Ano I nº 20 16 de Abril de 2005



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Ano I nº 20 16 de Abril de 2005


Boletim de Ligação Pastoral da Matriz de São Sebastião




IV Domingo da Páscoa

Dia do Bom Pastor



I Leitura: Act 2

, 36-41 II Leitura: I Pe 2, 20-25


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João (10, 1 – 10)

Naquele tempo, disse Jesus:«Em verdade, em verdade vos digo: Aquele que não entra no aprisco das ovelhas pela porta, mas entra por outro lado, é ladrão e salteador. Mas aquele que entra pela porta é o pastor das ovelhas. 0 porteiro abre lhe a porta e as ovelhas conhecem a sua voz. Ele chama cada uma delas pelo seu nome e leva as para fora. Depois de ter feito sair todas as que lhe pertencem, caminha à sua frente e as ovelhas seguem no, porque conhecem a sua voz. Se for um estranho, não o seguem, mas fogem dele, porque não conhecem a voz dos estranhos». Jesus apresentou lhes esta comparação, mas eles não compreenderam o que queria dizer. Jesus continuo: «Em verdade, em verdade vos digo: Eu sou a porta das ovelhas. Aqueles que vieram antes de Mim são ladrões e salteadores, mas as ovelhas não os escutaram. Eu sou a porta. Quem entrar por Mim será salvo: é como a ovelha que entra e sai do aprisco e encontra pastagem. O ladrão não vem senão para roubar, matar e destruir. Eu vim para que as minhas ovelhas tenham vida e a tenham em abundância».

Palavra da Salvação









Reflexão: ”o Pastor” por excelência é Cristo: Ele recebeu do Pai a missão de conduzir o ”rebanho” de Deus das trevas para a luz, da escravidão para a liberdade, da morte para a vida. O nosso ”Pastor” é, de facto, Cristo, ou temos outros ”pastores” que nos arrastam e que são as referências fundamentais à volta das quais construímos a nossa existência? O que é que nos conduz e condiciona as nossas opções, será Cristo?




É POSSÍVEL A UNIDADE

Saímos há pouco de um acontecimento verdadeiramente impressionante! Não se trata apenas de um acontecimento verdadeiramente natural, como a morte de um humano mas, particularmente daquilo que essa morte provocou! As rádios, os jornais, as televisões tornaram o facto mais universal, facto que por si só, tratando-se de quem era, já era universal. Muitos comentários, diversas opiniões, muitos gestos e manifestações, contudo, e agora que celebramos o Domingo do Bom Pastor, não consegui resistir a um pormenor desta morte. Falamos de João Paulo II, um Homem, um Cristão e um Papa que, pelos quatro pontos cardeais desta terra lutou pela unidade, pelo derrubamento de barreiras e muros, que levou até à exaustão o desejo de Jesus: “que todos sejam um!”. Para além de todos os seus esforços pastorais, para além da sua oração intensa, julgo que foi na sua morte que conseguiu verdadeiramente essa unidade, ainda que por poucos dias ou por algumas horas. No dia das suas exéquias, João Paulo II conseguiu unir todo o mundo, sem dúvida uma maravilhosa forma de terminar o seu pontificado! Todo o mundo parou! Conseguiu colocar grandes inimigos na mesma celebração, conseguiu colocar lado a lado diversos líderes religiosos, conseguiu colocar todas as comunidades e todo o mundo, na mesma hora a rezar, a celebrar Jesus! Maravilha das maravilhas! Ainda que por breves instantes, todo o mundo esteve unido na mesma comunhão!!! O pastor conseguiu reunir as suas ovelhas! As ovelhas reconheceram o seu pastor! A morte foi factor de união!

Parei! O mundo parou! Todos estiveram unidos! Sinal dos tempos: a unidade é possível!

Foi, sem dúvida um dos pontos culminantes do pontificado de João Paulo II: Criar unidade/comunhão no momento da sua morte. Só por isso apetece-me dizer: Obrigado João Paulo II. Diz-se que “por morrer uma andorinha não acaba a primavera”! Pelo facto de morrer uma grande e bela andorinha da Igreja não termina a caminhada da unidade, antes pelo contrário: a morte deste nosso Papa é motivo de continuarmos com mais vigor e determinação este percurso verdadeiramente estimulante e necessário. Este será o maior tributo que podemos prestar a João Paulo II: continuar a trilhar os seus passos.

A morte foi factor de união! A morte é factor de união!

“Creio na comunhão dos Santos”, proclamamos no Símbolo da nossa Fé.

Creio, João Paulo II, que a tua morte não foi em vão! O teu projecto, que foi o de Jesus, será por nós vivido e acolhido.

Agora, que todos colocam os olhos na eleição do nosso Papa, agora que todos fazem previsões e especulam sobre quem será o novo Pastor Universal, já tenho a certeza de quem será que vai continuar a guiar este rebanho: O Espírito Santo! Por isso, nada de preocupações acerca do novo Papa.

João Paulo II: um verdadeiro testemunho de unidade!

No momento do consentimento na celebração do Matrimónio os noivos dizem um ao outro: “… prometo ser-te fiel, amar-te e respeitar-te na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa vida”.

Foi o que João Paulo II fez e viveu: assumir plenamente o seu “Matrimónio” com a Igreja!

Um sentido desafio para mim, para todo o clero, para solteiros e casados!

Afinal é possível a Unidade.

Pe. Norberto Brum









O Mundo está mais pobre
... Nunca estará tudo dito sobre a figura de João Paulo II. Os milhões de palavras escritas e ditas nos mais recentes dias, analisando e comentando a sua acção como chefe da Igreja Católica, não esgotam um dos temas mais apaixonastes da História contemporânea. Uma das lições que nos deixa é sua fidelidade aos valores autênticos. Recusando obedecer às exigências da diplomacia ou seguir as conveniências momentâneas da política. Isso, em nossa opinião não faz dele um conservador, como muitos sectores do pensamento o classificam. João Paulo II não recusou a modernidade e percebeu, como poucos, a evolução da sociedade actual. Mas jamais submeteu aos novos ventos da História os valores e os princípios que informam a Igreja. ... Foi com esta coerência de vida, com a fidelidade a valores que são imutáveis e com a tolerância para com quem pensa de outra forma, que João Paulo II conquistou os jovens, em quem depositava enorme confiança e firme esperança. ...

Gustavo Moura, (in Correio dos Açores, 6/4/05)

A Herança Doutrinal do Papa
São mais de 40 os volumes que reúnem os Ensinamentos de João Paulo II dos seus 26 anos e meio de pontificado. A partir de alguns dos documentos mais importantes do primeiro Papa polaco da história católica, o PÚBLICO apresenta a seguir alguns dos aspectos essenciais de um pensamento rico, diversificado e, por vezes, também muito polémico. Outras sínteses seriam possíveis, para referir temas como as relações da Igreja com os Estados (o Vaticano estabeleceu relações diplomáticas com dezenas de países e celebrou concordatas ou acordos políticos com muitos deles); o diálogo entre ciência e fé (Galileu foi reabilitado e o Papa afirmou que ele não tinha sido um herético); os direitos humanos e a justiça internacional (o Papa insistiu, por exemplo, no perdão da dívida do Terceiro Mundo); a ecologia e o ambiente, na defesa da "integridade da criação"; o valor do sofrimento e das pessoas deficientes numa sociedade que cultua o corpo e a beleza.

JOÃO PAULO II MARCOU A HISTÓRIA
Uma missão que chega ao seu fim. No mundo, ninguém fez tanta diferença como o Papa João Paulo II, que hoje teve sua missão terminada com muito êxito e méritos. A sua vida foi sempre de muitas lutas, sua ousadia conseguiu abrir os olhos de pessoas cheias de preconceitos com as diferenças religiosas e a sua palavra estava à frente de muitos desastres, sociais e naturais, que abalaram o mundo nestes anos.
Apesar de uma saúde debilitada, nunca deixou de realizar suas peregrinações ao redor do mundo para passar a mensagem do evangelho para aqueles que não a conheciam. João Paulo II sempre foi bem recebido de braços abertos.

Por todos os lugares onde passava, todos se mobilizavam para ver “Sua Santidade”, como ele era conhecido em várias partes do mundo.


Toda a sua trajectória foi marcada por fatos importantes que atravessavam seus caminhos, como o atentado, que sofreu em 1981, até as doenças que abalaram a sua saúde ao longo de sua vida. O seu pontificado terminou, mas uma grande Santidade tem a sua trajectória descrita nas nossas páginas.



Ali Agca, o homem que, em 1981, tentou assassinar o Papa, está “profundamente

desgostoso” com a sua morte e vestiu-se de luto na cadeia de Istambul, Turquia, onde cumpre pena.

O seu irmão, Adnan Agca, referiu que ele está “muito triste e que gostaria, se possível, ir a Itália assistir ao funeral de João Paulo II”. Depois de cumprir quase 20 anos de cadeia em Itália, Ali Agca foi extraditado em 2000 para a Turquia, onde cumpre uma condenação de 17 anos por crimes cometidos naquele país. Os motivos que o levaram a tentar matar o Papa na Praça de S. Pedro, em Itália, nunca foram completamente esclarecidos, o que não impediu o Santo Padre de o visitar na cadeia e de o perdoar pessoalmente. O atentado ocorreu no dia 13 de Maio de 1981. Uma das balas disparadas foi retirada do tórax do Pontífice sem ter atingido qualquer órgão vital, uma situação considerada insólita pelos médicos. O Papa interpretou o facto como “o desvio da bala por uma mão materna”. Essa bala ofereceu-a a Nossa Senhora de Fátima. No último livro do Papa, ‘Memória e Identidade’, João Paulo II expressava a sua convicção de que o atentado não foi uma ideia de Agca, a quem classificou de assassino a soldo, mas sim de alguém que foi o verdadeiro “cérebro”. Ali Agca comenta ao irmão: “Era um grande homem, que contribuiu muito para a paz mundial. Gostaria que tivesse vivido mais anos.”




O Primeiro líder Mundial
João Paulo II combinou de forma única três elementos. Foi, durante mais de um quarto de século, o chefe da maior organização supranacional de seres humanos. Acreditava com inabalável convicção que a sua mensagem era universal, aplicando-se igualmente a todos os homens, mulheres e crianças - católicos e não-católicos. E aproveitou a oportunidade tecnológica de levar essa mensagem pessoalmente a quase todos os países da Terra, graças aos aviões a jacto e à televisão. Em resumo, fez do mundo a sua paróquia. Ninguém fizera isto antes. Ninguém podia


Quatro Milhões de fiéis prestam homenagem a João Paulo II
Segundo informações divulgadas pela CNN, Roma prepara-se para acolher o maior número de fiéis alguma vez imaginado e dificilmente superado. Quatro milhões prestam homenagem ao Papa das multidões. O Papa que desafiou “não tenhais medo de Cristo”, hoje no silêncio dos seus restos mortais, desafia-nos: Igreja não tenhas medo dos homens, sois o sal da terra e a luz do mundo.

Crise da Igreja, Crise do homem, Crise de Identidade, onde está a crise?











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