Ano I nº 27 11 de Junho de 2005



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Ano I nº 27 11 de Junho de 2005


Boletim de Ligação Pastoral da Matriz de São Sebastião








I Leitura: Ex 19, 2-6




XI Domingo do Tempo Comum


II Leitura: Rom 5, 6-11

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus ( 9, 36-10,8)



Naquele tempo, Jesus, ao ver as multidões, encheu-Se de compaixão, porque andavam fatigadas e abatidas, como ovelhas sem pastor. Jesus disse então aos seus discípulos: «A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara». Depois chamou a Si os seus doze discípulos e deu-lhes poder de expulsar os espíritos impuros e de curar todas as doenças e enfermidades. São estes os nomes dos doze apóstolos: primeiro, Simão, chamado Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão; Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o publicano; Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu;
Simão, o Cananeu, e Judas Iscariotes, que foi quem O entregou. Jesus enviou estes Doze, dando-lhes as seguintes instruções: «Não sigais o caminho dos gentios, nem entreis em cidade de samaritanos.



Ide primeiramente às ovelhas perdidas da casa de Israel. Pelo caminho, proclamai que está perto o reino dos Céus. Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, sarai os leprosos, expulsai os demónios. Recebestes de graça, dai de graça».

Palavra da Salvação




Reflexão: Como cenário de fundo desta catequese sobre o envio dos discípulos está o amor e a solicitude de Deus pelo seu Povo. Não esqueçamos isto: Deus nunca se ausentou da história dos homens; Ele continua a construir a história da salvação e a insistir em levar o seu Povo ao encontro da verdadeira liberdade, da verdadeira felicidade, da vida definitiva.

Como é que Deus age hoje no mundo? A resposta que o Evangelho deste domingo dá é: através desses discípulos que aceitaram responder positivamente ao chamamento de Jesus e embarcaram na aventura do “Reino”. Eles continuam hoje no mundo a obra de Jesus e anunciam – com palavras e com gestos – esse mundo novo de felicidade sem fim que Deus quer oferecer aos homens.




DO TREMER DA TERRA AO TREMER DA VIDA

Vivemos em ilhas! Em ilhas que, admiravelmente brotaram de vulcões, que nasceram das lavas escorridas daquelas que agora são pérolas da nossa coroa das nossas ilhas, as lagoas. E encanta-nos saborear a beleza e o ar puro e fresco que brota do verde esperança das nossas terras, e tranquiliza-nos o esvair-se do mar nas areias macias das nossas costas! Mas somos ilhas! E no reverso da medalha desta beleza divina que nos enche a alma sentimos a força da mãe ilha quando se mexe e remexe em seu interior, como que acotovelando-se a si própria. Com ela todos trememos! Trememos no natural medo de que ela se mexa demasiado e nos derrube quanto nos custou a erguer; trememos na dúvida que o suor das nossas casas e vidas com ela tombem: é o preço de sermos ilhas!

Há já algum tempo que a mãe ilha nos vai sacudindo lentamente, ora com maior ora com menos intensidade! E sentimos a sua força como que a provar-nos que, afinal, não somos tão poderosos como nos fazemos por vezes! Somos um povo marcado ao longo da história pela força impetuosa da terra: e caem-nos as casas, monumentos e igrejas, e caem algumas vidas por terra! E fico pensativo! E paro contemplando esta grandeza e esta força e tento, ao saber das batidas da nossa ilha, colher um sinal de Deus, tento cristianizar esta crise sísmica que nos vai inquietando a todos. Quem sabe a nossa terra se sente muito acomodada e reconheça a necessidade de abalar-se a si própria? Quem sabe a nossa terra sente-se demasiada inerte, inactiva e precinta a necessidade de se reestruturar? E, sem medos, e sem pedir licença a quem quer que seja, inicia o seu processo de transformação, de mudar de posição/atitude! Somos assim, como a nossa terra! Andamos por vezes muito acomodados, inertes e a Palavra que habita em nós está como que acorrentada, mas falta-nos, muitas vezes, e quase sempre, a coragem da mãe terra em abanarmo-nos, em sacudir-nos a nós mesmos! Falta-nos, muitas vezes, provocarmos um abalo, um sismo em nossas vidas, um sismo capaz de nos reestrutura, capaz de nos retirar da mornaça em que nos deparamos, da inércia humana e cristã que vivemos. Precisamos de nos abalar, de fazer tremer as estruturas de nossas vidas para que aconteça também um abalo na nossa Igreja. A nossa vida, humana e cristã, precisa de uma autêntica “crise sísmica” para ver se despertamos, se acordamos para a obra maravilhosa que Deus está fazendo no seu povo! A terra treme! Com ela tremamos de medo! A Igreja, a Palavra do Senhor, a Eucaristia têm de fazer estremecer nossas vidas e, contrariamente ao que acontece com os sismos naturais, não podemos, nem devemos, ficar possuídos pelo medo, mas sim pela verdadeira esperança! Pela esperança de que tudo pode ser diferente, pela esperança de que tudo pode ser verdadeiramente bom e belo. Se não nos deixarmos abalar pela Eucaristia… hum!... Sinal de que algo está a falhar e nunca será do lado de Deus! Sinal… sinais!... A terra treme! Cristianizando os factos: não será um sinal de que precisamos de um verdadeiro abalo em nossas vidas e na vida da Igreja? Ao saberes da crise sísmica pensa nisto!

Pe. Norberto Brum





Educação sexual nas escolas

As notícias têm importância. Mas não podem ser, a partir da sua construção espectacular, o inspirador prioritário da reflexão sobre a vida, e ainda menos o guia privilegiado do comportamento social. No campo político, económico, social, religioso ou ético. Por outras palavras: um país não se pode conduzir a partir das caixas altas ou baixas que alimentam grande parte da comunicação social. Uma recente notícia, num semanário, tem gerado sucessivas polémicas e tomadas de posição sobre a educação sexual nas escolas. Nesse sentido tornou-se benéfica. A educação sexual é uma questão séria e importante nas famílias. Em todas as famílias, seja qual for o seu credo ou referencial ético. Trata-se duma realidade vital de cada ser humano, com incidências graves no crescimento afectivo e na complexa teia de elementos ligados ao amadurecimento físico e psicológico das crianças e adolescentes. A escola costuma apresentar-se como instrumento privilegiado de conhecimento, deixando às famílias o papel essencial de educação. Acentua, assim, o seu lugar supletivo e dá aos pais a primeira missão educativa. A Igreja antecipou-se, tanto na escola pública, como na privada, com a ousadia de uma aula de “educação” livre, dedicada a matérias de amadurecimento humano na perspectiva cristã. Sempre procurou distinguir as aulas de educação moral e religiosa, de catequese ou simples formação doutrinal. Muito mais tarde a sociedade acordou para a “educação cívica”. A “educação sexual” nas escolas, como matéria transversal, ou seja, a passar pela intervenção aleatória de todos os professores, parece acarretar complexidades que se não resolvem com a simples necessidade de isso ser preferível à ignorância e, por consequência, mal menor. Sabe-se que, com este método, se tornam possíveis todos os métodos, mentalidades, ideologias e éticas sobre o comportamento humano. E não ficam isentos os conceitos e preconceitos, modas e oportunismos que se impõem por modelos-padrão, quantas vezes esvaziados de qualquer projecto. Uma visão estreita e restritiva de qualquer “professor” improvisado na matéria, redundará na imposição da ideologia do mais fácil, que se traduz na licitude de todos os comportamentos desde que sejam resguardadas as consequências mais penosas. Estamos perante uma matéria em que os discursos técnicos ensinam menos que o acompanhamento próximo e discreto dos pais. Educar, em matéria de sexualidade, não é um simples “matar tabus”, como por vezes se pensa. Implica acompanhamento personalizado sobre uma das pulsões mais sublimes e fortes do ser humano: a transmissão da vida e a plena comunhão afectiva. Trata-se dum gesto humano, primordial, que ultrapassa qualquer descrição puramente mecanicista. É o amor que está em jogo.



Pe. António Rego


Agenda Paroquial

  • Adoração Eucarística: Diariamente das 17 às 18.30, aos Domingos das 16 às 17 horas




  • Segunda Feira, dia 13, dia de Santo António – após as Eucaristias: Benção e distribuição do Pão em louvor de Santo António.




  • Domingo, dia 19 de Junho às 12 h.Festa da entrega do Pai Nosso - (1º. Ano de Catequese)




Caminhada de preparação para o Sacramento da Confirmação
É já no próximo dia 03 de Julho, na Eucaristia das 17h, que o nosso Bispo

vai celebrar com o grupo de Crismandos da nossa Comunidade, o Sacramento da Confirmação.

Desde o início do Ano Pastoral que aquele grupo se vai preparando para tal.

Agora, que pouco tempo nos separa do momento celebrativo, vamos intensificar a preparação para este acontecimento tão importante no itinerário da vida cristã.

Assim, teremos os seguintes momentos mais intensos de preparação:

Dia 21 de Junho – entre as 10h e as 19horas – Encontro / Retiro para os crismandos que frequentam o 10º ano de catequese, no Convento da Esperança.

Todos devem levar o seu farnel para partilhar no almoço.



Dia 22 de Junho – Entre as 20h e as 23 horas – Encontro /Retiro para os crismandos que frequentaram o 10º ano no passado Ano Pastoral, no Centro Paroquial da nossa Paróquia.

Dia 01 de Julho – 19h30 – Celebração Penitencial / Confissões para crismandos, pais e padrinhos, na Igreja Matriz, seguido de ensaio para a celebração.

Depois da celebração deste Sacramento, como culminar de toda a caminhada, teremos um encontro com todos os confirmados no dia 09 de Julho, entre as 15h30 e as 18horas no Pinhal da Paz.

O Grupo de Jovens da nossa Comunidade terá também no dia 02 de Junho, entre as 10h e as 17 horas um dia de encontro/Retiro no Pinhal da Paz.

A TV-Cabo está a promover uma campanha de Powerbox que possibilita aderirmos à Canção Nova (por 5,50 € mensais.)





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