Anamnese psiquiátrica



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Encontro02.08.2016
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ANAMNESE PSIQUIÁTRICA
A elaboração da anamnese psiquiátrica tem como principal peculiaridade o fato que simultaneamente à colheita dos dados e informações se efetua o exame das funções psíquicas. Nesta linha, algumas vezes não conseguir informações de um determinado paciente pode ter importância reveladora no diagnóstico.

Outra singularidade é a proeminente importância do estabelecimento do vínculo de confiança no decorrer do primeiro contato. Lembrar que em boa parte das vezes o paciente encontra-se assustado, desconfiado, sem entender a razão de sua internação/atendimento.


IDENTIFICAÇÃO

Nome, sexo, idade, nacionalidade, naturalidade, profissão, situação trabalhista, estado civil, religião, residência.

Não precisa ser feita como interrogatório, os dados podem ser colhidos aos poucos ao longo da entrevista ou na forma de uma conversa livre introdutória para apresentação mútua.
QUEIXA PRINCIPAL/MOTIVO DO ATENDIMENTO

Nas palavras do paciente ou do acompanhante.

Preferencialmente a partir de questão aberta (O que houve com você?). A questão aberta favorece que o paciente informe em primeiro lugar aquilo que mais o incomoda.
HISTÓRIA DA DOENÇA ATUAL

História em ordem cronológica dos sinais e sintomas relativos ao motivo do atendimento. Lembrar de caracterizar períodos intercríticos, medicamentos tomados, resposta a eles, fatores desencadeantes.

Utilizar palavras do paciente sempre que possível.

Técnica não-dirigida é preferível.

Em alguns momentos pode ser necessário dirigir a entrevista e, neste caso, é conveniente registrar tanto sintomas presentes como sintomas negados.
HISTÓRIA PATOLÓGICA PREGRESSA

História do paciente relativa à presença de doenças pretéritas ou em comorbidade com o quadro atual.

Normalmente é necessário dirigir, porém a primeira abordagem sempre deve ser aberta.
HISTÓRIA FAMILIAR

História da família do paciente relativa à presença de doenças. Enfocar em doenças psiquiátricas prevalentes na família.

Normalmente é necessário dirigir, porém a primeira abordagem deve sempre ser aberta.
HISTÓRIA PESSOAL

Relato breve, em texto livre corrido, sobre nascimento, desenvolvimento, escolaridade e vida laborativa, dinâmica familiar e relacionamentos afetivos amorosos e de amizade.

O objetivo é colher dados relativos às variáveis extra-crise , caracterizar personalidade pré-mórbida, avaliar recursos pessoais e sociais com que conta o paciente para lidar com o momento de crise.
Silvana A.T. Ferreira Página 02/08/2016

EXAME PSÍQUICO

RELATO DA ENTREVISTA

Relato, em texto livre corrido, daquilo que foi observado durante a entrevista. É um relato transversal e deve conter informações relativas a todas as funções psíquicas. Devem ser descritos eventuais testes efetuados e peculiaridades durante a entrevista. É instrumento diagnóstico precioso quando o paciente, em função de seu quadro psicopatológico, é incapaz de fornecer dados de sua história.
SÚMULA PSICOPATOLÓGICA

Relato, em termos técnicos, das alterações psicopatológicas observadas durante a entrevista.

Inclui:


  1. APARÊNCIA

  2. ATITUDE

  3. FALA

  4. PENSAMENTO

  5. CONSCIÊNCIA

  6. ATENÇÃO

  7. HUMOR

  8. AFETO

  9. VONTADE

  10. PRAGMATISMO

  11. MEMÓRIA

  12. INTELIGÊNCIA

  13. SENSOPERCEPÇÃO

  14. CONSCIÊNCIA DO EU

  15. PSICOMOTRICIDADE

  16. CONSCIÊNCIA DE MORBIDADE

  17. PLANOS PARA O FUTURO


EXAME FÍSICO (INCLUI EXAME NEUROLÓGICO)
CONSTITUIÇÃO

Não é necessário, não se usa mais como instrumento diagnóstico (é mais para praticar)



  1. leptossômico

  2. pícnico*atlético


DIAGNÓSTICO SINDRÔMICO
HIPÓTESE DIAGNÓSTICA
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL
EXAMES COMPLEMENTARES
CONDUTA INICIAL/PROJETO TERAPÊUTICO

Silvana A.T. Ferreira Página 02/08/2016


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