Ano II nº 44 14 de Janeiro de 2006



Baixar 25.56 Kb.
Encontro28.07.2016
Tamanho25.56 Kb.


Ano II nº 44 14 de Janeiro de 2006


Boletim de Ligação Pastoral da Matriz de São Sebastião








I LEITURA – I Sam 3, 10-19

II Domingo do Tempo Comum


II LEITURA: I Cor 6, 15-20


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João (1,35-42)


Naquele tempo, estava João Baptista com dois dos seus discípulos e, vendo Jesus que passava, disse: «Eis o Cordeiro de Deus». Os dois discípulos ouviram-no dizer aquelas palavras e seguiram Jesus. Entretanto, Jesus voltou-Se; e, ao ver que O seguiam, disse-lhes: «Que procurais?» Eles responderam: «Rabi - que quer dizer 'Mestre' - onde moras?» Disse-lhes Jesus: «Vinde ver». Eles foram ver onde morava e ficaram com Ele nesse dia. Era por volta das quatro horas da tarde. André, irmão de Simão Pedro, foi um dos que ouviram João e seguiram Jesus. Foi procurar primeiro seu irmão Simão e disse-lhe: «Encontrámos o Messias» - que quer dizer 'Cristo' - e levou-o a Jesus. Fitando os olhos nele, Jesus disse-lhe: «Tu és Simão, filho de João. Chamar-te-ás Cefas» - que quer dizer 'Pedro'.



Palavra da Salvação




COMO SE CHEGA A CRISTO?

Na primeira leitura encontramos Deus que vai à procura do homem, o chama pelo nome e lhe faz ouvir a sua voz. O Evangelho fala-nos do encontro que cada homem é convidado a fazer com Cristo. Só Ele comunica em plenitude a palavra de Deus. Nós só O podemos encontrar se alguém nos falar d’Ele. A segunda Leitura descreve as consequências deste encontro: uma vida completamente nova.






Sobre o futuro, tudo se pode dizer. Mas, pergunta-se, como é possível que sobre a mesma névoa do porvir alguns vejam estrelas a brilhar e outros apenas cometas em fim de carreira, ou até borrascas em aproximação de alta velocidade? Andam os astrólogos e cartomantes no encalço de notícias tranquilizantes e passes de magia para apaziguar corações inquietos. Andam investigadores à procura de antivírus que travem doenças humilhantemente incuráveis, ou sustenham ameaças de pandemias que podem abalar os esquemas adquiridos por civilizações inteiras. Tentando adiar a morte para os limites do quase impossível. E continua por encontrar a pedra filosofal que transforme em felicidade de oiro, os metais perecíveis de todas as inquietações que, em tempos obscuros ou iluminados, nos ameaçam. E assim se olha o futuro: como equação cega e sem dados, ou como somatório inteligente e sequencial, que vai polvilhando a história de factos absurdos ou coerentes, pelo menos na sua leitura imediata ou no possível encaixe das suas múltiplas peças. Como se a história fosse um puzzle feito de acasos com encaixe forçado pelos grandes senhores do poder, da economia, ou das modas preponderante de cada época. Assim se foram construindo compêndios de história que, mais do que um aglomerado de factos, se transforma em edifício humano onde todos têm o seu lugar e o seu dinamismo. É no todo ultra racional que encaixa o lugar de Deus. Na leitura do tempo em banda larga, na contagem dos séculos e milénios por uma outra escala de densidade, pormenor ínfimo, atómico, ou por milhões de anos luz dum qualquer asteróide dum sistema desconhecido tanto pelos amadores de astronomia como pelos sábios apetrechados dos mais sofisticados instrumentos de observação. Prestar atenção apenas aos dados sociais, económicos ou técnicos do mundo é um erro. As intuições dos artistas e a profecia dos crentes é mais definitivo que todas as adivinhações.


Pe. António Rego
Astros não têm nenhum elemento divino

1. O homem criado por Deus é um ser livre, tem o destino em suas mãos e o dos seus irmãos, não depende do movimento das estrelas nem dos horóscopos. A noção de destino é contrária à liberdade de Deus e do homem. Para salvar a liberdade humana os padres da Igreja refutaram a astrologia, da qual conheciam a teoria e os métodos. Uma das narrações do Evangelho da Infância mais conhecida e sempre representada nos presépios é a dos Magos que vêem até Belém adorar o Rei nascido da Virgem Maria. O centro da narração é o encontro com Jesus, a Luz do mundo, para judeus e pagãos. Mas o elemento cénico mais conhecido é a estrela misteriosa e brilhante que conduz os pagãos a Belém, e à fé. A narração dos magos e da estrela é a idealização da Igreja dos gentios que ocupa um lugar da maior importância no Reino de Cristo.

Consulta dos horóscopos

2 - Como todos os seus conterrâneos, os cristãos dos primeiros séculos foram fascinados pela astrologia. O fatalismo astral constituía, como se pensava, uma das formas mais poderosas do poder do mal. Cristo, o Salvador, tinha vindo livrar os seus fiéis da influência maléfica dos astros. A narração dos Magos causara certa perturbação nos espíritos. Ao contrário dos outros astros, a estrela que conduzira os sábios a Belém era um astro benéfico. Não teria Cristo pela sua incarnação libertado os astros, de forma que à semelhança da estrela dos Magos já não estavam sujeitos ao poder do mal, mas definitivamente na órbita do poder do Messias? A mentalidade geral dos cristãos estava fortemente impregnada pela astrologia que aceitava os seus princípios, devido ao ambiente geral pagão em que vivia. O prestígio intelectual do sistema astrológico e as práticas que daí derivavam estavam de tal modo espalhadas no povo cristão que os padres da Igreja, dos séculos II ao V, foram obrigados a enfrentar a situação sob o aspecto pastoral.


São João Crisóstomo no século IV afirma que os cristãos acreditavam nos presságios, nos dias felizes e nefastos, que dirigiam orações aos astros e imploravam a piedade do sol nascente. A polémica dos autores cristãos, principalmente dos bispos, contra a astrologia tinha uma finalidade pastoral. Alguns escritores falam da influência do demónio na astrologia e que esta era uma forma muito eficiente para afastar os homens das coisas de Deus. O argumento dos demónios suscitava nos cristãos o temor e a desconfiança em relação com a astrologia. A polémica contra os astros era uma exortação para resistir às armas do demónio e se converter a Deus. São Gregório aconselhava «a levantar os olhos não para os astros», mas para a «liberdade poderosa de Deus».

Os astros e o nosso destino

3 - A astrologia que está omnipresente na cultura hodierna – nos jornais, semanários, revistas, Internet – estende-se do Ocidente ao Oriente. Estas práticas são tão antigas como o homem. A astrologia nasceu da beleza do céu estrelado, da ordem e regularidade do movimento dos astros que se repetem e influenciaram os espíritos dos homens pela ordem no alto e a desordem sobre a terra. A angústia perante o futuro desconhecido e o desejo de conhecer o seu destino, explicam o sucesso persistente de todas as formas de adivinhação e a consulta dos «videntes». Tanto na antiguidade como na idade média, a astrologia e a astronomia eram parentes próximos. Ambas se baseavam no sistema cronológico que via a terra como o centro do mundo. Copérnico com a sua revolução matou a astrologia! Que lição nos dá a doutrina dos padres da Igreja acerca da astrologia? Eles procuram demonstrar a importância da razão reflectindo a partir das Escrituras. Os astros não têm nenhum elemento divino, são criaturas de Deus.


O versículo 1,14 do Génesis causou perturbações. «Disse Deus: que existam luzeiros no firmamento do Céu, para separar o dia da noite; que eles sirvam de sinais, tanto para as festas como para os dias e os anos». Os doutores da Igreja insistiram, que eles são instrumentos de Deus que marcam as estações, o dia e a noite. Combatem o fatalismo e o determinismo, ou seja o destino escrito nos astros. O homem é criado livre, é senhor da sua vida, capaz de escolher entre o bem e o mal, o seu destino não está determinado antes de nascer. Estes escritores dão-nos o exemplo de uma prática cristã da razão, em função da ciência da sua época. Fé e razão não se opõem. A Sagrada Escritura é o critério supremo, mas ela não se opõe à ciência nem à razão. O homem criado por Deus é um ser livre, tem o destino em suas mãos e o dos seus irmãos, não depende do movimento das estrelas nem dos horóscopos. A noção de destino é contrária à liberdade de Deus e do homem. Para salvar a liberdade humana os padres da Igreja refutaram a astrologia, da qual conheciam a teoria e os métodos. A polémica foi sinal do confronto entre paganismo e cristianismo. Esta doutrina continua actual em nossos dias e para os nossos conterrâneos.

… A pequena cidade de Belém, a menor entre as cidades de Judá tornou-se o centro do universo. A estrela chamou os gentios à fé, a sua luz deve iluminar todas as nações. O mais importante no texto de São Mateus não é a luz do astro, mas a do Rei que Maria apresenta nos braços, Aquele de quem Simeão já profetizara: «Luz para iluminar as nações, e glória do teu povo Israel» (Lc. 2,32).



Funchal, 8 de Janeiro de 2006, Solenidade da Epifania do Senhor †Teodoro de Faria, Bispo do Funchal


Agenda Paroquial

Festa do Mártir São Sebastião Padroeiro desta Matriz e da Cidade de Ponta Delgada





20 de Janeiro – liturgia de São Sebastião - Dia Eucarístico

Eucaristia 8.30 e 12.30

13.00 Adoração Eucarística até às 18.30 horas

18.30 Oração litúrgica de vésperas e Eucaristia Solene
22 de Janeiro – Solenidade do Patrono da Cidade e da Igreja Matriz
Eucaristias 10 e 12 horas

Adoração Eucaristica das 15 às 17 horas

Solene Concelebração às 17 horas



Dia 18 início do

Oitavário pela Unidade dos Cristãos – “Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estarei no meio deles”.(Mat 18-20)

Reunião de Pais dos

Adolescentes do 6º. Ano de catequese – dia 18 às 20,30 – Centro da Matriz

Reunião de Catequistas

Dia 19 às 20,30 no Centro da Matriz


©principo.org 2016
enviar mensagem

    Página principal