Analise do idh no município de três rios, rj aluno: Aline Oliveira Azevedo Orientador: Flávio Ferreira universidade federal fluminense resumo



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ANALISE DO IDH NO MUNICÍPIO DE TRÊS RIOS, RJ
Aluno: Aline Oliveira Azevedo
Orientador: Flávio Ferreira
UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE
Resumo
O Índice de Desenvolvimento Humano é uma forma padronizada de avaliar o nível de qualidade de vida dos habitantes de uma nação, assim explicaremos sobre o Índice de Desenvolvimento Humano e o Índice de Desenvolvimento Humanos dos Municípios, seu calculo, suas classificações e algumas colações com base nos dados divulgados pelo Programa da Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). O foco central deste artigo é analisar porque o município de Três Rios/RJ vem perdendo posições no ranking do IDH-M nacional nos últimos anos, visto que seus índices de longevidade, educação e renda tem melhorado ao longo do tempo. Para compreendermos melhor essa situação, analisaremos o IDH do Brasil e suas regiões, dando um foco principal no estado do Rio de Janeiro, visto que é o estado que se localiza o município de Três Rios.

PALAVRAS - CHAVES: IDH; Longevidade; Educação; Renda; Três Rios
1.0 – INTRODUÇÃO
O IDH-M é a medida utilizada pelo programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) para analisar e classificar o desenvolvimento econômico e social de um município, tendo como aspecto relevante o uso de uma padronização para a avaliar o nível de qualidade de vida dos seus habitantes.

Conforme apresentado pelo PNUD, podemos verificar os seguintes índices que compõem o IDH-M: vida longa e saudável é medido pela expectativa de vida ao nascer, podendo ser considerado também como um indicador de longevidade, pois simplifica em um único número o nível de mortalidade de uma população; acesso ao conhecimento é medido pela composição de indicadores de escolaridade da população adulta, que reflete o funcionamento do sistema educacional somado com o fluxo escolar da população jovem que acompanha a população em idade escolar que vai desde da entrada no sistema educacional até a conclusão do ensino médio; e padrão de vida é medido pela renda municipal per capita, sendo este um indicador que mede o padrão de vida capaz de assegurar as necessidades básicas, como água, alimentação e moradia. Assim os três componentes são agrupados e tira-se a média geométrica, formando o IDH-M.

Apesar dos números mostrarem que desde 1991 o IDH-M de Três Rios/RJ cresceu consideravelmente, ainda assim, o município apresentou uma queda no ranking do IDH-M, passando da 484º (0,522) para a 1154º (0,725) no final do ano de 2010, de acordo com a divulgação do PNUD. O índice que mais influenciou essa queda foi o de expectativa de vida ao nascer, onde o município de Três Rios/RL teve uma queda considerável, tanto na comparação com outros municípios em âmbito nacional quanto estadual.

O presente artigo tem como objetivo analisar a evolução do IDH-M do município de Três Rios/RJ e compreender o que levou a esta queda no ranking do PNUD.


1.1 - Objetivo Geral e Específicos
Objetivo Geral:

Conhecer e entender os fatores que levaram a brusca queda do município de Três Rios no ranking do IDH-M/2010.


Objetivo Específicos:

Explicar sobre o IHD e suas classificações

Analisar o IDH do Brasil, seus Estados e Municípios

Apresentar as características dos índices que compõe o IDH-M no município de Três Rios


1.2 - Justificativa

O tema da pesquisa é relevante, pois nos ajuda a entender a realidade social do município de Três Rios, tendo em vista os três índices que compõe o Índice de Desenvolvimento Humano: esperança de vida, educação e rendimento nacional bruto. Com essa pesquisa temos a possibilidade de realizarmos comparações do IDH entre diversos municípios e territórios, conhecendo as peculiaridades e características de cada região, entendendo assim os fatores que levaram a uma determinada região a ocupar sua posição no ranking.


1.3 - Resultados que se espera alcançar

Como resultado principal desta pesquisa, esperamos conhecer e entender os fatores que levaram o município de Três Rios a ocupar no ano de 2010 a 1154º posição no ranking do IDH-M. Além disso, esperamos que está pesquisa sirva de referência para os gestores públicos compreenderem as carências de suas respectivas regiões e com isto buscar melhorar a qualidade de vida da população através de investimentos em educação, saúde e emprego.



2.0 – REFERENCIAL TEORICO
O Índice de Desenvolvimento Humano é uma analise que leva em consideração três dimensões: saúde, oportunidade de levar uma vida longa e saudável; educação, ter acesso ao conhecimento; e renda, poder desfrutar de um padrão de vida digno. Foi apresentado em 1990, no primeiro Relatório do Desenvolvimento Humano do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) por seu criador Mahbud Ul Haq (1934-1998), um renomeado economista paquistanês e passou a ser utilizado a partir de 1993. A partir dai, o IDH passou a se popularizar, graças a sua fácil compreensão de transformar em uma única variável a medida para analisarmos o nível de desenvolvimento de um país ou até mesmo de uma região, o que não acontecia antes, pois antes da criação do IDH, o nível de desenvolvimento humano era medido a partir principalmente do Produto Interno Bruto (PIB), no qual hoje é utilizado principalmente para mensurarmos o nível crescimento econômico de um país, o que não pode ser confundido com desenvolvimento que apresenta um detalhamento maior sobre a qualidade de vida e bem-estar de uma população.

Nos dias atuais as preocupações com problemas sociais, como analfabetismo, acesso à educação, igualdade econômica, violência e acesso a assistência médica tem se tornando mais relevante e com o uso de indicadores estatístico tem se tornando um importante instrumento nas ações governamentais contra miséria.

O Índice de Desenvolvimento Humano é uma medida geral sintética, do desenvolvimento humano e já está sendo usada a vinte e dois anos, e devido a isso novas métodos foram incorporados ao seu cálculo. De acordo com PNUD (2010) os três índices que compõe o IDH (saúde, educação e renda) são calculados da seguinte maneira:


  • Uma vida longa e saudável (saúde) é medida pela expectativa de vida;

  • O acesso ao conhecimento (educação) é medido por: i) média de anos de educação de adultos, que é o número médio de anos de educação recebidos durante a vida por pessoas a partir de 25 anos; e ii) a expectativa de anos de escolaridade para crianças na idade de iniciar a vida escolar, que é o número total de anos de escolaridade que um criança na idade de iniciar a vida escolar pode esperar receber se os padrões prevalecentes de taxas de matrículas específicas por idade permanecerem os mesmos durante a vida da criança;

  • E o padrão de vida (renda) é medido pela Renda Nacional Bruta (RNB) per capita expressa em poder de paridade de compra (PPP) constante, em dólar, tendo 2005 como ano de referência.

Este cálculo é feito anualmente, utilizando informações coletadas pelo IBGE (Institutos Brasileiro de Geografia e Estatística) se tornando cada vez mais um referencial para medir o grau de desenvolvimento de uma nação.

O IDH varia de 0 a 1, sendo classificado e divido em quadro grandes grupos: os de IDH muito elevado ( pontuação acima de 0,800), elevado (pontuação entre 0,799 a 0,700), médio (pontuação entre 0,699 a 0,600) a e baixo (0,500 a 0,00).

O país com melhor classificação quanto ao IDH atualmente é a Noruega (0,944) e com pior classificação Níger (0,337). O Brasil se encontra na 79º posição com IDH de 0,744. Apesar de se encontrar abaixo de muitos países bem menos desenvolvidos como: Uruguai, Argentina e Chile, a posição do Brasil tem melhorado aos poucos.


3.0 – METODOLOGIA DA PESQUISA
Esta pesquisa será dividida quanto aos fins e quanto aos meios. Tem-se:
a) quanto aos fins – trata-se de uma pesquisa explicativa, pois estará explicando quais motivos fizeram o Município de Três Rios ocupar a 1154º posição no ranking do Índice de Desenvolvimento Humanos dos Municípios (IDH-M).
b) quanto aos meios – trata-se de uma pesquisa documental e bibliográfica, documental porque se valerá de documentos publicados pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Atlas do Desenvolvimento Humano, Relatórios do Desenvolvimento Humano, publicações oficiais de órgãos públicos) e bibliográfica, visto que para fundamentar a pesquisa será realizada investigação sobre os seguintes assuntos: pobreza, nível de renda, desigualdade, distribuição de renda, indicadores sociais e dados estatísticos. Podemos citar como fontes de pesquisa utilizadas neste trabalho: relatórios do IPEA, estudos socioeconômicos realizamos pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro e dados do IBGE.

4.0– DESENVOLVIMENTO
4.1 - O BRASIL E SEU IDH
O Brasil atualmente ocupada a 79º posição no ranking do Desenvolvimento Humano, subiu uma posição e superou a média da América Latina e Caribe que é de 0,740 e a média mundial de 0,702.

Conforme o documento do Pnud, a expectativa de vida dos brasileiros é de 73,9 anos; a média de escolaridade entre os adultos é de 7,2 anos; a expectativa de tempo de estudo é 15,2 anos; e a renda nacional per capita anual é de US$ 14.275 (cerca de R$ 31.697 com o câmbio atual). 

Para o representante do Pnud no Brasil Jorge Chediek, o Brasil tem apresentado uma melhora "consistente em relação a mudanças estruturais". Entre os itens que contribuíram para esse avanço, ele cita "a renda subindo, o resultado de ações políticas, a restauração da democracia, a estabilidade macroeconômica, a criação do SUS e a luta pela expansão da educação, com a universalização". Ele observa, porém, que ainda há muito a ser feito no país. "O Brasil é muito desigual ainda, mesmo que a desigualdade tenha sido reduzida nos últimos anos, por causa da criação de empregos."
IDH-M)'>4.2 - ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO DOS MUNICÍPIOS (IDH-M)

O Brasil foi um dos poucos países do mundo que estendeu o calculo do IDH ao seus estados e municípios, possibilitando assim uma comparação melhor nas diferentes esferas administrativas, evidenciando que há discrepâncias de níveis de desenvolvimento no país.

O IDH-M foi calculado pela primeira vez em 1991 e é calculado a cada 10 anos utilizando informações dos Censos Demográficos do IBGE. A partir de 2012 o IPEA e a Fundação João Pinheiro assumiram o desafio de calcular o IDH-M a nível intra municipal das regiões metropolitanas do país.

O IDH-M é assim como o IDH, tem suas classificações (muito elevado, elevado, médio e baixo) e varia de 0 a 1, porém o IDH-M foi adaptado para a classificação de regiões menores, como os estados e municípios, sendo necessárias algumas adaptações em seu calculo.



  • Vida longa e saudável: é medida pela expectativa de vida ao nascer, calculada por método indireto, a partir dos dados dos Censos Demográficos do IBGE. Esse indicador mostra o número médio de anos que uma pessoa nascida em determinado município viveria a partir do nascimento, mantidos os mesmos padrões de mortalidade.

  • Acesso a conhecimento: é medido por meio de dois indicadores. A escolaridade da população adulta é medida pelo percentual de pessoas de 18 anos ou mais de idade com ensino fundamental completo - tem peso 1. O fluxo escolar da população jovem é medido pela média aritmética do percentual de crianças de 5 a 6 anos frequentando a escola, do percentual de jovens de 11 a 13 anos frequentando os anos finais do ensino fundamental, do percentual de jovens de 15 a 17 anos com ensino fundamental completo e do percentual de jovens de 18 a 20 anos com ensino médio completo - tem peso 2. A medida acompanha a população em idade escolar em quatro momentos importantes da sua formação. Isso facilita aos gestores identificar se crianças e jovens estão nas séries adequadas nas idades certas. A média geométrica desses dois componentes resulta no IDHM Educação. Os dados são do Censo Demográfico do IBGE.

  • Padrão de vida: é medido pela renda municipal per capita, ou seja, a renda média dos residentes de determinado município. É a soma da renda de todos os residentes, dividida pelo número de pessoas que moram no município – inclusive crianças e pessoas sem registro de renda. Os dados são dos Censos Demográficos do IBGE.

Assim chegando ao resultado dos três índices: longevidade, educação e renda tira-se a média geométrica, a raiz cubica da multiplicação dos resultados e acha-se o IDH-M.
4.3 - O IDH-M QUANTO AOS ESTADOS E MUNICIPIOS BRASILEIROS

O Brasil é divido em cinco regiões: Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Norte e Nordeste, possui 26 estados, divididos em 5.570 municípios, além dos Distrito Federal. Possui um enorme território, o que é possível ver diferentes culturas, diferentes crenças e até mesmo diferentes nível de desenvolvimento humano.

Se fossemos fazer uma comparação com os últimos resultados divulgados pelo PNUD, observaremos que já há uma diferenças entre os estados brasileiros, sendo os melhores colocados no ranking do IDH-M todos os estados do Sul, Sudeste, Centro-Oeste e o Distrito Federal e com as últimas posições todos estados no Norte e Nordeste. Agora se fossemos fazer uma comparação a nível municipal, a situação piora drasticamente, pois o nível de disparidade entre os municípios é enorme, para ser ter uma noção a cidade com melhor IDH-M do Brasil é o municípios de São Caetano do Sul, localizado no estado de São Paulo, seu IDH-M é de 0,862, podendo ser comparado

a países europeus como a Espanha, já o município com pior IDH-M é o município de Melgaço, localizado no Pará, seu IDH-M é de 0,418, se formos comparar tem o mesmo IDH de países como Malawi do continente africano.

Porém apesar da situação que acabamos de descrever, se fossemos comparar o IDH-M do Brasil dos anos de 1991, 2000 e 2010 (período do últimos relatório), observaremos que o Brasil passou por uma melhora considerável, como podemos observar os mapas abaixo.

Fonte: PNUD (Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013)

Como podemos observar no ano de 1991, o mapa brasileiro está todo tomado pelas cores vermelho e laranja que representam IDH muito baixo e baixo, no ano de 2000 os tons vermelhos diminuem e dão lugar as cores laranja e amarelo (médio desenvolvimento), com alguns tons de verde (alto desenvolvimento), já no ano de 2010 a cor verde já aparece em muitas cidades, principalmente das regiões sul e sudeste, além da cor azul (muito alto desenvolvimento).

O Brasil teve um avanço no ranking do IDH-M nos três índices que o compõe, porém o índice que mais contribui para isso foi a educação, isso pode ser explicado graças aos avanços de programas sociais, como o bolsa família, um programa de transferência direta de renda que beneficia famílias, que tem em uma das exigências manter os filhos menores na escola. Segundo Chediek "esses programas são o piso [base mínima] de proteção social que a sociedade deve ter para promover a resiliência. E, para diminuir a desigualdade, a solução não é reduzir os programas sociais, mas melhorar a qualidade deles".

Enfim, como podemos observar no Brasil ainda há muita coisa a ser fazer para que essa disparidade entre os municípios diminua, porém como temos observado nos atlas divulgados pelo PNUD, essa disparidade tem diminuído gradativamente, e os programas sociais, que hoje tem sido alvo de críticas por muitas cidadãos, tem nos mostrado que é peça fundamental para isso.

4.4 - O INDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANDO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

O Estado do Rio de Janeiro, possui atualmente a quarta posição no ranking do IDH-M, com IDH de 0,761, considerado de alto desenvolvimento.

O Estado atualmente possui 92 municípios, todos com IDH-M que variam de alto desenvolvimento a médio desenvolvimento, tendo o município de Niterói o melhor colocado no Estado com índice de 0,837 e o município de Sumidouro com pior índice de 0,611.

O Estado perdeu uma posição no ranking do IDH-M entre os anos de 1991 a 2010, isso se deve aos baixos investimento que o governo do estado vem fazendo em todas as áreas: saúde, educação, saneamento, moradia entre outros. Entre os municípios do Estado, um que vem perdendo posições no ranking do IDH-M é o município de Três Rios, que é o foco de nosso estudo.



4.5 - O IDH-M DO MUNICÍPIO DE TRÊS RIOS/RJ

O município de Três Rios está localizado no centro-sul fluminense, no estado do Rio de Janeiro, possui uma população estimada em 78.998 mil habitantes, numa área de 326,10 km², entre os anos de 2000 a 2010 obteve um aumento em sua população de 0,73%, isso se deve ao aumento da geração de emprego na cidade. Atualmente o município possui um IDH-M de 0,725, situado na faixa de desenvolvimento humano alto, ficando com a 30º colocação no ranking do IDH-M do estado do Rio de Janeiro e com a posição de 1.154º no ranking nacional, dos três índices que compõe o IDH-M o índice que mais contribuiu para o avanço foi o índice educação, seguido do índice de renda e longevidade, como podemos verificar na tabela abaixo.



IDH-M

1991

2000

2010

Índices

0,522

0,627

0,725

Educação

0,324

0,490

0,656

% de 18 anos ou mais com ensino fundamental completo

33,32

43,37

59,74

% de 5 a 6 anos frequentando a escola

46,25

92,44

96,83

% de 11 a 13 anos frequentando os anos finais do ensino fundamental

39,95

54,36

79,66

% de 15 a 17 anos com ensino fundamental completo

25,30

39,72

52,76

% de 18 a 20 anos com ensino médio completo

16,32

21,70

45,62

Longevidade

0,728

0,751

0,801

Esperança de vida ao nascer (em anos)

68,65

70,06

73,03

Renda

0,604

0,671

0,725

Renda per capita (em R$)

344,07

520,99

723,83

Fonte: Estudos Socioeconômicos dos Municípios do Estado do Rio de Janeiro 2013 - TCE/RJ

Como podemos observar na tabela, o município de Três Rios obteve uma evolução no IDH-M 38,89% nas últimas duas décadas, porém ficou abaixo da média nacional que é de 47,46% e acima da média estadual de 32,81%, segundo PNUD. A pergunta que fica o ar, quais os fatores levaram a queda do município de Três Rios no ranking do IDH-M no ano de 2010.

Como podemos constatar o município de Três Rios/RJ, obteve um avanço no índice do IDH-M nos últimos anos, porém se analisarmos o ranking do IDH-M do ano de 2010, observaremos uma queda na posição do município de Três Rios/RJ, isso pode ser explicado por diversos fatores: (1) a diminuição da desigualdade social existente no Brasil através de programas sociais; (2) a redução da disparidade na área educacional nas regiões Norte e Sul do país; (3) aumento da renda per capta nacional; e (4) aumento da expectativa de vida da população.

Abordando os índices que influenciam o IDH-M, apresentamos um comparativo entre a média nacional e os resultados obtidos pelo município de Três Rios/RJ.

No índice longevidade, 39% dos municípios brasileiros tiveram um crescimento na expectativa de vida maior que a média nacional e o mais interessante é que metade desses municípios pertencem ao Nordeste, isso se deve a diminuição dos índices de mortalidade infantil e da ampliação do acesso aos serviços de saúde. Entretanto o município de Três Rios ficou pouco abaixo da média nacional que é atualmente de 0,816, como é possível verificar no quadro acima.

No índice educação, 65% dos municípios brasileiros tiveram um avanço acima da média nacional que é de 0,637, este foi o índice que mais obteve avanços no Brasil entre os anos 1991 a 2010, com um crescimento de 128,3%. O município de Três Rios também obteve um avanço nesse índice ficando acima da média nacional 0,656.

No índice renda, 72% dos municípios apresentaram um crescimento da renda acima da média nacional que é de 0,739, isso se deve a diminuição da desigualdade das rendas entre os estados, além disso todas as classes sociais estão ganhando mais em todas as regiões. No município de Três Rios, o crescimento da renda foi abaixo da média nacional.

É possível afirmar que o município de Três Rios ficou acima da média nacional apenas no índice da educação, isso graças a políticas educacionais do governo do Estado através da criação de planos abrangentes e com força de lei buscando melhorar a educação municipal. Nos índices de longevidade e renda, não houve nenhuma atuação do governo estadual e municipal, ocasionado assim nenhuma nova política pública para alcançar melhoria neste índices. Os programas desenvolvidos pelo governo federal contribuíram para o desenvolvimento do município, porém não trouxe reflexos na posição do IDH-M, visto que diversos municípios do Brasil também foram beneficiados com os programas sociais do governo federal, como por exemplo: Mais Médicos, Programa Saúde da Família, Desoneração da folha de pagamento, entre outros. A falta de planejamento e investimento por parte do governo estadual e municipal nas áreas de qualidade de vida e emprego, fizeram com que o município de Três Rios/RJ não evoluísse no ranking do IDH-M no ano de 2010, atingindo assim a 1.154º posição no ranking.

Por fim, cabe ressaltar que, não é somente o município de Três Rios/RJ que vem perdendo posições no ranking do IDH-M, outros município do estado do Rio de Janeiro vem caindo no ranking por falta de investimentos em áreas que deveriam ser prioridade, pois afetam diretamente o bem-estar da sociedade.


5.0 – CONCLUSÕES
Como podemos ter observado ao longo do artigo, o Brasil aos poucos tem se tornado um país menos desigual, levando políticas públicas e sociais em áreas antes marginalizadas, como efeito disso em 20 anos o Brasil conseguiu passar da categoria do IDH de muito baixo para alto e como isso melhorando o bem-estar de toda uma população e consequentemente os índices de IDH-M dos estados e municípios.

Apesar de toda melhoria nas condições de vida da população, apresentando relativo progresso nos índices que compõe o IDH-M (educação, longevidade e renda),o município de Três Rios/RJ, vem perdendo posições no ranking do IDH-M nacional, fazendo com que no ano de 2010 passasse a ocupar a 1.145º posição, perdendo 670 posições em 20 anos, conforme analisado isso se deu por falta de investimentos dos governos estaduais e municipais em áreas como: saúde e renda.

O município de Três Rios, tem tudo para mudar essa situação que se encontra, além de ser a cidade polo da região Centro-Sul Fluminense, possui o maior entroncamento rodoviário do país, o que atrai inúmeras empresas, o que falta é incentivo e investimentos dos governos.

Entende-se que há muitos desafios a serem superados como: políticas de desenvolvimento que visem à geração de emprego e renda, politicas públicas de saúde, dando uma melhor estrutura e condições de trabalho para aqueles que o utilizam, cursos profissionalizantes, novas creches e escolas, saneamento, moradia digna, cultura, lazer entre outros; assim tenhamos a certeza que mesmo que o município não cresça consideravelmente no ranking do IDH-M, não perderá posições.



6.0 – REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS
CENTRO DE INFORMAÇÕES E DADOS DO RIO DE JANEIRO – FUNDAÇÃO CIDE. Estado do Rio de Janeiro: Regiões de Governo. Disponível em: . Acesso em: 24 mar 2015
PROGRAMA DAS NAÇÕES UNIDAS PARA O DESENVOLVIMENTO. Relatório do Desenvolvimento Humano 2010. Disponível em: . Acesso em: 23 mar 2015
VERGARA, Sylvia Constant. Projetos e relatórios de pesquisa em administração. 8. ed. São Paulo: Atlas S.A, 2007.
ATLAS DO DESENVOLVIMENTO HUMANO NO BRASIL. Disponível em: http://www.atlasbrasil.org.br/2013/pt/o_atlas/metodologia/construcao-das-unidades-de-desenvolvimento-humano>. Acesso em: 23 mar 2015.
CENTRO DE INFORMAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS RIO DE JANEIRO – UNIC RIO DE JANEIRO . Disponível em: http://unicrio.org.br/relatorio-do-desenvolvimento-humano-2010-analise-das-tendencias-de-40-anos-revela-que-as-nacoes-pobres-obtem-ganhos-de-desenvolvimento-com-maior-rapidez >.Acesso em: 24 mar 2015.
PROGRAMA DAS NAÇÕES UNIDAS PARA O DESENVOLVIMENTO. Desenvolvimento Humano e IDH 2012. Disponível em: <www.pnud.org.br>. Acesso em: 22 mar 2015.
PORTALODM. Disponível em: <http://www.relatoriosdinamicos.com.br>. Acesso em 19 mar 2015.


ESTUDOS SOCIOECONOMICOS DOS MUNICIPIOS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO 2013 – TCE\RJ – Disponível em: < www.tce.rj.gov.br >. Acesso em 25 março 2015.
INSTITUTO LULA – O BRASIL DA MUDANÇA. Disponível em:www.brasildamudanca.com.br.

Acesso em 23 março 2015.


INSTITUTO DE PESQUISA ECONOMICA APLICADA – Desafios do desenvolvimento. Disponível em: < http://www.ipea.gov.br/desafios/index.php?option=com_content&view=article&id=2943:catid=28&Itemid=23. Acesso em 22 março 2015.


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