Anais VII encontro fluminense de educaçÃo física escolar VII enfefe dificuldades e Possibilidades da Educação Física Escolar no Atual Momento Histórico



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IV. Um currículo possível e (re) significado

Pensar num currículo possível e (re) significado nos remete a considerarmos as condições desfavoráveis das Escolas Públicas para as aulas de Educação Física.

No Município de Belford Roxo, das dezoito (18) escolas que possuem EJA, nos ciclos IV e V , treze (13) possuem espaços para as aulas de Educação Física Escolar com quadra e/ou pátio, além da sala de aula e cinco (05) não apresentam condições para a realização de práticas corporais. Desta forma, no momento de organizarmos o currículo, devemos considerar, na rede de ensino, o que é possível realizar, adaptar, criar e construir para cada realidade, para cada clientela.

Torna-se um desafio para o professor da Escola Pública, conciliar-se com a realidade da escola na qual trabalha. Nem sempre sua criatividade e seu empenho em planejar aulas significativas, conseguem se adequar às condições materiais e físicas da Escola Pública. No entanto, “analisar a escola como espaço de sociabilidade, considerando-a pelo seu dinamismo do cotidiano dos sujeitos concretos, sociais e históricos, significa uma possibilidade de renovação no modo de olhar a própria Educação Física Escolar”. (Lima , 2003,pg.95)



V. A educação física escolar como promotora da saúde, qualidade de vida e formação da cidadania

Contraditoriamente, tanto os avanços tecnológicos e o conforto moderno, quanto a falta de recursos econômicos, criaram novas formas de socialização, com implicações para a vida de jovens e adultos, tanto na esfera do trabalho como do lazer.

“Muitas pessoas – crianças, jovens ou adultos – vêm substituindo a atividade pela passividade. Com isso, correm o risco de se tornarem ociosas; as conseqüências imediatas são uma diminuição do trabalho corporal, advindo do sedentarismo, e o aparecimento de males típicos da sociedade contemporânea.

Nesse sentido, a escola de maneira geral e a Educação Física Escolar, podem colaborar na medida em que mostram para os alunos os benefícios da prática regular de atividade física e constroem metodologias de ensino que propiciam a experimentação de atividades prazerosas, de tal modo que eles desejem continuá-las também fora da escola. Assim espera-se que os alunos da EJA sejam capazes de assumir uma postura ativa na prática das atividades físicas e estejam conscientes da sua importância”. (Proposta Curricular para a EJA, MEC, 2002, pg. 194)

Temas pertinentes como Atividade Física e Saúde, Nutrição e Qualidade de Vida, Saúde X Drogas, Sexualidade e Movimento, Lazer e Trabalho e outros, foram distribuídos nos ciclos IV e V, tendo a cultura corporal como fim e meio de se trabalhar os assuntos a serem socializados e construídos entre professores e alunos.

Sob um enfoque interdisciplinar, contextualizado e comprometido com as práticas sociais, o coletivo de professores de Educação Física, mediado pela Divisão de Educação Física Escolar e o Serviço de Atendimento a EJA, organizaram os seguintes pressupostos curriculares:



Temática geral

A Educação Física Escolar como promotora da saúde, qualidade de vida e formação da cidadania

1 -Temas básicos integradores do ciclo iv

1.1 - O homem em movimento

Relação histórica e cultural.

Movimentos naturais (andar, correr, saltar, pular e rolar).

Qualidades físicas no cotidiano.

Lazer, trabalho e cultura.

Cultura corporal

1.2 - Movimento e saúde

Estilo de vida saudável.

A imagem do corpo na sociedade.

A importância da atividade física como promotora da saúde.

Atividade física na vida cotidiana – necessidade x prazer.

Tipos de atividade física.

Benefícios da atividade física.

Atividade física x drogas – efeitos na sociedade.

Atividade física na escola.

Lazer, trabalho e educação.

Cultura corporal.

1.3 - Nutrição e qualidade de vida

A vida e os alimentos.

Tipos de nutrientes.

Higiene e saúde.

Alimentação saudável x alimentação possível.

Alimentos alternativos para uma alimentação saudável.

Lazer, trabalho, qualidade de vida e meio ambiente.

Cultura Corporal

1 -Temas básicos integradores do ciclo v:

1.1 - Educação pelo movimento

As atividades físicas como meio de reflexão e interação social: limites, valores, conduta, postura, estética, ética, regras, estratégias, ...

Corpo disciplinado x corpo livre.

O esporte como fenômeno social e cultural.

Lazer, trabalho e cidadania.

Cultura corporal.

1.2 - Atividade física e saúde

Noções básicas sobre os princípios da atividade física.

Funcionamento dos principais órgãos e aparelhos envolvidos na atividade física.

Atividades físicas x esteróides anabolizantes.

Noções de primeiros socorros: sinais vitais e procedimentos.

Atividade física na comunidade e em espaços alternativos.

Atividade física na terceira idade.

Lazer, trabalho, políticas públicas e privadas.

Cultura corporal.

1.3 - Nutrição, qualidade de vida e controle de peso

Padrões de beleza x saúde.

Obesidade: riscos e causas.

Magreza excessiva: riscos e causas (bulimia, anorexia e anemia).

Lazer, trabalho e saúde.

Cultura corporal.

1.4 - Sexualidade e movimento

Sexo - tabus e preconceitos.

Higiene – hábitos saudáveis.

DST/AIDS – formas de prevenção.

Lazer, trabalho e movimentos sociais.

Cultura corporal.

Para que os Temas Básicos Integradores citados acima contribuam para a formação crítica, contextualizada e ampla dos alunos da EJA, se faz necessário que os conteúdos, organizados em proposições conceituais, sejam trabalhados de forma a proporcionar o envolvimento e aprendizagem daquilo que devemos saber (os fatos, conceitos,), aquilo que devemos saber fazer (os procedimentos) e aquilo que devemos ser (valores, atitudes e normas). Tais conteúdos são definidos sócio-historicamente e possibilitam atender diferentes dimensões da formação humana. “Nesse sentido, deve-se considerar que essas categorias de conteúdo (conceitual, procedimental e atitudinal) sempre estão associadas, mesmo que tratadas de maneira especifica”. (PCNs, 1998, pg.73).

O Serviço de Atendimento à Educação de Jovens e Adultos, em encontros pedagógicos com as equipes técnico-pedagógicas de todas as unidades escolares, orientou-os quanto à forma de organização do planejamento de aula dos ciclos IV e V, segundo a natureza dos conteúdos de cada disciplina, que logo a seguir, foram socializados com todos os professores da EJA, em grupos de estudos, garantidos no calendário, pela Secretaria de Educação.

Referindo-se à Educação Física Escolar na EJA, não cabe mais sua identificação apenas com conteúdos configurados por atividades corporais (procedimentais). Faz-se necessário que sua área de conhecimento se aproprie de conhecimentos teóricos (conceitual) e se responsabilize, efetivamente, pela formação de atitudes humanas (atitudinais) em nossos alunos, garantindo a construção de conhecimentos e valores numa perspectiva crítica, social e transformadora.

Cabe a cada professor de Educação Física da EJA adequar as temáticas, os objetivos, os conteúdos, à natureza e perfil de cada escola, de cada ciclo de formação, de cada turma, de cada aluno, considerando as vivências, experiências, enfim as histórias de cada sujeito envolvido no processo educacional, desenvolvendo, pois, habilidades e competências básicas para uma melhor qualidade de vida.



VI.Considerações finais

Todo o processo educativo, que envolve os sujeitos que o compõem, é bastante complexo. Não é nada fácil envolver e sensibilizar as pessoas a olharem para a educação com comprometimento, bom senso, criatividade, ética, esperança e o afeto de que ela necessita. Precisamos, na educação, colocar as pessoas em primeiro lugar. Olhar mais para as necessidades dos nossos professores e alunos, compreendendo-os em relação às suas expectativas, desejos e anseios.

Construir uma Proposta Pedagógica que os atenda é um grande desafio porém, para que ela se efetive nesses moldes, a construção precisa acontecer de forma dialógica e coletiva, com aqueles que são os orgânicos da educação, nossos professores. São eles que organizam, incentivam, pesquisam e interagem com nossos alunos, tornando-se mais experientes das atividades práticas e reais.

Desta forma, a construção da Proposta Pedagógica na Educação Física Escolar da EJA do Município de Belford Roxo é legítima por ter sido construída pelo coletivo de professores da rede.

Se acreditamos que o currículo deve estar à serviço dos sujeitos, o qual foi apresentado neste trabalho, foi o que julgamos possível para a nossa realidade social, histórica e cultural.

Em novembro de 2003, estaremos nos reencontrando para avaliarmos a aplicabilidade da Proposta. Porém, se concluirmos que não atendeu plenamente às expectativas e necessidades dos nossos jovens e adultos, será reorganizada até que possamos, efetivamente, atendê-los no que diz respeito ao seu desenvolvimento enquanto sujeito bio-psico-sócio-histórico-cultural.

Além desta preocupação em atender os alunos, oportunizar que os professores socializem práticas inovadoras, oferecer-lhes momentos de reflexão, capacitação e troca, nos remete a acreditar que são caminhos possíveis para que tenhamos uma Educação Física melhor, uma Escola melhor, enfim, uma Educação melhor.

A autora é especialista em Educação Física Escolar pela UFF. e coordena a Educação Física Escolar, da rede de ensino do município de Belford Roxo.



Referencias bibliográficas

BELFORD ROXO. Proposta Pedagógica. Secretaria Municipal de Educação, RJ. 2002.

__________Proposta Pedagógica para a Educação de Jovens e Adultos. Secretaria de Educação, RJ. 2003.

BRASIL, Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: Educação Física. Brasília: MEC/SEF, 1998.

__________ Parâmetros curriculares nacionais: Educação de Jovens e Adultos. Brasília: MEC, 2002.

COLETIVO DE AUTORES. Metodologia do ensino de educação física. SP.Cortez Autores associados. 1992

FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática pedagógica. 8ª ed. São Paulo. Paz e Terra, 1996.

KUNZ, Elenor. Transformação didático-pedagógica do esporte. Ijuí: ed. Unijuí, 1994.

LIMA, Elvira de Souza. Desenvolvimento e Aprendizagem na Escola: Aspectos Culturais, Neurológicos e Psicológicos. GEDH, São Paulo, 2000.

__________Ciclos de Formação, uma reorganização do tempo escolar. GEDH, São Paulo, 2000.

LUCK,Heloísa. Pedagogia interdisciplinar - Fundamentos teórico-metodológico. Petrópolis, RJ: Vozes, 1994.

MATTOS, Mauro Gomes de e NEIRA, Marcos Garcia. Educação física na adolescência – Construindo o conhecimento na escola. São Paulo: Phorte Editora, 2000.

SANTOMÈ, J. T. Globalização e Interdisciplinaridade. Porto Alegre: ed. MED, 2001.

SOARES, Carmem L, TAFFAREL, Celi N. Zulke e ESCOBAR, Micheli Ortega. MARCELLINO, Nelson Carvalho, A Educação Física escolar na perspectiva do século XXI. In: Moreira ( org. ) São Paulo, 1999.

TAFFAREL,Celi N. Zulke. As Propostas Pedagógicas e sua aplicação na Realidade Escolar. In: Anais do IV ENFEFe. RJ. 2000.

TUFANO, Douglas. Literatura infanto-juvenil e seus caminhos. São Paulo: Ed. Paulus, 2002.

VASCONCELOS Celso dos S. Finalidade da Escola. Novos Olhares a partir da crise de paradigmas. In: SESI/UNESCO, I Congresso Internacional de Educação de Jovens e Adultos. 2001.

VYGOTSKY, L. S. Linguagem, desenvolvimento e aprendizagem. São Paulo, Ícone, 1988.



RELATÓRIO DO VI ENFEF

RELATÓRIO DA COMISSÃO DE AVALIAÇÃO DO VI ENFEFE

Guilherme Ripoll de Carvalho

Gilbert Coutinho Costa

Marcelo Nunes Sayão



Introdução

Aceitando o convite que nos foi feito, vimos por meio desta avaliação, tentar avaliar o encontro que tratou da própria avaliação: para nós, complexidade da complexidade.

Entendemos que esta é uma prática de suma importância e que não se limita apenas aos dias do evento, mas se inicia no momento em que se encerra o EnFEFE anterior, quando começam então os preparativos do próximo. Nesse sentido sabemos que a avaliação não é feita só por nós, já que essa comissão se formou somente um pouco antes do início do evento, mas por todas as pessoas que desde o fim do encontro anterior começam a construir o próximo. A elas queremos nos juntar para contribuir na construção do VII EnFEFE.

Como no encontro anterior utilizamos fichas distribuídas aos participantes em cada atividade para obter dados que auxiliassem na tarefa de avaliar o evento. Essas fichas, após lidas, foram encaminhadas à Comissão Organizadora (CO) no sentido de ser mais um instrumento para construção do próximo EnFEFE. Além das fichas mantivemos também a mesa de avaliação no final do último dia dos trabalhos, pois entendemos que esta é mais uma oportunidade de trocar as nossas observações com as dos participantes e assim aprimorar ainda mais a avaliação do encontro.



Informações prestadas pelos participantes

As fichas de avaliação distribuídas aos participantes nos permitiram recolher dados significativos.

Através do primeiro questionário, composto de 8 itens, pudemos constatar que, em relação à divulgação, o meio mais amplo foi a comunicação oral feita entre professores perfazendo um total de 72,09%, seguido dos folderes com 16,28%. O conhecimento do evento através de e-mail e da imprensa foi o menos significativo, tendo cada um deles 0,93%. Dentre todos os participantes que responderam o questionário, num total de 215, a maioria, perfazendo um total de 133, participava pela primeira vez do EnFEFE; 59 participaram também do V EnFEFE, 30 desde o IV, 17 do III, 14 do II, e10 participantes estiveram presentes a todos EnFEFEs já realizados.

Em relação à atuação profissional constatamos que 45% dos professores com atuação no magistério fazem parte da rede pública e que 23% atuam na rede privada. Enquanto que 32 % estão fora das duas redes. Isso demonstra que o evento vem atingindo predominantemente os professores da rede pública, já que estes são quase o dobro da rede privada.

O maior índice de procura dos graduados foi o de professores formados dentro do período de 10 a 20 anos com 33,03%, seguido dos formados até 5 anos, 25,00%. Dentre 5 e 10 anos a porcentagem foi de 21,50% e 20,54% com mais de 20 anos de formados.

A participação de acadêmicos correspondeu a quase metade dos participantes que responderam ao questionário (48%), sendo 72,11% deles cursando entre o 6º e 8º período, 24,04% entre o 3º e 5º e 3,85% até o 2º período. Talvez fosse interessante incluir aqui uma pergunta referente a procedência desses acadêmicos, se da rede pública ou privada.

Contamos também com a participação de professores pós-graduados, perfazendo um total de 46, dentre estes, 41 especialistas e 5 mestres.

Em relação aos participantes que se encontram cursando pós-graduação, tivemos os seguintes resultados: 19 especializandos, 2 mestrandos e 2 doutorandos.

A procura por novos conhecimentos foi o motivo que mais estimulou as inscrições, com 75,53% dos inscritos, seguido por tarefa da faculdade com 12,88% e por fim para apresentação de trabalho com 11,59%.

Consultados sobre as palestras realizadas, mesa redonda e temas livres, os resultados foram os seguintes: a palestra do Prof. Tomaz Leite Ribeiro, da Universidade Federal Fluminense, com o título “Avaliação, o que é e para que serve”, 72,40% conceituaram como boa, 21,72% regular e 5,88% ruim. A palestra do Prof. Hajime Takeushi Nosaki, da Universidade Federal de Juiz de Fora, intitulada “Avaliação do contexto da educação física brasileira: propostas oficiais e alternativas no campo contra-hegemônico”, 76,13% conceituaram como boa, 14,84% regular e 9,03% ruim. A mesa redonda composta pelo Prof. Marco Antonio Santoro Salvador, do Colégio Pedro II e Rede Pública (RJ), pela Profª. Gabriela Aragão Souza Oliveira, da Rede Pública (RJ) e pelas professoras da Rede Pública Municipal de Juiz de Fora (MG): Adriani Silva Tomaz e Carla Cristina Carvalho Pereira, com o tema “Avaliação na disciplina Educação Física no âmbito da Escola”, 85,10% conceituaram como boa, 12,76% regular e 2,14% ruim. Os temas livres, 89,51% conceituaram como bom, 8,62% regular e 1,87% ruim.



Análise e interpretação dos dados

A partir dos dados colhidos nas fichas distribuídas, em observações feitas por nós e pelos participantes durante o evento, e até mesmo nos preparativos do mesmo, pudemos avaliar os pontos positivos e negativos do VI EnFEFE.

Em relação ao VI EnFEFE as dificuldades já se iniciaram devido à reduzida verba destinada ao evento, o que acarretou dentre muitas dificuldades, uma limitação nos meios de divulgação. Porém este fato não prejudicou a procura do mesmo, visto que o encontro teve um número recorde de inscritos, tendo até que recusar inscrições ao atingir o número limite de vagas. Isso demonstra que em sua 6ª edição, o EnFEFE começa a ocupar um espaço significativo no calendário anual de eventos relacionados à Educação Física. A Educação Física Escolar não vem sendo discutida em outros eventos, fazendo do EnFEFE um espaço, quase que único, para debate do tema. Por outro lado não só a carência de eventos faz com que o EnFEFE tenha essa posição de destaque, pois a qualidade do debate, demonstrada no grau de satisfação apresentado pelos participantes nas fichas, também concorre para a projeção que o evento tem hoje. Isso fica claro também na forte propaganda verbal que garante um evento muito concorrido nas suas inscrições e em todos os dias de debates.

Na busca da manutenção e melhoria do grau de qualidade que vem consolidando o EnFEFE, sabemos que a comissão organizadora teve a preocupação de mobilizar com uma maior antecedência itens como: formalizar convites a palestrantes e ter sua confirmação; providenciar os espaços a serem utilizados e encomendar todo material gráfico. Enfim, providências que devem ser tomadas com prazo bem dilatado, para dar tempo suficiente de solucionar com tranqüilidade qualquer contratempo. Ainda em relação a este período que antecede ao evento entendemos que o sistema de inscrições deve ser rediscutido e aprimorado para garantir o acesso a todos que desejam participar.

Em relação ao acesso também é importante ressaltar mais uma vez a postura da organização em manter a gratuidade do EnFEFE. Entendemos que esta é uma demonstração de coerência com o que vem sendo discutido nos encontros, já que fica clara a posição de defesa da construção de uma Educação Física Escolar mais democrática. Essa se faz na garantia do acesso ao conhecimento produzido historicamente esteja ele reunido na disciplina ministrada na escola ou em um encontro promovido por uma universidade pública. Além disso é uma posição importante na medida em que defende que a universidade pública seja realmente pública e também um instrumento de democratização do conhecimento.

É fato que a qualidade alcançada fez com que o evento já ultrapassasse as barreiras a que se propunha, visto que apesar de ser um encontro fluminense contou com a participação este ano de professores de outros estados de nossa federação, como: São Paulo, Espírito Santo e Minas Gerais.

Outro fato que nos chamou atenção foi em relação ao grande número de participantes ser de professores formados a mais de 10 anos e até mais de vinte anos, o que muito nos motiva a organizar eventos como este, que tem entre outros objetivos, fomentar a necessidade de atualização permanente do professor.

Além disto tivemos também a participação importante de um grande número de estudantes de graduação, que tem nas idéias apresentadas e debatidas no encontro, uma contribuição significativa na sua formação humana e profissional. Finalmente apontamos ainda o bom número presente de professores pós-graduandos e pós-graduados, o que demonstra a credibilidade do evento. Este dado representa um adjetivo de qualidade do encontro que consegue atrair desde os acadêmicos dos cursos de graduação até mestres e doutorandos que vêm a enriquecer o debate.

A infra-estrutura do evento foi boa, porém, segundo alguns participantes o espaço do auditório da Faculdade de Educação já se torna pequeno para o porte do evento. Houve a sugestão de que sejam realizadas as palestras e mesa redonda em único dia, no cinema da UFF e os temas livres no dia seguinte no Campi. Recebemos também como proposta que o evento seja realizado em três dias, pois foi quase que unânime a crítica de que os tempos disponíveis para palestras, mesa redonda e temas livres foram curtos. Esta crítica, ao nosso ver, reflete a qualidade e importância dos temas das palestras e dos palestrantes e o desejo de ampliar o espaço de discussão. Muitos elogios foram feitos ao café oferecido na porta do auditório.

Quanto as palestras e a mesa redonda entendemos que elas atingiram o objetivo de aprofundar os temas em questão com propriedade. A avaliação refletida na devolução das fichas deixa isso muito claro. Da mesma forma ficou patente a satisfação com a escolha dos temas e dos palestrantes. Diversos participantes comentaram positivamente a iniciativa de formar uma mesa redonda com professores que atuam na rede pública para que falem sobre o seu trabalho. Cria-se assim a oportunidade de debater de forma mais aprofundada experiências que se propõem a construir uma Educação Física Escolar mais democrática.

Os temas livres também tiveram uma avaliação muito positiva com a grande maioria dos participantes declarando que foram bons e que discutiram temas relevantes para a nossa área. Alguns participantes reivindicaram que o tempo seja aumentado, isso demonstra o interesse e a vontade de ampliar o debate. Entendemos que essa é uma reivindicação legítima, mas chamamos atenção para o fato de que o EnFEFE é um dos encontros que dispõe de maior tempo para a apresentação de trabalhos.

Ainda em relação à organização dos temas livres queremos fazer mais duas referências: a primeira diz respeito a entrega das fichas pelos responsáveis pelas salas, já que entendemos que as mesmas sejam entregues antes do início de cada tema, pois no final muitas pessoas mudam de sala e acabam não recebendo a ficha ou não entregando. A Segunda, que chamou a atenção pela originalidade, foi o sinal para informar o início e o final das apresentações dos temas livres.

Muitos elogios foram feitos em relação ao VI EnFEFE; quanto a cumprimento dos horários, material distribuído, lanches, stand de livros, enfim, todas as condições necessárias a organização do evento.

O espaço de tempo de 3 horas reservado para o almoço no primeiro dia não foi visto pelos participantes como proveitoso, pois poderia ser melhor utilizado com o aumento do tempo das palestras. Por outro lado entendemos como válida a busca pela CO de um horário onde os participantes possam trocar idéias entre si. Nesse sentido acreditamos que a existência de uma programação sócio-cultural poderia criar este espaço e nos somamos aqueles que sentiram a falta desta programação.

Consideramos que os dados coletados e as suas interpretações permitam à CO do próximo EnFEFE minimizar as falhas e potencializar os pontos positivos para que continuemos a ter um evento com cada vez mais qualidade.

A Comissão foi formada pelos professores Ms.Guilherme Ripoll de Carvalho (UFF), Ms. Gilbert Coutinho Costa (UNIVERSO e rede pública) e pelo professor especialista Marcelo Nunes Sayão (rede pública).



Até o próximo EnFEFE.

A Comissão de Avaliação
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