Antes de vergonhosa, desesperadora é a situação atual do Esporte Clube Bahia



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Encontro04.08.2016
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Antes de vergonhosa, desesperadora é a situação atual do Esporte Clube Bahia. A hegemonia, nas ultimas décadas, do maior rival no estado, e o atual estágio de “classificação” para série “C” demonstra explicitamente a administração semi-amadora, sendo eufêmico, que foi exercida sobre time do coração dos baianos.

Mas são nos momentos de necessidade que a comunidade tende a se unir, a fim de solucionar o problema que a aflige, em diversas oportunidades a historia nos demonstrou isso. Na história do Esporte Clube Bahia, esse processo não vem sendo diferente. É notável o crescimento da ABL, e da adesão popular ao movimento que exige eleições diretas no Esporte Clube Bahia. Antes desses movimentos, podemos até mesmo citar o não abandono do clube pela grande nação tricolor, mesmo depois do primeiro descenso para série “B”. Esta atitude traz a tona diversas discussões sobre os seus reais benefícios, e se é que houveram. Mas o objetivo aqui é apenas enumerar mais essa conjunção dos tricolores, emanada do quadro temerário do clube.

O grande problema num momento de crise de um clube de futebol, é o sentimento de impotencia que assola a grande maioria dos torcedores. Atualmente, existe uma barreira enorme na comunicação entre clube e torcida, mostrando que o torcedor é sempre tratado como um caso a parte. Até mesmo quando as forças de mobilização estão organizadas, presenciamos fatídicos acontecimentos como os que antecederam no que seriam as “eleições” presidenciais do Bahia, ficando claro que a mudança desejada dificilmente ocorrerá internamente (mas os esforços dos que tentam modificar nossas condições atuais por essas vias devem ser reconhecidos, e nunca abandonados).

Posso ter concluído obviedades até o momento, mas a minha real sugestão está proxima. A união, e a vontade de realizar do torcedor baiano não podem ser abandonadas. Os torcedores do Bahia, hoje, são uma grande fatia da sociedade baiana com um objetivo comum, e dispostos a desenvolver um trabalho para atingi-lo. Mas, nota-se a necessidade de organizar, a fim de direcionar e intensificar os esforços, que atualmente, estão dispersos e enfraquecidos.

Inicialmente, uma associação civil sem fins lucrativos seria a base, o alicerse para organizar, estruturar e solidificar o movimento. Obedecendo etapas legais, como a transformação da associação para pessoa jurídica, o status de ONG posteriormente poderia ser estabelecido. O governo federal já encherga o futebol como o maior movimento social do nosso país, projetos como o da Loteria TimeMania , elaborado para sanear as dívidas dos clubes brasileiros, é apenas um exemplo da postura parlamentar perante o problema.

Mas por que tanta burocracia, tanto formalismo? Não podemos apenas nos juntar e trabalhar por um Bahia melhor? Apesar de leigo sobre os tramites legais para tal titulação de uma associação, considero vital esta etapa para agregar credibilidade ao conjunto da obra. A transparência financeira, que é característica inerente as ONGs, e o orçamento particpativo, nos aproximaria do torcedor, ou melhor sócio. O atual invólucro opaco sobre as atitudes administrativas do Bahia, é justamente o que afasta o torcedor, em geral desconfiado, de uma associação com o clube. Nossa associação agregaria sócios que o Bahia, com a imagem que possue, não poderia ter.

A concretização de suas atividades não estaria totalmente fundamentada nos fundos arrecadados, que viriam sobre forma de mensalidades e/ou doações, oriundas dos sócios ou até mesmo da iniciativa privada. A questão financeira é crucial, mas inúmeras outras soluções para satisfazer melhor o torcerdor podem ser atingidas com o trabalho vontário por exemplo.

“Pequenas” grandes tarefas podem tornar ainda melhor o ato de torcer pelo Bahia. Recrutar pessoas para passar uma mensagem de paz na Fonte Nova, e/ou realizar um trabalho integrado com as crianças, tornaria a ida ao estádio uma tarefa cada vez mais prazerosa, além de ajudar a torna-lo um ambiente propício para o desfrute de encontros familiares. Caro leitor, me desculpe se simplifiquei ao máximo o problema da violência nos estadios, mas quero ressaltar que está é uma atitude que pode contribuir de alguma maneira com essa questão.

Em muitos lugares do planeta (inclusive no Brasil), alianças da iniciativa privada com universidades vem sendo exploradas, sendo este pacto sempre proveitoso para ambos os lados. Parte dos fundos, poderiam ser usados para ajudar a financiar pesquisas de interesse do Bahia e/ou da associação, principalmente nas áreas de Nutrição, Fisioterapia, Educação Física, Psicologia, Direito e Admnistração. O olhar atento para as instituições academicas é de extrema valia, tendo em vista que os alunos estão imersos num ambiente de inovações, além de estarem em uma fase de intenso entusiamo de construirem uma próspera vida profissional, que está só começando. Essas medidas poderão gerar Centros de Excelência nas respectivas áreas de atuação.

Agora você deve estar se perguntando: E o dinheiro? Aonde nossa arrecadação vai parar? Até agora, apenas uma parcela de sua aplicação foi citada... E todo o resto??? A associação desde o seu ínicio é enaltecida pela democracia, inclusive na definição de seu estatuto. Não só o uso final dos nossos recursos serão decididos por todos, numa estratégia de orçamento participativo como já discutida, mas também seu planejamento inicial, abrangendo seu regulamento. Em príncipio, o objetivo é que os projetos que serão votados para determinar onde os fundos arrecadados serão destinados




Qual real objeto? Qual a missao?


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