Apostila de evangelizaçÃo espírita infantil segundo e Terceiro Ciclos



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Música celeste


         Por um momento, imagine a grandeza do Cosmos.

         Estimam os cientistas que, há quase 14 bilhões de anos, houve uma explosão de luz e nasceu o nosso Universo.

         A ciência chama a isso de Big Bang. Para os espiritualistas, ali está a presença de Deus, criando todas as coisas, pronunciando as doces palavras: Que se faça a luz!

         E a luz se fez: bilhões e bilhões de sóis passeiam, solenes, na sinfonia dos mundos.

         Em torno desses sóis, trilhões de planetas, satélites e asteróides executam a dança silenciosa das harmonias celestes.

         Giram planetas sobre si mesmos. Giram em torno de sóis. Giram os sóis e seu cortejo acompanhando o caminhar das galáxias. Ritmo e graça em toda parte.

         Aqui e ali, um cometa – asteróide obscuro – se aproxima de uma estrela. E de repente é invadido pela luz.

         Eis que se acende inteiro, como um fósforo cósmico. Então se vai, arrastando sua cauda de poeira e gás, a semear a vida pelos mundos.

         Mas, em um desses trilhões de planetas, sob a luz amarela de um sol, os moradores de um certo planeta - a Terra - se orgulham de ser maiores que os demais.

         Vista do espaço, a Terra é um pequeno grão de areia, lindo, que passeia seu azul pelo espaço infinito.

         Mas seus habitantes são como crianças: brigando sempre, acreditando-se senhores da vida, donos dos céus.

         Ah, se pudéssemos nos ver no conjunto do Universo, minúscula gota no grande oceano da Criação!

         Certamente seríamos mais humildes. Não daríamos tanta importância aos pequenos problemas do dia a dia.

         Talvez fosse mais fácil perdoar, esquecer, apagar as mágoas.

         Se víssemos nosso Mundo como translúcida bolha de sabão que flutua em meio ao pontilhado das estrelas, quem sabe aprenderíamos a reverenciar mais a obra Divina.

* * *


         Estenda os seus olhos para o espaço. Nas luzes azuis que piscam a milhares de anos-luz, veja a assinatura do Grande Criador de todas as coisas.

         Deus, nome Divino que enche de luz e de música as nossas existências pálidas.

         Deus, quanta grandeza em Ti, sublime Pai de todas as coisas.

         Deus, ao Teu sopro de vida, nascemos como Espíritos. Cumprindo Tuas leis, mergulhamos no corpo tantas vezes e construímos uma trajetória em que as experiências se somam e nos enriquecem de sabedoria.

         Senhor, eis-nos aqui. Somos Tuas crianças, que dirigem para Ti olhos confiantes. Se ainda somos tolos, se ainda somos frágeis, ensina-nos a ser fortes e sábios.

         Inspira-nos ainda uma vez a lição da fraternidade universal. Para que o amor faça morada em nós.

         Inspira-nos para que a alegria nos contagie a alma. Para que a paz se asile em nossa casa mental.

         Para que sejamos dignos de ser chamados filhos Teus.

* * *

         Os mundos são estâncias do Reino de Deus, esperando por nós, viandantes em marcha para a perfeição.



         Como os países, cidades e aldeias de um mesmo continente, os mundos dos espaços siderais são variadas escolas de progresso tecnológico, intelectual e moral.

         Moradas da Casa do Pai no imenso Universo que ainda nos cabe descobrir, explorar, admirar.

Redação do Momento Espírita. Disponível no livro Momento Espírita, v. 7, ed. FEP. Em 19.05.2008.


Moradas do Universo


         Quando, em 1972, o cientista germano-americano Werner Von Braun esteve no Brasil, foi entrevistado acerca do que pensava a respeito da possibilidade da existência de vida em outros planetas.

         Declarou então: Basta pensar que o sol é apenas uma, entre milhares de estrelas que brilham por milhares e milhares de galáxias.

         A vida é uma maravilha tão extraordinária que seria para mim propriamente inconcebível limitar, aos habitantes deste nosso planetinha, o dom da vida. Por quê? Não há nenhuma razão de ser.

         Infelizmente, disse ainda, não posso demonstrar cientificamente a existência da vida em outros corpos celestes, mas estou absolutamente convencido de que ela existe fora da Terra.

         Mais cedo ou mais tarde, a inteligência humana receberá uma informação segura, cientificamente averiguável, da presença de outras inteligências no Cosmos, que estamos apenas começando a explorar.

         À semelhança dele, muitos sábios creem que existe vida além da Terra.

         Por todo o mundo, pesquisadores procuram incessante e ardorosamente indícios de vida extraterrena.

         A conclusão de muitos é esta: Há poucas possibilidades de que a Terra seja o único planeta habitado em nosso Universo.

         Sobretudo levando-se em conta o fato de que há dezenas de bilhões de galáxias, que contam, cada uma, dezenas de bilhões de estrelas, com os planetas correspondentes.

         Se ninguém pode se gabar de ter, até hoje, comprovado se há vida além, no Universo, um delicado cantor, há quase 20 séculos, afirmou com todas as letras: Há muitas moradas na casa de meu pai.

         Conforme as anotações do evangelista João, teria ainda acrescentado o Rabi da Galiléia: Se assim não fosse, já eu vos teria dito, pois me vou para vos preparar o lugar.

         Ora, a casa do pai é o Universo. As diferentes moradas são os mundos que circulam no espaço infinito e oferecem, aos Espíritos que neles encarnam, moradas correspondentes ao adiantamento desses Espíritos.

         Jesus lecionou, portanto, que somos cidadãos do Universo, filhos de Deus, que transitamos pelos vários mundos, no intuito de progredir.

         Quando, em um mundo, haja o Espírito absorvido toda a sabedoria que ele comporta, parte para outro, a fim de prosseguir a crescer, até atingir a perfeição.

         Contemplando, pois, as estrelas, nas noites luminosas, guardemos a certeza de que estaremos olhando para domicílios que já frequentamos ou lares que nos abrigarão no futuro.

         Compete-nos exaltar ainda e sempre a infinita bondade de Deus, que semeia mundos pelo Universo, como um celeste semeador em campo produtivo.

* * *

         O livro dos Espíritos trata em detalhes da questão da pluralidade dos mundos habitados.



         E na obra O Evangelho segundo o Espiritismo, existe um capítulo inteiro dedicado ao tema, onde as palavras de Jesus são interpretadas com raro bom senso e profundidade.

Redação do Momento Espírita com base no artigo A opinião do famoso Von Braun, publicado no Anuário Espírita, ano 1974, ed. IDE e nos itens 1 e 2 do cap. III de O Evangelho segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, ed. FEB Em 25.02.2009.

         Quarto momento: indagar aos evangelizandos sobre os diferentes tipos de mundos e sua classificação segundo a Doutrina Espírita. O evangelizador pode ir percebendo o que os evangelizandos sabem, complementando as informações.

         Subsídios ao evangelizador.



Mundos Primitivos:

          - Os espíritos realizam suas primeiras experiências no plano material;

          - São de certo modo, seres primitivos que o habitam, mas sem nenhuma beleza;

          - Utilizam-se principalmente de instintos, não tendo desenvolvido a benevolência, nem sabem separar o justo do injusto;

          - A força bruta é a única lei;

          - Carentes de indústrias e de invenções, os seres passam a vida em busca de alimentos.



Mundos de Provas e Expiações:

          - Os espíritos colhem os resultados de seus erros, predominando o mal porque há, ainda, muita ignorância;

          - Os espíritos possuem grande imperfeição moral;

          - Os seres encarnados têm a oportunidade de apagar o mal que realizaram através de boas atitudes;

          - Neste tipo de Mundo, os espíritos lutam, ao mesmo tempo, com a perversidade dos homens e com a inclemência da natureza, desenvolvendo as qualidades do coração e a inteligência.

Mundos de Regeneração:

          - São mundos de transição entre os mundos de expiação e os mundos felizes;

          - Nestes mundos, os seres ainda se acham sujeitos às leis que regem a matéria, mas todos conhecem as leis de Deus e tentam cumpri-las;

          - Os espíritos superaram as paixões, o orgulho, a inveja e o ódio;

          - Não existe a felicidade plena, mas um início de felicidade.

Mundos Ditosos:

          - Mundos onde há mais bem do que mal;

          - Não há senhores, nem escravos;

          - Só a superioridade moral e intelectual estabelece diferença entre os seres;

          - Um laço de amor e fraternidade une os seres;

          - Todos têm o necessário para viver, ninguém se acha em expiação (colhendo resultado de seus erros);

          - Os seres buscam a perfeição espiritual, a fim de se tornarem espíritos puros.

Mundos celestes ou divinos:

          - Mundos onde só há o bem;

          - Os espíritos não estão mais sujeitos à encarnação em corpos perecíveis. Mundos onde habitam espíritos puros;

          - Destino de todos os espíritos, a ser conquistado através da evolução espiritual.

         Quinto momento: lembrar que a Terra vai se tornar um Mundo de Regeneração, e que aqueles Espíritos que não evoluírem, juntamente com o Planeta, terão que reencarnar em outros mundos, de acordo com a sua evolução. Falar também da importância de nos esforçarmos em praticar o bem e desenvolver as virtudes ensinadas por Jesus, pois esta pode ser a nossa última reencarnação neste planeta, se não aproveitarmos a oportunidade para evoluir.

         “Diante destas explicações que a Doutrina Espírita nos oferece, compreendemos que estamos vivendo hoje uma oportunidade decisiva. Se não nos esforçarmos no sentido de nos aprimorarmos moralmente, progredindo o necessário, seremos afastados daqui porque, no curso do terceiro milênio, a Terra tornar-se-á um “Mundo de Regeneração” e será a morada de Espíritos virtuosos, mansos e pacíficos que a terão herdado, conforme a promessa de Jesus: “Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a Terra.” (Mt, 5: 5).”

        Trecho extraído da AME-DJ – Departamento de Evangelização da Criança, aula Pluralidade dos Mundos Habitados, nr. 23, III ciclo “B”

         Sexto momento: contar a história sobre os Exilados de Capela - Espíritos que não acompanharam a evolução do seu Planeta e tiveram que reencarnar em mundos menos evoluídos, como a Terra.



Os Exilados de Capela – adaptação de texto do site www.momento.com.br

         Existe um grande sol de nome Capela, na costelação de Cocheiro, muito distante da Terra.

         Há muitos milênios, um dos planetas (muito parecido com a Terra) deste sol chamado Capela evoluiu bastante moralmente e espiritualmente. Porém, havia lá milhões de Espíritos rebeldes que não acompanharam a evolução do planeta, pois não tinham aprendido sobre amor e caridade.

         Os Espíritos superiores que governavam aquele planeta resolveram enviar esses Espíritos atrasados para reencarnarem em outro planeta, pois eles não tinham mais condições de reencarnar no mesmo planeta. E eles escolheram a Terra para as próximas reencarnações desses Espíritos, pois aqui eles poderiam aprender, através do trabalho e das dificuldades, sobre os nobres sentimentos e as virtudes que ainda não adquiriram em sua caminhada evolutiva.

         Jesus, o Governador da Terra, recebeu estes Espíritos, envolvendo-os em amor, trabalho e oportunidades de exercitar o bem e a caridade.

         Foram tempos difíceis para estes Espíritos, porque eles tinham, intuitivamente, saudade de seu planeta natal e dos amigos que lá deixaram. Eles se sentiam como exilados – alguém que deixa a sua pátria para ir morar em outro lugar. Há um livro que conta a história desses Espíritos: Os Exilados de Capela, do autor Edgard Armond.

         Os Espíritos que vieram de Capela já tinham ouvido falar de Deus e de Suas Leis, e passaram a cultivar, com esforço, o bem e a caridade na Terra, a fim de evoluírem e retornarem para o seu lar. Eles reencarnaram no Egito (e deram origem ao povo que construiu as pirâmides), em Israel, na Índia e em algumas partes da Europa. A civilização do Egito foi a que mais se destacou, com o culto a Deus e a prática do bem. Todos os exilados evoluíram retornando ao seu planeta, porém alguns se esforçaram mais e levaram menos tempo, e outros precisaram de mais encarnações para adquirir as virtudes eternas.

         No livro A Caminho da Luz, psicografado por Francisco Cândido Xavier, há uma parte dedicada à história desses Espíritos que vieram de Capela. Esta obra também narra toda a trajetória evolutiva da Terra, desde a sua formação, os primeiros habitantes, até a vinda do Consolador Prometido por Jesus – o Espiritismo.

         A história dos Espíritos exilados de Capela nos alerta para que nos esforcemos para evoluir, pois a Terra vai se transformar, em breve, em um Mundo de Regeneração e, se não aprendermos a fazer o bem, a amar ao próximo, seguindo os ensinamentos de Jesus não reencarnaremos na Terra. Poderemos ser enviados, como os habitantes de Capela, para um planeta distante, provavelmente longe das pessoas que amamos, a fim de enfrentarmos novas provas que nos farão evoluir, porque a lei de progresso e de evolução é para todos, indistintamente.

Texto original retirado do site www.momento.com.br:

***

Nos mapas zodiacais, que os astrônomos terrestres usam em seus estudos, observa-se uma grande estrela na constelação do cocheiro, que recebeu, na Terra, o nome de cabra ou Capela.



         Há vários milênios um dos planetas da Capela, que guarda muitas afinidades com o globo terrestre, atingiu o ponto máximo de um dos seus extraordinários ciclos evolutivos.

         Alguns milhões de espíritos rebeldes lá existiam, dificultando o progresso daqueles povos cheios de piedade e virtudes.

         As grandes comunidades espirituais, diretoras do cosmos, resolveram, então, trazer aqueles espíritos aqui para a terra longínqua.

         Na Terra eles aprenderiam a realizar, na dor e nos trabalhos penosos do seu ambiente, as grandes conquistas do coração, impulsionando, simultaneamente, o progresso dos povos primitivos que habitavam este planeta.

         Foi assim que Jesus, como governador da Terra, recebeu, à luz do Seu reino de amor e de justiça, aquela multidão de seres sofredores e infelizes.

         Jesus mostrou-lhes os campos imensos de luta que se desdobravam na terra, envolvendo-os no halo bendito da sua misericórdia e da sua caridade sem limites.

         Abençoou-lhes as lágrimas salutares, fazendo-lhes sentir os sagrados triunfos do futuro e prometendo-lhes a Sua colaboração cotidiana e a Sua vinda no porvir.

         Esses espíritos, vindos de um mundo em que o progresso já estava bem acentuado, guardavam no coração a sensação do paraíso perdido.

         Ao encarnar na Terra, se dividiram em quatro grandes grupamentos dando origem à raça branca, ou adâmica, que até então não existia no orbe terrestre.

         Formaram, desse modo, o grupo dos árias, a civilização do Egito, o povo de Israel e as castas da Índia.

         Tendo ouvido a palavra do Divino Mestre antes de chegar à Terra, guardavam a lembrança da promessa do Cristo.

         Eis por que as grandezas do Evangelho foram previstas e cantadas alguns milênios antes da vida do Sublime Galileu, no seio de todos os povos, pelos antigos profetas.

         Dentre os espíritos exilados na Terra, os que constituíram a civilização egípcia foram os que mais se destacavam na prática do bem e no culto da verdade.

         Importa considerar que eram eles os que possuíam menos débitos perante as leis divinas.          Em razão de seus elevados patrimônios morais, guardavam no íntimo uma lembrança mais viva das experiências de sua pátria distante.

         Uma saudade torturante de seu mundo distante, onde deixaram seus mais caros afetos, foi a base de todas as suas organizações religiosas.

         Depois de perpetuarem nas pirâmides os seus avançados conhecimentos, todos os espíritos daquela região africana regressaram à pátria sideral.

         Isso explica por que muitas raças que trouxeram grande contributo de conhecimentos à terra, desapareceram há muito tempo.

         Informações preciosas sobre a história da humanidade terrestre foram trazidas pelo Espírito Emmanuel, através da mediunidade de Chico Xavier e constam do livro “A Caminho da Luz”.

         Nesse livro você encontrará esclarecimentos sobre as grandes civilizações do passado, sobre a trajetória evolutiva do planeta, e muitas outras.

         Irá saber porque Jesus afirmou que os mansos herdarão a Terra.

         Descobrirá, também, que a Terra não está desgovernada; que no leme desta gigantesca nave está Jesus, com mãos firmes e olhar sereno.

Você sabia?

         Você sabia que os mundos também estão sujeitos à lei de progresso?

         A Terra, por exemplo, já foi mundo primitivo, e hoje está na categoria de provas e expiações, que é apenas o segundo degrau da escala evolutiva.

         Como o progresso é da lei, um dia a terra atingirá o ponto máximo do atual ciclo evolutivo e passará para a categoria de mundo de regeneração, e assim por diante.

        Por isso vale a pena investir na melhoria do ser humano, pois só assim conseguiremos transformar a terra em um mundo de paz e felicidade.


         Ária - Indivíduo dos árias, os mais antigos antepassados que se conhecem da família indo-europeia.
         Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no livro A Caminho da Luz, de Chico Xavier, pelo Espírito Emmanuel, e em Mateus, 5, 5.

         Prece de encerramento






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