discurso. Campinas: Pontes, 1999.

PINTO, M. J. Comunicação e discurso. Introdução à análise de discursos. São Paulo: Hacker Editores, 1999.

POLLACK, M. “Memória e identidade social”. In: Estudos Históricos, 5 (10). Rio de Janeiro: 1992.

RIBEIRO, A. P. G. A história do seu tempo. A imprensa e a produção do sentido histórico. Rio de Janeiro: dissertação de Mestrado defendida na ECO/UFRJ, 1996.

THOMPSON, P. A voz do passado. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1990.

VAN DIJK, T. A. La noticia como discurso. Compreensión, estructura y producción de la información. Barcelona: Paidós, 1980.

VERNANT, J. P. “Aspectos míticos da memória e do tempo”. In: Mito e Pensamento entre os Gregos. São Paulo: Difel/Edusp, 1973.

WEBER, M. Conceitos básicos de Sociologia. São Paulo: Editora Moraes, 1987.




1 Jornalista formada pela PUC/RJ, Mestre e Doutora em Antropologia Social pelo PPGAS/Museu Nacional/UFRJ. Professora do curso de Comunicação Social da Universidade Castelo Branco e coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas Polifonia.

2 Aluna do 7º período de Jornalismo do curso de Comunicação Social da UCB e bolsista de iniciação científica pela mesma universidade.

3 O projeto, batizado de “O papel da mídia na construção da memória histórica da Zona Oeste”, foi coordenado pela professora Ana Lucia Enne, dentro do Polifonia - Núcleo de Estudos e Pesquisas do curso de Comunicação Social da UCB, sob a coordenação geral do professor Milton Faccin. A pesquisa foi viabilizada pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação da UCB, responsável pelas bolsas de pesquisa da coordenadora e da assistente Cristiane Tavares, bem como pelos recursos materiais. Mais informações sobre a pesquisa e sobre o Polifonia podem ser obtidas no site http://www.polifonia.kit.net.

4 Ver BARTH (1969, 1989 e 1995).

Catálogo: sistema -> novoenfoque -> files
sistema -> Anexo III formulário de contribuiçÕes I. Identificação do participante
sistema -> Família X escola: as contribuiçÕes desta relaçÃo no processo ensino aprendizagem da criança na educaçÃo infantil
sistema -> Busca de Antepassados
files -> Reflexões sobre dançA: possibilidades de investigaçÃo e contribuiçÕes para a educaçÃo física
files -> Prof. Dr. Victor Andrade de Melo1
files -> Memória da educaçÃO CONTRA memória da docência: uma incursão na realidade
files -> No território da Educação Física outros olhares para o corpo: uma proposta de pesquisa com o cotidiano
files -> As práticas sociais da leitura e da escrita numa sociedade grafocêntrica
files -> Prof Dr. Waldyr Lins de Castro -universidade Federal Fluminense


Compartilhe com seus amigos:


©principo.org 2019
enviar mensagem

    Página principal