Apostila de evangelizaçÃo espírita infantil segundo e Terceiro Ciclos



Baixar 1.21 Mb.
Página19/28
Encontro29.07.2016
Tamanho1.21 Mb.
1   ...   15   16   17   18   19   20   21   22   ...   28

Pai Nosso III


         Prece inicial

         Primeiro momento: contar a história O poder da oração, retirada do site www.momento.com.br.


O poder da oração


         Dentre as muitas boas histórias contadas na revista Seleções, uma nos chamou a atenção pelos ensinamentos que contém.

         Seu autor, já homem feito, refletindo sobre o poder da oração, lembra-se de quando ainda era apenas um garotinho.

         Conta ele que, certa manhã de primavera, sua mãe o vestiu na sua fatiota domingueira e lhe recomendou para que não saísse além dos degraus da porta da frente, pois em poucos minutos iriam visitar sua tia.

         O menino esperou pacientemente até que o filho do vizinho da esquina se aproximou e lhe disse um palavrão.

         Então, ele pulou os degraus e se atracou com o outro até caírem ambos numa poça de lama.

         Sua blusa branca ficou enlameada e a meia com um rasgão sangrento na altura do joelho.

         Lembrou-se da advertência da mãe e começou a berrar desesperadamente.

         Sua dor, porém, acabou quando ouviu o barulho do sorveteiro que anunciava em altos brados o seu produto.

         Esqueceu a desobediência e correu a fim de pedir dinheiro à mãe para comprar um sorvete.

         Diz ele que nunca pode esquecer a resposta que recebeu da mãe:

         - Olhe para você mesmo! Você não está em condições de pedir nada.

         Foi mergulhado nessas lembranças que o autor fez um paralelo com a nossa posição diante de Deus, quando oramos pedindo alguma coisa.

         Antes de invocarmos o auxílio de Deus, necessitamos voltar o olhar para nós próprios e verificar se estamos ou não em condições de pedir algo.

         Para que Ele nos ajude, é preciso que façamos a nossa parte conforme prescreve o Evangelho: "ajuda-te que o céu te ajudará".

         O mal da maioria dos que rogam bênçãos, é que não são honestos para com Deus.

         É comum implorarmos graças celestes, estando de relações cortadas com familiares, amigos, vizinhos...

         Quando buscamos a ajuda divina é preciso que preparemos o coração adequadamente. É inútil pedir amparo com o coração cheio de inveja, de ciúme, de malquerença, de ódio e de outros detritos morais.

         Nesse caso, se realmente desejamos pedir algo, que peçamos forças para vencer essas misérias da alma.

         É comum rogarmos a Deus que nos dê saúde, e por outro lado acabarmos com ela com o vício enfermiço do cigarro, da gula, do trago infeliz, das noitadas de orgias entre outros abusos.

         Importante que meditemos um pouco mais a respeito da nossa real vontade de receber ajuda divina, uma vez que Deus sabe das nossas intenções mais secretas.

         Pense nisso!

         Antes de buscar ajuda através da prece, olhe para você mesmo e veja se está em condições de pedir alguma coisa.

         Verifique se está fazendo a parte que lhe cabe.

         Se o templo do seu coração está devidamente limpo e arejado para receber as bênçãos do Criador.

         Lembre-se sempre da recomendação do Cristo: "ajuda-te que o céu te ajudará".

         A condição é que nos ajudemos primeiro, fazendo a nossa parte, para depois merecer a ajuda do Alto.

         Importante que entendamos bem os mecanismos da oração: pedir, saber pedir e, acima de tudo, merecer.

(História da Revista Seleções do Reader’s Digest, abril de 1951)

         Segundo momento: comentários sobre a história.

         Quando buscamos a ajuda divina é preciso que preparemos o coração adequadamente. É inútil pedir amparo com o coração cheio de inveja, de ciúme, de malquerença, de ódio e de outros detritos morais.

         Importante fazermos a nossa parte quando pedimos algo a Deus.

         Pedir, saber pedir e, acima de tudo, merecer.

         A prece sempre traz as forças necessárias para superar as dificuldades, e compreender os motivos da situação.

         Orar pedindo que sejamos orientados durante o sono para que durante o dia recebamos a intuição para resolver os problemas. Às vezes, já acordamos nos sentindo melhor, ou com uma nova ideia acerca do assunto, que está nos preocupando.

         Muitas vezes as pessoas oram a Deus pedindo saúde, mas acabam com ela pelo vício enfermiço do cigarro, da gula, do trago infeliz, entre outros abusos.

         Nesse caso, se realmente desejamos pedir algo, que peçamos forças para vencermos os nossos vícios, as nossas imperfeições.

         Terceiro momento: citar as passagens evangélicas em que Jesus fala sobre prece: Pedi e obtereis; Batei e abrir-se-vos-a. Ajuda-te que o céu te ajudará, lembrando que todas elas falam de uma atitude positiva de quem pede, pois quem ora deve fazer a sua parte.

         Subsídios ao evangelizador: capítulo XXV de O Evangelho Segundo o Espiritismo.

         Quarto momento: contar como Jesus ensinou a Oração do Pai Nosso:

         Jesus estava reunido com os apóstolos e seus familiares, em uma pequena comunidade, quanto houve um diálogo entre Pedro e Jesus, conforme conta o livro Boa Nova de Chico Xavier pelo Espírito Humberto de Campos, cap. XVIII, Editora FEB. O texto, retirado do livro citado, pode ser lido, em forma de jogral, pelos evangelizadores ou individualmente.

         Veja o texto:

"Decorridos alguns dias, estando o Mestre a ensinar aos companheiros uma nova lição referente ao impulso natural da prece, Simão lhe observou:

         - Senhor, tenho procurado, por todos os modos, manter inalterável a minha comunhão com Deus, mas não tenho alcançado o objetivo de minhas súplicas.

         - E que tens pedido a Deus? - interrogou o Mestre, sem se perturbar.

         - Tenho implorado à sua bondade que aplaine os meus caminhos, com a solução de certos problemas materiais.

         Jesus contemplou longamente o discípulo, como se examinasse a fragilidade dos elementos intelectuais de que podia dispor para a realização da obra evangélica. Contudo, evidenciando mais uma vez o seu profundo amor e boa-vontade, esclareceu com brandura e convicção:

         - Pedro, enquanto orares pedindo ao Pai a satisfação de teus desejos e caprichos, é possível que te retires da prece inquieto e desalentado. Mas, sempre que solicitares as bênçãos de Deus, a fim de compreenderes a sua vontade justa e sábia, a teu respeito, receberás pela oração os bens divinos do consolo e da paz.

         O apóstolo guardou silêncio, demonstrando haver, afinal, compreendido. Um dos filhos de Alfeu, porém, reconhecendo que o assunto interessava sobremaneira à pequena comunidade ali reunida, adiantou-se para Jesus, pedindo:

         - Senhor, ensina-nos a orar!...

         Dispondo-os então em círculo e como se mergulhasse o pensamento num invisível oceano de luz, o Messias pronunciou, pela primeira vez, a oração que legaria à Humanidade."


         Quinto momento: distribuir a oração do Pai Nosso em partes, dividindo os evangelizandos em grupos, a fim de que expliquem o seu significado.



Compartilhe com seus amigos:
1   ...   15   16   17   18   19   20   21   22   ...   28


©principo.org 2019
enviar mensagem

    Página principal