Anamnese/consulta homeopática



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Anamnese/CONSULTA Homeopática*
A consulta homeopática sempre foi tema de conceitos, ponderações e orientações feitos e escritos por parte de Hahnemann e outros grandes mestres e, apesar disso, esse tema nunca vai se esgotar pela relevância que ele tem para a qualidade do diagnóstico medicamentoso e para o sucesso do tratamento do doente que nos propomos a ajudar.

Este texto contém algumas considerações sobre a consulta homeopática, abordando, em primeiro lugar, a necessidade de se compreender o que é uma boa relação médico-paciente, consideração primeira para se perceber as nuances das orientações fornecidas por nossos mestres a respeito do tema em estudo.

Espero que esse texto seja útil a você!

Boa leitura!




RELAÇÃO MÉDICO-PACIENTE

Tem como objeto de seu estudo o médico em interação com o seu paciente e todas as decorrências e implicações que tal encontro propicia, sejam elas para beneficiar ou para prejudicar ou mesmo neutralizar o ato médico. Embora o médico, quando se apresenta diante de seu paciente, esteja imbuído de suas premissas profissionais e dos seus dons particulares, ele se encontra, também, sob uma série de efeitos e influências que normalmente lhe escapam ou, que pelo menos, se colocam em grande parte fora de seu controle.

Os conteúdos inconscientes dessas influências escapam da consciência do médico e interferem na consulta, no relacionamento médico-paciente e mesmo no ato médico.

Conteúdos inconscientes: - do médico.

- da cultura do sistema médico

Do ponto de vista da clínica psicanalítica, na consulta podemos encontrar “transferência positiva” e “transferência negativa”



Efeito placebo é um exemplo de transferência positiva: o médico atua de forma sugestiva e obtém cura temporária e até definitiva, dependendo das características do paciente.

Em relação ao efeito placebo observa-se que há um terço de resultados positivos simplesmente oriundos da presença do paciente diante de seu médico.

Elementos fundamentais para a cura: - fé no remédio

- fé no médico

- fé em si

- fé em Deus

A “transferência negativa” ocorre quando o paciente resiste, e até luta, contra os intentos do médico.

Em vista dessas considerações é melhor para o médico e para o paciente que o médico admita a sua impotência, a sua interdependência, as suas limitações e poder deixar de lado a presunção, o orgulho, a vaidade, a arrogância que tanto tem contribuído para manchar a imagem médica atualmente.

E o médico homeopata? O que acontece na relação desse profissional com seu paciente? O homeopata, além do diagnóstico clínico, necessita fazer outros diagnósticos que podemos resumir assim: quem é esse “doente” que tenho a minha frente?

Para a laboriosa tarefa de individualizar o paciente para a melhor prescrição possível, na consulta homeopática a relação médico-paciente deve ser priorizada, pois necessita-se de confiança para a coleta de sintomas muitas vezes difíceis dada a abrangência das perguntas envolvendo peculiaridades e abrangências de diversos graus de dificuldade.




ESTEREÓTIPOS DO MÉDICO
1. Figura tradicional: profissional formal, técnico, que se relaciona com seu paciente através de sua “máscara social”, o vestir branco, distante e frio do sofrimento do doente. Inclui-se, nessa relação, o uso e, por vezes, o abuso do poder onde ocorre, às vezes, a retirada do direito do doente de dispor de seu próprio corpo, uma autêntica expropriação de partes do paciente, provocando uma alienação forçada, que segmenta o corpo e, consequentemente, o “eu” do paciente.
2. Teórico-formal: tem por objetivo enquadrar o paciente dentro de uma teoria, o que, por consequência, vai limitar o ser humano, abortando inúmeras possibilidades que possam se abrir para o doente.
3.Médico humanista: leva em conta aquele aspecto que o teórico-formal deixa de lado. Como é também expressão do meio em que vive, esse médico encontra, dentro de si, os dois outros tipos anteriores, mas procura ver a pessoa do paciente como um todo.

Para isso, necessita entrar em sintonia com o sofrimento com o sistema de vida da pessoa e isto inclui pensamento, sentimento, afetividade. Esta forma de relacionar-se com o paciente não tem outro objetivo senão o de despertar a força de cura, que se encontra dentro do indivíduo doente , força essa que podemos chamar de “médico interior”, que mobiliza o potencial recuperador da natureza.

A frase “medicus curat, natura sanat”, remete-nos para a função primordial do médico que é a de “cuidar” para que a natureza cumpra a sua função.
CUIDAR: do latim cogitare.


  1. tratar de, assistir, ter cuidado

  2. cogitar, imaginar

  3. julgar, supor

  4. ter cuidado consigo mesmo; tratar-se

  5. prevenir-se, acautelar-se

Esse cuidar não é conseguido apenas com o medicamento, mas estabelecendo-se uma relação, onde é preciso colocar de lado, por um momento, a teoria, os preconceitos, as atitudes defensivas e olha nos olhos do outro, ouvindo o que este tem a dizer, sintonizar-se com aquela vida que se encontra diante de nós.

A recuperação nem sempre é possível, pois a doença e a morte, às vezes, é o único equilíbrio possível e, nesse momento, o médico deve admitir a sua impotência.

Esta impotência é tão pouco percebida, pois fica à sombra da onipotência, que uma angústia profunda pode se manifestar, quando diante da invalidez e da morte, mas o papel do médico é continuar “curando”, isto é, “cuidando”, não abandonando nosso doente.
CONSIDERAÇÕES GERAIS SOBRE A CONSULTA HOMEOPÁTICA
A consulta homeopática sempre deverá ter como pano de fundo a relação médico-paciente.

Toda consulta médica pode ser vista como uma relação terapêutica definida por Richard Bucher em seu livro A psicoterapia pela fala como: “um vínculo que se estabelece entre duas pessoas, com o intuito muito específico de exercer um efeito benéfico sobre uma moléstia”.

Toda consulta médica faz parte da arte médica que consiste em atender um doente para a verificação do mal que o aflige e a aplicação dos procedimentos adequados para curá-los ou aliviá-los.

A finalidade principal da consulta alopática é estabelecer um diagnóstico patológico, isto é, determinar o rótulo mórbido segundo os métodos nosológicos mais modernos e recentes.

A finalidade da consulta homeopática é estabelecer um diagnóstico terapêutico, medicamentoso, individual, estabelecer como uma determinada afecção pôde se desenvolver em um doente, pesquisar todos os detalhes que dizem respeito à evolução desta doença e, sobretudo, saber em quê, precisamente, ele é diferente de todos os outros que possuem o mesmo diagnóstico nosológico.

Um alopata, por exemplo, diagnostica uma difteria em um paciente por ele apresentar inflamação em orofaringe com falsas membranas além de comprovação laboratorial; trata com soro e antibiótico apropriado. Para o alopata todos os pacientes com difteria serão diagnosticados e tratados da mesma maneira.

Um médico homeopata, além do diagnóstico da patologia fará um diagnóstico individualizador. Como essa doença se comporta nesse paciente? Quem é esse paciente que tem essa patologia? Como é a resposta pessoal, individual a essa patologia?

O homeopata buscará com minúcia todos os detalhes que diferencia essa doença nesse doente.

Esse paciente apresenta a localização das falsas membranas à direita, à esquerda, no palato ou na rinofaringe?

De que cor são as membranas: verdes, amarelas, cinza, brancas, outra?

Há aderência?

Sangra?


Odor?

Como é a dor? Queimante? Lancinante?

Secura na garganta com sensação de aperto?

A dor melhora ou piora pela ingestão de água fria, de água quente, ou tanto faz?

A dor melhora ou piora pela ingestão de comida, de líquidos, ou não tem relação à ingesta?

Irradia? Para onde? Da direita para à esquerda ou vice-versa?

Todas essas e outras numerosas modalidades particulares, estranhas e paradoxais, não significam nada para o alopata, mas permite que o homeopata faça um diagnóstico terapêutico mais preciso pois existem medicamentos que têm modalidades específicas.

Cada doente, então, será tratado com o medicamento que corresponder a sua individualidade, respeitando-se a patologia que o acomete.

O médico homeopata é antes de tudo um médico. Deve ser, antes de tudo, um bom clínico

Consideremos que para o diagnóstico da doença e doente sempre será necessário têm meios de investigação:

1.a anamnese

2. o exame clínico

3. as pesquisas laboratoriais e radiológicas.

Anamnese deriva do grego “anamnesia” que significa lembrar duas vezes; no ponto de vista médico significa receber as informações acerca do princípio e evolução de uma doença e o que o médico pode completar nesse relato.

A semiologia, isto é, o exame físico para a busca dos sinais objetivos complementa o interrogatório, a anamnese.

Juntos, anamnese e semiologia, forma a propedêutica.

O médico homeopata deve realizar um exame clínico e não negligenciar nenhuma informação que os meios de investigação possam lhe fornecer, mas o que vai diferenciar do médico alopata é a anamnese.

Se o diagnóstico da doença tem a necessidade desses três meios de investigação citados acima, o diagnóstico do doente (homeopático propriamente dito) repousa essencialmente na anamnese associada à observação rigorosa, penetrante e sagaz do indivíduo vivo.
Observação livre de preconceitos

“Observador” vem do latim Observare, cuja melhor definição é conservar diante dos olhos. Manter diante dos olhos e enxergando.

A observação dos fenômenos, dos doentes, das doenças trouxe um grande desenvolvimento nas teorias. O ato de observar excede o simples ato de “conservar diante dos olhos”.

Observar também se associa à senso-percepção ( sensação e percepção) e à atenção.

Para a senso-percepção usamos todos os nossos órgãos de relação.

Já a atenção é um fenômeno correlato à observação, já que ela significa uma direção da consciência cognitiva a um objeto, fato ou situação. Com atenção e observação refinadas pode-se entender um processo com mais clareza e nitidez nos seus detalhes mais complexos. Não basta a aplicação da senso-percepção, da atenção ou da observação se não houver uma compreensão da noção de observador livre de preconceitos, no caso da homeopatia: o médico livre de preconceitos; quando o médico está preparado para o que se espera encontrar, ele contamina a consulta de forma consciente ou não e perde a imparcialidade na obtenção dos dados.

Na escola médica aprendemos a esperar determinados sintomas nas doenças e nas pesquisas, o que muitas vezes impede a observação de aspectos menos evidentes o prejuízo para todos.

Como não há neutralidade absoluta, o fato de o médico ter expectativas acaba por comprometer todo o processo seja de uma consulta, de uma pesquisa ou de outro fenômeno com o qual esteja envolvido.

Observar é, antes de mais nada, estar atento, estar centrado no objeto que deve ser apreendido. Estar livre requer outra situação: requer treino, experiência, capacidade para desvencilhar-se do que se espera encontrar para ir ao encontro do que vai ocorrer na observação do fenômeno.

O médico homeopata deve ter conhecimento desses conceitos e estar apto a perceber quando está sendo imparcial ou não, quando está livre de preconceitos, de expectativas relacionadas ao caso ou àquele paciente.

É necessário desaprender o modelo antigo de anamnese para reaprender o modelo homeopático, a fim de que a consulta homeopática e o tratamento homeopático tenha o sucesso que se almeja.

INTERROGATÓRIO/ANAMNESE HOMEOPÁTICA

OBJETIVO DA ANAMNESE HOMEOPÁTICA:

Diagnóstico medicamentoso, individual, do sujeito.

A meta do médico homeopata é estabelecer como uma determinada afecção pôde se desenvolver em um doente, pesquisar todos os detalhes que dizem respeito à evolução desta doença e, sobretudo, saber em quê, precisamente, ele é diferente de todos os outros que possuem o mesmo diagnóstico nosológico.

O que temos que buscar na anamnese? O que pretendemos buscar? O indivíduo em sua superficialidade ou em profundidade?

Avaliar o enfermo/ a enfermidade em qual nível?

Determinar o diagnóstico medicamentoso por nível: 1º, 2º e 3º níveis



1º NÍVEL: mais superficial, mais usado para modalizar os quadros agudos em que o objetivo maior é fazer o diagnóstico medicamentoso do quadro agudo e não tanto do quadro crônico do paciente.

Geralmente repertoriza-se os sintomas selecionados.

Ex: paciente com amigdalite – modalizar as características da amigdalite e usar o medicamento repertorizado.

2º NÍVEL: quando já se compreende mais o paciente em sua essência; je se fez uma consulta, abordou-se a biopatografia, os sintomas mentais e físicos, mas ainda não se tem um diagnóstico medicamentoso adequado, seja porque o médico não conseguiu chegar a sintomas bem tomados e selecionados( falta de tempo, preguiça, inabilidade,etc), seja porque o paciente ainda não consegue expressar-se bem, etc. Não se consegue chegar à profundidade do indivíduo. Obtém-se um mosaico de sintomas. Também costuma-se repertorizar e para haver uma opção mais correta entre os medicamentos selecionados, são necessárias avaliações posteriores, muitas vezes solicitar ao paciente que observe mais determinados sintomas ou situações, reavaliar o caso, trocar medicamentos, levar a uma discussão clínica entre outros colegas, etc.

3º NÍVEL: compreensão profunda do indivíduo/ medicamento, da dinâmica miasmática; nesse caso muitas vezes não há necessidade de repertorização, pois pela compreensão da matéria médica compreende-se aquele indivíduo. Quando se repertoriza essa compreensão ajuda a optar por um medicamento entre os selecionados.

TÉCNICAS DE INTERROGATÓRIO


  1. QUESTIONÁRIO PRÉVIO À CONSULTA:

    1. Qualidade questionável das perguntas.

    2. Estimula as defesas e resistências que prejudicam uma avaliação mais profunda do paciente.

    3. Cria um preconceito no paciente.

    4. Aplica-se mais ao 1º e 2º níveis.




  1. QUESTIONÁRIO PRONTO DURANTE A CONSULTA/MEMORIZAÇÃO DAS PERGUNTAS.

    1. o enfermo só pode se manifestar desde que se encaixe no modelo.

    2. Permite definir mais um quadro de “mosaico” e não da dinâmica miasmática.

    3. Aplica-se mais ao 1º e ao 2º níveis.

  2. LIVRE EXPRESSÃO:

    1. Procura-se chegar à Síndrome Mínima de Valor Máximo ( SMVM).

    2. Acompanhar o paciente nas variações de sua expressão durante toda a consulta. Às vezes já se percebe uma variação na sala de espera, na recepção, na pré-consulta.

    3. Estimular que o paciente relate situações de sua vida nas quais o médico observa espontâneas de comportamento.

    4. Cumplicidade: permite que o paciente faça relatos íntimos de situações onde apresente sintomas homeopáticos de alta hierarquia ou de momentos cruciais em sua vida.

    5. Observador livre de preconceitos.


Organon – parágrafos 86 ao 89, 93 ao 104

151,153, 167 ao 170, 175, 176, 184, 192

206 ao 212, 217, 28, 255
Hering método: Escutar

Escrever


Perguntar

Coordernar




TODA ANAMNESE HOMEOPÁTICA DEVERÁ SATISFAZER 3 PONTOS:



  1. Fazer ao doente um mínimo de perguntas em um tempo limitado, mas procurando aquelas com valor essencial.

  2. As perguntas têm como objetivo o diagnóstico terapêutico e não o patológico.

  3. Fazer perguntas cujas respostas possam encontrar uma correspondência nos repertórios e matérias médicas: de nada adianta fazer aos nossos doentes, perguntas com as quais desconhecemos a correspondência. Nossos repertórios são volumosos, nossas Matérias Médicas também, não há coisas que não se encontram neles. Às vezes, nossos doentes nos dizem, espontaneamente, coisas que não encontramos em lugar nenhum.



REGRAS BÁSICAS



  1. Dividir a anamnese em dois momentos: relato espontâneo e relato dirigido

  2. Deixar o paciente falar inicialmente: relato espontâneo

  3. coordenar tempo e divagações

  4. Evitar curiosidades desnecessárias.

  5. Anotar os sintomas na linguagem do paciente e dos acompanhantes

  6. Abrir um parágrafo para cada sintoma, depois voltar a cada sintoma modalizando.

  7. Avaliar: mental, generalidades, todos órgãos e sistemas, transpiração, nas mulheres: menstruação e sintomas gestacionais, etc, etc. Enfim, passar na medida do possível, por todos os capítulos que constam no repertório. Por qual começar e pelos quais passar vai depender da queixa inicial do paciente, do valor que ele dá às suas queixas durante a consulta. Muitas vezes deixamos para completar alguns dados em consultas posteriores.

  8. Observar expressões faciais, corporais, exclamações, reações, etc.

  9. Observar aspecto físico: aparência, postura, vestuário, como participa da consulta. Pode ser que o paciente não fale sobre algo físico mas que observamos e podemos perguntar sobre esse dado ao paciente

  10. Isenção de preconceitos: a) contra as experiências de vida, as escolhas de vida, o tipo de vida, o jeito da pessoa.

b) contra ou a favor de um medicamento.

  1. Respeitar o silêncio, o choro e outras emoções que se façam presentes.

  2. Perguntas amplas

  3. Cuidar para não ultrapassar os limites

  4. Bom senso para questionar

  5. Usar linguagem acessível

  6. Liberdade para que o paciente eleja suas respostas

EVITAR:


  1. Interromper

  2. Perguntas diretas

  3. Sugerir respostas

  4. Perseguir medicamentos

  5. Insistir quando não há respostas


AINDA ALGUMAS CONSIDERAÇÕES segundo Dr. Oswaldo Cudízio Filho
Proceder uma observação clínica não é um ato passivo de perguntar o a transcrição taquigráfica da fala do paciente.

Deve ser um ato dinâmico de compreensão e interpretação.

É necessário compreender o porquê de um dado e integrá-lo no conjunto em estudo.

Cada pergunta executada em um interrogatório tem um poder mobilizador na psique do paciente, portanto cria uma fundamentação na entrevista.

A maneira de pergunta traz diferentes reações no entrevistado.

Cada autor, cada médico, cada paciente tem seu modelo teórico, clínico, político e pessoal. É impossível pretender ter uma posição totalmente neutra, pois somos, ao mesmo tempo, autores e atores da trama social.

Devemos, sim, procurar atuar com uma maior amplitude de pensamentos, conscientizando nossas posições, buscando uma maior isenção possível, tentando não cair num tipo ideal de estrutura.

Todo tipo idealizado corre o risco de criar uma prática normativa, não-individualizada, estéril.

O uso de um forma fixa de questionário e mesmo de um modelo de anamnese deve ser evitado.

A entrevista médica não ocorre num vácuo.

A consulta médica é um encontro de seres vivos, onde estes dois sistemas rítmicos vão tênar vibrar em uma só pulsação, para que haja a possibilidade de transformação.

Este encontro pode ser tumultuado pelo apego excessivo e compulsivo a um método.

O interrogatório é apenas um instrumento a serviço de nossa criatividade.

O medo do silêncio, que pode tornar viva a consulta, é sempre evitado com abundância de perguntas.

O objetivo de um médico, semelhante ao de um músico em um concerto, é desaparecer na consulta, deixando o paciente entrar em contato com seu sofrimento, assim como o artista deixa sua platéia em contato com a obra executada.

Não devemos impedir o potencial de cura que existe em cada um de nós.

O que permeia a consulta médica deve ser a solidariedade, uma relação horizontal entre duas pessoas. Ao ajudar o outro, pois,reconheço-me como seu semelhante” Dr. Renato Mezan Curso de História da Psicanálise.

FONTES - SUGESTÃO DE LEITURA



    1. NASSIF, MARIA REGINA GALANTE . Compêndio de Homeopatia. 6ª parte- Semiologia Homeopática cap 26 à 29. Ed. Robe Editorial

2.SCHIMIDT, PIERRE. A arte de interrogar. Ed. Orgnon, SP.

3. HAHNEMANN. Organon da arte de curar. 6ª edição.

Dra. Ana Crystina de Carvalho


Dra. Ana Crystina de Carvalho, Pediatra-Homeopata junho 2009 www.anacrys.med.br





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