Ano II nº 31 24 de Setembro de 2005



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Ano II nº 31 24 de Setembro de 2005


Boletim de Ligação Pastoral da Matriz de São Sebastião








I Leitura: Is 55, 6 - 9




XXVI Domingo do Tempo Comum


II Leitura: Fil 1, 24 - 27

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus (21,28-32)






Naquele tempo, disse Jesus aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos do povo: «Que vos parece? Um homem tinha dois filhos. Foi ter com o primeiro e disse-lhe: ‘Filho, vai hoje trabalhar na vinha’. Mas ele respondeu-lhe: ‘Não quero’. Depois, porém, arrependeu-se e foi. O homem dirigiu-se ao segundo filho e falou-lhe do mesmo modo. Ele respondeu: ‘Eu vou, Senhor’. Mas de facto não foi. Qual dos dois fez a vontade ao pai?» Eles responderam-Lhe: «O primeiro». Jesus disse-lhes: «Em verdade vos digo: Os publicanos e as mulheres de má vida irão diante de vós para o reino de Deus. João Baptista veio até vós, ensinando-vos o caminho da justiça, e não acreditastes nele; mas os publicanos e as mulheres de má vida acreditaram. E vós, que bem o vistes, não vos arrependestes, acreditando nele».

Palavra da Salvação

A liturgia do 26º Domingo do Tempo Comum deixa claro que Deus chama todos os homens e mulheres a empenhar-se na construção desse mundo novo de justiça e de paz que Deus sonhou e que quer propor a todos os homens. Diante da proposta de Deus, nós podemos assumir duas atitudes: ou dizer “sim” a Deus e colaborar com Ele, ou escolher caminhos de egoísmo, de comodismo, de isolamento e demitirmo-nos do compromisso que Deus nos pede. A Palavra de Deus exorta-nos a um compromisso sério e coerente com Deus – um compromisso que signifique um empenho real e exigente na construção de um mundo novo, de justiça, de fraternidade, de paz. Na primeira leitura, o profeta Ezequiel convida os israelitas exilados na Babilónia a comprometerem-se de forma séria e consequente com Deus, sem rodeios, sem evasivas, sem subterfúgios. Cada crente deve tomar consciência das consequências do seu compromisso com Deus e viver, com coerência, as implicações práticas da sua adesão a Jahwéh e à Aliança. O Evangelho diz como se concretiza o compromisso do crente com Deus… O “sim” que Deus nos pede não é uma declaração teórica de boas intenções, sem implicações práticas; mas é um compromisso firme, coerente, sério e exigente com o Reino, com os seus valores, com o seguimento de Jesus Cristo. O verdadeiro crente não é aquele que “dá boa impressão”, que finge respeitar as regras e que tem um comportamento irrepreensível do ponto de vista das convenções sociais; mas é aquele que cumpre na realidade da vida a vontade de Deus. A segunda leitura apresenta aos cristãos de Filipos (e aos cristãos de todos os tempos e lugares) o exemplo de Cristo: apesar de ser Filho de Deus, Cristo não afirmou com arrogância e orgulho a sua condição divina, mas assumiu a realidade da fragilidade humana, fazendo-se servidor dos homens para nos ensinar a suprema lição do amor, do serviço, da entrega total da vida por amor. Os cristãos são chamados por Deus a seguir Jesus e a viver do mesmo jeito, na entrega total ao Pai e aos seus projectos.


O padroeiro dos políticos

Completam-se, no próximo mês de Outubro, cinco anos sobre a constituição e declaração por João Paulo II, de S. Tomás Moro como patrono dos governantes e políticos. Qualquer simples biografia nos dá a imagem dum homem culto, sagaz, com capacidades governativas e políticas singulares. Nascido em Londres soube, primeiro, governar a sua própria casa na família que constituiu e na forma como reunia filhos, genros, noras e netos. Foi chanceler do Reino e, mais tarde, no reinado de Henrique VIII, eleito pela primeira vez para o Parlamento. Construiu uma carreira brilhante em serviços administrativos, missões diplomáticas, como Juiz Presidente dum importante tribunal e Presidente da Câmara dos Comuns. De moral indefectível, era aberto e divertido, de erudição extraordinária. Em momento particularmente difícil empenhou-se na promoção da justiça e travou com vigor os que procuravam os seus interesses em detrimento dos mais débeis. O texto do Papa que o constitui patrono dos políticos salienta a “firmeza inamovível com que recusava qualquer compromisso contra a própria consciência”. É sabido que entrando em conflito com Henrique VIII foi, primeiro, condenado à pobreza e ao abandono e depois, por sentença do tribunal, decapitado. Em 1535. A chamada de atenção para este homem, canonizado quatrocentos anos após sua morte, reconduz-nos à observação da vida política como acto de nobreza, com todas os valores e energias que merece uma causa pública, um serviço à comunidade, a defesa de princípios, a integridade associada à liberdade interior. Não faz qualquer sentido colocar na primeira linha dos atributos políticos a ausência de escrúpulos, a habilidade para dizer e desdizer, ou mesmo a opacidade em ideias e princípios, por troca duma eficácia imediatista, com fins à vista sem reserva de meios. Nesta operação complexa é tão importante o empenhamento ético dos políticos como das populações que elegem. Os políticos saem do povo e deles são reflexo. Por isso ambos constroem a cidade a partir da dignidade inalienável da consciência - ”o centro mais secreto e o santuário do homem”, como diz o Concílio. Exactamente para aqui é chamado S. Tomás Moro, como padroeiro dos políticos. E neste momento em que se definem e discutem perfis de elegíveis para diversas áreas do poder.


Pe. António Rego

Como não pensar no SENHOR?


Há uns anos fui convidado para fazer uma semana de pregação em certa aldeia do Minho. Para lá caminhei todos os dias, ao fim da tarde, para celebrar e pregar a Palavra de Deus. Por conveniência da vida pastoral, alguns dias ia mais cedo, para atender o povo no sacramento da Reconciliação. Diga-se, com verdade, que o povo era bom, trabalhador, sem grandes problemas, vivendo dum modo simples e muito cristão.

A um dos meus ilustres confessados, depois de ele acusar as poucas faltas que tinha - pecados não os havia -, graças a Deus, perguntei com certa curiosidade, pois me parecia um homem rude, trabalhador do campo, já idoso, mas com alma grande, perguntei, dizia eu: “O senhor reza?” A que ele respondeu: “rezo sim, Senhor Abade”.


E eu, na minha teimosia voltei a insistir: “Reza à noite umas Avé Marias cheia de sono, não?”. O velhote empertigou-se, olhou-me nos olhos e disse: “Ò Sr. Abade, não diga isso. Em quem eu hei-de pensar e falar durante o dia, ao ver o milho a crescer, as árvores a dar fruta, os cachos a engrossar? Em quem, se não em Deus. Passo o dia a pensar n’Ele”.
Eu, pobre confessor, fiquei pequenino e humilde. Tinha diante de mim, conversando comigo, um contemplativo na vida. Talvez um analfabeto, a sua linguagem não era fidalga nem polida, mas um verdadeiro homem de Deus, centrado no essencial. Pensava em Deus ao longo do dia e falava muito com Ele.
Não é esta a intimidade que se espera de todos os cristãos? Não é este jeito de ser contemplativo na vida que é a vocação de todos os baptizados?
Que grande lição me deu aquele meu irmão. Já lá vão muitos anos que isto se passou e ainda hoje recordo o jubiloso acontecimento. Bendito seja Deus por me dar destas lições.
A nuvem de poeira de que vimos falando e escrevendo (esperamos bem não cansar os ilustres leitores), vai impedindo cada vez mais de ver Deus em tudo e tudo em Deus, impedindo esta comunhão e intimidade, esta oração contínua, este saber ficar abismado perante a beleza, o mundo, a vida.
Andamos muito cegos, a sofrer de qualquer doença grave nos olhos da alma e do coração. Precisamos de saber falar com Deus ao longo do dia.
Na rua, no automóvel, no autocarro, no metro, quando vamos ou vimos das compras ou do trabalho, quando nos ocupamos com lides caseiras, quando vemos a beleza das coisas e das pessoas, sempre, sempre... uma palavra, um diálogo, um pensamento para Deus, uma jaculatória. Encher o nosso dia de pequenos telegramas para o Céu, para o Pai, para Jesus, para o Espírito, para a Mãe, a Senhora.
Que não cesse a nossa comunhão e o nosso diálogo, que o nosso pensamento e o nosso coração estejam sempre, ou o maior número de vezes possível, entretidos com Deus e em Deus, uno e trino.
Só nesta intimidade e nesta presença em Deus e com Deus, poderemos ser fermento no meio do mundo, poderemos ser luz que ilumina. Sejamos verdadeiros “portadores de Deus”, unidos a Ele por uma oração contínua, e seremos testemunhas do divino, do evangélico, daquilo que dá paz e alegria.
Mas a nuvem de poeira faz-nos ver só o imediato, o que luz mas não é ouro, o material, o económico, o consumismo desenfreado, a vaidade que se impõe. Embrenhados neste rodopio de vida e de coisas, a nossa contínua união com Deus fica muito raquítica, muito atrofiada.
Não percebemos que tudo nos fala de Deus e que Deus nos fala através de tudo.
Que a nuvem de poeira não nos impeça de ver o “essencial”, e de dialogar com o nosso Deus, uno e trino, de O encontrar em tudo e em todos.
Ele tem sede de nós, da nossa amizade, da nossa oração. E desafia-nos à comunhão e à intimidade.


Pe.Dário Pedroso SJ



Agenda Paroquial

Horário das Eucaristias:

Matriz - De Segunda a Sábado: - 8,30 -12,30 – 18,30

Domingo : 10 – 12 – 17 h

N. Srª. das Mercês: Quarta às 19 h, Sábado às 18 h e Domingo às 11 h


Formação de Catequistas: 3ª e 4ª. Feiras às 20,30 horas no Centro Pastoral da Matriz
Reunião Geral de Pais : Quinta Feira às 20,30 na Igreja Matriz








Por nomeação do Senhor D. António, o Reverendo Padre Norberto Brum, vai exercer o seu munus sacerdotal da Zona Poente da Ouvidoria de Ponta Delgada. A Paróquia Matriz de São Sebastião, reconhecida deseja-lhe um bom trabalho Pastoral para bem do Reino de Deus.

Também por nomeação da Diocese o Reverendo Padre José Maria Almeida, passa a colaborar nesta Paróquia como Vigário Paroquial, a quem saudamos com alegria.





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