Análise Global do Exame



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Encontro27.07.2016
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O meu parecer sobre o exame de História A (2ªfase)

Análise Global do Exame

O exame de História A (2ª fase) era demasiado extenso, de tal maneira que só concluí o mesmo um pouco antes do tempo previsto para a finalização do mesmo 16h. Nem houve tempo para rever as minhas respostas, que foram escritas com uma caligrafia pouco cuidada. Claro que ainda tinha os trinta minutos de tolerância, contudo julgo que o exame deveria ser elaborado a pensar em duas horas e não duas horas e meia de duração. Não acredito que quem tenha elaborado este exame, um pouco à semelhança do que aconteceu na 1ª fase, o tenha tentado realizar. Atenção que quando falo em resolver é fazer respostas completas, aquilo que é exigido aos alunos, e não tópicos de resposta. Finalmente, e antes de passar a uma análise mais detalhada aos critérios de correcção emanados do GAVE, sou da opinião que houve um incremento do grau de dificuldade dos exames de História A, em relação ao anos anteriores, com a escolha de documentos que exigiam uma maior capacidade de interpretação por parte dos alunos. Compreendo que a tarefa de elaborar exames nacionais seja complicada, porém julgo que era benéfico que se tentasse manter o mesmo grau de dificuldade. Também não posso deixar de manifestar a minha discordância pelos critérios de correcção que acabam por ser escassos, tendo em conta que é pedido aos alunos para interpretarem a informação dos documentos e mobilizarem os conteúdos que aprenderam durante o ano lectivo.



Análise detalhada

Grupo I

Questão I e II – Critérios bem elaborados tendo em conta as questões. De salientar a magnanimidade do GAVE que apresentou, ao contrário do costume, um elevado número de possíveis itens de resposta.

Grupo II

Questão I – Enuncie três dos aspectos característicos da situação política internacional em que “só os EUA e a URSS eram grandes potências”.

Julgo que a pergunta deveria ter sido formulada de uma maneira mais clara e que permitisse a sua fácil compreensão. O exame deve testar sobretudo os conteúdos adquiridos pelos alunos e não a sua capacidade de interpretação da questão. É óbvio que as perguntas não devem ser básicas, mas também não devem ser o principal entrave para a resposta dos alunos. Aqui encontramos novamente uma escassez dos tópicos de correcção sugeridos pelo GAVE, que foram quatro, já que do meu ponto de vista se conseguiriam facilmente sugerir outros tantos tão correctos e válidos do ponto de vista científico como aqueles que foram apresentados.



Questão II – Compare, relativamente à afirmação política e militar da Europa Ocidental face à liderança dos EUA, a perspectiva expressa no documento 1 com a perspectiva expressa no documento 2.
Sou da opinião que os documentos eram de difícil interpretação, sobretudo o documento 1. Julgo que o documento 1, ao evocar a perspectiva britânica isoladamente, enquanto que o documento 2 aludia a um ponto de vista Europeu, acabava por confundir os alunos tendo em conta o bloco político/geográfico que era alvo da pergunta (Europa). Nesta questão de comparação penso que seria mais adequado escolher documentos que remetessem para a mesma dimensão/espaço como aconteceu no exame da 1ª fase com os textos de Marcello Caetano e Amílcar Cabral.

Questão III – Desenvolva o seguinte tema «A afirmação política e económica da Europa Ocidental, de 1945 a 2007», abordando três dos aspectos a seguir referidos para cada um dos três tópicos de orientação da resposta:

  • A Europa Ocidental no sistema de alianças do mundo capitalista durante a Guerra Fria

  • Consolidação económica da Europa comunitária desde a década de 1980

  • Desafios e dificuldades na constituição de uma unidade política na Europa comunitária

Como habitualmente acontece nesta questão, os itens sugeridos nos critérios de correcção para cada tema são escassos tendo em conta que se pede aos alunos para explanarem o seu pensamento, de acordo com os tópicos sugeridos, mas fazendo uso dos documentos e dos conhecimentos adquiridos. É estranho e ao mesmo tempo incompreensível, que não haja uma uniformidade de exame para exame nos itens dos critérios de correcção para a questão que tem mais pontuação. No da 1ªfase houve temas onde eram sugeridos 6 itens, nos do ano lectivo passado houve com 7 itens e agora no da 2ª fase são fornecidos 5 itens. Deveria haver muito mais cuidado na elaboração desta questão que vale ¼ do exame. Por fim não posso deixar de salientar pela negativa o documento 4. A legenda fornecida não permite uma correcta interpretação do documento dando origem a duas interpretações completamente diferentes. Os gráficos representam o consumo de bens e serviços? O seu fornecimento por parte daqueles pólos económicos? Fazendo o exercício de ir ao site indicado pelo GAVE, de onde foi retirado o documento, notamos que lá ele apresenta uma legenda elucidativa apesar de se destinar a um público mais restrito e profundo conhecedor da economia europeia e mundial (SHARE IN WORLD TRADE IN GOODS; SHARE IN WORLD TRADE IN SERVICES). Qual era o problema em traduzir exactamente como lá estava? Percentagem ou quota parte no comércio mundial em bens e serviços.

Grupo III

Questão I – Referia com base no documento 2, três factores que justificam a imigração para Portugal a partir da década de 90 do século XX.

Do ponto de vista formal julgo que era mais correcto ter trocado a ordem dos documentos. Em primeiro lugar o documento 2 e só depois o documento 1 já que a primeira pergunta remete exclusivamente para o documento 2. No que toca ao documento em si julgo que o mesmo é fraco tendo em conta aquilo que é solicitado na questão. A pergunta colocada remete para a década de 90 do século XX, período que merece uma análise ténue nas linhas finais. Desse modo é fácil perceber que o GAVE “sacudiu água do capote” ao colocar um item… bizarro nos critérios de correcção. Pela leitura dos mesmos ficamos a saber que foi na década de 90, sensivelmente 16 anos depois da Revolução do 25 de Abril que Portugal se consolidou em termos políticos e democráticos.



Questão II - Explique dois dos aspectos característicos de cada uma das questões transnacionais evidenciados nos documento 1 e 2, a da segurança e a das migrações.

Considero que a questão e os tópicos de correcção sugeridos foram adequados, no entanto não posso deixar de salientar que a questão obrigava a um certo grau de desenvolvimento, exigindo tempo que provavelmente já não estava à disposição dos alunos.



Tiago Tadeu, professor de História


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