Anexo I termo de referência



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Anexo I

TERMO DE REFERÊNCIA

  1. Objeto

Processo de habilitação de entidades sem fins lucrativos, cadastrada no Conselho Municipal de Direitos da Criança e do Adolescente, com registro de entidade não-governamental, com comprovada experiência em prestação de serviços de atendimento a adolescentes e jovens adultos, especialmente na abordagem aos adolescentes em vulnerabilidade e risco social, conforme especificações, quantidades específicas e exigências estabelecidas neste Termo de Referência, para desenvolver conjuntamente com a FASE a execução do Programa de Semiliberdade, na regional de Porto Alegre.

  1. Justificativa

O atendimento visa a execução da medida socioeducativa de semiliberdade, prevista no art.112, inciso V do Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA e em conformidade com a Lei nº 12.594/12 e o Programa Estadual de Medidas Socioeducativas do Estado do Rio Grande do Sul-PEMSEIS.

  1. Descrição Geral

Os trabalhos técnicos de cunho legal, com princípios pedagógicos em comum entre as medidas, promoverão o atendimento de 20 adolescentes, conforme Plano de Trabalho, elaborado pelo Convenente aprovado pelo Concedente;

Deverá haver integração entre o Concedente e Convenente, enquanto sistema único. No período de transição da Medida de Internação para Semiliberdade, deverá ocorrer a cooperação técnica entre as equipes das entidades, visando prestar atendimento integrado aos socioeducandos, criando proposta pedagógica e vínculos estreitos com os adolescentes.

Os serviços ofertados deverão oportunizar aos socioeducandos, ações socioeducativas, visando aquisição de padrões de controle da conduta, para construção de um projeto de vida.

O Convenente deverá proporcionar aos jovens, espaços de desenvolvimento de autonomia responsável e a reflexão crítica de ações e circunstâncias cotidianas vivenciadas, tanto no que diz respeito ao ato infracional pelo qual cumpre a medida, quanto pelas relações com a comunidade durante o tempo de permanência na Unidade com vistas a sua gradativa inclusão social.

Possibilitar aos socioeducandos formas de reflexão e práticas que contribuam na formação de valores como autonomia, solidariedade, ética, dignidade, responsabilidade, fatores indispensáveis para a não reincidência em atos infracionais.

O Convenente atuará de forma integrada e coordenada pela FASE no sentido de concretizar os objetivos do presente Convênio, observando os critérios de qualidade técnica, os prazos e custos previstos no Plano de Trabalho.

O Convenente informará à FASE/RS os dados qualitativos e quantitativos necessários ao controle da execução das medidas socioeducativas; além de cumprir e fazer cumprir, no que couberem as obrigações relativas às entidades que desenvolvem programa de semiliberdade, conforme disposto no art.94, da Lei nº 8069/90, detalhando a metodologia aplicada para a execução das metas previstas no plano de trabalho, bem como, análise do impacto social sobre o público-alvo beneficiado e sobre o problema e/ou demanda que originou o projeto;

Propiciar meios e as condições necessárias para que a FASE possa realizar as supervisões, assegurando o livre acesso dos servidores identificados como supervisores ou Diretoria da FASE, a qualquer tempo e lugar a todos os atos e fatos relacionados direta ou indiretamente com o instrumento pactuado, bem como prestar a estes todas e quaisquer informações solicitadas.

4.Descrição Específica

O trabalho será desenvolvido com adolescentes e jovens adultos, do sexo masculino, com idades de 12 à 21 anos, que foram sentenciados a cumprir medida socioeducativa de semiliberdade pelos Juizados da Regional de Porto Alegre, conforme diretrizes estabelecidas para implementação do Programa de Semiliberdade na FASE/RS, SINASE e PEMSEIS.

O Convenente deverá elaborar em conjunto com o socioeducando e seus familiares, o Plano Individual de Atendimento-PIA, para encaminhamento ao Poder Judiciário. Realizar encaminhamentos e acompanhamentos na Rede Pública de serviços do município que compõem a região de moradia dos adolescentes e/ou jovens adultos (Rede CAPS, CREAS, CAPSAD, etc.). Promover acesso à ampla rede de serviços das políticas públicas setoriais e aos demais órgãos do Sistema de Garantia de Direitos.

Desenvolver condições preliminares para o auto-cuidado e a independência; contribuindo para a promoção do acesso à rede de qualificação profissional com vistas à inclusão produtiva.

Incentivar o desenvolvimento de aptidões, capacidades e oportunidades para que os indivíduos façam escolhas com autonomia, Atendimento e orientação às famílias visando o fortalecimento de vínculos e pertencimento social.

Promover a inclusão dos socioeducandos e seus familiares nos programas de atendimento da rede local, de acordo com o PIA, possibilitando a convivência comunitária; bem como sua inclusão e permanência com sucesso na rede de ensino formal.

Incluir os socioeducandos em espaços de capacitação profissional que tenham como eixo o trabalho educativo e economia solidária, conforme previsão dos artigos 68 e 69 do ECA. Os socioeducandos atendidos pelo Convênio poderão beneficiar-se de outros conveniamentos da FASE adequados às suas necessidades.

Promover atividades grupais diárias físicas, esportivas, culturais, artísticas e oficinas, buscando articulação fora do espaço institucional, possibilitando ao socioeducando vivenciar outras experiências no processo de ressocialização. Estas atividades devem estar norteadas por regras, horários e tarefas construídas e planejadas pela equipe de trabalho da Unidade de Semiliberdade com a participação dos adolescentes/jovens adultos e suas famílias, e em conformidade com o programa de atendimento da casa.

Incentivar a criação e/ou ampliação das políticas na área da infância e juventude.

Garantir o atendimento médico e psicossocial aos socioeducandos na rede do Município.

Fornecer alimentação em quantidade e qualidade adequada.


  1. Procedimentos de fiscalização e gerenciamento do contrato

Os recursos que serão repassados para a entidade conveniada serão disponibilizados por dotação orçamentária própria da FASE/RS. Sendo:

Recurso:01

Projeto: 3208-Medidas de Semiliberdade

A entidade habilitada deverá arcar com a contrapartida no valor de 5% dos recursos disponibilizados pela FASE, em valor monetário, bens ou serviços.

O convênio será firmado com a Lei 8.666/93 e suas alterações, com a Instrução Normativa CAGE nº 01/06, atualizada pela instrução normativa CAGE 01/12 de Maio de 2012.

As prestações de contas deverão atender a Instrução Normativa CAGE nº 01/06, atualizada pela instrução normativa CAGE 01/12 de Maio de 2012 e o Termo de Convênio.



  1. Estimativa de Custo-

Os recursos para a execução do objeto deste Convênio, no montante anual máximo de R$ 756.961,44( Setecentos e cinquenta e seis mil, novecentos e sessenta e um reais com quarenta e quatro centavos) correrão a conta da FASE conforme abaixo discriminado:

Exercício 2015/2016: Valor fixo a ser repassado mensalmente com base na média de socioeducandos atendidos:

Mínimo Máximo

Julho R$ 53.627,64 R$ 64.127,70

Agosto R$ 53.627,64 R$ 64.127,70

Setembro R$ 53.627,64 R$ 64.127,70

Outubro R$ 53.627,64 R$ 64.127,70

Novembro R$ 53.627,64 R$ 64.127,70

Dezembro R$ 53.627,64 R$ 64.127,70

Janeiro R$ 53.627,64 R$ 64.127,70

Fevereiro R$ 53.627,64 R$ 64.127,70

Março R$ 53.627,64 R$ 64.127,70

Abril R$ 53.627,64 R$ 64.127,70

Maio R$ 53.627,64 R$ 64.127,70

Junho R$ 53.627,64 R$ 64.127,70

Definição de suprimento

A estrutura física da unidade, deve estar de acordo com os parâmetros indicados na Resolução do CONANDA do ano de 2006, conforme item 2 da Programa do Centro de Atendimento de Semiliberdade da FASE, ou seja: uma casa de alvenaria, localizada em bairro residencial, que possa ser adequada ao PPCI (Programa de Prevenção de Combate ao Incêndio), próximo aos recursos da comunidade, facilitando o deslocamento para outros espaços da cidade e região e sem identificação institucional.

O Centro de Atendimento deve atender no máximo 20 (vinte) adolescentes, conforme item 2 do Programa do Centro de Atendimento de Semiliberdade da FASE.

A entidade proponente deverá contar com recursos humanos que atendam às diretrizes da Resolução do CONANDA do ano de 2006 e do item 4 do programa do Centro de Atendimento de Semiliberdade da FASE.

O projeto técnico de execução de medida de Semiliberdade e respectivo Plano de Trabalho devem atender ao Programa do Centro de Atendimento de Semiliberdade da FASE.

A entidade classificada e convocada para conveniamento em questão dará início a execução no dia 11/07/2015, logo após a perfectibilização do convênio.



  1. Espaço Físico

Capacidade para 20 adolescentes

Espaços Físicos

Quantidade

Sala para realizar revistas

01

Sala de Coordenação

01

Sala para reuniões de trabalho de equipe

01

Sala de atendimento (individual e/ou família)

01

Sala de multiuso com capacidade para 24 pessoas, ou espaço amplo para atividades coletivas

01

Quartos para alojamento de até 4 (quatro) jovens por quarto.

05

Instalações sanitárias, incluindo chuveiro

03

Cozinha

01

Refeitório

01

Despensa para armazenamento de alimentos

01

Almoxarifado

01

Lavanderia

01

Pátio para atividades grupais ao lar livre

01

8. Dias e Horário de Funcionamento:

24 horas - 7 (sete) dias por semana

9.Equipe Técnica, educadores e pessoal de apoio

Equipe

Requisitos Mínimos para o Cargo

Carga Horária Semanal

Capacidade do serviço

Coordenador

Formação de nível Superior compatível com a natureza da função;

Comprovada experiência no trabalho com adolescentes de, no mínimo 2 (dois) anos;



40 hs

01


Equipe técnica

Psicólogo

Assistente Social

Advogado

Pedagogo

Diploma ou certificado devidamente registrado de curso de superior, fornecido por instituição de ensino superior reconhecida pelo Ministério da Educação;

Registro profissional no órgão de classe competente;

Comprovada experiência no trabalho com adolescentes de, no mínimo 2 (dois) anos;


40 hs


30 hs

20 hs


40 hs

01

01



01

01


Socioeducador

Ensino Médio;

Comprovada experiência no trabalho com adolescentes de, no mínimo, 1(um) ano



40

1 socioeducadores para cada 5 socioeducandos

(Máximo de 16- observe quadro abaixo)



Pessoal de apoio

Assistente administrativo

Ensino Médio



40

01


Cozinheira

Ensino Fundamental

40

01

Auxiliar de Serviços Gerais

Ensino Fundamental

40

01



Nº. Socioeducandos

Nº Socioeducadores por Plantão

Nº. de Plantões

Total de socioeducadores

Até 05

02

04

08

De 06 a 12

03

04

12

De 13 a 20

04

04

16


10.Atribuições dos Cargos
Coordenação
Este profissional tem como objetivo geral de suas atribuições, coordenar o processo educativo que será conduzido por sua equipe de trabalho.

Para o desempenho de suas atribuições, deve exercer papel de liderança junto ao grupo de profissionais bem como ser a figura norteadora para a execução do trabalho de acompanhamento. É fundamental que o diretor tenha conhecimento da legislação bem como dos parâmetros e diretrizes norteadoras do sistema socioeducativo.

Este profissional tem como finalidade ser responsável junto com o grupo de trabalho pela construção do Plano Coletivo assim garantindo a realização das rotinas diárias e metodologia de trabalho, propiciando a construção de estratégias e meios para a efetivação do trabalho.

A sintonia entre Direção e demais membros da equipe de trabalho é fundamental para a continuidade e fortalecimento das propostas de atendimento, bem como por imprimir uma linguagem única e coerente no CAS. Segue abaixo demais atribuições da direção para norteamento do trabalho da semiliberdade:


a)responder pelo programa frente à autoridade judiciária; Ministério Público,

Conselho Tutelar, Conselho de Direitos da Criança e do Adolescente e demais órgãos;

b) representar o CAS frente à Fundação de Atendimento SocioEducativo;

c) responder pelo cumprimento das disposições da sentença ou das demais determinações judiciais, comunicando à Direção Geral da FASE de eventual impossibilidade de cumprimento bem como possíveis intercorrências;

d) responder pela observância das obrigações legais do Programa de Atendimento e dos direitos individuais dos socioeducandos;

e) responsabilizar-se pela integridade física e psicológica dos socioeducandos conjuntamente com a família;

f) responder pelo planejamento, execução e avaliação das atividades do Programa de Atendimento, tanto no aspecto administrativo como no técnico-operacional;

g) responsabilizar-se pelo cumprimento, através dos profissionais competentes, avaliações, relatórios, atendimentos bem como todo registro do processo de acompanhamento ao socioeducando em cumprimento de medida socioeducativa de semiliberdade;

h) realizar o acompanhamento do processo de trabalho da equipe a modo a avaliar o seu andamento e possíveis mudanças necessárias para a sua execução;

i) comunicar à FASE qualquer situação de intercorrência que possa ocorrer no Centro de Atendimento de Semiliberdade;


Equipe técnica

A equipe técnica têm por diretrizes gerais atuar junto aos socioeducandos suas famílias.


Assistente Social – realiza sua intervenção junto ao socioeducando, às famílias e a rede socioassistencial, sendo membro da Equipe Interdisciplinar, participando de todo o processo de intervenção técnica. Potencializando a intervenção familiar na perspectiva do fortalecimento bem como resgate dos vínculos familiares como possibilidades positivas da construção de projeto de vida e reinserção social. Fortalecendo também o trabalho articulado com a rede socioassistencial na perspectiva de continuidade das intervenções técnicas.
Advogado - Atender e oferecer à equipe, ao adolescente e a família as informações sobre a situação jurídico-processual acerca do ato infracional.
Psicólogo - O psicólogo realiza sua intervenção promovendo espaços de reflexão com o socioeducando, família e família extensa quanto ao ato infracional, trajetória de vida e sua implicação como sujeito, bem como estimular projetos de vida pautado pelo saudável. Sua intervenção é pautada no estabelecimento das relações interpessoais positivas objetivando com isso a integração social.
Pedagogo - Além da inserção no espaço escolar, cabe ao pedagogo planejar-se para oportunizar aos socioeducandos momentos de reflexão bem como fortalecimento quanto ao seu processo de escolarização, profissionalização e inserção no mercado de trabalho. Sendo este o principal objetivo a ser trabalhado para ampliação do campo de conhecimento do socioeducando e fortalecendo não somente a ação pedagógica, mas também a construção de projetos de vida. Estas ações devem ser pensadas e desenvolvidas em uma perspectiva interdisciplinar e articulada não somente com os demais membros da equipe técnica, mas também trabalhadas dentro do Plano Individual de Atendimento tanto com os socioeducandos, mas também com suas famílias.
A equipe técnica deve primar pela aproximação e interação com o trabalho desenvolvido no âmbito das medidas socioeducativas e rede de apoio externa a fim de posterior cumprimento da medida socioeducativa de semiliberdade se possa dar continuidade ao acompanhamento técnico junto aos serviços socioassistenciais existentes no município.
Cabe a equipe técnica:

a) Elaborar e participar da execução do Plano Coletivo do CAS;

b) Subsidiar junto com a Coordenação a elaboração dos Relatórios quanti-qualitativo que serão encaminhados à supervisão da Semiliberdade.

c) Propor e participar da elaboração e execução do Plano Individual de Atendimento (PIA), após estudo social;

d) Articular-se com as demais entidades e/ou programas existentes na comunidade, fortalecendo relações e as redes sociais e comunitárias, visando agilidade nos procedimentos e melhor encaminhamento aos (as) adolescentes;

e) Acompanhar e oferecer subsídios técnicos às atividades dos socioeducadores;

f) Oferecer ao (a) adolescente /jovem adulto as informações sobre a situação jurídico-processual;

g) Proceder à avaliação de cada socioeducando em todo o processo de cumprimento da medida socioeducativa;

h) Atender e orientar individualmente o (a) socioeducando, nos termos do respectivo Plano Individual de Atendimento;

i) Atender, acompanhar e orientar os familiares do socioeducando, objetivando o restabelecimento e / ou a preservação dos vínculos familiares e da reinserção social e comunitária, tornando-os co-partícipes do processo socioeducativo pedagógico;


j) Inserir o socioeducando na rede escolar e acompanhar seu aproveitamento;

k) Identificar potencialidades do socioeducando e encaminhá-lo para cursos de profissionalização, proporcionando-lhes desenvolvimento de competências, habilidades básicas, atitudes e de gestão consoantes com o mundo e o mercado de trabalho conforme sua idade e escolaridade, inclusive conhecimento sobre legislação trabalhista, previdência social, entre outros;

l) Comprometer-se com a criação de ambiente institucional saudável, através da promoção e manutenção, do diálogo, da paz e do clima de entendimento, trabalhando com o objetivo de romper com condutas desleais, vingativas, rancorosas, provocativas, antipedagógicas, vexatórias, degradantes ou aterrorizantes nas relações interpessoais do CAS.

m) Desempenhar o papel de assessoria à Coordenação e equipe do CAS em assuntos relacionados ao manejo dos adolescentes e a execução do Programa de Semiliberdade.

n) Entre as suas atribuições principais, figuram: Atendimentos individuais, atendimentos em grupos; leitura diária do livro de registros do CAS;

o) Realizar visitas domiciliares; participação em audiências; articulação, discussões e encaminhamentos para a rede de atendimento aos familiares;

p) Sensibilizar as Regionais para a medida socioeducativa de semiliberdade;

q) Acima de tudo, a equipe técnica Interdisciplinar deverá manter sempre acesa a discussão acerca das diretrizes metodológicas do processo educativo, procurando estimular a reflexão a respeito dos acontecimentos do cotidiano e do papel exercido por todos os educadores sociais envolvidos no programa, visando oxigenar a proposta educativa e adequá-la à realidade. É no processo de acompanhamento que se dará o entendimento quanto ao ato infracional bem como a responsabilização e reparação do dano cometido conforme baliza a Justiça Restaurativa.


As práticas restaurativas são fundamentais dentro da metodologia de trabalho da socioeducação, como pressupostos essenciais para trabalhar com os socioeducandos e suas famílias como método a ser cada vez mais potencializados pelas equipes de atendimento.
Socioeducadores
É nas atividades diárias do socioeducador que se evidencia a expressão mais constante do papel e da presença educativa, uma vez que o Centro de Atendimento de Semiliberdade na perspectiva do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) se caracteriza por um serviço de alta complexidade. Por se tratar de atenção integral ao socioeducando em cumprimento de medida socioeducativa, a proposta de atendimento se manifesta de forma contínua, propositiva e de interlocução com a equipe técnica. Desta forma, há necessidade do socioeducador ser referência positiva no atendimento ao público alvo e suas atitudes e ações precisam ser referência ao socioeducando mostrando que há outras possibilidades e visões de homem e de mundo.
Nesta troca constante de orientações, observações e diálogos (fala e escuta) é que se constrói e fortalece o vínculo qualificado para a transformação da realidade. A escuta qualificada garante uma intervenção pautada em possibilidade de construções diferentes dentro do processo socioeducativo proposto ao socioeducando e sua família, como tomada de consciência crítica quanto ao ato infracional bem como re-significação da vida.
Cabe ao Socioeducador:
a) Executar as atividades construídas conjuntamente com a equipe de trabalho, acompanhando e orientando os socioeducandos nas atividades previstas nas rotinas diárias;

b) Registrar e relatar no livro de ocorrências todas as rotinas, fatos disciplinares e informações relevantes, ocorridas em cada plantão; Esse profissional é responsável por realizar o registro de todo o processo de trabalho realizado, bem como providências necessárias para resolução dos problemas, conflitos;

c) Participar de reuniões de trabalho trazendo sugestões que melhorem a eficiência das ações socioeducativas;

d) O socioeducador deve ser “exigente” conduzindo seu trabalho de forma a orientar o socioeducando mantendo postura de diálogo e argumentação quanto às situações. Não deve nunca, porém, colocar a exigência antes da compreensão;

e) O socioeducador deve criar no cotidiano do trabalho dirigido ao socioeducando; oportunidades concretas, acontecimentos que evidenciem a importância das normas e limites para o bem de cada um e de todos.

f) Desenvolver tarefas relativas à preservação da integridade física, psicológica dos (as) socioeducandos;

g) Executar as atividades do Plano Coletivo e do Plano Individual de Atendimento (reforçar socialização), sendo estes os norteadores de todo o trabalho de acompanhamento;

h) Acompanhar e participar das atividades diárias;

i) Agir de acordo com as diretrizes técnicas e procedimentos adotados pelo Programa de Atendimento referente às situações-limite, negociação, manutenção da paz e do clima de entendimento, entre outros, desconstituindo condutas desleais, vingativas, rancorosas, provocativas, antipedagógicas, vexatórias, degradantes ou aterrorizantes entre servidores, servidores e adolescentes e entre socioeducandos;
j) Cabe ao socioeducador exercer presença educativa e exemplaridade, estar com o adolescente em todos os ambientes, acompanhando-o. Para isto sua postura deve ser de: exigência, compreensão, continência, afetividade e autoridade competente que é diferente de autoritarismo. Nunca “bater boca” com o adolescente;

k) Compete também subsidiar com informações à equipe de trabalho no que se refere ao comportamento, conduta e participação do socioeducando no convívio diário;

l) Sugerir, organizar em conjunto com os demais membros da equipe socioeducativa- e participar de atividades educativas, culturais, esportivas, espirituais e de lazer com os socioeducandos; servir como modelo positivo de identidade funcional para os socioeducandos no cumprimento de seus deveres e obrigações;
Assistente Administrativo – Este profissional trata de todos os assuntos administrativos e financeiros que dêem suporte a execução do programa de semiliberdade. Atribuições: - Elaborar a prestação de contas; confeccionar folha de pagamento, efetivação de contratação e rescisão dos funcionários; Controlar a aplicação dos recursos; Realizar as compras do CAS e demais competências que a direção entender que seja de competência deste profissional dentro de suas atribuições administrativas.
Cozinheira

- Administrar o consumo, armazenamento e preparo dos alimentos; - Organizar e limpar o ambiente de trabalho;

- Orientar as tarefas pertinentes a este setor, interagindo com os adolescentes e demais membros da equipe;

- Participar de reuniões pertinentes; possuir uma atenção especial com os equipamentos de risco.



Auxiliar de Serviços Gerais

-Auxiliar na execução de serviços em geral como recebimento, separação e distribuição de materiais, serviços de limpeza em geral, copa, cozinha, lavanderia e conservação e manutenção da área de atuação.


-Participar de reuniões pertinentes; possuir uma atenção especial com os equipamentos de risco.

O trabalho interdisciplinar é condição imprescindível no processo de acompanhamento da medida socioeducativa de semiliberdade, pois garante não somente a troca de conhecimento, mas também proporciona a interlocução dos diferentes setores que compõem o trabalho.


Anexo I


Equipamentos

Quantidade

  1. Fogão semi ind 4 bocas

01

  1. Refrigerador

01

  1. Freezer

01

  1. Micro-ondas

01

  1. Cama Beliche reforçada

10

  1. Armários com chaves e divisórias para guardar os pertences dos adolescentes

20 divisórias

  1. Armários com chaves e divisórias para guardar os itens de higiene dos adolescentes

20 divisórias

  1. Mesas para refeitório

4

  1. Balcão com pia inox

1

  1. Mesa para cozinha

1

  1. Televisão LCD de até 42″

1

  1. Aparelho de DVD

1

  1. Máquina de Lavar (capacidade de 15 KG)

1

  1. Sofá

2

  1. Videogame

1

  1. Ventiladores

6

  1. Bebedouro

1

  1. Mesa de pingue-pongue

1

  1. Rádio com Cd MP3

1

  1. Birô pequeno p/ sala dos técnicos

4

  1. Mesa sala administrativo

1

  1. Escrivaninha

1

  1. Armário p/ administrativo

1

  1. Arquivo de metal

2

  1. Computador

1

  1. Impressora Laser multifuncional

  2. Ferro de passar




  1. Torradeira

2

1
1



Material de Custeio




  1. Panela de pressão grande 7 L

1

  1. Garrafa térmica

2

  1. Lençóis

40

  1. Colchões

20

  1. Fronhas

40

  1. Cobertores

40

  1. Toalhas de banho

40

  1. Travesseiro

20

  1. Toalhas de rosto

40

  1. Pratos rasos

30

  1. Cadeiras plásticas

40

  1. Pratos fundos

30

  1. Garfos

30

  1. Facas

30

  1. Colheres

30

  1. Copos

30

  1. Xícaras

30

  1. Facas para carne

2

  1. Conchas

2

  1. Escumadeira

2

  1. Baldes 10 L

5

  1. Bacias 45 cm(diâmetro)

2

  1. Travessas para mesa

5

  1. Panelas grandes 60/50/40 L

3

  1. Panelas pequenas

3

  1. Chaleira de alumínio Grande

1

  1. Formas de pizza

3

  1. Assadeira Grande

2

  1. Cesto de Lixo

10

  1. Telefone

2

  1. Caneca de alumínio

3


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