Ano I nº 18 2 de Abril de 2005



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Ano I nº 18 2 de Abril de 2005


Boletim de Ligação Pastoral da Matriz de São Sebastião




II Domingo da Páscoa

ou Pascoela


I Leitura: Act 2, 42 - 47

II Leitura: I Pe 1, 3-9

Evangelho de Jesus Cristo: João 20, 19 -31

Na tarde daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas as portas da casa onde os discípulos se encontravam, com medo dos judeus, veio Jesus, colocou Se no meio deles e disse lhes: «A paz esteja convosco». Dito isto, mostrou lhes as mãos e o lado. Os discípulos ficaram cheios de alegria ao verem o Senhor. Jesus disse lhes de novo: «A paz esteja convosco. Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós». Dito isto, soprou sobre eles e disse lhes: «Recebei o Espírito Santo: àqueles a quem perdoardes os pecados ser lhes ão perdoados; e àqueles a quem os retiverdes serão retidos». Tomé, um dos Doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. Disseram lhe os outros discípulos: «Vimos o Senhor». Mas ele respondeu lhes: «Se não vir nas suas mãos o sinal dos cravos, se não meter o dedo no lugar dos cravos e a mão no seu lado, não acreditarei». Oito dias depois, estavam os discípulos outra vez em casa e Tomé com eles. Veio Jesus, estando as portas fechadas, apresentou Se no meio deles e disse: «A paz esteja convosco». Depois disse a Tomé: «Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos; aproxima a tua mão e mete a no meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente». Tomé respondeu Lhe: «Meu Senhor e meu Deus!» Disse lhe Jesus: «Porque Me viste acreditaste: felizes os que acreditam sem terem visto». Muitos outros milagres fez Jesus na presença dos seus discípulos, que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram escritos para acreditardes que Jesus é o Messias, o Filho de Deus, e para que, acreditando, tenhais a vida em seu nome.



Palavra da Salvação






Reflexão: A comunidade cristã gira em torno de Jesus, constrói-se à volta de Jesus e é d’Ele que recebe vida, amor e paz. Sem Jesus, estaremos secos e estéreis, incapazes de encontrar a vida em plenitude; sem Ele, seremos um rebanho de gente assustada, incapaz de enfrentar o mundo e de ter uma atitude construtiva e transformadora; sem Ele, estaremos divididos, em conflito, e não seremos uma comunidade de irmãos… Na nossa comunidade, Cristo é verdadeiramente o centro? É para Ele que tudo tende e é d’Ele que tudo parte?

A comunidade tem de ser o lugar onde fazemos, verdadeiramente, a experiência do encontro com Jesus ressuscitado. É nos gestos de amor, de partilha, de serviço, de encontro, de fraternidade, que encontramos Jesus vivo, a transformar e a renovar o mundo. É isso que a nossa comunidade testemunha? Quem procura Cristo, encontra-O em nós?

Não é em experiências pessoais, íntimas, fechadas e egoístas que encontramos Jesus ressuscitado; mas encontramo-l’O no diálogo comunitário, na Palavra partilhada, no pão repartido, no amor que une os irmãos em comunidade de vida. O que é que significa, para mim, a Eucaristia?





AMENDOAS…

Cheira-nos a amêndoas e folares!... Cheira-nos a incenso encandeado pela chama ardente dos círios pascais que junto dos nossos altares ardem! Cheira-nos a esperança, a coelhinhos de múltiplas formas, tamanhos e cores… paira no ar um ar fresco, leve, saboroso até!... E sinto que alguma coisa aconteceu!... sinto que algo de extraordinário se prolonga neste tempo e neste espaço que é o nosso! Afinal, não foi um milagre qualquer, não foi uma palavra ou méis um gesto divino no meio dos nossos humanos gestos: foi, é e sempre será a ressurreição de Cristo! Ele tinha de ressuscitar! Teria que haver um final feliz e vitorioso na história desta humanidade. “Eu sabia que Ele era um Herói!”, segredava-me uma criança em sexta-feira santa contemplando a imagem da Sua morte. Não era possível tudo acabar num sepulcro! Como as crianças reconhecem os sinais, muitas vezes mais rapidamente que os adultos! O Luís percebeu que Ele era um Homem Grande, mais do que perceber, ele acreditava que a morte não tem a última palavra, que o pecado não podia ser o nosso fim último! Ele acreditava que ele está presente, sempre e que está sempre presente

porque soube morrer, porque soube ser sepultado, por isso, soube ressuscitar. O Luís sabia que Ele não estava ali morto, mas que estava vivo no “ovo” do seu coração. Pois é, cada ovo chocado pelo amor traz em si uma vida nova! Cada “ovo” (pessoa) chocado pela eucaristia não só traz como tem em si uma vida nova, vida que só pode vir de Cristo, o importante, é mesmo deixarmo-nos chocar por Ele! Cheira-nos a amêndoas… este tempo dá gosto a amêndoas!...

Amêndoas = AMEN + DOAS

AMEN – Assim seja! Eu acredito – Fé!

DOAS – Doar – Dar – Conceder – Vida!

DAMENDOAS = Eu acredito na vida nova que me dás, Senhor!

Em cada amêndoa uma oração! Uma profissão de fé na ressurreição de Jesus Cristo, na minha ressurreição. Afinal, a vida nova em Cristo é verdadeiramente saborosa! Amêndoas hoje e sempre!

Pe. Norberto Brum


A Renúncia Quaresmal somou 2.840 € e a colecta para a Terra Santa 894,53 €



O triunfo de Cristo é o nosso triunfo! Onde está, ó morte, a tua vitória?
Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, o morte o teu aguilhão? Celebramos, hoje, a vitória da Vida sobre a morte, quando o Cristo, nossa esperança e esperança de toda a humanidade, de toda a criação, tendo vencido o pecado na sua cruz ressuscitou glorioso. Graças rendamos a Deus pela cruz redentora de Cristo. Árdua luta se travou, ansiosamente esperada pela Humanidade desde as suas origens, como recordamos nestes dias sagrados, em que a maldade reuniu todas as suas forças contra o homem Jesus. Mas, hoje, podemos cantar vitoriosos na Missa de Páscoa, antes do Evangelho:

A morte e a vida travaram entre si singular batalha


O Rei da vida, morto, reina vivo!”

O mistério Redentor que celebramos e que vivemos em cada dia, tem dimensões cósmicas. O homem, termo final da criação, tendo rompido a aliança com seu Criador, quis a Ele se igualar, tornar-se o senhor da vida, conhecedor do bem e do mal. Encontrou a morte e experimentou a maldade. No seu orgulho e egoísmo, escraviza a si próprio e as criaturas. É a escravidão da morte, pois, na sua finitude, não logrando tornar-se igual a Deus, ficou sujeito à corrupção. Dessa estrutura de pecado, emergem os frutos do mal e da morte que atacam a humanidade e, por via de consequência, a toda a criação, que geme e se angustia, segundo nos ensina o Apóstolo, suspirando pela libertação dos filhos de Deus. Na plenitude dos tempos, Deus nos mandou seu Filho, que com sua morte venceu a morte e ressuscitado dentre os mortos, deu-nos a vida. O movimento redentor da história é impelido e promovido pela dinâmica redentora de Cristo. O Concílio nos ensina: “A chave, o centro, o fim da história está em seu Mestre e Senhor, Jesus Cristo.” “O mistério do homem só se esclarece no mistério do Verbo encarnado” (Gaudium et spes- 22).

A missão de Cristo é a transformação do mundo, é transformar o coração do homem, é reduzi-lo do pecado para que possa se divinizar. Não se tornar como um deus, mas divinizar a sua natureza, participar da vida divina e santificar todas as coisas. Por isso o Filho de Deus se fez o Cordeiro, a vítima pascal, humilhando-se até a cruz, para que assim fosse exaltado e em sua pessoa a natureza humana.

Podemos então, entoar com toda a Igreja nesta festa, no mesmo hino da missa, um louvor à Vítima Pascal, ao Cordeiro que remiu as ovelhas e, inocente, reconciliou com o Pai os pecadores. No sepulcro, naquela manhã, nada mais foi encontrado. Estava vazio. A morte fora vencida. Maria Madalena e a outra Maria correram então a anunciar a glória do Ressuscitado. A luz deste anúncio, que os apóstolos de todos os tempos fizeram reboar sobre toda a terra, fez renascer nossa esperança. Cremos que Cristo ressuscitou verdadeiramente.

Por Ele deixamo-nos seduzir para morremos para o pecado, libertarmo-nos de todos os laços que nos prendem à maldade. “Nossa vida está escondida com Cristo em Deus”, no aguardo desta prodigiosa libertação que se opera em nós e na história. Parece-nos um processo, muitas vezes, lento. Mas tem o dinamismo do fermento que colocado numa porção de farinha leveda toda a massa. À medida que assumamos e encarnemos em nós o mistério redentor, as conseqüências do pecado irão desaparecendo e veremos brilhar em toda a sua glória o Dia de Cristo, em que Ele, tendo submetido ao seu poder todas as coisas, realizará o sonho de todos nós, entregando ao Pai a Humanidade e todas as criaturas redimidas pelo seu sangue, o sangue do Cordeiro Pascal.

(Comunidade Canção Nova)









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