Apostila de evangelizaçÃo espírita infantil segundo e Terceiro Ciclos



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Encontre o tesouro


         Obs.: as crianças encontrarão caminhos diferentes. Aproveitar para comentar que assim também é conosco, podemos utilizar caminhos mais longos ou mais curtos, mais suaves ou mais difíceis, dependendo das escolhas que fizermos. Salientar que, independente do caminho escolhido, todos vão chegar ao tesouro da evolução espiritual, com a conseqüente felicidade. Atingiremos a perfeição relativa assim como Jesus. Lembrá-los que perfeição absoluta somente Deus possui.

         Prece de encerramento

Intercâmbio Mediúnico

         Prece inicial

         Primeiro momento: contar uma história que tenha como tema mediunidade. Sugerimos o relato do livro Divaldo Franco – A história de um humanista, de autoria de Jason de Camargo, pg. 37 e 38.

    “(...) Foi nessa mesma oportunidade que ele (Divaldo Franco) fez um concurso para o Instituto de Previdência e Assistência do Estado (IPA -SE). Passando no concurso, ele assume como funcionário público em 5 de dezembro de 1945. Um fato pitoresco acontecia neste emprego. Como ele atendia ao público, era comum ele se levantar e se dirigir ao balcão para recepcionar as pessoas. Algumas vezes, no entanto, ele era visto conversando sem ninguém a sua frente. Os Espíritos chegavam, ele os via, mas não sabia que eram desencarnados, e conversava animadamente com eles.

         Os outros funcionários do IPASE, que nada sabiam de vidência mediúnica, achavam que Divaldo não estava bem. Uma funcionária de mais idade e que trabalhava próximo a Divaldo, combina com ele o seguinte: “Divaldo, meu filho, vamos combinar o seguinte: quando aparecer alguém no balcão, você olha pra mim, se eu fizer um sinal que sim, com a cabeça, você vai atender porque é um vivo. Se eu fizer não, você não vai porque é um morto. Combinado.” Foi o que salvou o emprego do ilustre médium, porque o seu chefe já tinha recomendado que ele fosse consultar um bom médico.”

         Segundo momento: perguntar qual é o tema da aula. Em seguida, pedir que definam o que é mediunidade.

         Mediunidade: é uma sensibilidade à influência do Mundo Espiritual "sexto sentido" que nos coloca em contato com o Mundo dos Espíritos. Assim como o tato, o palador, o olfato, a visão e a audição nos coloca em contato com o Mundo Material. É uma faculdade que possibilita a comunicação entre encarnados e desencarnados.

         Terceiro momento: diálogo, incentivando a participação dos evangelizandos.



  • O que é médium? Todo aquele que sente num grau qualquer, a influência dos Espíritos.

  • Pra que serve a mediunidade? Possibilita a comunicação entre encarnados e desencarnados, a fim de consolar, repassar orientações, encorajar, auxiliar encarnados e desencarnados e também para curar os doentes, se for do merecimento do enfermo.

  • Todos somos médiuns? Sim, todos temos sensibilidade para receber influências espirituais, nem todos, entretanto, somos suficientemente sensíveis para produzir fenômenos mediúnicos.

  • Como acontece esta comunicação? O desencarnado se aproxima do encarnado que possui mediunidade, e se manifesta utilizando o corpo físico do encarnado. De acordo com a maturidade e conhecimento dos evangelizandos, o evangelizador poderá abordar a aproximação perispiritual.

  • Onde deve ser realizado o intercâmbio mediúnico? No Centro Espírita, pois é o local onde há amparo da espiritualidade superior.

         Quarto momento: contar a história Pílulas, retirado do livro Endereço Certo, de Richard Simonetti, Editora IDE. Se necessário, explicar o que é um leprosário e o que é lepra – hanseníase.

Pílulas

         Vinham de várias fontes, impressas em retalhos de papel, veiculando temas espíritas. Eram as famosas mensagens.

         Heloísa costumava oferecê-las aos doentes de um leprosário que visitava mensalmente.

         Guardava, porém, suas dúvidas. Haveria proveito real desse trabalho? Alguma repercussão naqueles infelizes, segregados da sociedade?

         Pensava nisso particularmente quando as oferecia a um doente relativamente jovem, mas já marcado dolorosamente pela hanseníase: nariz deformado, dedos atrofiados e extensas lesões na pele.

         Não era de conversar. Pouco sabia dele, além do fato de estar praticamente abandonado pela família, o que não era novidade. Costumava acontecer com grande parte das vítimas do terrível mal.

         Distinguia-o o uso permanente de um chapéu de feltro, com abas largas curiosamente dobradas para baixo, como se tentasse esconder parte de sua ruína física. Habituou-se a identificá-lo como o “moço do chapéu”.

         Ele recebia as mensagens e, invariavelmente, colocava-as no bolso do pijama, limitando-se a dizer:

         - Obrigada. Lerei depois...

         “Lerá mesmo?” – perguntava-se a visitante. Acreditava que não, mas continuava a entregar-lhe as papeletas, repetindo-se o gesto e a promessa:

         - Lerei depois...

         Passou o tempo. Heloísa, chamada a outros afazeres, deixou de ir ao hospital. Perdeu o contato com o “moço do chapéu”.

         No desdobrar dos anos continuou envolvida na distribuição de mensagens, em outros setores, mas sempre com suas dúvidas.

         Certa feita participava de uma reunião espírita quando, pela vidência mediúnica, apresentou-se um espírito de aparência jovem e sorridente, que lhe perguntou:

         - Lembra-se de mim?

         Não lhe era estranho. Conhecia-o sim, mas de onde?

         O visitante pôs um estranho chapéu, de abas largas dobradas para baixo...

         - Ah! O “moço do chapéu”!...

         - Sem hanseníase e sem tristezas! Limpo e feliz! Agradeço a Deus pela oportunidade de meu resgate e à senhora pelas mensagens. Eu as lia constantemente. Foram abençoadas pílulas de estímulo e consolo. Aprendi muito com elas!

         Desde então Heloísa deixou de questionar a validade daquele trabalho, desenvolvendo-o com redobrada disposição.


         Quinto momento: explicar que existem diferentes tipos de médiuns:

          De efeitos físicos – movimento de corpos, ruídos. Podem ser espontâneos ou provocados.

          Sensitivos ou impressivos – sentem a presença dos Espíritos, uma impressão vaga.

          Audientes – ouvem os desencarnados.

          Psicofônicos ou Falantes – os Espíritos falam utilizando o aparelho vocal do médium (podem, inclusive, mudar a voz do médium, se tornando parecida com a voz do Espírito quando encarnado).

          Videntes – veem os Espíritos.

          Psicógrafos – escrevem sob a influência dos Espíritos

          Curadores – faculdade de cura pelo simples contato, pela imposição das mãos, pelo olhar, por um gesto.

         Sexto momento: mostrar mensagem recebida por Chico Xavier, psicografada de trás para frente, em inglês, em dois minutos, na sede da União Espírita Mineira, em 04 de abril de 1937, após o concerto de um violinista cego desde os sete anos de idade. A mensagem deve ser lida em um espelho, tendo em vista que foi escrita de trás para diante.

         Sétimo momento: verificar os conhecimentos acerca da mediunidade, perguntando sobre eventuais dúvidas que os evangelizandos tenham ou se desejam contar alguma história sobre mediunidade. Intercalar o diálogo com as seguintes perguntas:



  • Quem pode ser médium? Qualquer pessoa, independente da religião (não é só da Doutrina Espírita), da cor da pele, da classe social. Não é privilégio ser médium, é uma oportunidade de trabalho no bem e evolução.

  • Precisa estudar para ser médium? Importante que o médium conheça as obras básicas, para se conhecer e bem utilizar o dom da mediunidade. Para ser um bom engenheiro, dentista, deve estudar.

  • Quais os médiuns que conhecem? Divaldo Franco, Chico Xavier, Raul Teixeira, Moisés (10 mandamentos recebidos através da mediunidade). Maria, mãe de Jesus, que conversou com o anjo Gabriel. Médiuns sempre existiram, mas o fenômeno só foi explicado pela Doutrina Espírita.

  • O que fazer se eu enxergar um Espírito? Fazer uma prece, pedindo que esse irmão possa ser auxiliado em uma Casa Espírita, encontrando lá esclarecimento e consolo.

         Oitavo momento - atividade: escrever o conceito de médium em um pedaço colorido de cartolina, que será posteriormente enfeitado, tornando-se um marcador de livros. Pesquisar o conceito em O Livro dos Médiuns – cap. XIV, item 159 – é importante que os evangelizandos procurem no livro o conceito, familiarizando-se com as Obras Básicas.

         Conceito a ser encontrado: Médium é todo aquele que sente, num grau qualquer, a influência dos Espíritos - cap. XIV, item 159.

         Prece de encerramento





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