Apostila de evangelizaçÃo espírita infantil segundo e Terceiro Ciclos



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Prece - valor e ação da prece II


         Prece inicial

         Primeiro momento: contar a história


Aprendendo a orar


         Um homem ficou muito enfermo e sua filha, preocupada, pediu a um amigo que fosse conversar com ele.

         Ela sabia que o pai precisava muito de orações e como não o via orando, pediu ao seu amigo que o visitasse e orasse com ele.

         Quando o amigo entrou no quarto, encontrou o pobre homem deitado, com a cabeça apoiada num par de almofadas.

         Havia uma cadeira ao lado da cama, fato que levou o visitante a pensar que o homem estava aguardando a sua chegada.

         “Você estava me esperando?” – perguntou.

         “Não. Por que?”, respondeu o homem enfermo.

         “Sou amigo de sua filha. Ela pediu-me que viesse orar com você. Quando entrei e vi a cadeira vazia ao lado da sua cama, imaginei que soubesse que eu viria visitá-lo.”

         “Ah, sim, a cadeira... Você não se importaria de fechar a porta?”

         O visitante se ergueu e fechou a porta. O doente então lhe confidenciou:

         “Nunca contei isto para ninguém. Passei toda a minha vida sem ter aprendido a orar. Quando entrava em alguma igreja e ouvia falarem a respeito da oração, de como se deve orar e os benefícios que recebemos através dela, não queria saber de orações.”

         As informações entravam por um ouvido e saíam por outro. Eu achava tudo sem sentido.

         Assim sendo, não tinha a mínima idéia de como se deve orar. Então, nunca me dispus a fazer uma prece.

         Alguns anos atrás, quando a doença começou a se manifestar em meu corpo, conversando com meu melhor amigo, ele me disse:

         Amigo, orar é simplesmente ter uma conversa com Jesus e isto eu sugiro que você não deixe de fazer. Vou lhe ensinar um método bem simples.

         Você se senta numa cadeira e coloca outra cadeira vazia na sua frente. Em seguida, com muita fé, você imagina que Jesus está sentado nela, bem diante de você. E não pense que isto é loucura, pois ele próprio prometeu que estaria sempre conosco.

         Portanto, você deve falar com ele e escutá-lo, da mesma forma como está fazendo comigo agora.

         Achei aquilo muito interessante. Minha resistência foi sendo vencida e decidi experimentar. Senti-me meio sem jeito, da primeira vez, mas um grande bem estar me encheu a alma.

         Desde então, tenho conversado com Jesus todos os dias. Tenho sempre muito cuidado para que a minha filha não me veja, pois tenho medo que se ela souber que fico falando desta maneira, me interne em uma casa para doentes mentais.”

         O visitante sentiu uma grande emoção ao ouvir aquilo. Aquele homem tinha muitas dificuldades para orar e alguém, de uma maneira bem psicológica, lhe ensinara um método para vencer a muralha que parecia intransponível.

         Juntos, ali mesmo, oraram, e depois o visitante se foi. Dois dias mais tarde, a filha lhe comunicou que seu pai havia morrido.

         E narrou da seguinte forma: “quando eu estava me preparando para sair, ele me chamou ao seu quarto. Disse que me amava muito e me deu um beijo.”

         Quando eu voltei do mercado, uma hora mais tarde, já o encontrei morto. Porém, há algo de estranho em relação à sua morte. Aparentemente, antes de morrer, ele chegou perto da cadeira que estava ao lado da cama e recostou a cabeça nela. Foi assim que eu o encontrei.”

***

         Na oração, o sentimento é tudo. O divino mestre sempre se fez presente ao lado dos simples e dos necessitados.



         Ao nos ensinar uma fórmula para orar, ofereceu-se como intermediário entre Deus e os homens.

         Desta forma, se o seu coração está ferido, se você se sente sozinho, comece hoje a orar a Jesus.

         Segundo momento: conversar sobre a história.

         # O que ele achava sobre prece antes de adoecer?

         # Por que ele mudou de idéia?

         # Por que ele foi encontrado com a cabeça sobre o assento da cadeira?

         # Era Jesus? Não sabemos. Poderia ser o Espírito protetor, ou um Espírito amigo que veio ajudar no momento da desencarnação.

         Terceiro momento: dividir a turma em grupos e distribuir alguns exemplares de O Livro dos Espíritos. Solicitar que os evangelizandos encontrem as questões 658, 659, 660, 662 e 666. Cada grupo deve ler e explicar uma das questões (se a turma for muito grande, poderá ser distribuída a mesma questão para dois grupos, pedindo que o segundo a se apresentar complemente a resposta do grupo anterior). Ao final, distribuir as questões para colar no caderno.

         Veja as perguntas de O Livro dos Espíritos.

    658 - Agrada a Deus a prece?

A prece é sempre agradável a Deus, quando ditada pelo coração, pois, para Ele, a intenção é tudo. Assim, preferível Lhe é a prece do íntimo à prece lida, por muito bela que seja, se for lida mais com os lábios do que com o coração. Agrada-Lhe a prece, quando dita com fé, com fervor e sinceridade. (...)"

         659 - Qual o caráter geral da prece?

A prece é um ato de adoração. Orar a Deus é pensar Nele; é aproximar-se Dele; é pôr-se em comunicação com Ele. A três coisas podemos propor-nos por meio da prece: louvar, pedir, agradecer."

         660 - A prece torna melhor o homem?

"Sim, porquanto aquele que ora com fervor e confiança se faz mais forte contra as tentações do mal e Deus lhe envia bons Espíritos para assisti-lo.(...)"

         662 – É possível orar utilmente pelos outros?

"O Espírito de quem ora atua pela vontade de fazer o bem. Pela prece, ele atrai para si os bons espíritos e estes se associam ao bem que deseje fazer."

         666- Pode-se orar aos Espíritos?

"Pode-se orar aos bons Espíritos como sendo os mensageiros de Deus e os executores de suas vontades. Mas o poder deles é proporcional à superioridade que hajam alcançado, e dependem sempre do Senhor de todas as coisas, sem cuja permissão nada se faz. (...)"

         Obs.: de acordo com o que os evangelizandos forem explicando sobre a prece, o evangelizador pode complementar, utilizando as questões abaixo, se necessário.

         O que é a prece? Uma conversa com Deus. Podemos conversar com Deus em qualquer hora e lugar, não precisando de uma posição específica (juntar as mãos, se ajoelhar), nem de imagens ou palavras difíceis. Para Deus o que importa são os nossos bons sentimentos, o que temos de bom em nosso coração.

         Por que precisamos orar? Para nos colocar em sintonia com Deus, para sermos auxiliados; para mais facilmente receber coragem, intuição ou ajuda de nosso Espírito protetor ou dos amigos espirituais.

         Será que Deus sempre ouve nossas preces? E Ele sempre nos dá o que pedimos? Sim, sempre somos ouvidos, mas nem sempre o que pedimos é o melhor para nós, como um pai que não dá ao filho pequeno um brinquedo com o qual ele possa se machucar.

         Como é a prece nas outras religiões? Será que são necessários rituais? Jesus não usava rituais, ele fez prece em vários lugares: na cruz, no alto do morro, na última ceia, com os apóstolos. Lembrar que devemos respeitar as crenças que são diferentes das nossas.

         Devemos orar apenas quando temos dificuldades? Não. Devemos orar quando tudo está bem para termos forças e fé para superar as dificuldades quando elas aparecerem. O evangelizador poderá citar como exemplo o que ocorre com a água da piscina: se a água não for tratada com produtos adequados e feita a limpeza regularmente, ela acaba ficando com tantas impurezas e sujeiras, que muda até a sua cor, tornando-se esverdeada e feia. Assim somos nós: precisamos da prece regularmente (todos os dias), a fim de que possamos estar em sintonia com Deus e permanecermos fortalecidos diante das dificuldades que fazem parte da vida de todas as pessoas.

         Prece de encerramento






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