Ano II nº 34 15 de Outubro de 2005



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Ano II nº 34 15 de Outubro de 2005


Boletim de Ligação Pastoral da Matriz de São Sebastião








I Leitura: Is 45, 1 - 6




XXIX Domingo do Tempo Comum


II Leitura: I Tes 1, 1 - 5

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus (22, 15 - 21)






Naquele tempo, os fariseus reuniram-se para deliberar sobre a maneira de surpreender Jesus no que dissesse. Enviaram-Lhe alguns dos seus discípulos, juntamente com os herodianos, e disseram-Lhe: «Mestre, sabemos que és sincero e que ensinas, segundo a verdade, o caminho de Deus, sem Te deixares influenciar por ninguém, pois não fazes acepção de pessoas. Diz-nos o teu parecer: É lícito ou não pagar tributo a César?». Jesus, conhecendo a sua malícia, respondeu: «Porque Me tentais, hipócritas? Mostrai-me a moeda do tributo». Eles apresentaram-Lhe um denário, e Jesus perguntou: «De quem é esta imagem e esta inscrição?». Eles responderam: «De César». Disse-lhes Jesus: «Então, daí a César o que é de César e a Deus o que é de Deus».
Palavra da Salvação

A liturgia do 29º Domingo do Tempo Comum convida-nos a reflectir acerca da forma como devemos equacionar a relação entre as realidades de Deus e as realidades do mundo. Diz-nos que Deus é a nossa prioridade e que é a Ele que devemos subordinar toda a nossa existência; mas avisa-nos também que Deus nos convoca a um compromisso efectivo com a construção do mundo.

O Evangelho ensina que o homem, sem deixar de cumprir as suas obrigações com a comunidade em que está inserido, pertence a Deus e deve entregar toda a sua existência nas mãos de Deus. Tudo o resto deve ser relativizado, inclusive a submissão ao poder político.

A primeira leitura sugere que Deus é o verdadeiro Senhor da história e que é Ele quem conduz a caminhada do seu Povo rumo à felicidade e à realização plena. Os homens que actuam e intervêm na história são apenas os instrumentos de que Deus se serve para concretizar os seus projectos de salvação.

A segunda leitura apresenta-nos o exemplo de uma comunidade cristã que colocou Deus no centro do seu caminho e que, apesar das dificuldades, se comprometeu de forma corajosa com os valores e os esquemas de Deus. Eleita por Deus para ser sua testemunha no meio do mundo, vive ancorada numa fé activa, numa caridade esforçada e numa esperança inabalável.


O lugar da afectividade na educação

“Educar não é formatar, não é endoutrinar... a educação é sempre uma proposta de alguém que transmite ao outro o melhor que tem. E nós só podemos transmitir ao outro o melhor que temos se o amarmos” – disse o presidente da Comissão Episcopal da Educação Cristã, D. Tomaz Silva Nunes, no dia do educador cristão (8 de Outubro), no Colégio de S. João de Brito, em Lisboa. como a educação “é sempre uma troca” – sublinha o prelado -, o educador também se educa na medida “em que se compromete nesta aventura da educação”. Por isso – realça o director do Secretariado Nacional da Educação Cristã, Pe. Augusto Cabral – “a nossa preocupação é fazermos uma educação de qualidade, com projecto, reconhecida cientificamente, com um integralidade da pessoa ao serviço do mundo e do Reino de Deus”. Integrada na Semana Nacional da Educação Cristã, nesta actividade a psicóloga, Cristina Sá Carvalho, partilhou com os participantes que o ser humano “é tanto intelecto como afecto.



A dominante afectiva é fundamental para aquilo que nós habitualmente na escola chamamos a qualidade da relação pedagógica”. Nesta linha da afectividade, D. Tomaz Silva Nunes salienta que “gostaríamos que toda a gente atingisse patamares mais elevados da realização da vida através da afectividade, e isso só pode acontecer se ela for olhada como expressão pessoal, relacional e transcendente”
E completa: “há muitas formas de entender hoje a vida afectiva que estão longe de corresponder a um conceito mais profundo de amor”.

Terminou a primeira das três semanas que há-de durar este Sínodo dos Bispos sobre a Eucaristia. As longas sessões diárias foram quase todas preenchidas por comunicações dos 256 Bispos participantes, comunicações escritas e previamente entregues, para que o serviço de tradução simultânea em 5 línguas as possa previamente traduzir.


Duram no máximo 6 minutos, electronicamente assinalados e terminados com o corte do microfone! Se assim não fosse, como poderiam ainda falar muitos outros que esperam por vez?
“Que os cristãos que celebram a Eucaristia dêem sinais claros de caridade efectiva e concreta a favor dos mais necessitados” – Esta uma afirmação escutada, saída do coração de um Bispo da América Latina, como outras semelhantes, vindas de participantes das igrejas do hemisfério Sul.
Os da Europa, mostram-se preocupados sobretudo com a progressiva secularização, que leva a uma baixa acentuada da frequência dominical. Mas nem tudo são lamentos: surgem por vezes testemunhos edificantes da África, a relatarem-nos a festa que é a Missa Dominical; e como não havia eu de me emocionar, ao ouvir Bispos da Índia a descrever-nos a importância que continua a ter a adoração ao SS. Sacramento, até pela noite fora… Ah! Portugal missionário, que nem tu calculas a fé que semeaste!
“Uma verdadeira floresta”, exclamava um Bispo, pedindo uma síntese de tantas questões referidas: Beleza da Eucaristia, liberdades litúrgicas, desvios teológicos, expressão de unidade, falta de padres, urgência de catequese, modos de comungar, qualidade das celebrações, imperativos de inculturação…
A segunda semana, já com reuniões feitas por grupos linguísticos, vai ajudar a arrumar a mesa. E não será difícil, uma vez que alguns assuntos se vêm naturalmente acentuando. Entre eles, o cuidado em não reduzir a mesa da Eucaristia a um convívio entre irmãos, pois que ela é, antes de mais, comunhão com o Cordeiro sacrificado; e também os problemas levantados pela falta de sacerdotes, com a procura de soluções para ela.
O Santo Padre apareceu em todas a sessões e esteve presente em quase toda a sua duração. Impressiona-nos nele a simples proximidade, como nos sensibilizou também o seu propósito de nos acompanhar numa hora de adoração ao SS. Sacramento, que vamos fazer em S. Pedro, às 17,00 horas de segunda-feira, dia 17.
Que Coimbra nos acompanhe nesta hora de contemplação diante do Cordeiro Imolado.

+ Albino Mamede Cleto, Bispo de Coimbra

O Sínodo dos Bispos

dedicado à Eucaristia concluiu a primeira semana resumindo em sete temas:



Assim, «sacrifício» e «banquete» são duas menções recorrentes pelos membros do Sínodo. Neste contexto, marcam-se «as experiências de martírio contemporâneo, não só de pessoas conhecidas, mas também do sofrimento cotidiano de tanta gente».

O segundo tema é o das «finalidades da Eucaristia», sua dimensão vertical --encontro com Deus-- e sua dimensão horizontal – comunitária - em um mundo que tem fome material e espiritual.
O terceiro tema refere-se a questões normativas e de abusos, com algumas referências ao Concílio Vaticano II e também ao Concílio de Trento no que concerne à presença real da Eucaristia.

O «ars celebrandi» ou arte da celebração é o quarto tema no qual se discute, por exemplo, sobre a oportunidade de receber a comunhão na mão ou na boca, o lugar central que deve ter o sacrário em uma igreja, ou a necessidade da adoração e do silêncio.

O quinto tema é o do diálogo ecumênico e a intercomunhão - a possibilidade de administrar a comunhão sacramental a cristãos de outras confissões.

O sexto tema faz referência à relação da Eucaristia com os demais sacramentos, pois a Eucaristia é «sacramento de sacramentos», os padres sinodais querem que se insista particularmente na relação de «Eucaristia e Penitência» e que se faça uma «catequese integral», capaz de vincular os diferentes sacramentos entre si.

O sétimo e último tema é o da «reconciliação que deve levar à paz». Os participantes insistem na necessidade de que a Igreja seja instrumento de reconciliação, e que a Eucaristia sirva como experiência.

Agenda Paroquial

Horário das Eucaristias:

Matriz - De Segunda a Sábado: - 8,30 -12,30 – 18,30

Domingo : 10 – 12 – 17 h

N. Srª. das Mercês: Quarta às 19 h, Sábado às 18 h e Domingo às 11 h


Conselho Pastoral: Por convocatória do Pároco, irá reunir no próximo dia 3 de Novembro pelas 20,30 horas no Centro

Pastoral da Matriz.


13 de Outubro: Tarde Eucarística das 17 às 18 Horas




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