Apostila de evangelizaçÃo espírita infantil segundo e Terceiro Ciclos



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O amor de Deus


          O amor divino se expressa em todo o Universo.

          Sua presença está na leve brisa que acaricia as pétalas de uma flor, e nos vendavais que agitam ondas imensas nos oceanos.

          Está no tênue sussurro da criança e também nas estrondosas explosões solares.

          Está presente na luz singela do vaga-lume, que quebra a escuridão das noites silenciosas do sertão, e nas estrelas de primeira grandeza, engastadas na imensidão dos espaços siderais.

          O amor divino está na florzinha singela, que espalha aroma em pequenos canteiros, e nas miríades de mundos que enfeitam galáxias nos jardins dos céus...

          Os passarinhos que saltitam nos prados, cantam nos ramos e alimentam seus filhotes, dão mostras do amor de Deus.

          As ondas agitadas que arrebentam nas praias, tanto quanto o filete de água cristalina que canta por entre as rochas, falam do amor de Deus.

          A fera que ruge na selva e os astros que giram na amplidão enaltecem o amor divino, enquanto falam dessa cadeia que une os seres e as coisas no universo infinito.

          No andar pesado do elefante e no vôo leve e gracioso do beija-flor, expressa-se o amor de Deus.

          Da ferocidade da leoa em busca do alimento, à dedicação do pingüim chocando os ovos, percebe-se o amor divino.

          Da leviandade do chupim, que bota seus ovos em ninho alheio, à operosidade e engenharia do joão-de-barro, notamos a presença do amor de Deus.

          Nos insetos nocivos tanto quanto no exemplo de trabalho comunitário das abelhas, cupins e formigas, percebemos o amor divino.

          No instinto de sobrevivência de homens, animais e plantas, está presente o amor de Deus.

          Na minúscula semente que traz no íntimo o código genético de sua espécie, está contemplado o amor do Criador.

          A destreza instintiva do pássaro tecelão, a graciosidade da borboleta, a habilidade inconteste dos reflorestadores alados, falam do amor de Deus.

          A criança que sorri, inocente e feliz no regaço materno, e a que chora triste, sem rumo e sem lar, são a presença do Criador no mundo, com acenos de esperança.

          O homem sábio, que emprega seus conhecimentos nos serviços do bem, e aquele que se enobrece no trabalho rude da lavoura, apresentam o amor de Deus, elevando a vida.

          Até mesmo nas tempestades que destroem nossas flores de ilusão, vemos o convite do Criador para que plantemos em solo firme de felicidade perene.

          O ar que respiramos é dádiva do amor celeste...

          O amor que trazemos na alma, é herança do Criador da vida...

          A esperança que alimentamos é ânfora de luz nutrindo a vida com a chama do amor de Deus.

          Por fim, não há espaço algum no universo, onde não pulse o amor de Deus.

* * * * * * * * * * * *
          Na inquietude dos delinqüentes, o amor divino se faz atento...

          Na dor dos aflitos, o amor de Deus é afago...

          Na inocência da criança, o amor divino se mostra...

          Na mansuetude dos sábios, o amor de Deus é quietude.

          Na harmonia do universo, o amor do Criador repousa...

          No coração de quem ama, o amor de Deus se realiza.

Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita. www.momento.com.br.

         Prece de encerramento




Reencarnação III


         Prece inicial

         Primeiro momento: perguntar o que os evangelizandos pensam que Jesus quis dizer com a seguinte frase: “Ninguém poderá ver o Reino de Deus se não nascer de novo.” (Jo 3,3) Jesus falou sobre reencarnação (tema da aula). É necessário reencarnar para evoluir, para participar do Reino de Deus. Jesus ensinou que o Reino dos Céus está dentro de nós e que cada um poderá realizá-lo vivenciando seus ensinamentos.

         Segundo momento: indagar se acreditam em reencarnação. Se a resposta for positiva, por que acreditam em reencarnação? Aguardar as respostas, complementando se necessário.

         Terceiro momento: apresentação de um vídeo que demonstra um caso de reencarnação. Caso não seja possível o evangelizador apresentar o vídeo, poderá fazer uma narrativa, salientando que trata-se de fatos verídicos. Veja abaixo uma história do livro “Um encontro com Jesus”, de Divaldo Franco – copilado por Délcio Carlos Carvalho. Sugerimos as histórias das páginas 248 e 250.

História retirada/adaptada da Internet:

         O garoto Munesh Bhajan Singh foi estudado pelo indiano Dr. Rabi Nat Banerjee. O caso é narrado por Divaldo Pereira Franco na fita de vídeo "Provas Científicas da Reencarnação". Aconselho a todos adquirirem, a palestra é realmente belíssima e bem-humorada! Além disso, todo o produto da fita é destinado à manutenção da Mansão do Caminho (Salvador-Bahia-Brasil), que cuida de mais de 3000 crianças.

         Viveu na cidade de Shandagali uma criança que nasceu no mês de dezembro no ano de 1950. No ano de 1954 este menino estava sendo banhado pela sua genitora e fez uma traquinagem qualquer. A mãe aplicou-lhe uma palmada. O menino fez um quadro de estupor e disse:

         - Não me bata. Se você voltar a bater-me, eu me irei de casa para a casa da minha esposa.

         A mãe achou muita graça, porque apesar da precocidade hoje nesta área, no ano de 1954 era muito precoce uma criança de 4 anos querer ir para a casa de sua esposa. Ela, en passant, perguntou:

         - Muito bem. E quem é sua esposa?

         - Aloja Devi.

         - Ah, que bom. E por certo você sabe onde ela mora?

         - Sim, eu sei! Na cidade de Itani.

         - Ah, mas... - então ele voltou a ser criança. Mas o menino ficou com o estado de consciência alterada. A partir daquele momento não era mais a mesma criança. No dia seguinte a mãe surpreendeu-o chorando. E perguntou-lhe:

         - Por que você está chorando, Munesh?

         - Saudade da minha esposa...

         - Mas meu filho, você tem apenas 4 anos!

         - Mas eu tenho uma esposa que se chama Aloja Devi!

         A mãe achou aquilo curiosíssimo, porque ela era de cultura não-reencarnacionista. Obedecendo à tradição do Corão, ela não aceitava (nem a sua família) a reencarnação, mesmo popular na Índia. Outro dia, em que o menino parecia abstraído do ambiente em que estava, ela perguntou:

         - Em que pensa, Munesh?

         - Na minha esposa, no meu filho e no meu jumento. Eu me recordo da minha casa, mamãe.

         E descreveu a casa:

         - É uma casa na margem de um rio cercada de laranjeiras normalmente em flor. É uma casa branca e eu me recordo dos olhos da minha mulher.

         E a partir daí, Munesh passou a ter uma dupla personalidade. Era a criança normal de 4 anos e subitamente era uma criança que dizia umas coisas estranhas, que assumia uma personalidade que não condizia com a sua idade físico-mental. A mãe levou a criança ao médico e ele constatou uma alteração nervosa no comportamento do menino dando-lhe calmantes. Porém Munesh não mais voltaria àquele estado que antecedeu ao banho. A mãe preocupada - as mulheres são assim, se preocupam muito – não agüentando guardar aquele segredo – porque mulher não guarda segredo! Nem homem! A função do segredo é a gente contar ao melhor amigo para que ele conte ao melhor amigo, e este conte a outro amigo. Ela contou à amiga e disse:

         - Por Deus! É segredo. Nós somos adeptos de Maomé, e eu não desejo uma situação religiosa desagradável para nós.

         E a vizinha disse:

         - Deixo-a tranqüila. Eu sou um túmulo (aberto).

         E naturalmente ela também tinha uma amiga. Quem é que agüenta guardar segredo? Contou à sua amiga que contou à outra e à tarde a cidade inteira sabia. Porque a vantagem do segredo é esta: todo mundo sabe e faz de conta que não sabe.

         A notícia se fez popular, viajou e chegou. Chegou até Nova Delhi, 2000 km de distância, porque o segredo viaja maravilhosamente. Banerjee anotou os dados daquela criança, porém, não teve interesse de visitá-la porque eram dados muito superficiais.

         Mas a notícia viajou também, e quando Munesh contava 6 anos e 6 meses, certo dia pararam à porta da sua casa duas senhoras veladas, brâmanes. Uma delas era alta, esguia, jovem. A outra, era menos alta, gorda, mais idosa. Aproximaram-se do tio-avô de Munesh - observem o diálogo de Banerjee – e perguntaram:

         - É aqui que mora uma criança que diz ser a reencarnação de Bhajan Singh?

         O senhor disse:

         - É aqui.

         - Pois faça-me o favor de chamá-lo. Porque eu sou a mãe de Bhajan Singh, e gostaria de conversar com ele.

         O tio-avô diz textualmente:

         - Munesh, aqui está tua mãe da vida de Bhajan Singh.

         A criança vem correndo, 6 anos e meio, e a tradição brâmane manda que se toque o pé ou beije a mão. Distende-lhe a dama a mão. O menino curva-se e quando vai a mão, levanta a cabeça ousadamente e diz:

         - Você não é minha mãe! Você é minha esposa!

         A senhora sorri e diz:

         - Eu sou a mãe de Bhajan Singh.

         - Como tenta me enganar?! Será que eu me esqueceria dos seus olhos tentadores?

         E ela diz:

         - Como você pode dizer que eu sou a esposa de Bhajan Singh?

         - Porque eu me lembro. Antes de eu me casar com você, eu namorava com a sua irmã. E para poder pedir você em casamento eu prometi ia casar-me com ela para poder entrar em casa e na hora do pedido eu pedi-lhe a mão, causando uma grande surpresa para a família, e casei-me com você, não é verdade?

         Ela disse:

         - É verdade. Eu sou Aloja Devi, a viúva de Bhajan Singh. Mas eu desejo que você me dê uma prova.

         Nesse ínterim, os vizinhos (que detestam a vida do vizinho) já haviam chegado e formado um grupo à porta como quem não quer nada. A senhora olhou para um lado, para outro e Munesh perguntou:

         - Deseja uma prova pública ou uma prova particular?

         - Pública, naturalmente.

         Ele disse:

         - Eu me recordo que antes de morrer, no ano de 48 eu havia viajado à cidade de Agra, para fazer os meus exames complementários na Universidade. Quando retornei, você estava brigada com mamãe, e eu desesperado dei-lhe uma surra com pau de bater manteiga – porque na Índia os maridos batem nas mulheres. Como aqui no Brasil em que as mulheres batem nos maridos – E quando eu lhe dava a sova, o pau arrebentou-se, feriu-lhe no cotovelo deixando-lhe uma cicatriz. Quer mostrar?

         A senhora levantou a manga do vestido. Lá estava a cicatriz. Mas ela disse:

         - Ora, esta é uma coincidência. Qual é a mulher na Índia que ainda não apanhou de seu marido? - aliás uma política muito saudável – Eu quero agora uma prova particular.

         Ele disse:

         - Aqui?

         Ela disse:

         - Não. Quero na alcova.

         O menino adentrou-se em casa, com as duas senhoras, seus pais e lá esteve por mais de duas horas. Quando saíram, a vizinhança não agüentou e perguntou:

         - E então, é ou não é?

         E a senhora disse para esses vermes:

         - Esse diabo é a alma do meu marido, porque só o meu marido sabe de nossa intimidade no tálamo conjugal.

         Banerjee acrescenta:

         "Na Índia, é considerado crime passível de punição severa desvelar o relacionamento conjugal a ouvidos alheios, mesmo na corte para o processo de divórcio, chegando a ter uma das penas mais cruéis que a da extinção da vida. E o menino conhecia o relacionamento conjugal da senhora Sing."

         Ela saiu agora desolada, saiu feliz e desapareceu. Foi quando Banerjee cientificado desse detalhe significativo veio de Nova Delhi, entrevistou o menino, gravou-o, à época fez um filme. Gravou em fita magnética e resolveu um desafio. Propôs à família leva-lo a trem, a 400 km no alto das montanhas. A família aceitou o desafio. Banerjee, os pais e a criança, dirigiram-se de automóvel a Itani. No dia seguinte, estando na cidade, Banerjee pediu ao menino para que provasse que ele havia vivido ali. E ele disse:

         - Eu me lembro que naquela casa morava o Seu Fulano de Tal. Eu me recordo que esta é a Rua X, aquela é a Y.

         E começou a contar fatos pitorescos. Convidadas algumas autoridades locais, as autoridades riam e diziam:

         - Este menino faz-nos lembrar o senhor Bhajan Singh, que era da nossa comunidade e contava estas mesmas histórias. Ele morreu vitimado pelas febres no ano de 1950 no mês de janeiro – conforme o menino narrara a Banerjee na entrevista que tivera. Banerjee ainda desejava de uma evidência que eliminasse qualquer hipótese de pregnância, de telepatia, de hiperestesia direta do inconsciente. Perguntou ao menino se ele era capaz de identificar a sua casa.

         -Como não? Vamos lá!

         E saíram com uma comissão, os recém-chegados e pessoas locais. Ele foi até uma casa à beira de um rio, empurrou a porta e ao adentrar-se, começou a reclamar:

         - Que horror! Que fizeram com a minha casa?!

         Os residentes vieram à sala e reclamaram da invasão de domicílio. Banerjee explicou que era uma experiência científica. E o menino disse:

         - Por que pintaram com esta cor berrante a minha sala alinitente?!

         E o homem disse:

         - Bem, é que nós compramos esta casa há 7 anos atrás na mão da viúva Aloja Devi, que desgostosa com a morte repentina por febres do seu marido, transferiu-se para uma cidade aqui próxima. E como estava noivo e me ia casar, a minha esposa que detesta esta coloração esmaecida, pediu-me para colocar a cor do seu sare, amarelo, e eu pintei a casa.

         E disse:

         - Muito bem. Ali, antes de morrer, eu havia deixado uma cantoneira com a deusa Shiva e com algumas moedas de ouro. A minha esposa estava grávida e eu prometi que daria uma grande oferta à deusa se o parto fosse normal. Deixei 9 moedas de ouro.

         O homem disse:

         - Está explicado! Quando eu comprei a casa (eu não sou adorador de Shiva) derrubei a estátua. Quando ela caiu, estava recheada de ouro. Hoje eu até sou devoto de Shiva, para ver se ela me manda mais alguma moeda. E eu nunca entendi o fato!

         Banerjee levou-o à cidade que residia a viúva, confirmou e ao terminar a pesquisa, ele fez uma série de análise de várias hipóteses para concluir:

         - Só a reencarnação para explicar o caso de Munesh Bhajan Singh, cuja memória não é cerebral, é extra-cerebral.

         Quarto momento: distribuir frases com o tema Reencarnação, pedindo que os evangelizandos analisem a afirmativa para posterior comentários em grupo. A atividade pode ser feita em duplas ou individualmente, dependendo do número de evangelizandos.

         Veja sugestões de frases.

1 - Reencarnação é uma das leis divinas, que assegura a evolução.

         2 - Se não houvesse a reencarnação não haveria justiça, pois Deus criaria pessoas com diferenças físicas, intelectuais, sociais.

         3 - Se não houvesse a reencarnação, Deus não seria bondoso, pois não conseguiríamos chegar a perfeição em uma só existência.

         4 - Ninguém renasce com o objetivo de fazer maldades, mas sempre com o propósito de fazer o bem.

         5 - Reencarnamos com limitações físicas, se isso for importante para o nosso aprendizado.

         6 - O Espírito não regride, mas pode estacionar. Também a carne não ressuscita.

         7 - Reencarnamos para aprender, para cooperar na obra da Criação de Deus, para adquirir experiências (provas) e resgatar erros do passado e evoluir.

         8 - A reencarnação ocorre em diferentes mundos, conforme o grau evolutivo e a necessidade do Espírito.

         9 - Reencarnar é uma importante oportunidade.

Veja as frases com alguns subsídios ao evangelizador.

 1 - Reencarnação é uma das leis divinas, que assegura a evolução. O mesmo Espírito reencarna em diferentes corpos físicos, de acordo com suas necessidades evolutivas.

         2 - Se não houvesse a reencarnação não haveria justiça, pois Deus criaria pessoas com diferenças físicas, intelectuais, sociais.

         Cada Espírito é criado simples e em ignorancia, rumo a perfeição. Se não houvesse a reencarnação seriam pontos de partida diferentes, rumo a perfeição. E não haveria justiça, pois Deus criaria pessoas com diferenças físicas, intelectuais, sociais.

         3 - Se não houvesse a reencarnação, Deus não seria bondoso, pois não conseguiríamos chegar a perfeição em uma só existência. Não é possível chegar a ser um Espírito puro em apenas uma encarnação, pois a evolução não dá saltos, é gradual. Dar tantas oportunidades quantas forem necessárias para que os Seus filhos evoluam até chegarem à perfeição é parte da bondade e do amor de Deus por nós.

         4 - Ninguém renasce com o objetivo de fazer maldades, mas sempre com o propósito de fazer o bem. O mal é resultado do mau uso do livre-arbítrio, pois sempre se pode optar entre fazer o bem ou o mal.

         5 - Reencarnamos com limitações físicas, se isso for importante para o nosso aprendizado. Limitações físicas servem de resgate, correção de atitudes, disciplina de tendências e como meio de evolução mais rápido. Podemos escolher uma dificuldade no Mundo Espiritual a fim de acelerar o nosso progresso, sem que signifique que seja conseqüência de um erro cometido no passado.

         6 - O Espírito não regride, mas pode estacionar. Também a carne não ressuscita. Não existe Metempsicose (reencarnação em corpos de animais). Também a carne não ressuscita, pois uma vez morto o corpo físico, o Espírito continua vivo e vai reencarnar em outro corpo físico adequado a sua evolução e merecimento. Algumas religiões acreditam em reencarnação em corpos de animais, mas isso seria um retrocesso, e o Espiritismo nos esclarece que não retrocedemos.

         7 - Reencarnamos para aprender, para cooperar na obra da Criação de Deus, para adquirir experiências (provas) e resgatar erros do passado e evoluir. Aprender a amar, perdoar, fazer a caridade, compreender os outros. Não “nascemos para sofrer”, e “a reencarnação não é para pagar dívidas”, pois todas as experiências visam a nossa felicidade, a nossa harmonia com as leis divinas.

         8 - A reencarnação ocorre em diferentes mundos, conforme o grau evolutivo e a necessidade do Espírito. Numerosas são as reencarnações, porque o progresso é lento. Não há como delimitar quantas vezes cada Espírito vai reencarnar, depende de seu esforço em evoluir, pois pode evoluir mais depressa ou não, dependendo do uso do seu livre-arbítrio.

         9 - Reencarnar é uma importante oportunidade. Há muito mais Espíritos desejando reencarnar, mas não há “vagas”. Algumas pessoas dizem que não pediram para nascer, mas na realidade não lembramos, pois a maioria de nós implorou para renascer, para aproveitar a oportunidade de evolução.

         Quinto momento: os evangelizandos devem ler a frase que receberam, fazendo, em seguida, os comentários. O evangelizador complementará as ideias sempre que necessário.

         Obs.: durante a apresentação das frases, entre uma frase e outra, o evangelizador pode contar alguns casos que exemplificam a reencarnação. Veja algumas sugestões:

         Artigos sobre a história verídica do filme Minha Vida na Outra Vida – Revista Internacional de Espiritismo - RIE – Fevereiro de 2001.

         A seta aponta para Jenny Cockel ao lado de seus filhos da existência passada quando viveu como Mary Sutton. O encontro foi possível através da ajuda dos jornais irlandeses e de cartas enviadas às igrejas que chegaram aos filhos sobreviventes.



         Jenny Cockel ao lado da filha Phillips, 71 anos depois, em 1994. Os próprios filhos disseram que seus traços se assemelham aos de sua mãe Mary Sutton, já falecida.

         A inglesa Jenny Cockell que desde a infância tinha estranhos sonhos que a acompanharam até a idade adulta, via-se em outra época e em outro lugar. Seus pais não davam importância aos seus relatos. Morando na Inglaterra, já com os filhos criados, ao completar 40 anos, apoiada pelo esposo, resolveu pesquisar por conta própria aquilo que os sonhos lhe repetiam.

         "Eu tinha necessidade de saber se meus filhos da vida passada estavam bem e não poderia estar tranqüila sem esclarecer o fato. Quando observei o mapa da região de Malahide, ao norte de Dublin, senti intuitivamente que ali vivera com o nome de Mary Sutton", disse Jenny.

         O caso teve o desdobramento que ela esperava, pois acabou chegando à velha casa onde morou, já em ruínas e de lá não foi difícil encontrar seus filhos ainda vivos. A extensa reportagem publicada na revista "People" de 1994, teve ampla repercussão em todo o mundo. Eu particularmente assisti a reportagem levada ao ar pela Directv mostrando ela e seus filhos. Eles próprios, apesar da fé católica, renderam-se às evidências posando para as câmeras ao lado da agora jovem mãe.

         Um dos filhos, Sonny, declarou: "Como poderia saber ela tantas coisas sobre nossa casa?" Outra filha, Phylips, católica e consciente de que a Igreja rejeita a reencarnação, declarou: "Eu ainda encontro dificuldade em acreditar em reencarnação, mesmo que Jenny esteja falando a verdade. Penso apenas que mamãe "passou" a sua alma para outra pessoa sem ter nascido de novo".

         Esta teoria é rejeitada pelo Espiritismo por ser mais complicada do que a teoria da reencarnação.

         Antes de se encontrarem, Jenny e Sonny Sutton (filho mais velho de Mary) concordaram que a BBC (estatal britânica de rádio e TV) investigasse as lembranças de Jenny em separado. Ela demonstrou saber de particularidades da casa de Mary Sutton, até mesmo o seu modo de enfiar a agulha de costura e o fato de as crianças, terem recolhido uma lebre viva presa na armadilha. Haviam passados 21 anos entre a morte de uma e o nascimento da outra e a conclusão a que chegaram os investigadores foi de 98% de acerto.

(Publicado no Correio Fraterno do ABC Nº 364) - retirado do site www1.uol.com.br/bemzen/ultnot/cantodeluz/ult494u31.htm

         Comentários sobre o filme "Minha Vida na Outra Vida".

         Mãe reencontra filhos de existência passada

Orson Peter Carrara

         Filme lançado em DVD retrata caso verídico. A música é linda e a história real. O tema é a reencarnação, e o filme, ora lançado em DVD pela Versátil Home Vídeo, está baseado em fatos reais relatados em livro autobiográfico.

         "Minha Vida na Outra Vida" conta a história de Jenny, uma mulher do interior dos Estados Unidos, que tem visões, sonhos e lembranças de sua última encarnação, como Mary, uma mulher irlandesa que faleceu na década de 30. Intrigada, Jenny sai em busca de seus filhos da vida passada. Tem início uma jornada emocionante. Jenny é magistralmente interpretada pela renomada atriz Jane Seymour, de "Em Algum Lugar do Passado". Só, que desta vez, não se trata de ficção, mas de realidade.

         Com direção de Marcus Cole, 93 minutos de duração, nos idiomas inglês e português, legendado e dublado, e produzido nos Estados Unidos no ano de 2000, o filme emociona pelas profundas reflexões que provoca a quem o assiste. É impossível não se emocionar.

         Abordando conflitos familiares, vida e morte, mas especialmente lembranças de outras vidas e reencarnação, a produção soube bem reproduzir a realidade vivida por Jenny Cockell. Ela via-se em outra época e lugar, como jovem mãe, em recordações domésticas de sua pequena casa de campo. Mãe de vários filhos, morreu de complicações de parto, 21 anos antes do nascimento dela própria, atualmente na personalidade de Jenny.

         As visões e sonhos levaram-na a pesquisar o próprio passado e a reencontrar os filhos da existência anterior, agora idosos. Num reencontro que traz grandes emoções, reconhecem-se em circunstâncias que não deixam dúvidas, face a detalhes impressionantes que ficaram gravados no tempo e no espaço, ora trazidos às lembranças vivas do presente. As preocupações com os filhos pequenos, na existência anterior, fizeram-na buscá-los atualmente.

         Uma autêntica lição de amor envolve os personagens, trazendo toda a lógica da reencarnação de maneira muito clara, simples, objetiva. E faz pensar. Especialmente para aqueles que duvidam da realidade das existências sucessivas. E para quem aceita, o filme é um brado de imortalidade.

         O DVD apresenta extras com depoimentos de lideranças do movimento espírita. Entre eles, Marlene Nobre, Nestor Masotti e Zalmino Zimmermman. Também apresenta algumas perguntas e respostas da conhecida escritora Therezinha Oliveira e uma galeria de fotos de Jenny com os filhos da existência passada e da cidade onde os reencontrou, na Irlanda.

         A Versátil tem oferecido excelentes trabalhos na área de filmes em DVD, resgatando preciosidades para divulgação do pensamento espírita.

         O assunto foi tema de matéria de capa da Revista Internacional de Espiritismo, de fevereiro de 2001, através de contato com a amiga Yeda Hungria, de Niterói-RJ, que gentilmente nos enviou, à época, textos e fotos da reportagem publicada.

         Trata-se, realmente, de uma ocorrência notável de recordações de outras existências. Embora já conhecesse a história, pelo texto da querida Yeda, o filme levou-me às lágrimas. As emoções são muito fortes.

         O trabalho na Candeia propiciou-me ver o DVD imediatamente ao seu lançamento, por gentileza do produtor, Oceano Vieira de Melo, a quem, de público, desejo cumprimentar pelo excelente trabalho de divulgação da Doutrina Espírita. A Versátil (www.dvdversatil.com.br), dirigida pelo Oceano, possui outros extraordinários trabalhos nessa área de DVDs, inclusive excelentes documentários e palestras de expressivos eventos do movimento espírita.

         Temos o dever de falar do que é bom. Meus parabéns à Versátil. Minha recomendação aos amigos leitores, exatamente pela qualidade da produção.

Orson Peter Carrara: Palestrante espírita, articulista da imprensa espírita e autor do livro CAUSA E CASA ESPÍRITA (distribuído pela Casa Editora O Clarim) e integrante da USE REGIONAL JAU tem inúmeros artigos publicados em jornais e revistas do país.

         Prece de encerramento







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