Ano II nº 39 19 de Novembro de 2005



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Ano II nº 39 19 de Novembro de 2005


Boletim de Ligação Pastoral da Matriz de São Sebastião








I Leitura: Ez 34, 11 - 17




Solenidade de Cristo Rei


II Leitura: I Cor 15, 20 - 28

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus (25, 31- 46)



Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Quando o Filho do homem vier na sua glória com todos os seus Anjos, sentar-Se-á no seu trono glorioso. Todas as nações se reunirão na sua presença e Ele separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos; e colocará as ovelhas à sua direita e os cabritos à sua esquerda. Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: ‘Vinde, bem ditos de meu Pai; recebei como herança o reino que vos está preparado desde a criação do mundo. Porque tive fome e destes-Me de comer; tive sede e destes-me de beber; era peregrino e Me recolhestes; não tinha roupa e Me vestistes; estive doente e viestes visitar-Me; estava na prisão e fostes ver-Me’. Então os justos Lhe dirão: ‘Senhor, quando é que Te vimos com fome e Te demos de comer, ou com sede e Te demos de beber? Quando é que Te vimos peregrino e te recolhemos, ou sem roupa e Te vestimos? Quando é que Te vimos doente ou na prisão e Te fomos ver?’ E o Rei lhes responderá: ‘Em verdade vos digo: Quantas vezes o fizestes a um dos meus irmãos mais pequeninos, a Mim o fizestes’. Dirá então aos que estiverem à sua esquerda: ‘Afastai-vos de Mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o demónio e os seus anjos. Porque tive fome e não Me destes de comer; tive sede e não Me destes de beber; era peregrino e não Me recolhestes; estava sem roupa e não Me vestistes; estive doente e na prisão e não Me fostes visitar’. Então também eles Lhe hão-de perguntar: ‘Senhor, quando é que Te vimos com fome ou com sede, peregrino ou sem roupa, doente ou na prisão, e não Te prestámos assistência?’ E Ele lhes responderá: ‘Em verdade vos digo: Quantas vezes o deixastes de fazer a um dos meus irmãos mais pequeninos, também a Mim o deixastes de fazer’. Estes irão para o suplício eterno e os justos para a vida eterna».

Palavra da Salvação

Celebramos a Solenidade de Jesus Cristo, Rei e Senhor do Universo. A primeira leitura utiliza a imagem do Bom Pastor para apresentar Deus e para definir a sua relação com os homens. A imagem sublinha, por um lado, a autoridade de Deus e o seu papel na condução do seu Povo pelos caminhos da história; e sublinha, por outro lado, a preocupação, o carinho, o cuidado, o amor de Deus pelo seu Povo. O Evangelho apresenta-nos, num quadro dramático, o “rei” Jesus a interpelar os seus discípulo acerca do amor que partilharam com os irmãos, sobretudo com os pobres, os débeis, os desprotegidos. A questão é esta: o egoísmo, o fechamento em si próprio, a indiferença para com o irmão que sofre, não têm lugar no Reino de Deus. Quem insistir em conduzir a sua vida por esses critérios, ficará à margem do Reino. Na segunda leitura, Paulo lembra aos cristãos que o fim último da caminhada do crente é a participação nesse “Reino de Deus” de vida plena, para o qual Cristo nos conduz. Nesse Reino definitivo, Deus manifestar-se-á em tudo e actuará como Senhor de todas as coisas.


Relíquias de Santa Teresinha

Por relíquias entende-se o “resto” material dos corpos dos santos, bem como, em sentido mais lato, objectos pertencentes e usados por santos: vestes, livros, objectos de devoção, instrumentos de penitência. Com o decorrer do tempo o conceito estendeu-se a tecidos ou objectos que tocaram o sepulcro de um santo. Também se concede o título de relíquias a objectos relativos à memória da vida de Jesus, de Maria ou dos apóstolos (p. ex. Coluna da flagelação, véu da Verónica, etc.). Entram ainda no conceito as relíquias de sangue de alguns mártires. Podemos considerar que o primeiro acto cristão de veneração das relíquias se deve a José de Arimateia, quando pediu a Pilatos o corpo de Jesus. Os romanos, apesar de execuções cruéis, depois da morte dos condenados entregavam facilmente o seu corpo a quem o solicitasse. Também do protomártir Estêvão se afirma que os cristãos o depuseram em lugar honrado (Act.8,2) e em 415 é trasladado para dentro da cidade em ordem a levantar uma basílica A Igreja aprovou e acalentou o culto e a devoção às santas relíquias, mas sempre atenta para conduzir a uma recta actuação do culto em espírito e verdade e referido a Deus. A devoção às relíquias não faz parte constitutiva da fé e não há obrigação de as venerar, mas também não é lícito desprezar ou acusar de superstição as várias formas de devoção. São relativas a Deus e só a Ele o culto de adoração absoluta em espírito e verdade é devido. Há vantagens na vida cristã para a veneração das relíquias, com usos para-litúrgicos e formas equilibradas de devoção pessoal. Compete aos pastores e aos estudiosos averiguar o carácter autêntico das relíquias e se for provada a não autenticidade não devem mais ser expostas à veneração dos fiéis, mas apenas conservadas como recordação histórica. A história das relíquias está envolvida por maravilhas de fé, de conversões e de heroísmos. As relíquias, sob o olhar de fé em Deus, são sinais da vida de quem recordam e a sua visibilidade e proximidade podem ser fonte de graça e rio de fervor.











Violência à porta (Comentário do Pe António Rego)

Voltámos a Maio de 68? O que se tem passado em França de violência é um sinal dos novos tempos? Da abertura das fronteiras, do despovoamento das aldeias? Da deformação das grandes cidades? Dos subúrbios como lugares menores mas repletos de juventude e vigor, ao contrário dos centros onde, simultaneamente apodrecem as pessoas e as casas? A mistura descoordenada de raças e povos, empurrados para a margem da vida, onde o local é um simples indicador? Paris tem estado a arder e os sinais externos que nos chegam, parecem configurar uma simples inabilidade política momentânea, ou uma falta de jeito democrático para utilizar forças de segurança em defesa de vítimas? também a questão ideológica já abundantemente exibida: que política de segurança, diálogo, desrespeito pelas minorias - que serão cada vez menos minoria - terá desaguado numa desordem pública sem precedentes e sem controlo? Que fará melhor a esquerda que a direita? Existem elementos comuns: jovens e adolescentes; falta de ocupação, vida sem projecto, ghetos progressivos convertidos em gangs de cidade (quem não lembra West Side Story?) onde ainda era possível cantar I like to be in América..?) Não há uma canção ou um slogan de registo que desenhe a utopia explosiva desta geração.


Eis uma pergunta importante: onde querem viver estes jovens, portadores de outros genes culturais e embutidos, à força, numa sociedade, por imperativo de sobrevivência e desejo de melhorias dos próprios pais? Estes jovens de outras culturas, credos e raças estão na Europa porque os pais quiseram um futuro melhor para eles. E assim chegamos ao ponto de partida: o desenvolvimento a que todos os países e regiões têm direito. al como a gripe das aves, quem pode demarcar as fronteiras desta raiva incontida que rapidamente se espalha em adolescentes e jovens de qualquer parte do mundo? ue armas tem a Europa para este combate, na sequência do terrorismo que, em cada dia, se torna mais absurdo, imprevisto e ameaçador? Que novos indicadores estão latentes neste tresloucado fenómeno? com esta realidade que temos de viver. Tentando deslindar os porquês e aplicando rigorosamente o que nos parece o único caminho em condições para oferecer uma resposta: o humano, com uma compreensão generosa sobre o todo. Só com força de choque e discursos auto-justificativos de ministros, não se vai lá. A questão é muito mais que política. É uma questão moral.


Para evangelizar é preciso aprender a amar», diz Cardeal-Patriarca de Lisboa

«Para evangelizar é preciso aprender a amar» e «para aprender a amar basta deixar-se amar». Esta foi a mensagem central da homilia do Cardeal-Patriarca na Eucaristia diante das relíquias de Santa Teresa de Lisieux, realizada na Sé Patriarcal de Lisboa.






Deus não é um ser distante, defende o Papa

Bento XVI dedicou uma catequese sobre a figura de Deus, explicando aos fiéis que “Deus não é um ser obscuro ou impassível, mas manifesta-se como uma pessoa que ama as suas criaturas”. Comentando o Salmo 135, o Papa lembrou que o mesmo era cantado pelo povo de Israel durante a Liturgia da Páscoa, expressando “a fidelidade, a lealdade e o amor que define a aliança entre Deus e o seu povo”. “Deus segue as suas criaturas no caminho da história e sofre por causa da infidelidade do povo ao seu amor misericordioso e paterno”, acrescentou. O primeiro sinal desse amor divino, disse o Papa, “deve ser procurado na criação”. “Antes da descoberta da revelação de Deus na história de um povo, há uma revelação cósmica, oferecida a toda a humanidade, uma mensagem divina secretamente gravada na criação, sinal da fidelidade amorosa de Deus”, apontou Bento XVI.







Solenidade de Cristo Rei
Tarde de Adoração Eucarística
Das 14 às 17 Horas

Às 16,30 Oficio de Vésperas
17 Horas

Eucaristia da Solenidade de Cristo Rei

com instituição de Ministros Extraordinários de Sagrada Comunhão



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