Ano II nº 37 6 de Novembro de 2005



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Ano II nº 37 6 de Novembro de 2005


Boletim de Ligação Pastoral da Matriz de São Sebastião








I Leitura: Sab 6,12-16




XXXII Domingo do Tempo Comum


II Leitura: 1 Tes 4,13-18

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus (25,1-13)



Naquele tempo, Disse Jesus aos seus discípulos a seguinte parábola: «O reino dos Céus pode comparar-se a dez virgens, que, tomando as suas lâmpadas, foram ao encontro do esposo. Cinco eram insensatas e cinco eram prudentes. As insensatas, ao tomarem as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo,
enquanto as prudentes, com as lâmpadas, levaram azeite nas almotolias. Como o esposo se demorava, começaram todas a dormitar e adormeceram. No meio da noite ouviu-se um brado: ‘Aí vem o esposo; ide ao seu encontro’. Então, as virgens levantaram-se todas e começaram a preparar as lâmpadas. As insensatas disseram às prudentes: ‘Dai-nos do vosso azeite, que as nossas lâmpadas estão a apagar-se’. Mas as prudentes responderam: ‘Talvez não chegue para nós e para vós. Ide antes comprá-lo aos vendedores’. Mas, enquanto foram comprá-lo, chegou o esposo. As que estavam preparadas entraram com ele para o banquete nupcial; e a porta fechou-se. Mais tarde, chegaram também as outras virgens e disseram: ‘Senhor, senhor, abre-nos a porta’. Mas ele respondeu: ‘Em verdade vos digo: Não vos conheço’. Portanto, vigiai, porque não sabeis o dia nem a hora.

Palavra da Salvação



A liturgia do 32º Domingo do Tempo Comum convida-nos à vigilância. Recorda-nos que a segunda vinda do Senhor Jesus está no horizonte final da história humana; devemos, portanto, caminhar pela vida sempre atentos ao Senhor que vem e com o coração preparado para o acolher. Na segunda leitura, Paulo garante aos cristãos de Tessalónica que Cristo virá de novo para concluir a história humana e para inaugurar a realidade do mundo definitivo; todo aquele que tiver aderido a Jesus e se tiver identificado com Ele irá ao encontro do Senhor e permanecerá com Ele para sempre. O Evangelho lembra-nos que “estar preparado” para acolher o Senhor que vem significa viver dia a dia na fidelidade aos ensinamentos de Jesus e comprometidos com os valores do Reino. Com o exemplo das cinco jovens “insensatas” que não levaram azeite suficiente para manter as suas lâmpadas acesas enquanto esperavam a chegada do noivo, avisa-nos que só os valores do Evangelho nos asseguram a participação no banquete do Reino.
A primeira leitura apresenta-nos a “sabedoria”, dom gratuito e incondicional de Deus para o homem. É um caso paradigmático da forma como Deus se preocupa com a felicidade do homem e põe à disposição dos seus filhos a fonte de onde jorra a vida definitiva. Ao homem resta estar atento, vigilante e disponível para acolher, em cada instante, a vida e a salvação que Deus lhe oferece.
Dia da Igreja Diocesana dos Açores celebrado no Pico


Associado ao aniversário da criação da Diocese de Angra, pela primeira vez, a Ilha do Pico acolhe as comemorações do Dia da Igreja Diocesana, que terá o seu ponto alto na Solene Eucaristia do Domingo, dia 6 de Novembro, na Igreja Matriz de Santa Maria Madalena. As comemorações do Dia da Igreja Diocesana realizar-se-ão de 3 a 6 de Novembro de 2005, destacando-se no dia 3 de Novembro, a reunião do Conselho Pastoral de Ilha com a Vigário Geral da Diocese, onde será lançada a preparação da próxima Visita Pastoral do Senhor Bispo a todas as Paróquias do Pico, em Fevereiro próximo. A 4 de Novembro haverá em São Roque a Celebração Eucarística de Acção de Graças pelas Bodas de Diamante Sacerdotais do Reverendo Pe. José Idalmiro Ferreira (1945-2005), numa justa homenagem da Diocese, Ilha do Pico, Zona Pastoral de São Roque e muito particularmente das últimas paróquias onde paroquiou, São Roque e Santo António. No sábado destaca-se a abertura oficial, ao nível Diocesano, da Semana dos Seminários, com uma Vigília de Oração na Matriz das Lajes, presidida pelo Reitor do Seminário Episcopal de Angra, estando presentes dois seminaristas diocesanos, em representação do Seminário. O dia grande será celebrado no Domingo, 6 de Novembro, na Igreja Matriz da Madalena, assinalando-se o Dia da Igreja Diocesana e o encerramento Diocesano do Ano da Eucaristia. Durante toda a manhã de Domingo haverá Adoração Eucarística, sendo a última hora de




adoração orientada pela Ouvidoria da Horta. Pelas 15 horas a Solene Eucaristia presidida pelo Prelado Diocesano, D. António de Sousa Braga e concelebrada pelo clero do Pico e do Faial. Terminada a Eucaristia, em manifestação pública de fé, percorrerá as principais artérias da Vila da Madalena, a procissão do Santíssimo Sacramento, em que se incorporarão todos os fiéis presentes, destacando-se as representações de todas as Paróquias do Pico e do Faial e as três filarmónicas do concelho da Madalena. As comemorações do Dia da Igreja Diocesana terminarão com um Te-Deum de Acção de Graças no encerramento Diocesano do Ano da Eucaristia.


A psicologia redescobre o poder do perdão (... continuação)

--Que conselho daria às pessoas que estão com dificuldades particulares em perdoar os outros, como aqueles que perderam entes queridos no 11 de setembro?

Perdoar os outros não é uma acção de uma vez, como acender um interruptor de luz para banir a escuridão. Para a maioria de nós, o perdão é a jornada de carregar nossa cruz por aquele que nos feriu. Isto requer gentileza e paciência consigo mesmo e com o tempo que leva. Aprendemos muito quando aceitamos o peso e a dor da cruz.





Então, para aqueles que não podem perdoar, eu pergunto: “Você está pronto para explorar o que o perdão é e não é?” Tal pergunta não pede à pessoa para perdoar, mas ao contrário examinar o que o perdão é. Se uma pessoa examinou a dimensão do perdão, eu pergunto: “Você está pronto para examinar o perdão em sua mais básica forma para com quem o feriu? Você está disposto a tentar não fazer mal a esta pessoa?” Note que esta pergunta não pede que a pessoa ame o ofensor, mas que evite o negativo, evitar o mal até formas subtis. Depois vem a pergunta “Você deseja o bem à pessoa?” Perceba que isto troca o foco para o positivo, para pelo menos um desejo, senão um ato deliberado para o bem em outra pessoa. Todas estas perguntas têm a intenção de mover a pessoa ofendida a um pouco mais perto do amor. Se a pessoa ainda refuta em perdoar, devemos perceber que seu enfático “não” hoje não é necessariamente a palavra final. Essa pessoa pode mudar amanhã.

Como o aspecto de fé e imitação de Cristo acrescenta ao entendimento do perdão? Cristo é amor. O perdão em nossa parte é um ato de amor. Quando as pessoas perdoam, estando elas cientes disso ou não, elas estão entrando no amor de Cristo como exemplificado pela cruz. A minha colega Jeanette Knutson finalmente pegou esse insight em minha cabeça. Através dos anos, eu percebi um grande mistério, como apresentou a obra do Papa João Paulo II o grande “Salvific Dolores”, que perdoar é entrar no sofrimento redentor pela outra pessoa. Juntamo-nos a Cristo em sua cruz pela salvação daquele que nos ofendeu. Para deliberadamente dizermos “sim” a isso é grande alegria apesar do sofrimento. Perdoar é dar significado ao sofrimento que se teve por causa do pecado de um outro. Na verdade, seguindo o ensinamento do Cardeal Kasper em seu livro, “Sacramento da Unidade”, não apenas imitamos Cristo como perdoamos, entramos na união com ele. Novamente, isto é um grande mistério análogo ao casamento de Cristo e sua Igreja. Quando perdoamos experimentamos este tipo de união com ele pelo amor da outra pessoa. Então, Deus em sua sabedoria arranjou por muitas formas que nós nos unamos a seu Filho: através de ser uma parte de seu corpo a Igreja, através da Eucaristia, e através do amor e perdão incondicional para com os outros. Precisamos fazer este ponto mais frequentemente e mais claro para as pessoas que querem aprender mais sobre o perdão.

Quais projectos você listou através do instituto do perdão? Para a próxima década ou duas, trabalharemos por conta de crianças feridas nas guerras e outros ambientes violentos através de programas de educação no perdão em escolas, casas e casas de adoração. O perdão foi ignorado pela maior parte dos movimentos pela paz, mas sem o perdão não pode haver paz. Porque leva tempo para aprender sobre o perdão e o apreciar, começamos com crianças a aumentar a probabilidade que elas aprenderão suas lições bem. Então, tentamos convencer os que trabalham com filantropia que o perdão, especialmente centrado na criança, deve ser uma parte de qualquer esforço para a paz. É uma dura venda. Como um projecto relacionado a ajudar crianças, precisamos ajudar os pais. Muito frequentemente nas áreas de guerra, as pessoas se casam com feridas profundas e raivas que vão às gerações passadas. Queremos ter programas de perdão para os pais para que eles possam reduzir sua própria raiva e não a passarem para seus filhos. Essencialmente, tentaremos introduzir a noção da escola, da casa, e da casa de adoração como “comunidades do perdão”, onde as pessoas se encorajem umas às outras em seu mistério de perdão. Poderemos ter recursos para criar tais comunidades de perdão?
Valorizar o sentido cristão do Domingo

D. António Sousa Braga sublinha na mensagem para o dia da Igreja diocesana que a Eucaristia


“Há muita coisa que a Igreja faz e deve fazer neste mundo, não tanto por ser Igreja, mas por ser simplesmente companheira da viagem da vida, na história humana. A Igreja tem de ser solidária com as lutas comuns da humanidade” – afirma D. António Sousa Braga, bispo de Angra, numa mensagem para o Dia da Igreja Diocesana, a celebrar dia 6 de Novembro. O Dia da Igreja Diocesana, a assinalar em cada Paróquia ou a nível de Ouvidoria e em todas as instâncias eclesiais, “é o momento oportuno, para dar a conhecer e assumir a programação pastoral deste ano: a espiritualidade do Domingo, dia de descanso, para ser santificado com a participação na Eucaristia, que plasma a identidade cristã e a própria vivência do Domingo” – refere o prelado. O sentido cristão do Domingo “parte da Missa, mas vai para além da Missa”, proporcionando o “crescimento humano e espiritual, promovendo a regeneração das relações familiares e comunitárias, enriquecendo a vida social e cultural” – escreveu na mensagem aos cristãos dos Açores. Com o intuito de ajudar no crescimento da fé – sublinha D. António Sousa Braga - as Jornadas de Liturgia, previstas para S. Miguel, de 21 a 24 de Novembro p.f. e para o Pico, de 30 de Janeiro a 2 de Fevereiro de 2005,serão um contributo importante para a concretização destes objectivos. O mesmo se diga da Semana Bíblica Diocesana, que este ano terá lugar na Ilha Terceira, subordinada ao tema: «Da Palavra à Eucaristia». Neste Dia da Igreja Diocesana, inicia-se a Semana dos Seminários. “É, antes de mais, um momento propício de oração fervorosa e confiante ao Senhor da Messe, para que mande operários para a Sua Messe”. Neste ano escolar, os seminaristas são 21: 14 do Curso Teológico e 7 do Secundário. A distribuição por Ilhas é a seguinte: 8 de S. Miguel, 4 da Terceira, 3 do Faial, 3 de S. Jorge, 2 do Pico e 1 de Santa Maria. “«A Messe é grande, mas os trabalhadores são poucos»! Urge, pois, revitalizar a Pastoral Juvenil Vocacional, com trabalho efectivo no terreno, que não depende apenas da coordenação diocesana, mas também e, sobretudo, do empenhamento concreto a nível de Ilha” – pede o bispo de Angra.


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