Apostila de evangelizaçÃo espírita infantil segundo e Terceiro Ciclos



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Pai Nosso


         Pai Nosso, que estás em toda a harmonia do Universo,

         Santificado seja o Teu nome.

         Venha a nós o Teu reino.

         Seja feita a Tua vontade na Terra, no Espaço e em todos os Mundos habitados.

         O pão do corpo e da alma dá-nos hoje, Senhor.

         Perdoa as nossas faltas e imperfeições e dá-nos o sublime sentimento do perdão para com aqueles que nos tem ofendido.

         Não nos deixai sucumbir às tentações da matéria, às ciladas dos Espíritos mais imperfeitos que nós, mas envia-nos, Senhor, os bons para nos esclarecer.

         Que um raio de Tua luz se derrame sobre toda a humanidade sofredora.

         Em nome de Deus, Cristo e a caridade.
         Complementar os comentários, se necessário. No exemplo citamos o Pai Nosso Espírita, porém o evangelizador poderá utilizar o Pai Nosso que consta em O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. XXVIII.

         Subsídios ao evangelizador:

         Livro Boa Nova de Chico Xavier pelo Espírito Humberto de Campos, cap. XVIII, Editora FEB. (Continuação na narrativa anterior)

  Elevando o seu espírito magnânimo ao Pai Celestial e colocando o seu amor acima de todas as coisas, exclamou:

         - "Pai Nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome."

         E, ponderando que a redenção da criatura nunca se poderá efetuar sem a misericórdia do Criador, considerada a imensa bagagem das imperfeições humanas, continuou:

        - "Venha a nós o teu reino."

         Dando a entender que a vontade de Deus, amorosa e justa, deve cumprir-se em todas as circunstâncias, acrescentou:

         - "Seja feita a tua vontade, assim na Terra como nos céus."

         Esclarecendo que todas as possibilidades de saúde, trabalho e experiência chegam invariavelmente, para os homens, da fonte sagrada da proteção divina, prosseguiu:

         - "O pão nosso de cada dia dá-nos hoje."

         - "Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores."

         Conhecedor, porém, das fragilidades humanas, para estabelecer o princípio da luta eterna dos cristãos contra o mal, terminou a sua oração, dizendo com infinita simplicidade:

         - "Não nos deixes cair em tentação e livra-nos de todo mal, porque teus são o reino, o poder e glória para sempre. Assim seja."

         Levi, o mais intelectual dos discípulos, tomou nota das sagradas palavras, para que a prece do Senhor fosse guardada em seus corações humildes e simples. A rogativa de Jesus continha, em síntese, todo o programa de esforço e edificação do Cristianismo nascente. Desde aquele dia memorável, a oração singela de Jesus se espalhou como um perfume dos céus pelo mundo inteiro.

         As elucidações do Mestre, relativamente à oração, sempre encontravam nos discípulos certa perplexidade, quase que invariavelmente em virtude das idéias novas que continham, acerca da concepção de Deus como Pai carinhoso e amigo. Aquela necessidade de comunhão com o seu amor, que Jesus não se cansava de salientar, lhes aparecia como problema obscuro, que o homem do mundo não conseguiria realizar.

         O Evangelho Segundo o Espiritismo cap. XXVIII, Coletânea de Preces Espíritas, Oração Dominical.

         A oração universal, texto retirado do site www.febnet.org.br:


A Oração Universal


Severino Celestino da Silva

         O principal sentido da oração deve ser a de evidenciar a nossa humildade diante da grandeza de Deus.

         Temos o costume de realizar nossas orações com a finalidade precípua de pedir sempre alguma coisa a Deus. É comum realizarmos as nossas orações solicitando a Deus algo pessoal e esquecendo das necessidades gerais dos que nos cercam.

         Na questão 659 de O Livro dos Espíritos, os Espíritos Superiores nos informam que a três coisas podemos nos propor por meio da prece: louvar, pedir e agradecer.

         O Sidur, livro de orações judaicas, classifica a oração em quatro tipos e a oração de pedidos é apenas um desses quatro tipos existentes. As outras são as orações de agradecimento, louvor a Deus e as preces de introspecção e confissão. Na verdade o verbo hebraico rezar – lehitpalel- não significa “rogar” ou “suplicar” a Deus, como muitos imaginam. Ele provém de um radical hebraico “palel” que significa “julgar”; portanto “lehitpalel” (rezar) pode ser traduzido também como “julgar a si mesmo”.

         Não devemos esquecer que Jesus era judeu e, na sua condição judaica, Ele nos ensina no “Sermão do Monte”, contido no Evangelho de Mateus, em seu capítulo 6, versículos 9 a 13, como deve ser realizada a nossa oração.

         Inicialmente, nos orienta que quando realizarmos as nossas orações, elas não sejam como a oração dos hipócritas que oravam, segundo Jesus, nas esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Mas recomenda que entremos em nosso quarto, fechemos a porta e oremos a Deus em secreto, pois Ele, que tudo vê, em secreto nos recompensará. Recomenda ainda, que não é pela repetição das palavras ou pelo barulho que seremos escutados, pois que Deus conhece o que nos é necessário e o que merecemos.

         Apresentaremos aqui o “Pai Nosso” traduzido diretamente do texto hebraico para que você possa comparar a diferença de conteúdo frente às traduções do texto grego e do latim.

         O texto hebraico aqui utilizado foi extraído do Novo Testamento da “Society for Distributing the Holy Scriptures to the Jews”- London.
TEXTO HEBRAICO

ûniybo'


:§emøH WadaqÚtiy £iyamoHÐabeH ûniyibo'

:£iyamoHÐab hoWÜvan reHÜ'Ðak ¦ÕrÃ'ÐÃb §ÙnôcÙr hÕWÓvÕy §ÕtûkølÑm '²bÃt

:ûnÐEqØx £exel £ôyah ûnol-¤eÐt

ûnEtomüHa'-te' ûnol-xalüsû

: ûnol ûmüHo' reHÜ'Ðal ûnüxanÜ' £yixül×s reHÜ'Ðak

hoÐsam yEdyil ûnE'yibÐüt-la'üw

:voroh -¤im ûnElyicah-£i' yiÐk

¤ema'


O PAI NOSSO

Tradução


Pai nosso dos Céus, Santo é Teu nome,

Venha o Teu reino, Tua vontade se faz na terra,

como também nos Céus.

Dá-nos hoje nossa parte de pão.

Perdoa as nossas culpas, quando tivermos perdoado

a culpa dos nossos devedores.

Não nos deixes entregues a provação,

porque assim nos resgatas do mal.

Amém.

A pronúncia hebraica é assim:



Avinu shebashamaim

itkadash shemechá

tavô malekutechá

ie'assé rtsonechá baárets

kaasher naassá bashamaim

ten-lanu haiom léchem chuknu

uslách-lanu et-ashmatenu

caasher solchim anachnu laasher ashmu lanu

veal-tevienu lidei massá

ki im-hatsilenu min-hará'

amén

         Apresentamos a seguir as explicações referentes ao texto traduzido por nós, comparando-as com o texto tradicional.



         Pai nosso = Jesus ensina como, humildemente, devemos nos dirigir a Deus. Observe que Ele não diz “Meu Pai”, mas “Pai Nosso”. Pai Nosso significa Pai de todos. Estamos no mesmo nível de necessidades. Falamos como se estivéssemos pedindo para todos e não apenas para “Mim”. Jesus nos orienta neste sentido humilde de nos dirigirmos a Deus.

         Pai nosso dos céus: e não, pai nosso que estás nos céus, como se tem dito até hoje. Deus está em toda parte, Ele é senhor de tudo, dos Céus e também da terra, e não de uma região geográfica restrita, circunscrita, limitada e determinada. Pode ser dito também “Pai Nosso que és dos Céus” mas nunca, que estás nos Céus.

         Santo é teu nome ou Santo será Teu nome: e não, santificado seja o vosso nome. Deus já é santo independente de que desejemos ou não, que ELE SEJA. Na frase, o verbo hebraico – kidesh – Santificar, Consagrar, colocado no incompleto ou futuro, nos transporta para o sentido de que Deus será Santo, Será consagrado. No entanto, como para Deus não existe passado, presente ou futuro, ficamos com a tradução, Santo é Teu Nome. A Expressão – Itkadash shmchá – “Santo é o Teu Grande Nome”, está no Cadish, que é a oração recitada pelos Judeus enlutados e que consta do Sidur, o livro de orações judaicas.

         Venha o teu reino: e não venha a nós o vosso reino. A preposição hebraica refere-se à segunda pessoa do singular (tu) malecutechá (teu reino). O Verbo Bá = Vir está colocado no texto hebraico, no incompleto ou futuro (tavô). No entanto, ele substitui o Bô que é a primeira pessoa do imperativo relativo (tsivui), que exprime o desejo da Tua vinda: VENHA! Portanto, Venha o teu reino, indistintamente para todos os seres do planeta. Aqui, ensina-nos Jesus que o Reino Divino vem indistintamente para os animais, plantas, aves, peixes, os seres vivos como um todo e não apenas para NÓS, os humanos. “Queira Ele estabelecer o Seu Reino e determinar o ressurgimento da Sua redenção e apressar o advento do Seu Ungido”. Esta é outra expressão incluída no Cadish, citado acima, e que parece ter sido aqui utilizada por Jesus para identificá-lo como o UNGIDO que em hebraico significa O MESSIAS, o HAMASHIÁCH - ( axyiHAmah).

         Tua vontade se fará na terra como (quando) também nos céus: e não seja feita a vossa vontade assim na terra como nos céus. A vontade d`Ele é suprema e irreversível, independente do nosso consentimento, ela se fará. O que Deus determinou, desde a criação do mundo, continuará inalterável. Aqueles que, por ventura, se desviem da harmonia colocada por Ele no universo, colherão este desvio nas proporções que o provocaram.

         Dá-nos hoje nossa parte de pão: e não o pão nosso de cada dia nos dai hoje. Utilizando-se o pão nosso de cada dia nos dai hoje, tem-se a impressão de que estamos pedindo o pão de todos os dias, para hoje. Só Deus sabe do que precisamos e também quando devemos e merecemos receber. Recordemos o que diz Cristo: “Não vos preocupeis com vossas vidas: que beber ou comer?”... Olhai as aves dos céus: elas não semeiam, não ceifam, nem armazenam em celeiros. Mas vosso pai dos Céus as alimenta”. (Mateus 6,25 e 26). O texto hebraico fala (lechém chuknu) parte de pão. Portanto, devemos pedir só uma parte do que merecemos, ou daquela que Deus decidiu nos dar, como gesto de humildade e até porque se recebermos só uma parte, sobrará alguma coisa para aqueles que não possuem, ainda, o sustento necessário.

         Perdoa as nossas culpas quando perdoarmos as culpas dos nossos devedores: e não, perdoa as nossas dívidas assim como nós perdoamos aos nossos devedores. Aqui está condicionado que o nosso perdão vem como conseqüência natural do perdão prévio que nós já realizamos. É a lei de causa e efeito. É a colheita natural da nossa semeadura. Este sentido é confirmado no versículo 14 deste capítulo 6. Deus não premia e não pune, cada um colhe o que plantou.

         Temos ainda a certeza de que, ao atingirmos a perfeição, no reino da plenitude evolutiva, ninguém deve nada a ninguém. Todos estão em pleno estado de harmonia pela evolução atingida e nenhuma dívida a mais nos será cobrada.

         “Apressa-te em te reconciliar com o teu adversário, enquanto estás no caminho com ele, para que ele não te entregue ao juiz e o juiz te enviará para a prisão ou cárcere. E Eu verdadeiramente te digo: não subirás dali até que tenhas pago o último prutá”. (Mateus 5:25 e 26.)

         Não nos deixes entregues à provação: Diferente de não nos deixeis cair em tentação como se tem traduzido até hoje. A expressão hebraica “lidei massá” significa para as mãos da provação. A palavra hebraica que está aplicada no texto é “massá”. E “massá” significa prova, provação e não tentação. É a mesma palavra que se encontra em Gênesis 22:1, onde Iahvéh põe à prova Abraão. Ele não tenta Abraão ao lhe propor o sacrifício do seu filho Isaac. Iahvéh põe à prova o povo de Israel, e não o tenta. Veja as provas que Ele coloca em seu caminho Ex. 15:25; 17:7; 20:20; Dt. 6:16; 13:4; 33:7; Jó cap. 1 e 2; Mt. 4:1-11 (provação do Cristo). Passar por provações não é fácil, por isso o Cristo nos ensina solicitar de Deus toda assistência possível, frente a elas, pedindo que Ele não nos abandone nas horas da provação, ou seja, não nos deixe entregue à nossa própria sorte.

         Porque assim nos resgatas do mal: Se tivermos a assistência de Iahvéh pela nossa sintonia com Ele, durante as provações, com certeza resgataremos todo o mal. A expressão “hatsilenu min-hará’” significa nos resgatará do mal ou nos libertará do mal. Assim, fica entendido que se soubermos pedir a assistência de Iahvéh durante as provações e Ele estiver conosco através da nossa sintonia, haveremos de superar todo o mal.

         Amén – Palavra hebraica que significa desejo de que se cumpra o nosso pedido. Que aconteça segundo o nosso pedido. Que assim seja.

         Prece de encerramento

Pluralidade dos mundos habitados II

         Prece inicial

         Primeiro momento: entregar o Criptograma, pedindo que descubram as frases. Ao final, perguntar qual a frase de Jesus que se relaciona com o assunto. Resposta: Há muitas moradas na casa de meu Pai.

         Criptograma.

HÁ MUITAS MORADAS NA CASA DE MEU PAI

Observe a legenda e descubra o que são as moradas na casa de meu Pai:



1 - A

5 - E


9 - I

13 - N


17 - R

21 - V


2 - B

6 - F


10 - J

14 - O


18 - S

22 - Ç


3 - C

7 - G


11 - L


19 - T

4 - D


8 - H

12 - M


16 - Q

20 – U


15 - P


_____     _______________    _________    ___________    _____    ______

1            3    1     18    1          4      14         15    1     9            5           14

 

 



____________________________ .         _______     _____________________________

  20   13   9   21   5   17   18   14                  1   18         4   9   6   5   17   5   13   19   5   18

 

     ________________________       _________     _________   _______________________



12   14   17   1   4   1   18               18   1   14        14   18           12   20   13   4   14   18

 

__________     ___________________________      _______      ____________________



16   20   5             3   9   17   3   20   11   1   12             13   14         5   18   15   1   22   14

 

 



____________________________ , ______________________________    ___________

9   13   6   9   13   9   19   14           14   6   5   17   5   3   5   13   4   14          1   14   18

 

 

 ______________________________               _________________________



                5   18   15   9   17   9   19   14   18                    5   18   19   1   22   14   5    18

 

  _________________________________      ________



1   15   17   14   15   17   9   1   4   1   18           1   14

 

 



__________     _____________________________________.

18   5   20          1   4   9   1    13   19   1   12   5   13   19   14

         Resposta:

 A CASA DO PAI É O UNIVERSO. AS DIFERENTES MORADAS SÃO OS MUNDOS QUE CIRCULAM NO ESPAÇO INFINITO, OFERECENDO AOS ESPÍRITOS ESTAÇÕES APROPRIADAS AO SEU ADIANTAMENTO.

         Segundo momento: dividir os evangelizandos em três grupos, pedindo que cada grupo explique uma parte das frases do Criptograma: A casa do Pai é o Universo. As diferentes moradas são os mundos que circulam no espaço infinito, oferecendo aos Espíritos estações apropriadas ao seu adiantamento.

         Obs.: se necessário, o evangelizador deve complementar os comentários, podendo utilizar também as seguintes questões de O Livro dos Espíritos:

         55 – Todos os globos que circulam no espaço são habitados?

         Sim, e o homem da terra está longe de ser, como crê, o primeiro em inteligência, em bondade e perfeição. Todavia, há homens que se crêem muitos fortes, que imaginam que somente seu pequeno globo tem o privilégio de abrigar seres racionais. Orgulho e vaidade! Julgam que Deus criou o Universo só para eles.

         56 – A constituição física dos mundos é a mesma?

         Não, eles não se assemelham de modo algum.

         * A casa do Pai é o Universo. As moradas (casas) são os planetas, a casa do Pai é o Universo e o Pai de Jesus (e nosso) é Deus. Deus é onipotente, isto é, tem poder absoluto sobre tudo o que criou.

         * As diferentes moradas são os mundos que circulam no espaço infinito. A Terra, não ocupando no Universo nenhuma classe especial, nem pela sua posição, nem pelo seu volume, nada poderia justificar o privilégio exclusivo de ser habitada. Por outro lado, Deus não pode ter criado esses bilhões de globos só para o prazer dos nossos olhos; tanto menos que o maior número escapa à nossa vista.

         * Oferecendo aos Espíritos estações apropriadas ao seu adiantamento. Estações, neste contexto são paradas, locais que os Espíritos reencarnam. Cada planeta oferece as condições necessárias aos Espíritos, para que prossigam na sua caminhada evolutiva. Espíritos que necessitam desenvolver a humildade, reencarnam em Mundos adequados, de Provas e Expiações. Espíritos muito primitivos, recém criados, reencarnam em mundos primitivos. Espíritos bondosos, que já sabem praticar a caridade e o perdão reencarnam em Mundos de Regeneração.

         Terceiro momento: comentários realizados pelo evangelizador acerca do enorme tamanho do Universo, a inteligência do Criador e a perfeição dos mundos.

         Subsídios ao evangelizador.

Progressão dos mundos

         O progresso é lei da Natureza. A essa lei todos os seres da Criação, animados e inanimados, foram submetidos pela bondade de Deus, que quer que tudo se engrandeça e prospere. A própria destruição, que aos homens parece o termo final de todas as coisas, é apenas um meio de se chegar, pela transformação, a um estado mais perfeito, visto que tudo morre para renascer e nada sofre o aniquilamento.

         Ao mesmo tempo que todos os seres vivos progridem moralmente, progridem materialmente os mundos em que eles habitam. Quem pudesse acompanhar um mundo em suas diferentes fases, desde o instante em que se aglomeraram os primeiros átomos destinados a constituí-lo, vê-lo-ia a percorrer uma escala incessantemente progressiva, mas de degraus imperceptíveis para cada geração, a oferecer aos seus habitantes uma morada cada vez mais agradável, à medida que eles próprios avançam na senda do progresso. Marcham, assim, paralelamente, o progresso do homem, o dos animais, seus auxiliares, o dos vegetais e o da habitação, porquanto nada na Natureza permanece estacionário. Quão grandiosa é essa idéia e digna da majestade do Criador! Quanto, ao contrário, é mesquinha e indigna do seu poder a que concentra a sua solicitude e a sua providência no imperceptível grão de areia, que é a Terra, e restringe a Humanidade aos poucos homens que a habitam!

         Segundo aquela lei, este mundo esteve material e moralmente num estado inferior ao em que hoje se acha e se alçará sob esse duplo aspecto a um grau mais elevado. Ele há chegado a um dos seus períodos de transformação, em que, de orbe expiatório, mudar-se-á em planeta de regeneração, onde os homens serão ditosos, porque nele imperará a lei de Deus. - Santo Agostinho. (Paris, 1862.)

Texto extraído de O Evangelho Segundo o Espiritismo, Capítulo III, Item 19 Edição para a Internet da FEB.

         A Doutrina Espírita ensina que todos os Globos do Universo são habitados, apesar da não comprovação da ciência oficial. Deus povoou de seres vivos os mundos, concorrendo todos esses seres para o objetivo final da Providência. Acreditar que só os haja no planeta que habitamos fora duvidar da sabedoria de Deus, que não fez coisa alguma inútil. Certo, a esses mundos há Ele de ter dado um destinação mais séria do que a de nos recrearem a vista. Aliás, nada há, nem na posição, nem no volume, nem na constituição física da Terra, que possa induzir à suposição de que ela goze do privilégio de ser habitada, com exclusão de tantos milhares de milhões de mundos semelhantes.

         Quando Jesus disse: “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Há muitas moradas na casa de meu Pai; se assim não fosse, já eu vo-lo teria dito, pois me vou para vos preparar o lugar. Depois que me tenha ido e que estiver, também vós aí estareis”, estava nos ensinando o princípio da pluralidade dos mundos habitados, de uma maneira cristalina, para não deixar dúvidas.

         A Casa do Pai é o Universo. As diferentes moradas são os mundos que circulam no espaço infinito e oferecem, aos espíritos que neles encarnam, moradas correspondentes ao adiantamento dos mesmos espíritos.

         Em função disto, diversa é a constituição física de cada mundo, e, consequentemente, dos seus habitantes. Cada mundo oferece aos seus habitantes condições adequadas e próprias à vida planetária. As necessidades vitais num planeta poderão não ser as mesmas, até opostas, noutro.

         O mundo que habitamos faz parte de um séquito de planetas e asteróides que acompanham o Sol em sua viagem pela vastidão incomensurável do espaço. Mesmo assim, as distâncias entre estes planetas, que formam o nosso sistema planetário, são imensas. Para se ter idéias, enquanto a Terra gasta aproximadamente 365 dias para promover uma volta ao redor do Sol, existem planetas que gastam para completar uma revolução ao redor do Sol entre 88 dias e 25 anos terrestres.

         Nosso sistema planetário, todavia, não ocupa senão um ponto ínfimo no Universo. Haja vista que ele pertence a um agrupamento estelar, ou galáxia, chamada Via Láctea, onde existem mais ou menos 40 bilhões de estrelas, algumas das quais tão grandes, mas tão grandes, que uma só toma espaço igual ao ocupado pelo Sol e quase todos os planetas que este arrasta consigo. Vale a pena considerar que o nosso sistema planetário não é somente um ponto pequeníssimo na Via-Láctea, mas está colocado quase no seu final.

         Uma das galáxias mais próximas da Terra é denominada Nebulosa de Andrômeda, e dista de nosso sistema solar cerca de 680 mil anos luz.

         Ora, se o Universo tem tais dimensões e se o numero de planetas que nele existe deve contar-se pela ordem dos trilhões,ou mais, não constitui uma ingenuidade, ou pior, uma falta de inteligência, supor que apenas a Terra seja habitada por seres racionais?

         Teria Deus criado tudo isso, apenas para recrear a vista dos terrícolas? Claro que não, pois Deus nada faz sem u fim útil.

         Os mundos que gravitam no espaço infinito, tal o ensino do Espiritismo, são as diferentes moradas da Casa do Pai Celestial, onde outras humanidades, em vários graus de adiantamento, encontram habitação adequada ao seu avanço.

         Do ensino dado pelos Espíritos, resulta que muito diferentes umas das outras, são as condições dos mundos, quanto ao grau de adiantamento ou de inferioridade dos seus habitantes. Entre eles há os em que estes últimos são ainda inferiores aos da Terra, física ou moralmente; outros, da mesma categoria que o nosso; e outros que lhe são mais ou menos superiores a todos os respeitos. Nos mundos inferiores, a existência é toda material, reinam soberanas as paixões, sendo quase nula a vida moral. À medida que esta se desenvolve, diminui a influência da matéria, de tal maneira que, nos mundos mais adiantados, a vida é, por assim dizer, toda espiritual.

         Evidentemente que não podemos fazer uma classificação absoluta das categorias dos mundos habitados, mas Kardec nos oferece uma que nos permite uma visão geral sobre o assunto: “mundos primitivos, destinados às primeiras encarnações da alma humana; mundos de expiação e provas, onde domina o mal; mundos de regeneração, nos quais as almas que ainda têm o que expiar haurem novas forças, repousando das fadigas da luta; mundos ditosos, onde o bem sobrepuja o mal; mundos celestes ou divinos, habitações de espíritos depurados, onde exclusivamente reina o bem. A Terra pertence a categoria dos mundos de expiações e provas, razão por que aí vive o homem a braços com tantas misérias.

         Nos mundos primitivos, destinados às primeiras encarnações da alma humana, a vida, toda material, se limita à luta pela subsistência, o senso moral é quase nulo e, por isso mesmo, as paixões reinam soberanamente.

         Nos mundos intermediários, seus habitantes caracterizam-se por uma mescla de virtudes e defeitos, e daí a alternância de momentos alegres e felizes com horas de amargura e sofrimento.

         Já nos mundos superiores, o bem sobrepuja o mal, e, nos mundos celestes ou divinos, morada de espíritos depurados, a felicidade é completa, de vez que todos hão alcançado o cume da sabedoria e da bondade.

Fonte: www.omensageiro.com.br/cursos/csde/47.htm



O Universo numa casca de noz

         “Eu poderia viver recluso numa casca de noz e me considerar rei do espaço infinito.” – assim disse Hamlet, o inesquecível personagem de Shakespeare.

         Stephen Hawking, o célebre astrofísico inglês, inicia exatamente com esta idéia, sua obra intitulada “O Universo numa casca de noz”, que segue os passos de seu best-seller “Uma breve história do tempo.”

         No volume, o matemático explica, com uma linguagem mais acessível, os princípios que controlam o Universo.

         Porém, primeiramente, Hawking apresenta-se como profundo admirador deste misterioso cosmos, questionando se ele realmente é infinito, ou apenas enorme.

         Se ele é eterno ou apenas tem uma longa vida. E como nossas mentes finitas poderiam compreender um Universo infinito.

         O autor acredita que ainda existam muitas coisas a serem descobertas, mas apresenta-se otimista, dizendo que muito já alcançamos.

         A casca de noz de Hamlet representa a pequenez de nossa compreensão, da extensão de nossas forças.

         Mas também demonstra a capacidade do ser humano de utilizar sua mente para explorar todo este Universo.

         E avançar audaciosamente por ele, por onde até mesmo “Jornada nas estrelas” teme seguir.

         Por enquanto, somos os encantados com tantas descobertas, encantados com a grandeza de Deus e Suas leis, que fazem com que tudo esteja onde deva estar, e no tempo certo.

         Vejamos quantas maravilhas:

         O planeta Júpiter, o maior dos orbes de nosso sistema, que comportaria em seu interior 1.000 planetas Terra, quando foi criado, poderia ter se transformado em estrela.

         Caso isso tivesse ocorrido, teríamos dois Sóis, ao invés de um, e um dia permanente, sem noite alguma, o que impossibilitaria a vida neste mundo.

         Poderíamos falar um pouco sobre as distâncias do espaço, que certamente nos deixariam desnorteados.

         Tomemos por exemplo a estrela mais próxima da Terra, depois do Sol, Alfa Centauri.

         Ela está a apenas 4 anos luz da Terra. Parece pouco, não? Então imaginemos tomar um foguete na Terra, viajando numa velocidade muito grande – 100.000 quilômetros por hora.

         Se rumássemos para nossa vizinha, teríamos uma pequena jornada de cerca de 24.600 anos para alcançá-la. Não é algo surpreendente?

         Deveremos nos sentir insignificantes perto de tudo isso? Perto das bilhões de galáxias existentes?

         Certamente que não. Ao contrário, devemos nos sentir privilegiados de viver num Universo tão grandioso, e de fazer parte dele como Espíritos em evolução constante.

         A próxima conclusão sábia e racional, será a de que não podemos ter a pretensão de nos imaginarmos sozinhos neste espaço sem fim.

         Seria “um imenso desperdício de espaço”, como afirma o cientista Carl Sagan.

         Assim, tenhamos neste macrocosmos mais uma prova da existência de uma Inteligência Suprema, de uma causa primária de todas as coisas, que rege nossas vidas e destinos através de leis perfeitas.

* * *


         “Deus povoou de seres vivos os mundos, concorrendo todos esses seres para o objetivo final da Providência.

         Acreditar que só os haja no planeta que habitamos fora duvidar da sabedoria de Deus, que não fez coisa alguma inútil.

         Certo, a esses mundos há de Ele ter dado uma destinação mais séria do que a de nos recrearem a vista.

         Aliás, nada há, nem na posição, nem no volume, nem na constituição física da Terra, que possa induzir à suposição de que ela goze do privilégio de ser habitada, com exclusão de tantos milhares de milhões de mundos semelhantes.”

Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita, com base na obra O universo em uma casca de noz, de Stephen Hawking, ed. Mandarim e do item 55 de O livro dos espíritos, de Allan Kardec, ed. FEB.





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