Apostila de evangelizaçÃo espírita infantil segundo e Terceiro Ciclos


Lei de Adoração - Parte 3ª, capítulo II de O Livro dos Espíritos



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Lei de Adoração - Parte 3ª, capítulo II de O Livro dos Espíritos


         Prece inicial

         Primeiro momento: distribuir para cada evangelizando um dos trechos abaixo (ou para cada dupla), a fim de que seja lido e analisado. Depois, organizar a turma em círculo, e cada criança (ou a dupla) irá ler o seu texto e repassar ao grande grupo as conclusões que chegaram.

         Obs.: neste momento, é importante que o evangelizador complemente e esclareça as dúvidas que surgirem, atentando para que as conclusões encontradas estejam de acordo com que ensina a Doutrina Espírita, sem fazer críticas às outras religiões.

         Sugestões de situações para serem analisadas:

 * Antonia costuma orar na frente de um altar, em voz alta. Quando ela vai ao templo, também faz suas preces em voz alta, para que Deus possa ouvi-la.

         * Betina sempre faz preces de joelhos. Suas orações são sempre preces decoradas e ela não presta muita atenção no que diz enquanto reza.

         * Célia costuma, em suas orações, lembrar a Deus que ela não rouba, não mente, não trai os amigos nem o namorado. Ela também acha que Deus ouve suas preces porque ela se considera melhor que suas amigas e que muitas pessoas que ela conhece.

         * Danilo é um jovem que resolveu viver isolado do resto do mundo. Ele acha que a solidão ajuda a observar a natureza, que é obra de Deus. Ele também pensa que assim, isolado, solitário e sem trabalhar, suas preces pelos outros terão mais valor.

         * Érico acha que é necessário determinar horário e lugar para fazer suas preces. Por isso, ele sempre faz orações às 10 horas da noite, em seu quarto, e não costuma conversar com Deus em outros lugares e horários.

         * Fred não gosta de um monte de gente, odeia alguns parentes e nunca perdoou seus amigos que o prejudicaram há muitos anos. Ele costuma orar a Deus pedindo que Deus faça justiça prejudicando os amigos de que ele não gosta ou não perdoou.

         * Gláucia costuma ouvir música calma e em tom baixo, enquanto faz suas preces. Ela acha que a música acalma o ambiente e a ajuda a fazer preces sinceras, em que ela deseja o bem a todas as pessoas que conhece.

         * Horácio costuma orar por seu pai que já desencarnou. Ele acredita que podemos orar pelos que já desencarnaram, enviando a eles nosso afeto e boas vibrações.

         * Ilma sabe que uma prece é uma conversa com Deus, que está em todos os lugares, o tempo todo, por isso ela acha que não precisa de um lugar e um horário pré-determinado para orar. Ela costuma orar sempre que tem vontade, várias vezes ao dia, em pensamento.

         * Joice, em suas preces, costuma pedir a Deus e ao seu Espírito protetor que tudo dê certo em sua vida. Mas ela acha que não precisa fazer o bem aos outros, nem deve se esforçar para ser mais educada, estudiosa, gentil e trabalhadora, porque Deus vai atender suas preces e ela, sem esforço, vai evoluir espiritualmente.

         * Karen é muito sincera em suas preces, e costuma iniciar suas orações dizendo a Deus que sabe que é um Espírito ainda imperfeito, e que erra às vezes. Mas ela está se esforçando para melhorar, está estudando os ensinamentos de Jesus e tentando praticar o amor, o perdão e a caridade que ele ensinou.

         * Leda costuma fazer preces somente quando tem um problema. Ela nunca se lembra de agradecer a vida, a família, a escola, os amigos, a saúde, pois quando tudo está bem ela se esquece de orar.

         * Marina sabe que através da prece ela pode pedir, louvar e agradecer, e que para Deus o que vale é a intenção. Por isso suas preces refletem o que se passa no seu coração, e são preces sinceras, realizadas com muito amor.

         Segundo momento: conclusão, realizada no grande grupo, junto com os evangelizandos, acerca da Lei de Adoração, parte terceira, capítulo II de O Livro dos Espíritos:

         * Adoração a Deus: pensar em Deus, elevar o pensamento a Ele.

         * A adoração verdadeira é a do coração, porque o que importa são os sentimentos e a intenção.

         * A prece é um ato de adoração.

         * Não há necessidade de lugar, posição ou hora determinada para orar (sem rituais).

         * Pode-se orar pelos encarnados e pelos desencarnados.

         * Em uma prece pode-se louvar, agradecer e pedir.

         * Não é necessário orar durante muito tempo, mas orar com o coração.

         * Deus sempre ouve nossas preces.

         Terceiro momento - atividade: realizar, com os evangelizandos, um cartaz com as conclusões acerca da Lei de Adoração.

         Prece de encerramento




Lei de Adoração II - Parte 3ª, capítulo II de O Livro dos Espíritos


         Prece inicial

         Primeiro momento: contar a história do Livro A Constituição Divina, de Richard Simonetti, Editora CEAC (p. 22-23).


 “ Havia um preto velho que era escravo. Trata-se, sem dúvida, da mais degradante condição social a que se possa submeter alguém. O infeliz não detém a posse de si mesmo. Há um senhor que pode dispor de seu trabalho, de suas horas e até de seu corpo. Não obstante ele vivia relativamente feliz, porquanto era alguém profundamente ligado a Deus.

         Diariamente, em plena madrugada, dirigia-se à gleba de terra sob seus cuidados e, antes de iniciar o trabalho do dia, tirava o chapéu, erguia o olhar para o céu, levava a mão direita ao peito e dizia humilde:

         "Sinhô! Preto véio ta aqui!".

         Apenas isso. Ele era analfabeto e não conhecia muitas palavras, mas fazia o essencial: exercitava o sentimento, com o impulso do filho de Deus que não quer iniciar seu dia sem pedir a bênção do pai.

         O que importa, portanto, na prece, não é sua duração, a repetição, a sofisticação das expressões. Fundamental, indispensável é a presença do sentimento.”

         Segundo momento: comentar a história, destacando que:

         * Deus não está restrito ao espaço/tempo, por isso não há necessidade de um lugar específico para realizar uma prece, nem um momento pré-determinado.

         * A Doutrina Espírita esclarece que não são necessários rituais para orar (não precisa ficar de joelhos, falar alto ou falar muito, ou orar diante de uma imagem).

         * Deus sempre ouve nossas preces, se elas são sinceras.

         * A prece nunca é inútil, quando bem realizada, porque fortalece quem ora, o que é um grande resultado.

         * Não basta apenas fazer preces, temos que realizar a nossa parte, com pensamentos, palavras e atitudes no bem.

         Terceiro momento: contar as duas situações descritas em O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo XXVII, item 3.

 1. Quando orardes, não vos assemelheis aos hipócritas, que, afetadamente, oram de pé nas sinagogas e nos cantos das ruas para serem vistos pelos homens. - Digo-vos, em verdade, que eles já receberam sua recompensa. - Quando quiserdes orar, entrai para o vosso quarto e, fechada a porta, orai a vosso Pai em secreto; e vosso Pai, que vê o que se passa em secreto, vos dará a recompensa.

         Não cuideis de pedir muito nas vossas preces, como fazem os pagãos, os quais imaginam que pela multiplicidade das palavras é que serão atendidos. Não vos torneis semelhantes a eles, porque vosso Pai sabe do que é que tendes necessidade, antes que lho peçais. (S. MATEUS, cap. VI, vv., 5 a 8.)

         2. Quando vos aprestardes para orar, se tiverdes qualquer coisa contra alguém, perdoai-lhe, a fim de que vosso Pai, que está nos céus, também vos perdoe os vossos pecados. - Se não perdoardes, vosso Pai, que está nos céus, também não vos perdoará os pecados. (S. MARCOS, cap. XI, vv. 25 e 26.)

         3. Também disse esta parábola a alguns que punham a sua confiança em si mesmos, como sendo justos, e desprezavam os outros:

         Dois homens subiram ao templo para orar; um era fariseu, publicano o outro. - O fariseu, conservando-se de pé, orava assim, consigo mesmo: Meu Deus, rendo-vos graças por não ser como os outros homens, que são ladrões, injustos e adúlteros, nem mesmo como esse publicano. Jejuo duas vezes na semana; dou o dízimo de tudo o que possuo.

         O publicano, ao contrário, conservando-se afastado, não ousava, sequer, erguer os olhos ao céu; mas, batia no peito, dizendo: Meu Deus, tem piedade de mim, que sou um pecador.

         Declaro-vos que este voltou para a sua casa, justificado, e o outro não; porquanto, aquele que se eleva será rebaixado e aquele que se humilha será elevado. (S. LUCAS, cap. XVIII, vv. 9 a 14.)

         Quarto momento: comentar as situações, ressaltando as condições da prece:

*sinceridade    *amor    *humildade    *perdão das ofensas *autoconhecimento (analisar os próprios defeitos, visando um esforço em se melhorar) *fé    *intenção no bem.

      Quinto momento: lembrar que Deus:

         - sempre nos auxilia, mas deve haver fé e merecimento;

         - concede, a quem ora, a coragem, a paciência e a resignação;

         - envia seus mensageiros, a fim de que intuam no bem a quem ora e por quem se ora.

         - dá-nos o livre-arbítrio, a fim de que tenhamos responsabilidade por nossas escolhas.

         Sexto momento: fazer comentários a respeito da importância de se realizar o Evangelho no Lar (sugestões de aulas neste site), salientando que é um momento de estudo e de adoração a Deus.

         Sétimo momento – atividade: caça-palavras.

Encontre cinco sentimentos que devemos ter no coração para que a nossa prece chegue até Deus.

Pinte cada palavra com uma cor diferente, escrevendo abaixo os sentimentos encontrados.



         Prece de encerramento



Lei de Causa e Efeito – livre-arbítrio

         Prece inicial

         Primeiro momento: contar a história Apesar dos Limites, retirada do site www.momento.com.br, utilizando as interferências em negrito. Esta história é baseada em fatos verídicos.

Apesar dos limites

         No tempo em que ainda era um simples estudante de medicina numa universidade do meio oeste dos Estados Unidos da América, Dr. Marlin nutria a estúpida preocupação com um mundo cheio de pessoas aleijadas e de doentes sem esperança de cura

         Por essa razão, era partidário da eutanásia e da eliminação dos aleijados sem cura.

         O que é eutanásia? Apressar a morte de alguém que tem uma doença sem cura e que está sofrendo, em estágio terminal.

         O que ele achava sobre os aleijados sem cura? Que não mereciam viver.

         Moço e irreverente, costumava travar calorosas discussões com os colegas que pensavam de maneira diferente da sua.

         Aos seus inflamados argumentos, os companheiros respondiam:

         - Mas então você não vê que nós aqui estamos estudando medicina precisamente para cuidar dos aleijados, dos coxos e dos cegos?

         - Os médicos existem neste mundo para curar os doentes. Era sempre a resposta que ele dava. E se nada pudermos fazer em seu benefício, o melhor para eles é a morte.

         O que é alguém coxo? Quem manca da perna por uma deficiência física.

         O que pensam a respeito da opinião dos colegas de Marlin?

         E sobre a opinião de Marlin?

         No entanto, uma noite, quando prestava serviço como interno de hospital, no último ano do curso, Marlin foi chamado para assistir a uma parturiente, imigrante alemã, que morava num bairro miserável da cidade.

         O que é parturiente? A mulher que estar prestes a ganhar um bebê.

         Era o décimo filho que a pobre mulher dava à luz, e o bebê entrou neste mundo com uma das perninhas bastante mais curta do que a outra.

         Antes de fazer com que a criança pudesse respirar por si mesma, acudiu-lhe um pensamento: Que despropósito! Este pequeno vai passar a vida inteira arrastando esta pobre perna. Na escola será vítima de chacota dos outros meninos, que o chamarão “manco”. Para que hei de obrigá-lo a viver? O mundo nunca dará pela falta dele.

         Concordam com a opinião do médico?

         Ele vai ser diferente dos outros por ser manco?

         Como acham que ele vai se sentir quando o chamarem de manco?

         O que será que o médico fez?

         Mas, apesar dos pensamentos, o garoto levou a melhor. O jovem médico não conseguiu deixar de ajudar o bebê a respirar. E o bebê chorou, mostrando que estava vivo.

         Cumprido o dever, o interno agarrou a maleta do ofício e foi embora censurando o próprio procedimento. Não posso compreender por que fiz isto! Como se não houvesse filhos demais naquele antro de miséria. Não entendo porque deixei viver mais aquele, e ainda por cima estropiado.

         Os anos correram...

         O Dr. Marlin consagrou-se como médico e conquistou vasta clientela. As idéias que sustentava na juventude mudaram. Agora ele se dedicava a salvar e conservar vidas.

         Por que ocorreu a mudança? Ele amadureceu, pensou melhor, conviveu com muitas pessoas que tinham deficiências e eram felizes, tinham família que os amavam, trabalhavam, estudavam.

         Um dia, seu filho único e a esposa morreram num acidente de automóvel, e Marlim tomou a filha do casal para criar.

         Amava com todas as forças a netinha Bárbara.

         No verão em que completou dez anos, a menina acordou, certa manhã, queixando-se de torcicolo e de dores nas pernas e nos braços...

         De começo pensou-se que fosse poliomielite, a temível paralisia infantil, mas depois verificou-se que era uma raríssima infecção causada por vírus pouco conhecido que também causava paralisia.

         O Dr. Marlin reuniu vários neurologistas e todos foram unânimes em afirmar que não se conhecia remédio nem tratamento algum para aquela enfermidade.

         O que é neurologista? Médico que trata doenças como paralisia.

         - Em todo caso, existe um médico no Oeste, homem moço, que escreveu recentemente sobre o êxito que tem obtido em casos como este, observou um dos neurologistas.

         O que acham que Dr. Marlin fez?

         O Dr. Marlin não teve dúvidas. Tomou a neta e se dirigiu para o hospital indicado.

         Quando ficou frente a frente com o médico, único capaz de salvar a neta tão querida, o Dr. Marlin observou que o jovem colega coxeava acentuadamente...

         - Esta perna curta faz de mim igual aos meus doentes, observou o Dr. T. J. Miller, ao notar o olhar do Dr. Marlin. Concordo que as crianças me chamem de manco, e elas adoram isso.

         De fato prefiro esse nome ao meu nome real, que é Tadeu, que sempre me pareceu um tanto formal! Como tantos outros meninos, deram-me o nome do jovem médico que uma noite me ajudou a nascer...”

         O Dr. Tadeu Marlin empalideceu e engoliu a seco.

         Por que o Dr. Tadeu Marlin se sentiu assim? Porque ele se deu conta que a única pessoa capaz de curar a sua querida neta era o bebê que um dia ele pensou que não valia a pena ajudar a viver.

         Por alguns minutos lembrou-se dos pensamentos que lhe acorreram naquela noite distante: “O mundo nunca dará pela falta dele”.

         Estendeu comovidamente a mão ao jovem colega, o médico devotado, graças a quem a neta ia poder andar outra vez, e agradeceu a Deus por ter tomado a decisão correta naquela noite em que atendeu aquele bebê com a perna mais curta, ajudando-o a iniciar uma nova existência.

         Segundo momento: conversar com os evangelizandos a respeito de algumas questões.



  • Todas as atitudes têm conseqüências.

  • As conseqüências dos atos podem ser positivas, se os atos forem positivos. Ou podem ser negativas, se os atos forem negativos. Os atos podem ser desta existência ou de uma anterior.

  • A isso chamamos de Lei de Causa e Efeito.

  • Por isso a dor e o sofrimento não são castigos de Deus, são apenas conseqüências de nossos pensamentos, palavras e atitudes.

         Terceiro momento:

         O que acontece quando:



  • Comemos demais?

  • Estudamos bastante para uma prova?

  • Não tomamos banho?

  • Tomamos muito sol?

  • Dormimos tarde e acordamos cedo?

  • Jogamos videogame demais?

  • Os exemplos acima se referem a nós mesmos.

  • E quando prejudicamos os outros?

  • Como é que prejudicamos os outros? Fazendo fofoca, conversando na aula, mentindo, pegando uma coisa emprestada e não devolvendo, estragando as coisas dos outros, perturbando os outros com palavras e atitudes, colocando um colega contra o outro.

  • Quais as conseqüências desses atos?

         Quarto momento – técnica Fazer aos Outros

         Fazer aos outros

         1 - Distribuir pequenos cartões de papel para que escrevam uma atividade (dizer oi, pisar no pé, fazer careta, dar um abraço, dar um sorriso...) O que escreveram no papel deverá ser feito ao colega da direita.

         2 - Depois cada um coloca o seu nome no verso do papel que recebeu e devolve para uma caixa, e o evangelizador deverá passar recolhendo os cartões.

         3 - Em seguida, cada criança tira um cartão da caixa, lê o nome do colega e o procura. Faz para ele o que ele havia feito para o outro (o que está escrito no papel).

         Essa atividade visa que as crianças concluam que tudo o que fazemos aos outros, volta para nós mesmos. Se fizermos coisas boas, elas retornarão a nós. Se tivermos pensamentos, palavras, atitudes ou escolhas ruins, elas retornarão para nós.

         Quinto momento: encerrar a técnica com o seguinte questionamento:

         Qual o grande segredo para sermos felizes?

         Fazer aos outros o que gostaríamos que os outros fizessem a nós.

         Obs.: a pergunta e a resposta poderão ser utilizadas para a confecção de um bonito marcador de livros.

         Prece de encerramento





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