Ano I nº 22 29 de Abril de 2005



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Ano I nº 22 29 de Abril de 2005


Boletim de Ligação Pastoral da Matriz de São Sebastião






VI Domingo da Páscoa


I Leitura: Act 8, 5-8

II Leitura: I Pe 3, 15-18
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João (14, 15-21)

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Se Me amardes, guardareis os meus mandamentos. E Eu pedirei ao Pai, que vos dará outro Defensor, para estar sempre convosco: o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não O vê nem O conhece, mas que vós conheceis, porque habita convosco e está em vós. Não vos deixarei órfãos: voltarei para junto de vós. Daqui a pouco o mundo já não Me verá, mas vós ver Me eis, porque Eu vivo e vós vivereis. Nesse dia reconhecereis que Eu estou no Pai e que vós estais em Mim e Eu em vós. Se alguém aceita os meus mandamentos e os cumpre, esse realmente Me ama. E quem Me ama será amado por meu Pai e Eu amá-lo-ei e manifestar-Me-ei a ele».



Palavra da Salvação
Reflexão:
Jesus garantiu aos seus discípulos o envio de um “defensor”, de um “consolador”, que havia de animar a comunidade cristã e conduzi-la ao longo da sua marcha pela história. Nós acreditámos, portanto, que o Espírito está presente, animando-nos, conduzindo-nos, criando vida nova, dando esperança aos crentes em caminhada. Quais são as manifestações do Espírito que eu vejo na vida das pessoas, nos acontecimentos da história, na vida da Igreja?









Apelos do Papa Bento XVI
...O meu verdadeiro programa de governo é o de não fazer a minha vontade, de não perseguir minhas idéias, mas colocar-me todo à escuta, com toda a Igreja, na Palavra e vontade do Senhor e deixar-me guiar por Ele...
... Rezem por mim! Rezem por mim para que eu aprenda a amar sempre mais o Senhor. Rezem por mim para que eu aprenda a amar cada vez mais o Seu rebanho: vocês, a Santa Igreja, cada um de vocês individualmente e vocês todos juntos! Rezem por mim para que eu não fuja diante dos lobos. Rezemos uns pelos outros para que o Senhor nos conduza e aprendamos a conduzir-nos uns aos outros...

Bento, um nome na História

O nome Bento ganhou particular importância na Igreja com São Bento, o qual nasceu na Núrsia, na Úmbria, por volta do ano 480.

Homem amante das coisas concretas e claras, Bento resumia a sua Regra num lema simples e eficaz: "Ora et Labora" ("Ora e trabalha"), restituindo à ascese cristã o carácter de contemplação e acção, conforme o espírito e a letra do Evangelho. Ele é o fundador do importantíssimo mosteiro do Monte Cassino. A Igreja proclamou-o padroeiro da Europa. A História dos Papas "Bentos" iniciou-se com Bento I, em 575. Bento I tentou a unificação da Itália e confirmou o V Concilio de Constantinopla. São Bento II foi eleito em 684 e cuidou da separação da Igreja do poder Temporal do Imperador Romano. Bento III, eleito em 855, foi um Papa que lutou contra o Anti-Papa Anastácio e empenhou-se na luta contra os Sarracenos. Bento VI converteu o povo Húngaro ao Cristianismo.

O Papa Bento XII residiu em França e reformou as ordens Beneditinas, Franciscana e Dominicana. Já mais próximo dos nossos dias Bento XIV, eleito em 1740, propagou a "Via ­Crucis" e celebrou o 18° Ano Santo. O Papa Bento XV governou a Igreja entre 1914 a 1922 durante a I Guerra Mundial. Defensor da paz, reforçou a necessidade de ter uma postura neutra, promover a paz e acudir aos deslocados e feridos de guerra. Tentou, infrutiferamente, a negociação da paz, sendo excluído das negociações no final da Guerra. Na Igreja promulgou o Codex luris Canonici em 1917. Após o armistício de 1918 dedicou-se à reforma administrativa da Igreja, com o intuito de a adaptar ao novo sistema internacional emergente.







Dois sinais de Deus…
Em dia de festa do Senhor Santo Cristo dos Milagres, e contemplando a imagem do “Ecce Homo”, perguntou intrigada a criança à sábia avó: “ oh avó, porque é que aquele Jesus só tem uma orelha?”. A avó estava perante uma questão difícil como tantas outras que as crianças colocam, mas não se resignou: fixou os olhos novamente na imagem, reparou com o coração o pormenor como que a pedir auxílio e, de uma forma simples e sábia responde ao netinho: “sabes, Jesus só tem uma orelha para que ouça e guarde no coração tudo o que Lhe dizemos, porque se fosse como nós, que temos duas orelhas, corria o risco de, como fazemos, ouvimos com um ouvido e sai tudo pelo outro, assim Ele ouve e não tem hipótese de sair!”. Deus é mesmo assim: escuta atentamente, guarda em Si mesmo tudo aquilo que Lhe confiamos mas guarda não como quem arruma uma peça de museu que o tempo cuidará de empoeirar, mas guarda como quem coloca delicadamente uma peça de oiro ao pescoço. Em Domingo do Senhor Santo Cristo, o sinal de uma orelha só!

O cristão só poderá ser homem de uma orelha só: “quem ouve as minhas Palavras e as guarda…”, é inabalável.

Mas a crianças continuou: “avó, Ele (Jesus) também não tem pezinhos! Que Lhe aconteceu?”. Para quem conseguiu responder à primeira questão, esta certamente não seria de grande dificuldade: “olha, Jesus quando veio à terra, veio para estar sempre ao lados das pessoas, de cada pessoa, mesmo ao lado daquelas que não gostem muito da Sua companhia. Às vezes as pessoas aborrecem tanto Jesus mas Ele nunca se afasta delas; este Jesus não tem pernas que é para, nos momentos de maior abandono e dificuldade não ter a tentação de fugir de junto de nós; sem pés, Ele não pode fugir, assim, temos a garantia de que ele está sempre connosco!”.

Em Domingo do Senhor Santo Cristo, o sinal de não ter pés! O nosso Deus não tem mesmo alternativa: tem de estar sempre do lado dos homens, tem de estar sempre frente a frente ao homem, e Ele é Deus não porque tem muitos súbditos, ou muitos povos de joelhos à Sua frente, é Deus porque, acima de tudo ama e serve todos os homens. Ele hoje vai passar por ti! Certamente vais olhá-Lo, vais poder contemplar a Sua única orelha e a falta de Seus pés. Sem medos e sem vergonhas, pede-Lhe que nos faça semelhantes a Ele: pessoas/cristãos de escuta atenta (uma orelha só) e de presença junto Dele e dos irmãos (sem pés).

O melhor da festa não é esperar por ela mas sim fazer dela sinal de conversão para a minha, para as nossas vidas.

Pe. Norberto Brum



Agenda Paroquial

Confraria do Santíssimo Sacramento - “Fica connosco Senhor” - João Paulo II desafiou-nos a viver este ano e a saborear de uma forma muito concreta o Santíssimo Sacramento da Eucaristia. O mais antigo movimento paroquial é a Confraria do Santíssimo Sacramento.

Neste Ano da Eucaristia e para dar maior visibilidade a esta Confraria convocam-se todos os irmãos para uma assembleia geral a realizar na próxima Terça-feira, dia 4 de Maio, pelas 20:30 Horas.



Celebração do Santo Crisma – Os jovens que completaram o 10º. Ano de Catequese, e depois de uma preparação próxima, serão confirmados (crismados) no dia 3 de Julho pelas 17 Horas.

  • Chamamos à atenção aos Jovens de 18 anos que não fizeram esta caminhada catequética e desejam confirmar-se, devem inscrever-se no Arquivo Paroquial para uma preparação adequada e poderem celebrara o seu crisma no Ano Pastoral 2006.





O português que melhor conhece o Papa

D. Amândio Tomás, Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Évora, terá sido o português que mais conviveu com o actual Papa, Bento XVI. Em Roma, para participar na inauguração solene do Pontificado, recorda dias de amizade passados em Roma e algumas colaborações com o então Prefeito da Congregação para a Doutrina da fé. Reviu a tradução portuguesa do Catecismo da Igreja Católica, e mais recentemente o Cardeal Ratzinger encarregou-o da tradução do resumo que vai sair. Mas recorda sobretudo a amizade que manteve com o actual Papa e a sua simplicidade: "era um homem que se metia aqui na Praça de S. Pedro, com a sua boininha, falava a todos, convivia com todos, porque é muito simples", relata à Agência ECCLESIA.


Foi esse o testemunho que colheu nos momentos em que conviveu com Ratzinger. O primeiro encontro com o Cardeal alemão aconteceu nos primeiros anos em que chegou à Congregação para a Doutrina da fé. O Cardeal Raztinger foi visitar estudantes alemães que estavam a residir no Pontifício Colégio Português, onde D. Amândio foi Reitor durante duas décadas. Logo ali testemunhou a "cultura ímpar" do actual Papa Bento XVI, bem como a sua proximidade e humildade.

"É o homem certo para o tempo em que vivemos", sublinha o Bispo Auxiliar de Évora, apontando a curta duração do Conclave como indicador dessa certeza.



Sobre a imagem que o mundo conserva do Cardeal alemão, D. Amândio diz que decorre da função que ocupava. "Quem vier para a Doutrina da Fé sujeita-se a uma imagem severa", adianta.



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