Apostila de evangelizaçÃo espírita infantil segundo e Terceiro Ciclos


Mediunidade – compromisso com o bem



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Mediunidade – compromisso com o bem


         Mateus adorava o primo mais velho, Antony. Mas, às vezes, achava ele um pouco esquisito, como agora, quando observa Antony falando sozinho.

         Dessa vez, Mateus não se conteve:

         - Tava falando sozinho, cara?

         - Não – respondeu calmamente o primo – estava falando com uma amiga, Clara.

         Mateus fez cara de quem não acreditou, pois não enxergava ninguém. Antony percebeu a descrença e explicou:

         - É que ela já desencarnou. O corpo físico dela morreu, mas o Espírito continua vivo.

         - E por que você vê ela e eu não? – Mateus continuava com dúvidas.

         - É que eu sou médium vidente. Médium continuou o primo, é quem se comunica com Espíritos desencarnados, ou seja, pessoas que já morreram.

         Antony percebeu o interesse de Mateus e continuou:

         - Quem enxerga os Espíritos é chamado de vidente. Mas há outros tipos de médium como aqueles que fazem curas, que apenas ouve a voz dos Espíritos, mas não enxerga, e também aqueles que psicografam mensagens, ou seja, escrevem aquilo que os Espíritos ditam. Você já ouviu falar de Chico Xavier?

         - Uma vez vi uma reportagem sobre ele na TV.

         - Chico Xavier, além de ser uma pessoa que fez o bem durante toda sua vida, foi um grande médium. Psicografou mais de 400 livros e centenas de mensagens.

         - Mensagens? Mensagens de quem? Mateus realmente se interessou sobre o assunto.

         - Mensagens de Espíritos, como Clara, que já desencarnaram. Muitos mandam notícias aos parentes e amigos, comprovando que a vida continua depois da morte do corpo físico.

         - É como quando fazemos a “brincadeira do copo”, e falamos com Espíritos, não é?

         - Isso não é uma brincadeira, é algo muito perigoso. Você sabia que assim chamam Espíritos desocupados, brincalhões e ignorantes, que podem se ligar aos participantes dessa tal “brincadeira” para intuir no caminho do mal, da preguiça, das brigas, das drogas... Ninguém devia brincar de falar com os Espíritos.

         Mateus estava prestando muita atenção:

         - Entendi – disse Mateus. Ser médium é ser alguém especial, escolhido por Deus.

         Antony sorriu e disse que desde que ele era bem pequeno via Espíritos. No começo tinha medo, mas depois foi entendendo o que estava acontecendo. Disse também que um médium não é alguém especial, mas sim uma pessoa que, antes de nascer, assumiu o compromisso de usar a mediunidade para ajudar os outros.

         Mateus achou legal ter um primo médium, mas e ele, porque não era médium também?

         - Nem todo mundo vê, fala ou ouve os Espíritos, porque nem todos têm esse compromisso. Mas pode-se dizer que todas as pessoas são médiuns, porque todos têm a oportunidade de perceber as intuições para o caminho no bem enviadas do seu anjo da guarda, seu Espírito protetor. A oração nos prepara para perceber esses conselhos tão importantes em nossa vida.

         Assim, nessa conversa, Mateus aprendeu muito sobre mediunidade. Antony prometeu emprestar ao primo um livro que conta sobre a vida de Chico Xavier para que ele entendesse que se comunicar com os Espíritos é algo sério, que exige responsabilidade, mas que também é uma das manifestações da bondade de Deus, pois permite que saibamos mais sobre os desencarnados e o Mundo Espiritual.

Claudia Schmidt

         Quarto momento: diálogo acerca da história.

         Entenderam o que é médium? Pedir que expliquem. Lembrar que o médium é um trabalhador espírita que deve estudar a Doutrina Espírita, em um grupo de estudos, em uma Casa Espírita, a fim de que possa realizar bem o seu trabalho de intermediário entre o mundo material e o mundo espiritual.

         Quais os tipos de mediunidade? Neste item, o evangelizador pode aprofundar o tema completando as respostas com informações como: quem vê os Espíritos tem vidência mediúnica, quem faz curas é médium curador, quem escreve realiza psicografias (que podem ser de modo consciente ou não – estes últimos chamados de médiuns mecânicos), quem ouve os Espíritos é chamado de médium audiente.

         * Por que os Espíritos desencarnados mandam mensagens?

         * Alguém já ouviu falar da Brincadeira do copo ou do compasso? Não é uma brincadeira, é perigoso chamar Espíritos, porque quem vem são Espíritos brincalhões ou mal-intencionados, que podem nos prejudicar, tentando nos intuir más idéias e pensamentos.

         * Qual o local adequado para entrar em contato com os Espíritos? No Centro Espírita, na reunião mediúnica. Explicar o que é uma reunião mediúnica: é uma reunião de trabalhadores, que inicia com uma prece, depois é feita uma pequena leitura de estudo doutrinário e, logo a seguir, com a ajuda dos médiuns, os Espíritos se comunicam: por escrito ou pela voz, são recebidas mensagens. Mas também há os Espíritos que estão confusos, que ainda não se acostumaram com a volta à vida espiritual ou se encontram em situações difíceis e necessitam de ajuda. Então o dirigente do trabalho conversa com eles, tentando ajudá-los. A reunião é encerrada com uma prece.

         * Lembrar que se alguém ouvir ou ver um Espírito, deve fazer uma prece, pedindo ajuda por ele para que possa ser encaminhado pelos amigos espirituais.

         * Perguntar se os evangelizandos têm alguma dúvida sobre o tema mediunidade, médiuns?

         Obs.: esta aula despertou bastante interesse entre os evangelizandos. Fizemos um círculo, visando facilitar o diálogo, ouve vários questionamentos. Pode-se citar pessoas e mensagens recebidas no Grupo Espírita que eles participam, bem como levar alguns livros psicografados para que eles possam manuseá-los.

         Quinto momento: contar uma história sobre Chico Xavier, conforme o tempo que resta da aula. Se o evangelizador achar interessante, pode organizar a próxima aula sobre Chico Xavier (contar sobre a vida dele e algumas histórias, reforçando o tema mediunidade).

         Prece de encerramento




Mundos de Regeneração


         Prece inicial

         Primeiro momento: contar a história A paz começa em nossa intimidade, retirada do site www.momento.com.br ou se trabalhar o texto com o título Uma escola chamada Terra. Nas partes em negritos deve-se fazer perguntas aos evangelizandos.



A paz começa em nossa intimidade

         A senhora Ann Grace, moradora de uma pequena cidade Norte Americana conta que durante muitos anos costumava ver os meninos da vizinhança a brincar de soldado e bandido. Brincar de guerra, como muitos garotos costumam fazer nos dias de hoje.

         Ela teve a oportunidade de ver aquela geração crescer e ir para a Guerra. E as vozes e gritos de comando, que antes eram de brincadeira, tornaram-se para eles uma sangrenta realidade. Agora o “você está ferido! Renda-se!” Era para valer.

         Mas, certo dia, quando alguns garotos invadiram o seu jardim, perseguindo outros, com suas metralhadoras de imitação, a Sra. Ann Grace, já com 68 anos de idade, chamou-os para junto de si.

         E quando todos os meninos se reuniram ao seu redor, ela lhes falou da guerra, dos armamentos, da loucura de derramar sangue humano.

         Exaltou, depois, a paz e suas excelentes vantagens. Convenceu-os, por fim, a abandonar as armas de brinquedo e se servirem dos instrumentos esportivos e bolas que ela havia comprado para eles.

         No dia seguinte fizeram uma proclamação, assinada pela Sra. Ann e todos os garotos seus conhecidos. O documento dizia o seguinte: “A paz começa em nossa rua. O mundo em que vivemos seria bem melhor sem armas e com mais justiça e amor.”

         E o pequeno pacto foi concluído por meio de uma fogueira feita com as armas e munições de brincadeira.

         Contemplando, com satisfação, o seu grupo de ex-soldados e bandidos, a veneranda senhora exclamou mais uma vez: “A paz começa em nossa rua.”

         Parafraseando a Sra. Ann Grace, diríamos que a paz começa em nossa intimidade. Somente depois ela invade o lar, sai para as ruas, se espalha pela cidade e ganha o mundo.

         A própria Sra. Grace foi um exemplo disso. Se ela não tivesse sentido na alma a necessidade da paz, não teria proposto o desarmamento aos garotos.

         Nos dias atuais, se todos os adultos tomassem uma sábia decisão como a da Sra. Grace, certamente o futuro da humanidade mudaria o seu rumo.

         Mas, para isso, é preciso entender que é loucura derramar sangue humano e compreender as excelentes vantagens de se viver em paz.

         E essa paz não é apenas a ausência de guerras, mas a paz no seu mais abrangente sentido.

Retirado do www.momento.com.br - texto "A paz começa em nossa intimidade".




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