Apostila de evangelizaçÃo espírita infantil segundo e Terceiro Ciclos



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O retorno do bem

         Era bem tarde da noite e Tim e seus amigos voltavam de uma festa. Eles eram uma turma de oito amigos, que caminhavam alegremente pelo centro de Santo Ângelo.

         De repente, três adolescentes começaram a caminhar mais rápido na direção deles e logo anunciaram:

         - É um assalto!

         Muito assustados os amigos começaram a entregar relógios, celulares e o pouco dinheiro que possuíam.

         Quando Tim estendeu seu celular e o dinheiro que tinha, um dos assaltantes disse:

         - Não pegue nada do gordinho! - referindo-se a Tim, que era gordinho. Não pegue nada dele, ele é filho da Tia Carmem. E não machuquem ninguém!

         - Que Carmem? - quis saber logo o outro assaltante.

         - Tia Carmem, que ajuda a fazer a sopa, e orava conosco todos os sábados. Ela é do Bem!

         Por causa das boas atitudes de Tia Carmem, os sete amigos tiveram suas coisas roubadas, menos Tim. E ninguém saiu machucado.

         Mais tarde, quando ele contou a mãe o que aconteceu, Dona Carmem se emocionou ao perceber que o bem que ela fazia havia retornando, ajudando seu filho em um momento difícil.
         Quarto momento: falar que todo o bem que praticamos retorna para quem o praticou ou para alguém próximo a ele, com quem ele tenha laços de afeto. Isso ocorre mais cedo ou mais tarde, de acordo com a lei de causa e efeito.

         Quinto momento: pedir que os evangelizandos dêem exemplos de situações em que podemos exercitar a caridade. Falar com os evangelizandos sobre a caridade por inteiro e não pela metade. Quem retira os botões de um casaco ou os cadarços de um tênis, dá uma roupa suja ou rasgada faz caridade pela metade. Devemos dar aos outros roupas e calçados no estado em que gostaríamos de receber: limpos e inteiros. Pois se nos colocarmos no lugar de quem recebe a caridade, também gostaríamos de ser tratados com respeito e dignidade.

         Subsídios ao evangelizador - Tipos de caridade:

         Material: doação de alimentos, roupas, dinheiro, remédios.

         Mental: prece, vibrações, perdão sincero, sentimentos de amor e carinho, coisas boas que desejamos aos outros.

         Verbal: palavras que expressam amor, consolo, falar suave, sem gritar.

         Passiva: silêncio diante da ofensa, atenção diante de um desabafo de alguém que sofre.

         Gestual: atitudes, abraço, carinho, sorriso, aperto de mão.

         Mediúnica: quando participa de uma sessão mediúnica, ouve e auxilia os desencarnados

         Sexto momento: sugestões de atividades.

         Atividade 1

Complete as frases:

Melhor é ajudar do que ser __________________

Melhor é dar do que ________________________

Melhor é amar do que ______________________

Melhor é ser bom do que ser _________________

Melhor é ser amigo do que ser ________________

Melhor ser paciente do que ___________________

Melhor ser honesto do que ___________________

Melhor promover a paz do que a _______________

Melhor brincar do que _______________________

Melhor sorrir do que _________________________

Atividade 2

Que caridade eu posso fazer?

Em casa: ______________________________________________________

Na escola: ______________________________________________________

No bairro onde moro: ______________________________________________

Com amigos: ____________________________________________________

Com os animais: _________________________________________________

Ainda hoje: ______________________________________________________

         Subsídios ao evangelizador

Necessidade da caridade, segundo S. Paulo (O Evangelho segundo o Espiritismo, capítulo 15, item 6)

         6. Ainda quando eu falasse todas as línguas dos homens e a língua dos próprios anjos, se eu não tiver caridade, serei como o bronze que soa e um címbalo que retine; - ainda quando tivesse o dom de profecia, que penetrasse todos os mistérios, e tivesse perfeita ciência de todas as coisas; ainda quando tivesse a fé possível, até o ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, nada sou. - E, quando houver distribuído os meus bens para alimentar os pobres e houvesse entregado meu corpo para ser queimado, se não tivesse caridade, tudo isso de nada me serviria.

         A caridade é paciente; é branda e benfazeja; a caridade não é invejosa; não é temerária, nem precipitada; não se enche de orgulho; - não é desdenhosa; não cuida de seus interesses; não se agasta, nem se azeda com coisa alguma; não suspeita mal; não se rejubila com a injustiça, mas se rejubila com a verdade; tudo suporta, tudo crê, tudo espera, tudo sofre.

         Agora, estas três virtudes: a fé, a esperança e a caridade permanecem; mas, dentre elas, a mais excelente é a caridade (S. PAULO, 1ª Epístola aos Coríntios, cap. XIII, vv. 1 a 7 e 13.)

         7. De tal modo compreendeu S. Paulo essa grande verdade, que disse: Quando mesmo eu tivesse a linguagem dos anjos; quando tivesse o dom de profecia, que penetrasse todos os mistérios; quando tivesse toda a fé possível, até ao ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, nada sou. Dentre estas três virtudes: a fé, a esperança e a caridade, a mais excelente é a caridade. Coloca assim, sem equívoco, a caridade acima até da fé. É que a caridade está ao alcance de toda gente: do ignorante, como do sábio, do rico, como do pobre, e independe de qualquer crença particular.

         Faz mais: define a verdadeira caridade, mostra-a não só na beneficência, como também no conjunto de todas as qualidades do coração, na bondade e na benevolência para com o próximo.

         Prece de encerramento



Caridade II

         Prece Inicial

         Primeiro momento: contar a história Caridade, o amor em ação.

Caridade, o amor em ação

         Alguém já ouviu falar de uma árvore que, além de dar frutos, dava comida: feijão, arroz, carne, salada? Pois é, essa árvore existiu e era uma árvore muito especial, porque foi o início de uma linda história:

         Era uma vez Dona Maria, uma senhora muito bondosa. Em frente de sua casa havia uma linda árvore. Dona Maria, que era espírita, preocupava-se com as pessoas que passavam fome perto de sua casa. Ela, então, arrumou um jeito de ajudar: todos os dias ela pendurava na árvore em frente a sua casa um saco. Dentro do saco, cuidadosamente arrumados, em caixas de leite previamente limpas, ela colocava comida: arroz, feijão, pão, carne e o que mais houvesse para o almoço em sua casa.

         Com o tempo, Dona Maria percebeu que o saco de comida desaparecia assim que era colocado na bela árvore em frente a sua casa. Curiosa, um dia ficou espiando e viu que um menino, com mais ou menos seis anos de idade, usando uma roupa rasgada, esperava pela comida e sentava à sombra da árvore para saboreá-la.

         Tito comia com vontade a comida de Dona Maria, pois em sua casa, muitas vezes, não havia o que comer. Ele morava com a mãe, viúva, e com mais três irmãos maiores.

         Dona Maria resolveu, então, se aproximar do menino, a fim de auxiliá-lo. Puxou conversa, prometeu para o dia seguinte um bolo de chocolate e, assim, aos poucos, eles foram se conhecendo melhor.

         Logo os dois estavam almoçando juntos e Dona Maria caprichava na comida para que o menino crescesse forte e saudável. Quando a mãe de Tito adoeceu e não pôde trabalhar, Dona Maria preparou mais comida, para que também houvesse almoço para os outros irmãos e a mãe de Tito.

         Nos anos que se seguiram, Dona Maria incentivou Tito a estudar, deu a ele material escolar, e acompanhou seus progressos escolares.

         A família de Tito também foi encaminhada para receber auxílio no Centro Espírita que Dona Maria freqüentava, recebendo roupas, alimento, orientação profissional e espiritual. Dona Maria se tornou amiga da mãe de Tito, Dona Rute, que passou a trabalhar na casa de Dona Maria, auxiliando nas tarefas do lar.

         As duas amigas freqüentavam juntas o grupo de estudos no Centro Espírita e Tito freqüentava, com alegria, as aulas de evangelização espírita. O menino crescia em idade e em saber: era um aluno dedicado e sempre mostrava, orgulhoso, o boletim para Dona Maria, que ficava contente em perceber que o menino estudava bastante e era um aluno exemplar. O tempo passou, a amizade dos dois se fortaleceu e logo Tito era um adolescente.

         Alguns anos depois, quando Tito arrumou o primeiro emprego, Dona Maria foi a primeira a saber que ele iria trabalhar na fábrica perto de sua casa. Foi assim também quando ele começou a trabalhar no Centro Espírita, para alegria de Dona Maria.

         Enquanto Dona Maria se tornava uma velhinha muito simpática, Tito se transformava em um adulto, e, cada vez mais, em um homem responsável, caridoso, um verdadeiro homem de bem.

        Quando Dona Maria adoeceu, Tito e a namorada cuidaram dela durante muito tempo. E foram eles que escutaram as últimas palavras que Dona Maria pronunciou nesta encarnação:

         - Que bom que vocês estão comigo, hoje. É mesmo verdade, o bem que se faz sempre retorna pra nós.

Claudia Schmidt

       Segundo momento: entregar o texto abaixo, perguntando o que Jesus quis dizer com o ensinamento.

         “(...) tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; careci de teto e me hospedastes; estive nu e me vestistes; achei-me doente e me visitastes; estive preso e me fostes ver.

         (...) Em verdade vos digo, todas as vezes que isso fizestes a um destes mais pequeninos dos meus irmãos, foi a mim mesmo que o fizestes. (...)”

         Jesus, em O Evangelho Segundo o Espiritismo, capitulo XV, Fora da caridade não há salvação.

   Terceiro momento: relacionar o ensinamento de Jesus com a história contada:



  • Será que Dona Maria fez o bem com interesse, pensando em si mesma? Importante fazer o bem desinteressadamente.

  • Dona Maria não escolhia a quem auxiliar.

  • Quem é o nosso próximo? É quem está mais próximo de nós, precisando de ajuda naquele momento;

  • Por que devemos fazer o bem? Fazer o bem não porque vamos receber algo em troca, mas porque é a decisão certa e traz felicidade.

  • O bem que fazemos desinteressadamente sempre retorna a nós.

Quarto momento: conversar sobre os seguintes aspectos da caridade:

    • Quando realizar a caridade?

    • A Caridade está ao alcance de todos?

    • Está nas grandes e pequenas obras;

    • Está nos pequenos gestos;

    • O silêncio, às vezes, também é uma forma de caridade. Ex.: diante de uma ofensa.

    • A caridade pode ser realizada através de uma palavra de consolo;

    • Com o nosso exemplo: vivendo dignamente;

    • No trabalho honesto ou na oportunidade de trabalho que criamos;

    • Na divulgação da Doutrina Espírita;

    • Na prece realizada com o coração;

    • No abraço carinhoso.

         Subsídio ao evangelizador:

         Qual o verdadeiro sentido da palavra caridade, como a entendia Jesus?

         Benevolência (boa vontade) para com todos, indulgência (disposição para desculpar) para as imperfeições alheias, perdão (desculpar) das ofensas. LE - Questão 886

         "Amar o próximo como a si mesmo: fazer pelos outros o que quereríamos que os outros fizessem por nós", é a expressão mais completa da caridade, porque resume todos os deveres do homem para com o próximo.

         O Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap. XI, item 4

         Quinto momento atividades:



Caça-palavras TORTO

Procure palavras que representam virtudes a serem conquistadas, seguindo em várias direções. Pinte cada palavra de uma cor, para que fiquem bem destacadas.



DOÇURA – SINCERIDADE – VERDADE – COMPAIXÃO – PAZ – AMOR – HUMILDADE – MANSIDÃO – PERSEVERANÇA – MISERICÓRDIA – CARIDADE – HONESTIDADE – PACIENCIA – JUSTIÇA – PERDAO



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         Descubra o ensinamento de Jesus.

Complete a frase utilizando algumas das palavras abaixo e descubra um dos belos ensinamentos que Jesus nos deixou.

Outros – próximo – mundo – perdão – homem – mulher caridade – completa – deveres – outros

"Amar o _______________ como a si mesmo: fazer pelos _________ o que quereríamos que os ____________ fizessem por nós", é a expressão mais ____________ da ________________, porque resume todos os ____________ do ____________ para com o ________________.

O Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap. XI, item 4.

         Resposta: "Amar o próximo como a si mesmo: fazer pelos outros o que quereríamos que os outros fizessem por nós", é a expressão mais completa da caridade, porque resume todos os deveres do homem para com o próximo.

        Prece de encerramento



Céu e inferno na visão espírita

         Objetivos da aula: levar os evangelizandos a entenderem que o inferno está por toda parte em que haja almas sofredoras, e o céu, igualmente, onde houver almas felizes. Que em nós e conosco trazemos o céu e o inferno, ou seja, cada um possui em si mesmo o princípio de sua felicidade ou de sua desgraça.

         Prece inicial

         Primeiro momento - questionar: O Céu (Paraíso) e o Inferno existem?

         # Se existem, onde se localizam? Pelo lado material não existem, são simples alegorias, pois por toda parte há Espíritos ditosos e infelizes. Mas pela vivência de experiências, tanto o céu como o inferno podem se tornar uma realidade em nossas existências, ambos de acordo com nossas atitudes. Em nós e conosco trazemos o céu e o inferno, ou seja, cada um tira de si mesmo o principio de sua felicidade ou de sua desgraça.

         Segundo momento - esclarecer:

         # O Espiritismo elucida que não existem lugares para sofrimentos eternos destinados aos Espíritos que erraram, e ensina que também não há regiões de pura contemplação para os bons.

         # As criaturas voltadas ao bem colaboram continuamente com a obra de Deus, desempenhando, entre outras tarefas, aquelas de soerguimento dos Espíritos comprometidos com as Leis Divinas, pois os Espíritos que se entregaram à prática do mal sofrem as suas consequências, e o seu sofrimento dura apenas até o momento em que se disponham à necessária reparação.

         # O Espiritismo esclarece que não existem céu e inferno localizados, como regiões fixas, onde as almas ou gozam de felicidade estática, contemplativa, ou sofrem dores e castigos eternos. Céu e inferno devem ser considerados como estados da alma, resultantes, na verdade, do comportamento íntimo de cada um.

         # Assim, sente-se no Céu, em qualquer local onde se encontre, o Espírito que tem a consciência tranquila do dever cumprido, de ter empenhado seus esforços no sentido de praticar todo o bem que esteve ao seu alcance, de ter procurado sempre aprimorar-se espiritualmente. Esse Espírito, além da paz vivida intimamente, constrói verdadeiros núcleos de felicidade, de alegria, de trabalho e de progresso, juntamente com outros que pensam, sentem e agem do mesmo modo, reunidos que são pela lei de afinidade.

         # Igualmente, sente-se no Inferno o Espírito que agiu contrariamente às Leis Divinas: aquele que viveu o egoísmo, a brutalidade, a ganância, o ódio, a inveja, o ciúme, a perseguição, a maledicência e tantas outras situações contrárias ao que ensina o Evangelho. Aonde quer que vá, mesmo ainda encarnada, essa criatura estará vivendo verdadeiros tormentos íntimos, decorrentes do mal praticado. O seu estado de sofrimento independe do local onde se encontre, pois carrega o inferno dentro de si. Ao desencarnar, a lei de afinidade faz com que as criaturas voltadas ao mal se reúnam, criando, elas próprias, verdadeiros núcleos infernais onde umas impõem sofrimentos as outras.

         # A Justiça Divina nos possibilita, a qualquer momento, imprimir novo rumo à nossa vida. Nada é eterno, senão o Bem. Emmanuel nos diz que "Permanecer na sombra ou na luz, na dor ou na alegria, no mal ou no bem, é ação espiritual que depende de nós." E mais, "O céu começará sempre em nós mesmos e o inferno tem o tamanho da rebeldia de cada um."

         Terceiro momento - indagar:

         Alguém já ouviu falar em UMBRAL? Seria este lugar, o inferno? Não. O Umbral é um plano espiritual de sofrimento, que começa já na crosta terrestre, mas que não foi criado por Deus para essa finalidade. É um núcleo formado pelo agrupamento de Espíritos em desequilíbrio no espaço espiritual do planeta. As emanações mentais de Espíritos que guardavam remorso, orgulho, egoísmo, ódio, mágoa, revolta, preguiça e outros sentimentos negativos foram, aos poucos, criando e mantendo o Umbral. Ora, se ele é formado de vibrações mentais produzidas por Espíritos que estão em estado negativo de consciência, a sua existência é condicionada à permanência desses Espíritos comprometidos com as Leis Divinas. Tão logo não haja mais ninguém nessa condição, ele desaparecerá. Logo, entendemos que o Umbral, embora apresente condições de sofrimento verdadeiramente infernais, não tem a característica de eternidade.

         Concluímos, então, que existem planos espirituais onde imperam a tristeza, a maldade, o sofrimento, mas que não são lugares criados para sofrimento ou resgate de culpas. São agrupamentos onde se reúnem, por afinidade, Espíritos comprometidos com o mal.

         Quarto momento: contar a história Até onde vai a sua amizade?





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