Ano II nº 48 11 de Fevereiro de 2006



Baixar 20.43 Kb.
Encontro29.07.2016
Tamanho20.43 Kb.


Ano II nº 48 11 de Fevereiro de 2006


Boletim de Ligação Pastoral da Matriz de São Sebastião






V Domingo do Tempo Comum


LEITURA I – Job 7,1-4.6-7 LEITURA II – 1 Cor 9,16-19.22-23


Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos (Mc 1, 29-39)

Naquele tempo, Jesus saiu da sinagoga e foi, com Tiago e João, a casa de Simão e André. A sogra de Simão estava de cama com febre e logo Lhe falaram dela. Jesus aproximou-Se, tomou-a pela mão e levantou-a. A febre deixou-a e ela começou a servi-los. Ao cair da tarde, já depois do sol-posto, trouxeram-Lhe todos os doentes e possessos e a cidade inteira ficou reunida diante da porta. Jesus curou muitas pessoas, que eram atormentadas por várias doenças, e expulsou muitos demónios. Mas não deixava que os demónios falassem, porque sabiam qual Ele era. De manhã, muito cedo, levantou-Se e saiu. Retirou-Se para um sítio ermo e aí começou a orar. Simão e os companheiros foram à procura d’Ele e, quando O encontraram, disseram-Lhe: «Todos Te procuram». Ele respondeu-lhes: «Vamos a outros lugares, às povoações vizinhas, a fim de pregar aí também, porque foi para isso que eu vim». E foi por toda a Galileia, pregando nas sinagogas e expulsando os demónios.



Palavra da Salvação


Que sentido têm o sofrimento e a dor que acompanham a caminhada do homem pela terra? Qual a “posição” de Deus face aos dramas que marcam a nossa existência? A liturgia do 5º Domingo do Tempo Comum reflecte sobre estas questões fundamentais. Garante-nos que o projecto de Deus para o homem não é um projecto de morte, mas é um projecto de vida verdadeira, de felicidade sem fim. Na primeira leitura, um crente chamado Job comenta, com amargura e desilusão, o facto de a sua vida estar marcada por um sofrimento atroz e de Deus parecer ausente e indiferente face ao desespero em que a sua existência decorre… Apesar disso, é a Deus que Job se dirige, pois sabe que Deus é a sua única esperança e que fora d’Ele não há possibilidade de salvação. No Evangelho manifesta-se a eterna preocupação de Deus com a felicidade dos seus filhos. Na acção libertadora de Jesus em favor dos homens, começa a manifestar-se esse mundo novo sem sofrimento, sem opressão, sem exclusão que Deus sonhou para os homens. O texto sugere, ainda, que a acção de Jesus tem de ser continuada pelos seus discípulos. A segunda leitura sublinha, especialmente, a obrigação que os discípulos de Jesus assumiram no sentido de testemunhar diante de todos os homens a proposta libertadora de Jesus. Na sua acção e no seu testemunho, os discípulos de Jesus não podem ser guiados por interesses pessoais, mas sim pelo amor a Deus, ao Evangelho e aos irmãos.








Festa da Dedicação da Igreja Matriz

São Sebastião de Ponta Delgada
Decorre no dia 9 do mês de Fevereiro mais um aniversário da dedicação da nossa Igreja Matriz. Na carência de dados históricos desconhece-se o ano e o Bispo desta Diocese que a sagrou. No entanto desde há muitos anos que se vem celebrando o aniversário deste acontecimento no dia nove de Fevereiro.

Por razões pastorais e duma maior afluência dos fiéis, vamos celebrar Solenemente, este ano, na Eucaristia das 12 horas do Domingo dia 12 de Fevereiro.









O esplendor da caridade

Algo de surpreendente aconteceu em torno da primeira Encíclica de Bento XVI. Com um título curto, óbvio, aparentemente abstracto para as lógicas de marketing de hoje, eis que suscita um volume impensável de informação e comentário, quer nos media confessionais, quer nos laicos ou mesmo adversos. E em todos os casos, com algum desconcerto acerca dum homem que foi duramente criticado antes de ser Papa e, quando eleito, apontado por apressados comentadores, de conservador impiedoso e intolerante. Ainda que muitos continuem a falar sem nada perceberem do que dizem, eis que paira um olhar suspenso sobre uma Encíclica acerca do Amor que surge com uma clareza meridiana, um suporte histórico e bíblico em tudo o que exprime, desde a antiguidade clássica, passando pelo Antigo e Novo Testamento, e descendo às mais duras exigências no terreno social. Tudo se tece com uma lógica cerrada, uma argumentação sólida e simultaneamente uma doçura inexcedível, ao olhar Deus como Amor e o homem e mulher como seres amados, e que se amam no seu todo sem pertença ou exclusão de Afrodite ou Platão. Nesta palavra do Papa o amor humano ganha um estatuto de nobreza no seu todo de pessoa, mais que soma ou exclusão de corpo e espírito. Por isso Bento XVI nem por um momento se esquiva à temática do amor, na viagem fascinante do eros à agape, procurando, como disse, restituir à Caridade todo o seu esplendor. E tudo se consumando, tal como havia procedido, no amor de Deus. Bento XVI entrou num terreno essencial de Deus e do homem. Sem um entendimento sobre o amor, a nada nem a ninguém se pode pedir clareza, entrega, afecto. Sem arremessos nem condenações primárias de moral legalista, o Papa convida a Igreja e quem se sinta dela companheira no itinerário da história, a um retempero de esperança e de força pela aproximação ao calor imanado do âmago de Deus. Estamos perante um hino, mais convincente e sedutor que qualquer arremesso de condenação ao homem de hoje, ele próprio profundamente carente da experiência do Amor à medida de Deus. Quem experimenta a dessedentar-se nas águas cristalinas não mais vai beber às lamas dos pântanos desgovernados.

Pe António Rego

Directora de cinema Liliana Cavani comenta a encíclica:

«Não há vida sem amor»

A força da encíclica de Bento XVI «Deus est caritas» está «em ter posto o acento no amor humano, em tê-lo exaltado», considera uma directora de cinema. Liliana Cavani comentou o documento do Santo Padre esta terça-feira a cardeais, bispos, sacerdotes e leigos de todo o mundo, ao participar da conferência internacional sobre a caridade concluída esse dia por iniciativa do Conselho Pontifício «Cor Unum». A cineasta italiana é famosa em todo o mundo por seu filme biográfico sobre São Francisco de Assis, «Francisco», produzido em 1989. Para Cavani, a genialidade deste texto está em mostrar aos homens e mulheres de hoje que «o único ponto possível de encontro entre o homem e Deus é o amor».





Com respeito à tese segundo a qual o «eros» (amor de atracção) foi rejeitado através da história pela Igreja, Cavani explicou que «o cristianismo não destruiu o eros, mas o enriqueceu e completou». Se o «eros» é «amor como atracção, busca de contacto e resposta», acrescentou, «a religião significa contactar, tomar contacto, e o contacto se produz só no amor, é um enamoramento recíproco entre criaturas e Deus». A directora de cinema e televisão considera que a encíclica é «atraente», «obra de um grande intelectual» e ainda que, como revelou o Papa, a palavra amor esteja hoje um pouco desvalorizada, «dar amor, receber amor, desejar amor é o motor da arte». «Penso que a coisa mais bela e atual. do Evangelho é justamente o anúncio do amor», confessou. Segundo Cavani, «a fé é um elemento que produz no crente efeitos de amor para quem não crê ou tem uma fé fraca», com grandes resultados. «Conheci pessoas de grande fé, capazes de amar o próximo com a paixão dos amantes --revelou--. Estas pessoas estão convencidas de que Deus faz-se, de verdade, pessoa nos demais. Sua dedicação aos demais é dedicação a Deus que se faz pessoa». Contudo, «na cultura de hoje --lamentou--, a ideia de amor é muito escassa e baixa, por isto a encíclica do Papa vai contra a corrente, é surpreendente por sua originalidade». Falando do materialismo que penetrou nossa civilização, Cavani afirmou que «falar de amor neste momento poderá parecer quase uma extravagância», mas «há que recordar que o homem não vive só de pão, seja migrante ou tenha feito fortuna, sem o amor a vida não é vida». A directora de cinema criticou as ideologias materialistas que «empobreceram a fantasia, vetaram a reflexão sobre si mesmo e sobre o saber ontológico da existência de cada um como indivíduo», e recordou que, na segunda metade dos anos sessenta, durante suas viagens a Bulgária, Alemanha do Leste, Checoslováquia e Rússia, experimentava uma «sensação de pena, porque havia medo, não havia alegria». «A encíclica --sublinhou Cavani-- lança uma mensagem fortíssima, anuncia o amor como projecto fundamental da vida, põe no centro de tudo, da economia, da técnica e da história, o amor. Objectivo de tudo é o amor, ou tudo é vão». Ao falar do elemento corporal do «eros», a directora considerou que «a ressurreição dos corpos é fundamental e está estranhamente menos difundida». «O corpo é a única medida que temos e é o resultado do amor de Deus, que nos criou a sua imagem e semelhança». «A boa notícia é a Ressurreição --acrescentou Cavani--. Jesus morreu por nossa vida, para anunciar-nos a Ressurreição. E não tivesse este final, todo este assunto não significa nada. O Evangelho é como um filme, se não existisse esse final, não me interessaria, reduzir-se-ia a “queiramo-nos”. A Ressurreição é o final extraordinário, que representa o verdadeiro amor da Igreja Católica e dos cristãos que crêem neste filme do Evangelho».

Intenções do Apostolado da Oração – mês de Janeiro

Geral: para que os bens da terra, concedidos por Deus para todos os homens, sejam utilizados com sabedoria e segundo critérios de justiça e de solidariedade.

Missionária: a fim de que a luta contra as enfermidades e as grandes epidemias no Terceiro Mundo encontre no espírito de solidariedade uma colaboração cada vez mais generosa por parte dos governos de todas as nações.



©principo.org 2016
enviar mensagem

    Página principal