Antropologia Filosófica: Introdução  o que é o homem?



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Encontro31.07.2016
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Antropologia Filosófica: Introdução
O que é o homem?
Não apenas a resposta é filosófica, mas também a pergunta. Na vida cotidiana estamos ocupados com problemas concretos. Fazemos perguntas concretas, que esperam respostas concretas. Não é fácil pôr, seriamente, a questão: O que é o Homem? A inquietação, a experiência de algo novo, a reflexão sobre a cultura atual podem ser uma ocasião de me tornar questionável a mim mesmo.
A ciência não convém ser a única fonte...


  • Algumas idéias sobre o homem:


Bíblia: “Então Deus disse: ‘Façamos o homem à nossa imagem e semelhança’”
Homero: “Como as folhas na floresta são as gerações dos homens, veja, a uns o vento dispersa e a outros

O madeiro vicejante faz brotar no tempo da primavera: Assim são as gerações dos homens, esta cresce, aquela desaparece”.
Aristóteles: “Zóon logikón, animal racional. A idéia de que a característica essencial do homem é a razão perpassa toda a história da filosofia, pelo menos até o Idealismo Alemão”.
Agostinho: “Fizeste-nos para Vós, Senhor. Inquieto está o nosso coração, enquanto não repousar em Vós”.
Giordano Bruno: “O homem se situa no limite entre eternidade e tempo, participando de ambos. Igualmente para Kant o homem é ‘cidadão de dois mundos’”.
Blaise Pascal: “Caniço pensante. Mesmo se o universo aniquilasse o homem, este ainda seria mais nobre do que aquilo que o mata, porque sabe que more; o universo não o sabe. O pensamento é, portanto, a nossa suprema dignidade. O homem transcende infinitamente o homem”.
Hobbes: “Homo homini lupus. O homem é um lobo para o homem”.
LaMettrie: “O homem é uma máquina, l’homme machine”.
Fichte: “O sentido da espécie humana não consiste apenas em ser racional, mas em tornar-se racional”.
Kiekegaard: “O homem é uma relação que se relaciona consigo mesma”.
Marx: “O homem não passa dum ‘conjunto de relações sociais’”.
Nietzsche: “O homem é o ‘animal doente’, ‘o animal ainda não fixado’. Outrora éreis macacos e mesmo agora o homem é mais macaco do que qualquer macaco...”
Sartre: “A existência precede a essência. O traço fundamental do ser humano é ser para-si, liberdade, criador de valores. Mas, no fundo, tudo é tão absurdo e o homem é uma paixão inútil”.
O que nos impele a perguntar “o que é o homem?” Como disciplina filosófica, a Antropologia tem a mesma origem que a filosofia em geral. A origem é um sentimento, uma percepção difusa, implícita, abrangente, carregada de afeto.  no passado predominava a admiração, atualmente domina a inquietação.
A instância última da autocompreensão humana era, na história inteira da humanidade, até há pouco, a religião. Donde deve agora ser determinado o sentido e a forma da vida humana?
Até há pouco os homens podiam comportar-se mais ou menos como crianças. Podiam conquistar uma possibilidade de vida contra a natureza, agora, a nossa dominação se tornou tamanha, que a natureza mesma, pelo menos com respeito ao nosso planeta, entrou no domínio da nossa responsabilidade: escassez de matérias-primas, destruição do meio-ambiente, manipulação genética etc. No domínio da ética constatamos uma criminalidade crescente, guerras, a ameaça duma guerra atômica. São questões novas e complexas, que requerem urgentemente uma mentalização.


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