Ano/semestre: 2012/1 curso: História fase



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Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC

Centro de Ciências Humanas e da Educação – FAED



PLANO DE ENSINO




DEPARTAMENTO:


História

ANO/SEMESTRE:

2012/1

CURSO:


História

FASE:



DISCIPLINA:

Optativa: História e Oralidade

TURNO:

Vespertino

CARGA HORÁRIA:

72 h/a

CRÉDITOS:

04

PROFESSOR(A):

Claudia Mortari Malavota (claudiammortari@gmail.com)



1 EMENTA


O conceito de oralidade. O universo da oralidade. A identificação da oralidade através dos vários períodos históricos. Atualidade e oralidade. A oralidade e a formação histórica e cultural brasileira.



2 HORÁRIO DAS AULAS (OPCIONAL)

DIA DA SEMANA

HORÁRIO

CRÉDITOS

Quarta-feira

15h:20min – 17h50min

03

Quinta-feira

15h:20min – 16:10min

01

3 OBJETIVOS



3.1 OBJETIVO GERAL

Compreender a oralidade como um conceito útil de análise histórica, percebendo o seu universo e a sua historicidade através de vários períodos históricos e sociedades, especificamente a brasileira, através da análise das abordagens e produções da historiografia e outras áreas do conhecimento.


3.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

- Problematizar o conceito de oralidade e o seu universo

- Estudar as características das sociedades que fazem uso da oralidade visando perceber o seu uso em diferentes sociedades como componente imprescindível para a construção das memórias e identidades.

- Estudar a presença da oralidade na formação histórica cultural brasileira.

- Realizar a análise documental através da problematização acerca das fontes e metodologias que caracterizam o trabalho historiográfico com oralidade.

- Analisar a historiografia local e regional, o uso das fontes e conceitos relacionados a questão da oralidade.

- Construir a concepção da relevância do estudo da relação entre oralidade e história para uma melhor compreensão da história da sociedade brasileira.

- Possibilitar a apropriação por parte dos acadêmicos de categorias que permitam com que pensem a prática de ensino e de pesquisa a partir da elaboração de um produto envolvendo registro sonoro e audiovisual.




4 CONTEÚDO PROGRAMÁTICO


1. Introdução aos estudos da oralidade

1.1. O conceito de oralidade e o seu universo: várias temáticas e uma abordagem interdisciplinar.

1.2. Memórias e identidades.

1.3. A experiência como componente da oralidade: “o passado atual”.



2. A oralidade através dos vários períodos históricos e sociedades: alguns estudos de caso.

2.1. Na antiguidade: os gregos, ouvir, ver e viver a canção.

2.2. No medievo: os trovadores.

2.3. Nas Áfricas: oralidade, a tradição viva.



3. A oralidade e a formação histórica e cultural brasileira: alguns estudos de caso.

3.1. Literatura oral: o Cordel como “cultura da voz presentes em circuitos atlânticos”.

3.2. A oralidade em Guimarães Rosa.

3.3. Memórias de cativeiro e liberdade.

3.4. O Hip Hop.

3.5. Oralidade indígena.



4. As fontes e as abordagens recentes na historiografia acerca do uso da oralidade na produção brasileira e catarinense.

- Apresentação de pesquisas realizadas em âmbito regional e local que abordam a questão da oralidade e da história.


5 METODOLOGIA


Aulas expositivas e dialogadas.

Leitura e discussão de textos.

Análise de material fílmico, iconográfico e de imagens.

Sistematização dos conteúdos trabalhados. (provas)

Apresentação oral. (seminários e apresentação dos produtos)

Atividade orientada.

Visita de estudos.

As aulas cominarão teoria e prática, e por vezes serão projetadas imagens e/ou filmagens. Devido aos conteúdos práticos, em algumas unidades, os alunos se dividirão em grupos para trabalhar leituras e/ou testemunhos específicos, ao fim do que a turma será reunida em um único grupo para dar um retorno e discutir o que foi trabalhado no exercício prático.




6 CRONOGRAMA DAS AULAS (OPCIONAL)

MÊS

DIAS

7 AVALIAÇÃO


ATIVIDADE

CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO

PESO

Participação

Assiduidade, pontualidade, leitura dos textos e participação nas discussões.

25

Prova 1.

Conteúdo e análise crítica, argumentação, apropriação das leituras realizadas e dos debates feitos em sala. Utilização da norma culta na redação. Originalidade na escrita do texto. Pontualidade na entrega.

25

Prova 2.

Conteúdo e análise crítica, argumentação, apropriação das leituras realizadas e dos debates feitos em sala. Utilização da norma culta na redação. Originalidade na escrita do texto. Pontualidade na entrega.

25

Desenvolvimento de produto envolvendo registro sonoro (oral) ou audiovisual.

Demonstrar conhecimento acerca do conteúdo trabalhado, de acordo com as indicações bibliográficas e outras referências da disciplina.

Clareza na exposição de ideias e adequada interpretação sobre a temática escolhida.



25

8 BIBLIOGRAFIA (Sujeita a alterações ao longo do semestre)


1. BÁSICA

ALMEIDA, Tereza Virginia de. O corpo do som: notas sobre a canção. In: MATOS, Cláudia Neiva de; TRAVASSOS, Elizabeth; MEDEIROS, Fernanda Teixeira de (Org.). Palavra cantada: ensaios sobre poesia, música e voz. Rio de janeiro: 7 Letras, 2008, p. 316-326.

ANTONACCI, Maria Antonieta. África/Brasil: corpos, tempos e histórias silenciadas. Revista Tempo e Argumento. Florianópolis, V.1, n.1, p. 46-67, jan./jun. 2009.

ANTONACCI, Maria Antonieta. Culturas da voz em circuitos África/Brasil/África. Anais do VIII Congresso Luso-Afro-Brasileiro de Ciências Sociais. Universidade de Coimbra, 2004,

BENJAMIN, Walter. O narrador. In: ___________. Obras Escolhidas. 7ª ed., São Paulo: Brasiliense, 1994.

FINNEGAN, Ruth. O que vem primeiro: o texto, a música ou a perfomance? In: MATOS, Cláudia Neiva de; TRAVASSOS, Elizabeth; MEDEIROS, Fernanda Teixeira de (Org.). Palavra cantada: ensaios sobre poesia, música e voz. Rio de janeiro: 7 Letras, 2008, p. 15-43.

HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. 6. Ed., Rio de Janeiro: DP&A, 2001.

HIKIJI, Rose Satiko. “Possibilidades de uma audição da vida social”. In: MARTINS, José de Souza. ECKERT, Cornelia. NOVAES, Sylvia Caiuby (orgs.). O imaginário e o poético nas Ciências Sociais. Bauru: EDUSC, 2005, pp. 271-294.

KOSELLECK, Reinhart. “Espaço da experiência” e “horizonte de expectativa”: duas categorias históricas. In: ____________. Futuro Passado. Contribuição à semântica dos tempos históricos. Rio de janeiro: Contraponto: Editora da PUC-Rio, 2006.

LE GOFF, Jacques. Memória. In: ______________. História e Memória. 4ª ed., Campinas: Editora da Unicamp, 1996.

NORA, Pierre. Entre memória e história. A problemática dos lugares. Revista Projeto História, São Paulo, (10), dez. 1993.

ONG, Walter. Oralidade e cultura escrita. Campinas: São Paulo: Papirus, 1998.

TORRANO, Jaa. Teogonia: a origem dos Deuses. 4ª ed., São Paulo: Editora Iluminuras, 2001.

ZUMTHOR, Paul. A letra e a voz. A “literatura” medieval. São Paulo: Companhia das Letras 1993.

ZUMTHOR, Paul. Performance, recepção e leitura. São Paulo: Cosac Naify, 2007.


2. COMPLEMENTAR
ALBUQUERQUE JR., Durval Muniz. História: a arte de inventar o passado. Bauru: EDUSC, 2007.

ATTUCH, Iara Monteiro. Conhecimentos tradicionais do Cerrado: sobre a memória de Dona Flor, raizeira e parteira. Dissertação em Antropologia Social, Universidade de Brasília, 2006.

BEDRAN, Beatriz Martini. Ancestralidade e contemporaneidade das narrativas orais: A arte de cantar e contar histórias. Dissertação em Ciência da Arte. Universidade Federal Fluminense, 2010.

DAROS, Sônia Cristina Pavanelli Daros. Oralidade: uma perspectiva de ensino. Tese em Educação, da Universidade Metodista de Piracicaba, 2006.

FALCÓN, Maria Bárbara Vieira. O Reggae de Cachoeira Produção Musical em um Porto Atlântico. Dissertação em Estudos Étnicos e Africanos, UFBA, 2009.

FERREIRA, Marieta de Moraes. História, Tempo Presente e História Oral.Topoi, Rio de Janeiro, dezembro de 2002, pp.314-332 

FLACH, Alessandra Bittencourt. Nós, os fabulistas: o pensamento baseado na oralidade e as narrativas de Guimarães Rosa. Dissertação em Letras, UFRGS, 2007.

GERALDI, João Wanderley. Culturas orais em sociedades letradas. Revista Educação & Sociedade, ano XXI, nº 73, Dezembro/00, pp. 100-108.

GUESSE, Érika Bergamasco. Da Oralidade à Escrita: Os Mitos e a Literatura Indígena no Brasil. Anais do SILEL. Volume 2, Número 2. Uberlândia: EDUFU, 2011.

Gustavo Junqueira Duarte Oliveira. Homero: oralidade, tradição e história. Revista eletrônica de crítica e teoria de literaturas. Dossiê: literatura, oralidade e memória. PPG-LET-UFRGS – Porto Alegre – Vol. 04 N. 01 – jan/jun 2008.

HALBWACHS, Maurice. A memória coletiva. São Paulo: Vértice, 1990.

LEITE, Ana Mafalda. Modelos críticos e representações da oralidade africana. Disponível em: www.fflch.usp.br/dlcv/posgraduacao/ecl/.../Via%208%20cap09.pdf

Leitura recomendada:

MACHADO, Ana Rita Araújo. Bembé do Largo do Mercado: Memória Sobre o 13 De Maio. Dissertação em Estudos Étnicos e Africanos, Universidade Federal da Bahia, 2009.

MEDEIROS, Márcia Maria de. A História Cultural e a História da Literatura Medieval: Algumas Referências à “Escritura” do Oral e à “Oralidade” do Escrito. Fronteiras, Dourados, MS, v. 10, n. 17, p. 97-111, jan./jun. 2008.

NOGUEIRA, Carlos. A lenda de Pedro Sem: da oralidade à poesia romântica, ao cordel (portu­guês e brasileiro) e à literatura para crianças e jovens. ECCOM, v. 1, n. 1, p. 17-37, jan./jun., 2010.

PAULA, Verusca Prociano de. A oralidade poética nos romances do século XIX: Iracema e o Guarani de José de Alencar. Dissertação em Literatura, PUC/SP, 2005.

PAVÃO, Suzana Rodrigues. África-Brasil: uma ponte sobre o Atlântico. A literatura popular e oral no Brasil e na Guiné-Bissau. SCRIPTA, Belo Horizonte, v. 7, n. 13, p. 341-348, 2º sem. 2003.

POLLAK, Michael. Memória, esquecimento, silêncio, In: Estudos Históricos, no. 3, Rio de Janeiro, Vértice e CPDOC/FGV, pags. 5 a 15.

RIBARD, Franck. Narrativas Orais e Etnicidade Afro-Brasileira: Considerações Sobre a Pesquisa. Anais do X Encontro Nacional de História Oral: Testemunhos e História Política. Recife: Universidade Federal de Pernambuco.

RIBEIR, Hugo Leonardo. A Análise Musical: por quê, para quem e como? XVI Congresso da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Música (ANPPOM). Brasília, 2006.

ROMPATTO, Maurílio. A oralidade como fonte de pesquisa em História Regional. Disponível em: http://www.historiagora.com/dmdocuments/revista9_DOSSIE_4.pdf

SCHAFF, Adam. História e verdade (2ª. Ed.). São Paulo: Martins Fontes, 1983.

SHIKIDA, Aparecida Maciel da Silva e MOURA, Maria Aparecida. O Papel das Fontes Orais na Construção Social do Conhecimento. Disponível em: http://www.fiocruz.br/ehosudeste/templates/htm/viiencontro/textosIntegra/AparecidaMacieldaSilvaShikidaeMariaAparecidaMoura.pdf

SILVA, Cristiani Bereta. Escrever historia do tempo presente. Algumas questões e possibilidades, In: Tempos Históricos. Vol. 9, 2º semestre de 2006, p.257-276.

SIQUEIRA, Thaís Teixeira de. Do Tempo da Sussa ao Tempo do Forró, Música, Festa e Memória Entre os Kalunga de Teresina de Goiás. Dissertação em Antropologia Social, Universidade de Brasília, 2006.

SISTO, Celso. O conto popular africano: a oralidade que atravessa o tempo, atravessa o mundo, atravessa o homem. Revista do Programa de Pós-Graduação em Estudo de Linguagens. Universidade do Estado da Bahia – UNEB.

SOUZA, Ana Aparecida Arguelho de. Literatura e História na Educação Medieval.In: COSTA, Ricardo da (coord.). Mirabilia 13. As relações entre História e Literatura no Mundo Antigo e Medieval, Jun-Dez 2011.

TETTAMANZY, Ana Lúcia Liberato. “Meus pensamentos são todos sensações”: corpo e voz nas narrativas orais africanas. Disponível em: http://www.uel.br/revistas/boitata/volume-2-2006/artigo%20Ana.pdf

THOMPSON, Paul. A voz do passado. São Paulo e Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992, pags. 299 a 337.

VIDQAL-NAQUET, Pierre. Os assassinos da memória (“Um Eichmann de papel” e outros ensaios sobre o revisionismo). Campinas: Papirus, 1988.

VOLDMAN, Daniele. Definições e usos. In: FERREIRA, Marieta de Moraes e AMADO, Janaina. (orgs). Usos & Abusos da História Oral.   Rio de Janeiro: FGV, 1996.



ZUMTHOR, Paul. Escritura e Nomadismo. São Paulo: Ateliê Editorial, 2005.


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