Anais VII encontro fluminense de educaçÃo física escolar VII enfefe dificuldades e Possibilidades da Educação Física Escolar no Atual Momento Histórico



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REPRESENTAÇÕES DOS ALUNOS DA 2ª SÉRIE DO ENSINO MÉDIO SOBRE

AS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA NO CETEP- BARRETO.

Edson Farret da Costa Júnior

Carlos Henrique Ribeiro

Resumo: O presente estudo tem por objetivo identificar as representações dos alunos do 2º ano do ensino médio tem sobre a Educação Física no CETEP (Centro Tecnológico de Ensino Profissionalizante)- Barreto, no município de Niterói-RJ, na rede de ensino FAETEC. Sabendo que o aluno pode escolher qual modalidade esportiva que quer praticar no bimestre (etapa), procuro investigar e analisar qual(is) significado(s) da Educação Física para estes alunos. Um questionário com 05 questões, realizada com 60 alunos, foi o instrumento utilizado. Sendo analisado o(s) significado(s) das respostas.

Introdução

Este estudo tem por objetivo identificar, pelos olhares dos alunos, a situação da Educação Física enquanto componente curricular da Escola Técnica Estadual Henrique Lage no Bairro Barreto, município de Niterói, da rede de ensino FAETEC.

O que me levou a investigar a EF (Educação Física) no CETEP-Barreto, são as características particulares da EF neste CETEP. Entre elas podemos destacar:

1º- É o aluno que escolhe qual modalidade irá fazer durante o bimestre (etapa), sendo assim a turma de EF é uma turma diferente da turma da sala, pois pode ser formada por alunos de várias turmas diferentes;

2º - Um outro diferencial da EF na rede FAETEC é a diversidade de modalidades esportivas oferecidas aos alunos, no CETEP-BARRETO são 14. Sendo elas: Futsal, futebol, handebol, voleibol, basquetebol, atletismo, natação, Ginástica, Dança, Judô, Taekwendo, Jiu-jitsu, capoeira e xadrez. É importante lembrar que nem todos os CETEPs oferecem todas essas modalidades, mas uma boa parte dessas modalidades são oferecidas em quase todos;

3º- Um outro diferencial é que o aluno pode ou não ter vários professores de EF no mesmo ano letivo, pois é só ele mudar de modalidade que também irá mudar de professor. Ou seja, o aluno mudando de modalidade muda também para um professor “especialista” na área.

O motivo que justifica a EF organizada assim, é que o aluno irá escolher a modalidade pelo gosto (prazer) e não pela obrigação, supondo que desta maneira o aluno não faltará as aulas ou faltará bem menos e a fará com muito mais prazer.

É nesta afirmação que está o motivo da minha inquietação. Sendo assim eu me questiono: será realmente esta a mudança que a EF Escolar necessita? Tendo o aluno tantas opções e muita das vezes pratica somente uma modalidade durante os três anos de ensino médio, não estaria indo contra um dos objetivos da EF na Escola que é vivenciar o aluno uma diversidade de movimentos e conteúdos que só a EF pode proporcionar?

Este assunto não tem a pretensão de se esgotar aqui, mas de começar. Ser um ponto de partida.

A Educação Física e a FAETEC. Um pouco de história

Na década de 70, com a crise estrutural do capitalismo, se busca novos paradigmas de produção, produzindo outras formas de reprodução, nascendo de um desgaste do padrão produtivo industrial taylorista/fordista, produção baseada na alta especialização e consequentemente a fragmentação do trabalho. Exigindo do trabalhador pouca qualificação tecnológica, comunicativa, e gerencial.

Hoje, com novos padrões de consumo, nasce uma nova produção industrial em que as empresas dão ênfase à qualidade dos produtos em detrimento da quantidade produzida. Com vistas a essa reestruturação as empresas se baseiam em novos conceitos de produção em uma administração participativa.

Neste sentido, o “novo papel” do trabalhador nesse padrão de desenvolvimento requer, então, uma qualificação mais abrangente, polivalente e polissêmica. Pensando nessa formação integral do aluno e de num novo trabalhador é que a Professora Nilda Teves criou o CEI (Centro de Educação Integral) em Quintino no ano de 1996, que logo depois ficou fazendo parte da FAETEC (Fundação de Apoio à Escola Técnica). Assim as Escolas Técnicas do Estado do Rio de Janeiro passaram a se chamar CEI, que eram assistidas pela FAETEC que surgiu com a extinção da FAEP (Fundação de Apoio à Escola Pública). Com a mudança do Governador Marcelo Alencar para Governador Anthony Garotinho o CEI tornou-se CETEP (Centro de Educação Tecnológica e Profissionalizante), ressaltando que o motivo desta mudança não é um ponto relevante nem objetivo deste estudo.

Segundo Nilda Teves (Professora Doutora do Curso do Mestrado e Doutorado da Gama Filho em EF e fundadora do CEI) o CEI foi criado em três pilares: Escolaridade, Ludicidade e Trabalho e é no pilar da Ludicidade que se encontrava a importância da EF Escolar na FAETEC . (Entrevista realizada em 13 de Maio de 2003)

Acredito que a EF torna-se um meio potencial para o desenvolvimento e a capacitação dos alunos e alunas da FAETEC para o agir solidário, cooperativo e participativo. Kunz (1994) afirma que, além de contribuir para o agir solidário nas aulas de EF, pode levar os alunos à compreensão dos diferentes papéis sociais existentes no esporte, fazendo-os se sentirem preparados para assumir esses diferentes papéis e entender/compreender os outros nos mesmos papéis ou em papéis diferentes.

Será que hoje com novas pessoas à frente da FAETEC a EF ainda pertence a algum pilar? Será que eles sabem que a EF pode oferecer uma proposta política pedagógica as Escolas Técnicas do Estado? Infelizmente não sei a resposta, gostaria muito de saber.

Metodologia

Trata-se de uma pesquisa empírica de caráter descritivo que se valeu de técnicas qualitativas e quantitativas. A amostra foi constituída de 60 alunos do 2º ano do Ensino Médio do CETEP- Barreto em Niterói- RJ. O instrumento de coleta dos dados foi a entrevista semi-estruturada e um questionário no período e 19 à 30 de Maio de 2003.

Por que investigar a representação dos alunos sobre a Educação Física Escolar do CETEP-Barreto?

Oferecer subsídios para uma mudança/renovação ou para uma continuidade do trabalho já desenvolvido, partindo da representação que os alunos tem da EF é de fundamental importância. Assim entender quais as principais influências na construção desta representação, além de saber como os alunos avaliam a atual prática pedagógica em EF na Escola Técnica Estadual Henrique Lage(CETEP-Barreto) se faz necessário.



A educação física e os alunos

Ao analisar as respostas da pergunta: Na sua opinião para serve a Educação Física? Percebemos que os alunos têm o entendimento que a EF está ligada diretamente as idéias da saúde e cuidar do corpo, pois dos 60 alunos entrevistados 30 tiveram esta resposta. Já 10 alunos responderam que a EF “serve para aprender esportes”, 5 para relaxar das disciplinas da sala de aula, 5 para o lazer 6 não serve para nada e 4 que serve para preparar alunos atletas.

Acredito que este resultado representa uma ideologia mercadológica que os meios de comunicação fazem do corpo. Pois os corpos esculturais e cheios de saúde são melhores aceitos (vendidos, utilizados) na sociedade. Sendo a EF a disciplina que está mais associada ao corpo, acaba o aluno refletindo na EF objetivos meramente corporais e não intelectuais.

Já o item que é “aprender esportes”, com 16,6%, os alunos entendem que a EF é um espaço onde aprenderão a jogar o esporte. Esta idéia muitas das vezes é reforçada por professores que se limitam a dar somente os quatro esportes coletivos de quadra (vôlei, handebol, basquetebol e Futsal) durante todo os ensinos fundamental e médio.

Um outro item colocado, com 8,3%, foi que a EF serve como “lazer”. Neste sentido a EF representa um lugar na escola destinado a brincar, se divertir e não ter necessidade de aprender algo. Num caminho parecido, 8,3% das repostas, acham que a “EF serve para relaxar das disciplinas da sala de aula”, ou seja, a EF serve somente para compensar o esforço intelectual feito em sala de aula, reforçando a idéia de que para fazer EF não precisa pensar, não precisa usar a cabeça.

Um outro item respondido pelos alunos sobre a pergunta: Para que serve a EF?, na Escola, 10% responderam que “não serve para nada”, ou seja, apesar da EF ser legalizada, para alguns alunos ela ainda não é uma disciplina legítima. Apesar da EF ser uma obrigatoriedade nas escolas de ensino médio (exceto no horário noturno) , muitos alunos acham que ela não tem utilidade ou importância alguma para nada.

A respostas “para formar alunos atletas”, foi respondida por 6,6% dos alunos. Ou seja, um número reduzido de alunos ainda acha que o professor de EF é um técnico e ele um atleta na escola. Penso que este pensamento é reforçado pelos meios de comunicação, onde são exibidas reportagens de alunos que pertenceram a família de baixa renda, estudaram em escolas públicas e hoje são grandes atletas.

Numa Segunda pergunta que foi: Se as aulas de EF deveriam ser obrigatórias ou não, ou se nem deveriam existir?, 49 alunos (81%) responderam que a EF não deveria ser obrigatória, 10 alunos (16,6%) responderam que deveria ser obrigatória e somente um (1,6%) acha que não deveria ter EF no Ensino Médio.

Mais uma vez podemos verificar que a EF representa para o aluno uma disciplina descartável e sem grande importância na escola. Assim ele poderia fazer a aula quando bem entender e se sentir necessidade.

Numa terceira pergunta: O que você mudaria para as aulas de EF na escola dentre os itens: horário invertido, tempo de aula, espaço e conteúdo? Percebemos que o horário invertido é o que mais incomoda os alunos, pois 48,3% marcaram este item. O item pouco tempo da aula veio logo após com 33,3%, o conteúdo com 10% e o espaço físico com 8,3%. Assim percebemos que o aluno prefere a EF dentro o horário normal das aulas, e com esse descontentamento o aluno pode ir a fazer desanimado e por vezes até faltar a aula.

Na Quarta pergunta: Se o aluno gosta do esporte como principal conteúdo na escola?, 44 alunos (73,3%) responderam que não e 16 alunos (26,6%) responderam que sim. Ou seja, há um descontentamento com o esporte sendo o principal eixo das aulas de EF, assim podemos deduzir que os alunos discordam dos professores que só colocam o esporte como conteúdo nas aulas. Isso implica em dizer que o aluno se interessa por uma diversidade de conteúdo que seja de competência da EF. Não estaria, a FAETEC, com esta proposta organizacional vir a negligenciar a transmissão de conhecimentos sobre as práticas corporais que permitiriam ao aluno desenvolver uma visão mais crítica dos fenômenos que são objeto desta disciplina do currículo das escolas? Ou seja, o CETEP-Barreto tem à oferecer 14 modalidades, mas como o aluno escolhe qual modalidade fazer, por muita das vezes ele pratica somente uma o ano todo, parecendo-me que esta proposta vem na contramão de uma EF diversificada.

Na quinta pergunta: Se o aluno mudaria na maneira organizacional da escolha das modalidades na EF?, 30% responderam que não mudariam nada pois assim está bom, 28,3% dos alunos almejam alguma mudança nesta maneira de escolha, , 13,3% dos alunos responderam que não querem é nada com a EF e outros 13,3% responderam que tanto faz eles querem é jogar. Já 15% não mudariam de modalidade nunca, porém dos 8 alunos que responderam este item 6 são atletas da escola. Percebe-se aí uma divisão na opinião, e num consenso como se era esperado.

Podemos ver que 26,6% apresentam um descaso com a disciplina EF na escola e somente 28,3% dos entrevistados querem alguma mudança significativa.

Observou-se que os alunos que discordam desta organização preferem fazer a aula de EF com amigos da mesma turma, pois como não dominam a pratica do esporte, ficam com vergonha de jogar quando os alunos são de outras turmas da escola. E acham que o conteúdo da aula deve sempre mudar. Assim 11, desses 17 que responderam que preferem mudanças , preferem continuar com o mesmo professor o ano todo, ou seja, a figura do professor mais uma vez é de fundamental importância no processo escolar. Outro fator qualitativo é que o aluno tem a vontade de aprender, mas o constrangimento por vezes o impede de fazer as aulas.

Percebe-se também que tem alunos que não querem mudar de modalidades, mas vimos também que alguns deles são atletas. Ficando assim mais que justificado as suas respostas, pois como são atletas da escola preferem fazer na EF o mesmo esporte que representam a escola.

Concluindo

Podemos chegar as seguintes conclusões:

Cuidar do corpo e da saúde são referências centrais dos alunos quando eles pensam para que serve as aulas de EF, pois através dos meios de comunicações o cuidar do corpo e da saúde é um fato comum. E na escola a disciplina que mais se aproxima do movimento corporal é a EF.

Mais de 80% não vêem na EF uma disciplina legítima na escola. Ou seja, ela pode ser uma disciplina descartável.

Mais de 50% dos alunos querem algum tipo de mudança, seja no horário ou no tempo da aula, mas principalmente na diversidade de conteúdos.

Mais de 50% dos alunos não vêem nesta forma organizacional do CETEP - Barreto uma forma tão “ideal” para o contentamento mais amplo dos alunos da EF na escola.

Mesmo com uma maneira diferenciada de organizar a EF, as representações dos alunos dessa escola não parece muito das representações encontradas em alunos de outras escolas.

Desta forma, acredito para que a EF na escola se torne mais legítima, o compromisso na conduta pedagógica crítica do professor de Educação Física deve se fazer prevalecer sob qualquer forma dita “ideal” para a EF Escolar.

Os autores são professores do CETEP- Barreto, sendo que o Prof. Edson Farret Mestrando em Educação da UNIVERSO e o Prof. Ms. Carlos Henrique Doutorando na UGF.

Referências bibliográficas

GADOTTI, M.(1991). Educação e Poder. São Paulo: Cortes Editora.

KUNZ, Elenor.(1994). Transformação didático-pedagógica do esporte. Ijuí: UNIJUÍ.

LIBÂNEO, José C.(1995). Didática. São Paulo: Cortez Editora

LOVISOLO, H.(1997). Estética, Esporte e Educação Física. Rio de Janeiro: Sprint.

SILVA, Tomas Tadeu.(1999). Documento de identidade: uma introdução às teorias do currículo. Belo Horizonte: Autêntica.



RÍTMICA BÁSICA E PERFORMANCE

Kátia Monteiro Nardi



Identificação

Este projeto propõe o desenvolvimento de atividades rítmicas estruturadas à partir das vivências individuais e coletivas através dos conceitos e formas inerentes ao acervo da cultura local específica e gradativamente inserindo novas experiências advindas da diversidade cultural universal.

A intenção é de oferecer uma opção a mais no que se refere às atividades físicas tradicionais da escola como forma, por vezes, a compensar a deficiência de performance de habilidades desportivas que a clientela feminina demonstra nas sessões semanais em contraposição a masculina.

O corpo no espaço, seus movimentos, as formas, o ritmo e a coordenação com os objetos são a finalidade das aulas de Educação Física, que na sua forma convencional não colabora para a superação das deficiências psicomotoras da grande maioria que, por preconceito talvez (“jogar bola é coisa de homem”), não tenham tido experiências corporais fora da escola e/ou dentro dela, lhes faltou um trabalho progressivo no processo pedagógico dos movimentos. Sem contar com a ausência de profissionais nas séries iniciais do ensino fundamental.

Torna-se, então, necessário um resgate das habilidades básicas que possibilitará a sua aquisição através do trabalho da ginástica rítmica.

Justificativa

A ginástica rítmica tem como base o trabalho psicomotor. Os movimentos de andar, correr, saltar, manipular objetos e coordenar ações no tempo e no espaço levarão as praticantes a vivenciarem situações de superação destas “deficiências” na performance de maneira agradável e lúdica.

Tendo em vista que o ritmo é inerente em todos os seres vivos e que o meio é fonte inesgotável e determinante de limites e liberdades , consideramos imprescindíveis algumas experiências corporais harmônicas com a própria realidade.

Ou seja, através do ritmo, captaremos comportamentos, necessidades e anseios.

Se o corpo é o objeto de tantas formas de preconceitos, traumas e até discriminações, é através dele que poderemos ouvir o que o mesmo nos quer dizer através dos variados ritmos vislumbrando novas linguagens. À partir do corpo em movimento, ouviremos o seu grito, a sua “FALA”.

Desta forma todo o trabalho coreográfico advirá da naturalidade e espontaneidade desta linguagem e se definirá através dos trabalhos práticos que culminarão em conjuntos e séries para exibição expressando sua realidade perceptivo-motora em relação à realidade sócio-cultural.



Objetivos

  • Experimentar as variadas formas de locomoção no espaço através de ritmos musicais variados.

  • Vivenciar, de forma lúdica, movimentos corporais básicos como: andar, correr, saltar, lançar objetos, rolar, etc.

  • Motivar a emoção através das estruturas de movimento internas e externas, desenvolvendo sua expressividade.

  • Superar “deficiências” de performance através das situações problemáticas criadas por limitações físicas e/ou emocionais.

  • Construir uma cultura corporal inovadora que determine uma transformação de valores comportamentais, individuais e coletivas.

  • Formular cadeias de movimentos capacitando-se para a exposição em público.

Desenvolvimento

Partindo de uma avaliação de básica postural e psicomotora, identificar indivíduos e oferecer-lhes a opção de atividade no contra-turno das aulas e ainda como opção dentro da própria aula de Educação Física.

1ª Fase:

Criando elementos harmoniosos com música.

Propõe-se que a própria aluna se posicione corporalmente através dos ritmos.

Ou seja, serão oferecidas dinâmicas em ritmos variados para que se possa experimentar movimentos e criatividade em relação ao espaço e o tempo de forma lúdica.

2ª Fase:

Inserção de movimentos básicos posturais visando os variados planos espaciais em relação ao corpo, tendo sempre como referencial o trabalho de ritmo.

3ª Fase:

Conceituação e desenvolvimento de trabalhos de manipulação de aparelhos utilizáveis na aprendizagem do desporto Ginástica Rítmica, detectando talentos e direcionamento técnico para esta modalidade. Culminância com exibições dos trabalhos.



Recursos

  • Salão, auditório, quadra de esportes ou pátio coberto.

  • Aparelhagem de som (microsistem, com CD e cassete)

  • Professor orientador

  • Equipamentos referentes à GR: cordas, aros, bolas, fitas, etc.

População Alvo

Alunos (de preferência do sexo feminino) na faixa etária entre 10 a 17 anos.



Cronograma

Planejamento: FEVEREIRO

Pesquisa: MARÇO / ABRIL

Inscrições: ABRIL

Início das atividades: MAIO

FASE 1 : 2 semanas (MAIO)

FASE 2 : 2 semanas (MAIO)

FASE 3 : JULHO – 1ª Culminância.

NOVEMBRO – 2ª Culminância.

Avaliação

A cada fase será realizado um relatório através de fichas de registro de experiências onde as próprias ginastas darão seu depoimento.

A medida final ocorrerá no desfecho do projeto através de demonstrações coreográficas expressivas com e sem aparelhos.

Outra forma de avaliação será a própria performance nas aulas de Educação Física com relação à prática dos demais desportos escolares.



Conclusão

Todos nós sabemos que os benefícios de um trabalho corporal aliado à música e a dança como forma de expressar e incentivar o amadurecimento cultural vem contribuindo enormemente para a evolução das sociedades. Que o corpo é o elemento fundamental para vencer barreiras e preconceitos.

Desenvolver um projeto com esta intenção é uma forma de levar auto-confiança àqueles que pouco tem acesso sequer ao direito de expressar-se. Uma forma de fazer com que ele aprenda a ocupar o seu espaço social tornando-o cidadão.

Espera-se, então, valorizar e trazer uma semente de mudança, incentivando o senso crítico e a expressão de seus anseios e práticas libertárias através do corpo e suas possibilidades.

Precisamos fazer com que o aluno entenda que a Educação Física não é apenas aquela disciplina que ensina esportes, sem um mínimo de consciência crítica, mas aquela que desenvolve, acima de tudo a convivência social, o auto conhecimento, o contato com o meio ambiente, a minimização da violência e dos conflitos. Que o jogo não é uma guerra, mas uma forma pacífica e inteligente de superar problemas e solucionar conflitos.

O esporte é um dos caminhos da paz, através do equilíbrio e da saúde mental, corporal e social.

Em todas as formas de vida, a primeira coisa que surge é o ritmo, seja nos batimentos cardíacos, na respiração ou no deslocamento no espaço, portanto é através dele que se conquista o aprimoramento corporal e suas relações com o meio ambiente. Desta forma, a base de toda a proposta pedagógica deve priorizar atividades que desenvolvam tais aptidões.

Hoje a ginástica rítmica representa muito mais que um desporto, mas também é um sistema pedagógico destinado a colaborar e suprir carências psicomotoras como forma de aprimoramento sócio-cultural.

A autora, Kátia Monteiro Nardi é professora do Colégio Estadual Vila Bela

Referências bibliográficas

Freire, João Batista – Educação de Corpo Inteiro – Editora Scipione – 1992.

Taffarel, Celi Nelza Zülke – Criatividade nas Aulas de Educação Física – Editora Ao Livro Técnico – 1985.

Tolkmitt, Valda Marcelino – Educação Física, uma Produção Cultural do Processo de Humanização à Robotização. E depois? – Editora Módulo – 1993.

Rotemberg, Ludwig – O Ensino de Jogos Desportivos – Editora Ao Livro Técnico – 1984.

Renald, Claude Pujade – Linguagem do Silêncio – Expressão Corporal – Editora Sumus Editorial – 1990.

Nedialcova, Giurga T. e Daizy Barros – O ABC da Ginástica – Editora Grupo Palesta Sport – 1999.

Barros, Daizy e Haroldo Braga – Ginástica e Música - Editora Rytmus – 1983.

Berra, Monique – Ginástica Rítmica Desportiva: a Técnica, o Treino e a Competição. – Editorial Stampa – 1997

TEORIA E PRÁTICA NA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR: REFLEXÕES

ACERCA DA CONSTRUÇÃO DA PRÁXIS PEDAGÓGICA

Janaína Vital Rezende

Renata Aparecida Alves Landim

Resumo: O presente trabalho busca uma reflexão sobre a importância da articulação teoria e prática nas aulas de Educação física e sua relação com a construção da práxis pedagógica. Inicialmente, faremos uma retrospectiva histórica da EF, visando apreender as determinações e necessidades econômicas, políticas e sociais que motivaram sua inserção na instituição escolar. A fim de compreender sua legitimação externa e sua configuração como mera atividade, destacaremos a relação entre as concepções de objeto de estudo da EF e sua função social em cada período histórico, ressaltando seu papel na reprodução e manutenção das relações sociais capitalistas.

A partir da delimitação da Cultura Corporal como campo de conhecimento e especificidade pedagógica da EF, esta disciplina curricular justifica-se por tratar de um conhecimento que deve traduzir-se num saber-fazer e num saber sobre esse fazer, inédito nas demais disciplinas e essencial à leitura da realidade. Com base nesta argumentação e com amparo numa perspectiva crítica e dialética de EF, trataremos da relação entre a teoria e a prática nesta disciplina, sugerindo um redimensionamento para esta ligação, mostrando possibilidades práticas através de um relato de experiência dentro da realidade de escolar.

Assim, a partir da consideração da EF enquanto disciplina escolar, vislumbramos uma justificativa para a EF no interior da escola, como uma práxis pedagógica comprometida com uma ação acompanhada de uma reflexão crítica a respeito desta ação, constituindo a unidade fundamental das aulas de EF. Este estudo pretende apenas contribuir com a reflexão de um coletivo de professores que acredita na construção de uma prática pedagógica transformadora, desenvolvida no dia-a-dia no interior da escola.

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