Angola se torna membro da onu por unanimidade



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Jornal: Jornal do Brasil

Data/pg: 02/12/1976 p. 15.

Manchete: “Angola se torna membro da ONU por unanimidade”

Fonte: Jornal do Brasil

Assunto: A matéria, como o título adianta, é sobre a admissão de Angola pela Assembléia Geral como 146º membro das Nações Unidas. Vinte e oito países deixaram de comparecer à sessão, da qual participou o Chanceler angolano José Eduardo dos Santos e, somente os EUA se abstiveram de votar. Tal decisão de Washington fora tomada, pois o país continuaria a manter sérias dúvidas sobre a “independência autêntica de Angola”, explicou o Embaixador William Scraton. Continuou afirmando que era “difícil conciliar a presença de um numeroso contingente de soldados cubanos” com a afirmação de que Angola desfrutava de uma “verdadeira independência”.

OBS: Matéria de conteúdo semelhante na Folha de São Paulo, dia 02/12/1976, p. 9, com as manchetes “Brasil saúda e adverte Angola” e “ONU admite Angola como 146º membro”. No O Estado de São Paulo, dia 02/02/1976, p. 8, com a manchete “Angola já é membro das Nações Unidas”. No O Globo, dia 02/12/1976, p. 23, com a manchete “Votação unânime integra Angola às Nações Unidas”.




Jornal: Jornal do Brasil

Data/pg: 04/12/1976 p. 15.

Manchete: “Pretória pode atacar Angola”

Fonte: Jornal do Brasil

Assunto: A matéria trata da declaração do Comissário Geral Sul Africano, Jannie de Wet, segundo a qual afirmou que a África do Sul não excluía a possibilidade de intervir militarmente no sul de Angola se a SWAPO lançasse uma operação em grande escala na Namíbia. Acrescenta que o ataque seria feito a pedido do governo de Ovambolândia, criado por Pretória, no Norte da Namíbia, de onde calculava-se que naqueles últimos anos haviam fugido pelo menos 5 mil ovambos, “provavelmente para serem treinados como terroristas”. Ressalta que a SWAPO colaborava com Angola e com soldados cubanos nas operações contra a UNITA, no sul angolano e, em troca, o movimento namíbio obtinha apoio militar para suas operações na Namíbia contra as tropas sul-africanas.

OBS: Matéria de conteúdo semelhante no O Estado de São Paulo, dia 04/12/1976, p. 12, com a manchete “Pretória ameaça atacar bases da SWAPO em Angola”. No O Globo, dia 04/12/1976, p. 21, com a manchete “África do Sul pode intervir em Angola”.




Jornal: Folha de São Paulo

Data/pg: 10/12/1976 p. 11.

Manchete: “Ataque contra trem em Angola”

Fonte: Folha de São Paulo

Assunto: A matéria é sobre a noticia divulgada pela France Press, segundo a qual várias dezenas de civis teriam sido mortos enquanto dormiam por “elementos hostis ao MPLA”. Tais elementos hostis conseguiram imobilizar um trem da linha Benguela-Huambo, tendo colocado graxa nos trilhos e, em seguida, matado todos os ocupantes do comboio.

Ressalta declaração de um porta-voz da FNLA e da UNITA que anunciara que os dois movimentos tinham decidido se unificar “para tornar mais eficiente a oposição” ao Governo Neto.



OBS: Matéria de conteúdo semelhante no O Estado de São Paulo, dia 10/12/1976, p. 7, com a manchete “UNITA e FNLA unem-se”. No O Globo, dia 10/02/1976, p. 16, com a manchete “UNITA e FNLA decidem unir-se”.




Jornal: Jornal do Brasil

Data/pg: 11/12/1976 p. 12.

Manchete: “Comissário da ONU diz que Pretória invadirá Angola”

Fonte: Jornal do Brasil

Assunto: A matéria é sobre a declaração/denúncia do Comissário das Nações Unidas para Namíbia, Sean MacBridge, segundo a qual a África do Sul estaria planejando uma invasão a Angola e 50 mil soldados já estariam acampados na faixa de Caprivi, ao longo da fronteira angolana. Acrescenta que o governo de Pretória apresentaria como pretexto o apoio do MPLA aos guerrilheiros da SWAPO.

Ressalta que, como era de se esperar, o Ministro sul-africano, P. Botha, desmentiu as acusações do Comissário e afirmou que seu país iria manter “na zona de operações” todas as tropas que considerasse necessária, para que fosse assegurada a defesa das fronteiras. Todavia, a matéria enfatiza também que dirigentes sul-africanos tinham voltado a defender sua disposição em perseguir os nacionalistas namíbios até o território angolano se isto fosse preciso.

Afirma que “quatro Estados africanos chamados ‘de primeira linha’” estavam organizando uma ponte aérea que se destinava a entregar armas à SWAPO em Angola.

Em Angola, a matéria informa que tropas cubanas e do MPLA haviam neutralizado uma faixa de terreno de cerca de mil metros de comprimento, chamada de “corredor Castro”, ao longo da fronteira com a Namíbia, onde africanos capturados eram fuzilados. Explica que a neutralização fazia parte de uma campanha lançada para que a UNITA fosse eliminada e que a SWAPO havia se aliado ao MPLA, estando seu líder, Sam Nujoma, em Angola, onde treinava seus guerrilheiros.



OBS: Matéria de conteúdo semelhante na Folha de São Paulo, dia 11/12/1976, p. 15, com a manchete “Denunciado plano de guerra contra Angola”. No O Estado de São Paulo, dia 11/12/1976, p. 7, com a manchete “Tensão militar no sul da África”. No O Globo p. 19, com a manchete “ONU denuncia planos de invasão de Angola”.




Jornal: O GLOBO

Data/pg: 21/12/1976 p. 17.,

Manchete: “Juristas pedem tribunal para mercenários”

Fonte: O GLOBO

Assunto: A matéria trata do pedido da Comissão Internacional de Juristas, sediada em Genebra, para que fosse formado um tribunal internacional independente ligado às Nações Unidas, em virtude dos processos contra os mercenários que atuaram na guerra em Angola. Nestes processos, a matéria esclarece que quatro mercenários de um movimento de libertação pró-ocidental foram condenados à morte e outros nove a pesadas penas de prisão. Segundo a Comissão informou, havia sempre o perigo de serem considerados mercenários somente àqueles que perderam a luta, pois àqueles que a ganharam eram conhecidos como “libertadores”.

A Comissão também lançou acusações a Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai, Peru e Uruguai, por terem institucionalizado a repressão e o desrespeito aos direitos humanos.






Jornal: O GLOBO

Data/pg: 22/12/1976 p. 22.

Manchete: “UNITA declara guerra aos guerrilheiros da Namíbia”

Fonte: O GLOBO

Assunto: A matéria informa que a UNITA estava disposta a destruir a SWAPO, ao qual acusava de traição. No Jornal “Johannesburg Star”, Samuel Chwale, Comandante das forças da UNITA, ressaltou que a SWAPO participara de ataques de tropas cubanas e angolanas contra seus guerrilheiros. Acrescentou que a SWAPO devia à UNITA, pois tinha sido ela que treinara seus homens e sem ela não poderiam disparar um único tiro. Defendeu que a aliança da SWAPO com o governo de Angola mostrava quanto oportunista ela era.

OBS: Matéria de conteúdo semelhante no O Estado de São Paulo, dia 22/12/1976, p. 6, com a manchete “URSS propõe auxilio militar contra Smith”. No Jornal do Brasil, dia 22/12/1976, p. 8, com a manchete “UNITA pretende destruir SWAPO”.




Jornal: O GLOBO

Data/pg: 23/12/1976 p. 20.

Manchete: “UNITA diz que controla um terço dos angolanos”

Fonte: O GLOBO

Assunto: A matéria trata da declaração da UNITA, que num primeiro balanço de suas atividades revelou que controlava 5 das 15 províncias angolanas e também um terço da população do país. Ressalta a informação da agencia “África News Service” que afirmou que as forças do MPLA não vinham conseguindo conter as ações da guerrilha no centro-sul do país. Enfatiza que a UNITA dispunha, naquela ocasião, de 5 mil homens “bem armados”.




Jornal: O GLOBO

Data/pg: 28/12/1976 p. 18.

Manchete: “Zâmbia expulsa UNITA”

Fonte: O GLOBO

Assunto: A matéria é sobre a expulsão da UNITA do território Zâmbia, que proibiu quaisquer atividades desse movimento guerrilheiro dentro do país. O Ministro do Interior zambiano, Aarron Milner, esclareceu que a decisão cumpria dispositivo da carta da OUA, segundo a qual afirmava que os Estados-membros não deviam abrigar grupos políticos que lutassem contra governos legais de outros Estados-membros.

OBS: Matéria de conteúdo semelhante no O Estado de São Paulo, dia 28/12/1976, p. 6, com a manchete “Kenneth Kaunda proíbe atuação da UNITA em Zâmbia”. Matéria de conteúdo semelhante na Folha de São Paulo, dia 28/12/1976, p. 8, com a manchete “Governo da Zâmbia retira apoio à UNITA”. No Jornal do Brasil, dia 28/12/1976, p. 8, com a manchete “Zâmbia expulsa membros da UNITA”.




Jornal: O GLOBO

Data/pg: 28/12/1976 p. 18.

Manchete: “Oficiais cubanos desertam”

Fonte: O GLOBO

Assunto: A matéria informa que cento e vinte oficiais e soldados das forças cubanas haviam desertado e cruzado a fronteira para Zâmbia. Os desertores, segundo notícia do “Jornal Novo” (da Zâmbia), teriam pedido asilo político às autoridades zambianas e entrado em contato com a Embaixada Norte-Americana.

Enfatiza que fontes diplomáticas informaram que a Embaixada Soviética em Lukasa vinha tentando convencer o Governo da Zâmbia que entregasse os desertores a Angola.

Ressalta também, que durante as festas natalinas mais de 700 angolanos haviam fugido para Namíbia. As rádios sul-africanas noticiaram que tais angolanos falavam em “novas atrocidades” cometidas pelas forças do MPLA, cubanas e dos guerrilheiros da SWAPO. Acrescenta que 5 mil refugiados estavam em Ovambolândia, aos cuidados da Cruz Vermelha sul-africana e que a maioria deles havia chegado em novembro, quando a guerrilha em Angola fora reiniciada.


OBS: Matéria de conteúdo semelhante no O Estado de São Paulo, dia 28/12/1976, p. 6, com a manchete “Cubanos fogem de Angola”. No Jornal do Brasil, dia 28/12/1976, p. 8, com a manchete “Zâmbia expulsa membros da UNITA”.




Jornal: O GLOBO

Data/pg: 30/12/1976 p. 18.

Manchete: “Angolanos fogem para Zâmbia”

Fonte: O GLOBO

Assunto: A matéria informa que cerca de 200 angolanos haviam refugiado-se na Zâmbia, para fugir dos combates entre as tropas do governo Neto, apoiadas por cubanos, e os guerrilheiros da UNITA. Enfatiza a declaração dada por um estudante, Hudson Petepete, que comentou que ambas as partes estavam bem armadas, todavia, as tropas governamentais dispunham de armamentos mais modernos, o que incluía tanques e metralhadoras.

Esclarece que o Governo da Zâmbia enviara vários caminhões à zona de fronteira com Angola, para que os refugiados fossem recolhidos, todos eles partidários da UNITA.



OBS: Matéria de conteúdo semelhante no Jornal do Brasil, dia 30/12/1976, p. 8, com a manchete “Angolanos ainda se refugiam em Zâmbia”.




Jornal: O Estado de São Paulo

Data/pg: 30/12/1976 p. 8.

Manchete: “UNITA confirma as deserções cubanas”

Fonte: O Estado de São Paulo

Assunto: A matéria afirma que um porta-voz da UNITA, Jeremiah Chitunda, confirmou que pelo menos 142 soldados cubanos haviam desertado de seus postos em Angola e fugido para a Zâmbia “devido a intensificação da guerrilha no país, e as profundas divisões dentro do governo de Luanda”. Chitunda acrescentou que uma das causas das deserções, eram “as profundas divisões ideológicas” entre as facções que compunham o MPLA. Tais divisões teriam tornado-se mais evidentes, quando Agostinho Neto reorganizara seu gabinete, e destituira Nito Alves, “um angolano negro”, do cargo de Ministro do Interior, o que causara insatisfações nas fileiras do MPLA das províncias de Huambo e Bié. Em seguida, matéria possui conteúdo semelhante a do O Globo, dia 30/12/1976, p. 18, com a manchete “Angolanos fogem para Zâmbia”.


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