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ANTES DE LER
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E-books Evangélicos

 

 


Prefácio da Quinta Edição Brasileira
"Por que eu existo? Qual é a razão para eu estar aqui?"
Éramos provavelmente muito jovens quando essas perguntas começaram a incomodar-nos. Talvez tenhamos pensado que essas dúvidas eram só nossas, pois as outras pessoas pareciam viver tão despreocupadas, aparentemen­te indiferentes a essas inquietações. Mas com o tempo descobrimos que todas as pessoas, mais cedo ou mais tarde, deparam-se com a grande questão do sentido de sua vida.

Essas dúvidas têm acompanhado a humanidade desde a sua origem. Os sumérios, por exemplo, povo antiquíssimo que habitou a Mesopotâmia, foram os inventores do primei­ro sistema de escrita. Deles é dito: "Os escribas sumérios (...) deram início à história escrita. Foram também os primeiros a registrar poemas épicos e meditações sobre o sentido da vida".' Talvez os primeiros a registrar, mas não os primei­ros a pensar sobre isso. Qual é o sentido da vida? Recente­mente, Vaclav Havel, presidente da República Tcheca, reco­nheceu: "O mundo das nossas experiências parece caótico. Especialistas são capazes de explicar tudo do mundo obje­tivo, mas compreendemos cada vez menos nossa própria vida". A grande questão é exatamente esta: Compreender nossa vida.

De maneira muito espontânea, sempre que pondera­mos sobre nossa existência, nossos pensamentos passam a cogitar sobre Deus. Deus existe? Quem é Ele? Que tem Ele a ver conosco? Mesmo os cientistas, sempre tão céticos e materialistas, procurando explicações naturais para os mis­térios da vida e do universo hoje estão considerando com mais seriedade a "hipótese" Deus. Mesmo que não enten­damos, Deus está profundamente envolvido com esta que é a grande pergunta de nossa vida. Todos os povos em todos os tempos relacionaram sua existência a um deus, a um ser superior, uma energia transcendental ou qualquer outro nome que lhe tenham dado. Mas o fato é que a explicação para nossa existência está acima e além de nós. Ela certamente está em Deus.

Mas quem é Deus? Como encontrá-lo? Em que religião procurá-Lo? Talvez muitas respostas a essas perguntas já lhe tenham sido apresentadas e nenhuma delas o tenha satisfeito. Talvez tenham tentado "obrigar" você a crer em Deus ou a aceitar uma religião. Neste livro, porém, você encontrará algo diferente. Partindo do princípio de que você quer realmente encontrar o sentido para a sua vida, o autor apresenta a você fatos, simplesmente fatos, relaciona­dos a Deus e ao homem. Ele se posiciona de maneira neutra e dá a você a oportunidade de escolher, de tomar a decisão. A cada capítulo, um dado novo é apresentado e você será desafiado a mais uma decisão. Valerá a pena seguir capítulo após capítulo, encontrando resposta após resposta.

Alegramo-nos de publicar em português essa obra de Watchman Nee, na certeza da ajuda que trará a todos os que anseiam conhecer a razão de sua existência.

 

Sobre o autor

 

Watchman Nee era um brilhante jovem chinês, com grande desejo de conhecimento da verdade. Ainda na sua juventude, adquiriu e leu o que havia de melhor em litera­tura cristã e de conhecimentos gerais. Seu biógrafo Witness Lee, que o acompanhou por muitos anos, diz que no quarto de Watchman Nee cabia apenas uma cama, porque todo o espaço restante era tomado de livros.



Foi preso pelo governo comunista na China em 1951 e na prisão permaneceu por 20 anos. Durante esse tempo, seu contato com os amigos foi proibido e somente com uma parente pôde trocar alguma correspondência. Era-lhe tam­bém proibido fazer qualquer menção da sua fé. No entanto, em uma de suas últimas cartas, semi-oculta entre tantas frases, escreveu esta: "Ainda conservo minha alegria". Morreu na prisão em 1972. Certamente Watchman Nee conheceu e experimentou profundamente o sentido de sua vida.

1.      História em Revista - A era dos reis divinos (3000 -1500 a. C.), série sob consultoria geral de John R. McNeill, professor assistente do Departamento de História da Uni­versidade de Georgetown, Washington, EUA, Time-Life Books, edição brasileira de Abril Livros.

2.  Trecho de seu discurso feito nos EUA, em 4 de julho de 1994, citado no jornal 0 Estado de São Paulo.

3.  Lee, W., Biografia de Watchman Nee, página 28, São Paulo, Editora Árvore da Vida, 1994.


Os Editores
Novembro de 1994

 

 




PREFÁCIO

 

Este livro é composto de uma série de mensagens dadas por Watchman Nee numa conferência em Tientsin, em 1936. Dois capítulos das anotações originais foram perdidos e não podem ser recuperados. Por isso, preenchi as lacunas acrescentando aos originais mensagens dele dadas em outras ocasiões sobre os mesmos assuntos. Como as anotações devem ser transformadas em livro, é necessária alguma editoração. Por essa razão, esta compilação pode estar ligeiramente diferente das palavras originalmente faladas. Como Watchman Nee já faleceu, é impossível apresentar-lhe os originais para sua correção.



Enquanto fazia o trabalho de compilação, regozijei-me grandemente pelo fato de estas mensagens preciosas e revigorantes estarem agora sendo impressas. Quando forem apresentadas ao publico, muitos serão capazes de compartilhar das bênçãos espirituais. Por outro lado, lamentei que a fé cristã normal do tempo de Watchman Nee foi distorcida ou obscurecida pelo cristianismo. Agora que o servo do Senhor trouxe a restauração de cada item de acordo com a Palavra de Deus, não podemos deixar de nos maravilhar com o valor inigualável desse ministério.

Todos os pontos referentes à fé mencionados no livro não são vãs doutrinas. São firmes e esclarecedores e podem ser experimentados de verdade. Se lermos estas mensagens, andaremos na luz do princípio ao fim, tornando, assim, nossa fé cada vez mais firme.

As mensagens de Watchman Nee são bastante apreciadas por muitas pessoas hoje. Entretanto, nos dias de seu ministério, elas não eram bem recebidas por toda parte, mas rejeitadas e difamadas. O que agora é considerado verdade, era, então, considerado um absurdo. Parece que a verdade precisa primeiro passar por oposição e repressão devido à tolice do homem, antes que possa finalmente manifestar seu valor eterno. Até agora, o ministério de Watchman Nee ainda não foi totalmente aceito, especialmente as mensagens referentes à igreja. Parece que ele ainda está sofrendo exame e investigação do homem. Não obstante, este livro é apresentado agora aos leitores. Todos os que verdadeiramente amam a Deus de coração puro receberão ajuda dele.
H. D.

10 de dezembro de 1976.

 

ÍNDICE
Volume I

CRISTO - A MANIFESTAÇÃO DE DEUS

1 À Procura de Deus

2 A Palavra de Deus

3 Deus Tornando-se Homem (1)

4 Deus Tornando-se Homem (2)


Volume II

CRISTO E O CRISTIANISMO

5 Cristo Versus Doutrinas

6 Cristo, Nossa Doutrina

7 Os Dois Homens Corporativos

8 Cristo Como Nossa Vida


Volume III

CRISTO COMO A NOVA VIDA

9 O Perdão dos Pecados por Deus

10 A Crucificação dos Pecadores com Cristo

11 Cristo como Vida no Espírito

12 Vida Pela Fé


Volume IV

CRISTO E O CRISTÃO

13 O Significado da Fé

14 Uma Vida de Fé

15 Em Relação ao Mundo

16 Em Relação à Igreja

 

 
As citações bíblicas são da Versão Revista e Atualizada de João Ferreira de Almeida, salvo quando indicado pelas abreviações:



IBB-Rev. - Imprensa Bíblica Brasileira, versão Revisada

VRC - Versão Revista e Corrigida de Almeida

BJ - Bíblia de Jerusalém

lit. - tradução literal do original grego ou hebraico



VOLUME I

 CRISTO — A MANIFESTAÇÃO DE DEUS



CAPÍTULO UM

À PROCURA DE DEUS


A Primeira Questão

Veremos a fé cristã desde a sua fundação. A primeira questão com a qual nos confrontamos é a existência de Deus.

Vejamos alguns versículos da bíblia. No Antigo Testamen­to, o Salmo 14:1 diz: "Diz o insensato no seu coração: Não há Deus”.Esta sentença também pode ser traduzida para: "O insensato pensa que não há necessidade de um Deus”.O resultado de falar assim é a segunda sentença do mesmo versículo: "Corrompem-se e praticam abominação".

Tomemos também uma passagem do Novo Testamento. Hebreu 11:6 diz: "É necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe".


Três Tipos de Pessoas

Não importando se você diz ser cristão, incrédulo ou alguém que está buscando a verdade, começaremos nossa discussão examinando o resultado da própria existência de Deus. A esse respeito, o mundo está dividido em três campos. O primeiro é o dos ateus, que não crêem em um Deus. O segundo é formado pelos agnósticos. Eles não têm conheci­mento seguro sobre a Deidade. Por um lado eles não ousam dizer que não existe um Deus, mas por outro lado não estão claros a respeito da existência de Deus. A terceira categoria, à qual pertencemos, são os que crêem em Deus.


Libelo

Não tentarei aqui reivindicar a existência de Deus. Em vez disso, farei deste lugar um tribunal. Peço que você seja o juiz e eu serei o promotor. O trabalho de um juiz é tomar decisões, aprovar ou desaprovar a verdade das afirmações, ao passo que o trabalho do promotor é apresentar todas as evidências e provas que ele possa reunir.

Antes de prosseguirmos, temos de concordar com um fato: todos os promotores não são testemunhas oculares dos crimes. Eles não são os policiais. Um policial pode ter testemu­nhado pessoalmente um acontecimento, ao passo que um promotor obtém suas informações apenas indiretamente. Ele coloca diante do juiz todas as acusações, evidências e argu­mentos reunidos. Da mesma forma, apresentarei diante de você tudo o que puder encontrar. Se me perguntar se eu vi Deus ou não, dir-lhe-ei que não. Estou meramente lendo ou demonstrando-lhe o que reuni. Meu serviço é pesquisar fatos e convocar testemunhas. Você chegará a uma conclusão por si mesmo.

Qualificações

Muitas pessoas afirmam que Deus não existe. Como um promotor, quero primeiramente pedir-lhe para conferir as qualificações dessas pessoas. Será que elas estão qualificadas para fazer tal afirmativa? Serão elas suficientemente responsá­veis no aspecto moral para fazer tais afirmativas? Não ouça simplesmente seus argumentos. Qualquer pessoa pode propor uma tese e dela fazer uma causa. Até mesmo ladrões e trapaceiros têm suas causas. Não se pode, entretanto, crer na integridade deles. O tema de suas argumentações pode ser muito nobre; eles podem falar da situação das nações e do bem-estar social, mas suas opiniões não podem ser levadas a sério. Eles não são dignos de emitir tais julgamentos. A credibilidade da afirmação de um homem somente pode ser baseada no seu próprio padrão de integridade. Isso é verdade especialmente quando diz respeito à questão da Deidade. É interessante notar que os padrões morais dos homens estão diretamente relacionados aos seus conceitos a respeito de Deus. Os que admitem sua própria ignorância, têm um padrão razoável, ao passo que os ateus invariavelmente têm um baixo padrão de responsabilidade moral. Não afirmo conhecer todos os ateus, mas dos poucos milhares que conheço, nenhum deles possui uma moral notavelmente recomendável.



Ateísmo e Moralidade

Certa vez, numa reunião na Universidade de Nanquim, afirmei que nenhum ateu é moral. Havia muitos estudantes no campus que não criam em Deus; eles ficaram muito ofendidos por essas palavras. Enquanto eu falava, eles batiam os pés no chão tentando distrair a mim e a audiência. No dia seguinte, ao voltarem, eles zombaram de mim e continuaram a fazê-lo durante toda a minha palestra. No quarto dia, o Vice-Presiden­te da Universidade, Dr. Williams,veio a mim e disse: "É melhor mudarmos o lugar da reunião. Esses alunos estão furiosos com o que você disse no primeiro dia. Hoje eles não vão usar apenas os pés e a boca; vão usar os punhos. Ouvi dizer que eles estarão esperando na entrada do salão e que pularão em você quando entrar." Aceitei a sugestão e convoquei a reunião para outro lugar. A caminho da reunião, andei juntamente com os alunos. Da conversa deles, descobri que embora muitos se tivessem sentido incomodados com minha pregação, ainda queriam voltar. Um dentre eles disse: "O Sr. Nee disse que as pessoas que não têm Deus não têm senso de responsabilidade moral. Isso é corretíssimo. Como é que alguém com decência moral poderia bater os pés e gesticular enquanto os outros estão dando uma palestra? Ontem eles causaram tal confusão na reunião e hoje estão vindo para brigar. Isso certamente não é o que faria uma pessoa honrada. Vamos à reunião, não importando o que eles planejem fazer”.

Uma vez alguém disse a um pregador: "Quando jovem eu cria seriamente em Deus. Mas agora estou na faculdade. Não posso mais crer Nele." O pregador, de cinqüenta anos, deu um tapinha no ombro do jovem e disse: "Meu filho, você não crê mais em Deus! Deixe-me perguntar-lhe uma coisa: Desde que se tornou um ateu, o ateísmo ajudou-o a tornar-se melhor? Ele o fez mais nobre e mais puro? ou ocorreu-lhe o oposto?" Aquele jovem sentiu-se envergonhado. Admitiu que, desde que negara a Deus, moralmente desceu a ladeira. O pregador continuou: "Sinto muito que esteja alegando que Deus não existe. Você simplesmente desejaria que isso fosse verdade”.

 

Não Julgar Segundo a Esperança

Muitas pessoas não estão verdadeiramente convencidas de que Deus não existe; elas simplesmente gostariam que fosse assim. Elas prefeririam que não houvesse um Deus no universo. Ser-lhes-ia bem mais conveniente no que se refere a muitas coisas.

Eu próprio era uma dessas pessoas. Quando estudante, também dizia que Deus não existe. Embora fosse extrema­mente forte em minha afirmação, parece que havia Alguém protestando em meu interior. No fundo do meu coração eu sabia que Deus existe. Mas meus lábios recusavam-se a admiti-lo. Por quê? Para que eu tivesse uma desculpa para pecar. Declarando a não existência de Deus, tornava-se-me justificável ir a lugares pecaminosos. Assim, tornei-me ousado para pecar. Quando crê em Deus, você não ousa fazer determinadas coisas. Ao pôr Deus de lado, você se sente livre para cometer os piores pecados sem nenhum temor. Se ao afirmar a não existência de Deus você espera sinceramente elevar seu padrão moral, então seus argumentos ainda são plausíveis. Entretanto, a única razão para o homem reivindicar a não existência de Deus é gerar uma desculpa para a ilegalidade, imoralidade e licenciosidade. Por essa razão, toda sua argumentação não é digna de consideração. A questão agora passa a ser: "Estará você qualificado para afirmar que Deus não existe?" Se o que alguém espera é meramente escapar da justiça, esse já perdeu sua posição.




O Homem é o Maior

Um dia, um jovem veio a mim e disse: "Não creio num assim chamado Deus. O homem é o maior. Ele é a mais nobre das criaturas. Não há Deus além do homem."

Estávamos sentados um de frente para o outro. Após ouvir o que ele disse, levantei-me, fui para um lado da sala, curvei-me e olhei atentamente para ele. Disse-lhe: "Você realmente é o máximo!" Então, fui para o outro lado da sala e olhei-o de outro ângulo. "É verdade", eu disse deliberada-mente, "você é o máximo! Na província de Kiangsu há trinta milhões de pessoas como você, e pelo menos outros quaren­ta milhões da sua espécie na China. E, imagine, o mundo contém apenas dois bilhões dos que são iguais a você. Você percebe que nos últimos dias houve uma enchente no sul? Os diques ao longo do rio estavam ameaçados. Toda a popula­ção de Hsing Hwa, com mais de duzentos mil habitantes, foi recrutada e conduzida a toda pressa e em pânico para os diques, carregando terra para reforçar as margens. As obras de reparo ainda estão em andamento."

"Suponha agora que o mundo seja recrutado para esca­var o sol. Cava-se um buraco na superfície e todos carregam uma carga do interior. Supondo que ninguém se queimará até tomar-se cinzas, você crê que eles conseguirão fazê-lo? Mesmo que todas as pessoas entrassem no buraco, elas não consegui­riam encher o sol. E isso não é tudo. Ainda que colocasse vários planetas Terra no buraco e agitasse o sol, você desco­briria que aquele grande globo ainda está vazio por dentro. Diga-me agora, quantos sóis há no universo? Você percebe que o número de sistemas solares é de centenas de milhões?"


Quão Vasto é o Universo

Então, disse ao jovem: "E eis aqui você! Ainda não andou por toda a terra, mas se considera maior que todo o universo. Deixe-me perguntar-lhe o seguinte: você sabe quanto mede o universo? Tome, por exemplo, a luz. Ela viaja a trezentos mil quilômetros por segundo. Tente calcular a distância de dois objetos que estão a um ano luz um do outro. Há algumas estrelas cuja luz demora três mil anos para alcançar-nos. Descubra quão longe elas estão de nós! E você pensa que é tão grande! Eu aconselharia, portanto, a todos os ateus e pretensos jovens eruditos a igualmente admitirem sua incompetência como homem, não apenas moralmente, como também inte­lectualmente ."


Pode o Homem Estender-se Além dos Limites do Tempo e Espaço?

Nessa ocasião, quando estava em Kaifem, encontrei outro desses jovens ateus. Caminhei até ele e, dando um tapinha em suas costas, disse-lhe: "Hoje eu vi Deus!" Ele olhou-me com curiosidade e exigiu uma explicação. Respondi: "Você é Deus! Se sabe que Deus não existe, então você mesmo deve ser Deus." Ele pediu-me uma explicação. Eu disse: "Já que está convencido de que Deus não existe, você deve ter viajado por toda a terra. Se Deus não está em Xangai Ele pode estar em Nanquim. Você deve ter estado em ambos os lugares. Isso não é tudo. Deve ter estado também em Tientsin e Pequim. Ainda assim você não pode tirar essa conclusão estando simples­mente na China. Por isso, você deve ter viajado por todo o mundo. Nunca se sabe se Deus está escondendo-se no Pólo Norte ou no Pólo Sul ou em alguma floresta ou em algum deserto. Assim, você também deve ter esquadrinhado todas essas regiões. E, para que sua conclusão seja idônea, você deve ter viajado pelo espaço, até a lua, o sol e as demais galáxias”.

"Isso não é tudo. Você sabe que Deus não existe em Xangai hoje. Mas, e ontem? e no ano passado? E mil anos atrás? Muito bem, você, então, deve ser alguém eterno e que conhece todas as coisas do passado e do futuro. Você tem de ser alguém além do tempo e do espaço. Deve ser alguém onipresente e onipotente. Quem mais você poderia ser senão o próprio Deus ?"

A Evidência


Alguns imediatamente darão um passo atrás dizendo: "Não se pode jamais dizer se Deus existe ou não." Bem, se você não pode dar uma conclusão, pedirei a testemunhas que considero dignas de confiança que lhe apresentem argumentos e lhe provem a existência de Deus. Deixe-me dizer novamente, você é o juiz e eu sou o promotor. Estou apresentando diante de você somente as evidências. Decida por si mesmo.
O Universo

Primeiramente olhe para a natureza, o mundo que está diante de seus olhos e todos os fenômenos que ocorrem nele. Todos sabemos o que é o conhecimento científico. É a explicação racional de um fenômeno natural. Por exemplo, é observada uma queda de temperatura num paciente. A queda de temperatura é um fenômeno e a explicação para ele é o conhecimento científico. Quando uma maçã cai da árvore, ocorre um fenômeno. Por que a maçã não voa no ar? A explicação para isso constitui conhecimento. Portanto, um homem com conhecimento é um homem que tem explicações adequadas.




Há apenas Duas Explicações

O universo é constituído de um número incontável de coisas de diversas formas, cores, configurações e naturezas. A explicação para a interação e o comportamento de todas essas coisas é chamada de conhecimento. Todas as pessoas pensa­tivas têm apenas duas explicações para a origem do universo. Você tem de optar por uma delas.

A primeira diz que o universo veio à existência através de uma evolução natural e de auto-interação, e a segunda atribui sua origem a um Ser personificado com intelecto e propósito. Essas são as duas únicas explicações apresentadas por todos os filósofos do mundo. Não há uma terceira.

De onde veio o universo? Será que ele veio a existir por acaso? Ou ele terá sido projetado por Alguém de quem temos o conceito de Deus? Você tem de pensar nisso e decidir a respeito. Tudo o que ocorre por acaso tem certas característi­cas. Sugiro que você as relacione de maneira detalhada e, então, compare todos os fenômenos do universo com sua lista. Paralelamente, faça outra lista de características que, na sua opinião, seriam proeminentes se o universo fosse criado por um Ser inteligente. Agora, por simples comparação da natureza com suas listas, ser-lhe-á fácil tirar uma conclusão razoável.


Probabilidades

Quais são as características de coisas que acontecem por acaso? Sabemos que primeiramente elas são desorganizadas. Elas podem, no máximo, estar parcialmente integradas. Nun­ca podem estar totalmente organizadas. Além disso, não há um resultado consistente. Por exemplo, se eu jogar esta cadeira para o outro lado da sala, ela tem a probabilidade de cair numa posição perfeita. Se fizer o mesmo com uma segunda cadeira, ela poderá cair corretamente ao lado da outra. Mas isso não acontecerá com a terceira e a quarta, e assim por diante. Assim, o acaso pode prover apenas uma organização parcial. Não garante uma integração total. Além do mais, todas as interações ocasionais são incertas e sem propósito. Elas não têm ordem nem estrutura, são indefinidas, sem forma, desordenadas e não são direcionadas a nenhum propósito significativo. Em resumo, podemos dizer que as características das coisas que ocorrem por acaso são desarmo­nia, irregularidade, inconsistência e insignificância. Vamos escrever estas cinco características em nossa lista.


Consistência e Organização

Comparemos agora as coisas que existem no universo com essas cinco características. Tomemos o ser humano como exemplo. Ele é concebido no ventre de sua mãe por nove meses, é dado à luz, cresce e, por fim, morre. Este ciclo é repetido por todas as pessoas individualmente. Observa-se aqui uma consistência. Náio se trata de um jogo de azar. Vejamos agora o sol acima de nossa cabeça. Ele não está ali despropositadamente. Em vez disso, ele tem a sua função. Veja a lua, as estrelas e as miríades de galáxias por meio de um telescópio. Todas seguem determinadas trilhas e padrões. São todas organizadas. Seus movimentos podem ser calculados e previstos. O calendário que está em suas mãos é derivado delas. Tudo isso mostra que o universo é organizado, consis­tente e com um propósito.





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