Apostila de evangelizaçÃo espírita infantil segundo e Terceiro Ciclos


Lei do Trabalho - Parte 3ª, capítulo III de O Livro dos Espíritos



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Lei do Trabalho - Parte 3ª, capítulo III de O Livro dos Espíritos


         Prece inicial

         Primeiro momento: contar a história.


Toda ocupação útil é trabalho


Por trabalho só se devem entender as ocupações materiais?“Não; o Espírito trabalha, assim como o corpo. Toda ocupação útil é trabalho. “Questão 675 de O Livro dos Espíritos.

         Era o primeiro dia de férias da escola e a mãe de Artur pediu a ele para secar a louça do almoço.

         - Não posso! – respondeu o garoto. Nestas férias não vou fazer nada! Trabalhar... nem pensar!

         Assim, naquele dia Artur se negou a arrumar o quarto, a lavar seu tênis e a guardar sua roupa que havia sido passada. Ele ficou deitado no sofá, a tarde toda, olhando bobagens na TV. Sua mãe pensou que podia obrigá-lo a ajudar, mas resolveu fazer diferente...

         No dia seguinte, acordou muito tarde e se recusou a varrer a calçada, dizendo:

         - Trabalhar nas férias? Nem pensar!

         A mãe, então desafiou o filho:

         - Aposto que você não consegue ficar uma semana sem trabalhar!

         - Aposto um sorvete como eu consigo! – respondeu Artur.

         - Combinado! – disse a mãe.

         Dona Ana passou, então, a observar de perto o filho, verificando as escolhas que ele fazia. Quando ele terminou de ler um dos livros que havia ganhado de seu tio, ela disse:

         - Meu filho, talvez você não saiba, mas na Doutrina Espírita aprendemos que TODA OCUPAÇÃO ÚTIL É TRABALHO. Ler este livro, com histórias espíritas, é trabalho.

         Sem querer trabalhar, Artur pegou a bicicleta para dar uma volta na quadra. Pedalou alegremente por mais de uma hora, e quando voltou, Dona Ana lembrou:

         - Exercícios físicos são ótimos para o corpo. É uma ocupação útil, logo é ...

         - Trabalho! – completou Artur, largando a bicicleta.

         Quando o menino começava a ficar entediado, chegou Abigail, sua vizinha, convidando para brincar. Os dois se divertiram muito juntos durante horas. Quando ela foi embora, Dona Ana esclareceu:

         - Brincadeiras saudáveis como as dessa tarde fazem bem ao Espírito, educam e ensinam respeito e cordialidade. Logo, podem ser considerados como uma espécie de trabalho.

         Artur não respondeu. Em seguida, ligou a TV e assistiu um documentário sobre animais, aprendendo muitas coisas interessantes sobre os bichos de estimação.

         - Estudar é uma importante ocupação útil, assim como assistir a educativos programas na TV – lembrou a mãe, mais tarde, durante o jantar.

         Naquela noite, Artur assistiu um filme que havia pegado na locadora. Era um filme de terror, com cenas de suspense. Quando Dona Ana chegou na sala, ela comentou:

         - Isso realmente não é trabalho. Não é útil, mas acho que serve para deixar você com medo e atrair para o ambiente companhias espirituais que adoram o medo e a violência.

         Artur ficou pensativo, mas terminou de assistir o filme. Mais tarde, quando sua mãe veio dar boa-noite, perguntou:

         - Você já fez suas orações?

         Ante a resposta afirmativa, ela sorriu e disse:

         - Orar por si mesmo e pelos outros é uma bela e útil ocupação... E enquanto dormimos, podemos, em Espírito trabalhar e estudar...

         Artur apenas sorriu, compreendendo que não venceria a aposta feita.

         E foi assim, com amor e paciência, fazendo o menino refletir acerca de suas escolhas, que a mãe de Artur ensinou a ele que toda ocupação útil é trabalho.

         No dia seguinte, Artur secou a louça do almoço e arrumou o quarto, sem reclamar. Ele foi sentindo que ser útil é uma escolha inteligente, que traz bem-estar e alegria, e que o trabalho é uma oportunidade valiosa de aprendizado e evolução.

         Alguns dias depois, mãe e filho fizeram uma pausa nos trabalhos que realizavam e saborearam um enorme e delicioso sorvete.

         Segundo momento: comentários à história, ressaltando a interpretação da questão 675 de O Livro dos Espíritos:

         Por trabalho só se devem entender as ocupações materiais?    “Não; o Espírito trabalha, assim como o corpo. Toda ocupação útil é trabalho.”

         Terceiro momento: pedir que os evangelizandos citem situações que envolvam o tema da aula. O evangelizador deverá complementar as ideias, com situações não citadas, como por exemplo:

         * A natureza trabalha sem cessar. Por exemplo: a abelha que fabrica o mel, o bicho-da-seda, as flores que embelezam o ambiente e alimentam outros animais (como a borboleta). Também os animais de estimação exercem importantes tarefas em nossos lares, levando alegria, companheirismo e amizade aos seus donos.

         * O agricultor quando sai a plantar, cuida da plantação e colhe o que plantou dá exemplos de trabalho.

         * Ler um livro ou assistir um filme edificante (instrutivo, esclarecedor, educativo) é trabalhar.

         * Cozinhar com amor é trabalhar.

         * Realizar exercícios físicos, é cuidar do corpo físico e um modo de ocupação útil = trabalho.

         * Estudar é um modo de trabalhar.

         * O evangelizador quando prepara suas aulas está trabalhando.

         * Participar das aulas de evangelização, colaborando com boas atitudes também é trabalho.

         Quarto momento: perguntar se quando dormimos trabalhamos. Esclarecer que o Espírito pode trabalhar e estudar no Mundo Espiritual, enquanto o corpo físico repousa. O repouso do corpo físico também é importante para reparação das forças físicas.

         Quinto momento: concluir que, para qualquer pessoa, a ociosidade (desocupação, preguiça) é uma punição, uma tortura, trazendo consequências negativas para o corpo e o Espírito.

         Sexto momento – atividades:

         1 - Com base na conclusão que TODA OCUPAÇÃO ÚTIL É TRABALHO: descrever (ou desenhar) o trabalho que mais gosta, explicando o motivo.

         2 - Fazer mímicas acerca das profissões, para que o grupo adivinhe a ocupação, dizendo as ferramentas que utiliza naquela tarefa.

         Exemplos: cabeleireiro, dentista, médico, estudante, professor, lixeiro, cozinheiro, operador de computador, pedreiro, carpinteiro, bancário, etc.

         Prece de encerramento





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