Apostila de Orientação para doutrinadores, médiuns e assistentes nos trabalhos de desobsessão. I definiçÕES



Baixar 141.93 Kb.
Página3/3
Encontro04.08.2016
Tamanho141.93 Kb.
1   2   3

Técnica De Abordagem

Manifestado o espírito, deve iniciar o diálogo de um modo fraterno e simpático.

_ Bem-vindo ‘a nossa mesa em nome de Jesus. Desejamos ajudá-lo como nosso irmão que você é.

As reações são as mais diversas: uns recebem calados as boas vindas, outros respondem que não precisam de ajuda ou que não querem muita conversa, outros ainda se esforçam dizendo.

_ Não tenho nada que fazer aqui; vou-me embora.

Assim dizendo, esforça-se por desligar-se do médium, conseguindo, vezes sim, vezes não.

Através de um pedido de ajuda aos mentores pela prece, procurar retê-lo incorporado. Caso se evada, entretanto, solicitar aos mentores seu retorno ‘a mesa. Quando conseguir que fique sereno, explicar-lhe que os mensageiros de Jesus o trouxeram ali, preocupados que estão com o seu estado de sofrimento e angústia; que a rebeldia em que se mantém, negando-se a aceitar a prática do bem o está prejudicando.

Dizer-lhe que não está sendo julgado e que nossa única intenção é esclarecê-lo para libertá-lo dos sofrimentos por que passa.

Daí para frente, o procedimento do doutrinador dependerá de cada caso específico, mantendo o diálogo sempre dentro dos padrões preconizados no capítulo das “Características Indispensáveis ao Doutrinador”.

Recursos – Além da assistência superior dos mentores espirituais, o doutrinador conta com alguns recursos a seu alcance que, embora dependam também dos espíritos dirigentes, serão acionados por ele, doutrinador.
A Prece – Orar em favor do enfermo deve ser uma constante no trabalho de doutrinação; a prece intercessória, além de ser percebida pelo próprio necessitado predispondo-o ‘a aceitação dócil da ajuda, constitui recurso solicitado pelos mentores espirituais, que sempre obtém atendimento, na proporção da necessidade e do merecimento de cada um.

Um espírito que se apresenta em extremo estado de agitação e violência, não estará capacitado para receber ensinamentos evangélicos, por isso, através da prece, solicitamos os recursos para que ele adormeça consciente, perdendo a agitação e a violência a fim de que se possa iniciar o trabalho de doutrinação.

Algumas vezes, o espírito apresenta sinais de agudo sofrimento por dor, mal estar, frio, queimaduras, mutilações, etc.; nestes casos, a primeira providência será proporcionar-lhe alívio através da prece intercessória isolada, ou conjugada com passe magnético.
O Passe e a Sugestão – O corpo espiritual, ou perispírito, que é, em última análise, o veículo de expressão dos desencarnados, é extremamente sensível ‘as energias dirigidas pela intenção e intensificadas pela vontade.

Sobretudo, a mente dos espíritos sofredores, por serem eles geralmente atrasados e pouco esclarecidos é vulnerável a uma vontade firme e direcionada.

Não tendo mais corpo físico, os sofrimentos, dores, mutilações e formas-pensamentos, com que se apresentam, residem na mente. Sem que se dêem conta, automaticamente ela registra e corporifica as sensações, transferindo-as ao perispírito.

Através da sugestão, impondo-lhe sua vontade, o doutrinador o fará consciente de que aquelas sensações só existem em sua mente, carecendo de existência real. Sugerindo-lhe pensamentos vigorosos de recomposição, pode-se conseguir a competente atitude mental que o libertará dos sofrimentos. Para tanto, explicar-lhe que não tendo mais um corpo físico, a razão de tais sensações, não mais existe e que ele apenas as sente através da via mental.

Os espíritos enfermos que por muito tempo se dedicam à prática do mal, criam em torno do seu corpo espiritual, uma atmosfera fluídica conhecida como psicosfera, à qual se agregam fluidos enfermiços e perniciosos que constituem-lhe a própria condição de vida. Sendo o alimento do corpo espiritual, o fluido que ele absorve à semelhança de uma esponja, o espírito inferior absorve o fluido de que se compõe sua psicosfera; esta matéria fluídica por ter má origem provoca em seu corpo espiritual um processo de toximia fluídica que lhe destrói a paz e a tranqüilidade, tornando-o cada vez mais agressivo em conseqüência desse sofrimento que ele ignora ser causado por ele próprio.

A aplicação de passes magnéticos ao corpo do médium com intenção de atingir o perispírito do comunicante, desagregará o fluido absorvido pelo perispírito, o que lhe fará bem mas o desequilibrará momentaneamente fazendo-o sentir-se sonolento e tonto.



Esses passes devem ser aplicados acompanhados de prece intercessória para que o magnetismo do doutrinador, somado ao fornecido em resposta à prece, mais rápida e eficazmente o aliviem.

Linguagem Enérgica


Sem dúvida alguma, a tônica do nosso diálogo com os irmãos desnorteados é a paciência, apoiada na compreensão e na tolerância. Nada de precipitações e ansiedades. Bastam as ansiedades do irmão que nos visita e, se pretendemos minorá-las, temos que contrapor, às suas aflições, a nossa tranqüilidade. Se o companheiro é agressivo e violento, o esforço deve ser redobrado, da nossa parte, em não nos deixarmos envolver pela sua “faixa”. A voz precisa continuar calma, em tom afável, sem precisar ser melosa; mas é imprescindível que seja sustentada pela mais absoluta sinceridade e por um legítimo sentimento de amor fraterno, sem pieguice. Isto não exclui, por certo, a necessidade, às vezes, de uma palavra mais enérgica; mas, o momento de dizê-la tem que ser buscado com extrema sensibilidade, tato e oportunidade. E, se for necessário dizê-la, é preciso que a voz não se altere a ponto de soar violenta, autoritária ou rude. A energia não está no tom de voz, mas naquilo que dizemos. O problema da palavra enérgica é, pois, extremamente delicado. Se pronunciada antes da hora, no momento inoportuno, pode acarretar inconvenientes e perigos incontornáveis, pois que não podemos esquecer-nos de que os Espíritos desarvorados empenham-se, com extraordinário vigor e habilidade, em arrastar-nos para a altercação e o conflito, clima em que se sentem muito mais à vontade do que o doutrinador. Se este “topar a briga”, estará arriscando-se a sérias e imprevisíveis dificuldades. Não pode, por outro lado, revelar-se temeroso e intimidado. Esse meio-termo, entre destemor e intrepidez, é a marca que distingue um doutrinador razoável de um incapaz, pois os bons mesmo são raríssimos. E aquele que se julga um bom doutrinador está a caminho de sua própria perda, pois começa a ficar vaidoso. Os próprios Espíritos desequilibrados encarregam-se de demonstrar que não há doutrinadores impecáveis. Muitas vezes envolvem, enganam e mistificam. Se o doutrinador julga-se invulnerável e infalível, está perdido: é melhor passar suas atribuições a outro que, embora não tão qualificado intelectualmente, tenha melhor condição, se conseguir manter-se ao mesmo tempo firme e humilde. A interferência enérgica é, pois, uma questão de oportunidade; precisa ser decidida à vista da psicologia do próprio Espírito manifestante, e da maneira sugerida pela intuição do momento. Nunca deve ir à agressividade, à irritação, à cólera, e jamais ao desafio. Qualquer um de nós redobra suas energias, quando desafiado. É humano, é incontestavelmente humano, esse impulso. Quando alguém põe em dúvida um, que seja, dos nossos mais modestos atributos, tratamos logo de provar que, ao contrário, é naquilo que somos bons. Ademais, seria desastroso recuar, intimidado, depois de uma observação mais enérgica. O Espírito perturbado tiraria disto o melhor partido possível, para os seus fins. Uma das muitas armas que manipulam, com extrema habilidade, é a do ridículo. Se cairmos na tolice de dizer-lhes algo que não podemos sustentar, ou em que transpareça uma pequena pitada de cinismo, de hipocrisia ou de prepotência, estaremos em apuros muito sérios.

Perguntas Ao Comunicante


Coloque, de vez em quando, uma pergunta diferente, procurando atraí-lo para outras áreas da sua memória. Como, por exemplo: teve filhos? Que fazia para viver? Crê em Deus? Onde viveu? Quando aconteceu o drama? Tem notícias de amigos e parentes daquela época? É claro, porém, que essas perguntas não devem ser desfechadas numa espécie de bombardeio ou de interrogatório. Ninguém gosta de submeter-se a devassas íntimas. Com freqüência, os manifestantes reagem, perguntando se estão sendo forçados a processos inquisitoriais. Ou, simplesmente, se recusam a responder. Ou dão respostas evasivas. Ou respondem. Nem sempre estarão prontos para nos ajudarem a ajudá-los, logo nos primeiros contatos. O processo pode alongar-se por muito tempo, até que adquiram confiança em nós e nas nossas intenções. O objetivo das perguntas não é, obviamente, o de satisfazer a uma curiosidade malsã e, por isso, devem limitar-se a conduzir a conversação, fornecendo-lhe pontos de apoio, sobre os quais ela possa expandir-se, a fim de afastar o pensamento do comunicante, ainda que temporariamente, do núcleo central que o bloqueia e o impede até mesmo de buscar a saída daquele círculo de fogo e lágrimas em que se encerrou inadvertidamente. Não nos esqueçamos, porém, de que espontaneamente ele não sairá, não porque não queira, mas porque não sabe. Sua vingança é a própria razão de ser de sua vida; como vai entregá-la a alguém -- a um desconhecido bisbilhoteiro, como o doutrinador -- a troco de uma realidade penosa, que é aquele momento patético em que ele descobre que a causa da sua dor está em si mesmo, e não na pessoa que ele persegue e odeia?
Tempo De Doutrinação

Não há regras fixas. Apenas para efeito de conciliação de tempo e recursos da equipe. Ouçamos o Espírito Odilon Fernandes: Sendo cada Espírito um mundo por si, a doutrinação deve ser conduzida naturalmente, não excedendo do prazo de dez minutos, para não cansar o médium e tomar o lugar de outra entidade que precise externar-se. Esse tempo é reduzido de forma significativa nas Reuniões de Desobsessão. O médium doutrinador não deve esperar que o Espírito modifique o seu modo de pensar num diálogo rápido. A sua função básica é fornecer a ela um novo acervo de idéias para as suas conclusões pessoais. Jamais se esqueça que o Espírito é apenas uma pessoa desencarnada.



O Fechamento Da Comunicação


Alguns processos de auxílio podem ser utilizados neste momento.

a) A Prece conjunta com o Comunicante;



b) O Passe calmante longitudinal;


A Respeito do trabalho de Desobsessão na SEMAV:


  1. A doutrinação do espírito é feita pelo Guia que está dirigindo a mesa, ou pela equipe espiritual. Por isso, mesmo que o Guia incorporado não doutrine o espírito comunicante, este não deixa de ser doutrinado, apenas com a diferença de que a doutrinação ocorre no plano espiritual.

  2. O guia que estiver dirigindo os trabalhos, tem plena autonomia para resolver os problemas que possam surgir, e deve ser respeitado como autoridade máxima dos trabalhos do dia. Havendo necessidade, outros guias podem auxiliá-lo no trabalho, mas o guia dirigente mantém a direção, independentemente da posição que seu médium ocupe na hierarquia da casa.

  3. A prece é fundamental na solução do problema obsessivo, serve tanto de alívio para o espírito comunicante, como serve para manutenção da boa energia reinante durante a sessão. Por isso, o trabalho do médium que não está compondo a mesa durante a sessão, não deixa de ser imprescindível para o bom andamento e êxito da desobsessão. Esse médium deve se manter em atitude de prece e evitar que sua concentração seja atrapalhada por qualquer manifestação inferior dos espíritos comunicantes. (Conversas durante os trabalhos são inadmissíveis).

  4. Os médiuns devem restringir a saída do terreiro aos momentos em que a desobsessão não estiver ocorrendo, ou seja, antes ou no intervalo entre as desobsessões. Pedindo a autorização dos dirigentes materiais ou do guia dirigente para se ausentar por alguns minutos, ou ir para casa.

  5. Os espíritos que se apresentam na mesa, já estão em condições de receberem auxílio, embora às vezes digam ou queiram aparentar o contrário. Como último recurso, tentam por vezes, inspirar medo, raiva ou riso nos médiuns como forma de desconcentrá-los, baixando a vibração reinante, e com isso dificultando o trabalho de desobsessão. Os espíritos que não estão em condições de estarem recebendo o auxílio da mesa, são tratados nos trabalhos de Descarrego que são executados pela casa, e impedidos de participar da mesa até mostrarem-se preparados para tal.

  6. Nos casos de auxílio de emergência, em que for necessário o trabalho de mesa, antes mesmo do trabalho de descarrego ter sido feito. A mesa será composta pelos dirigentes e completada (se necessário) com os médiuns que estejam com seu desenvolvimento mais adiantado.

  7. Cabe aos médiuns que compõem a mesa buscar restringir impulsos mais violentos por parte dos espíritos comunicantes. E quando o dirigente da sessão ordenar o desligamento do espírito comunicante, o médium deve buscar auxiliar nesse processo utilizando a própria força de vontade e buscando reforço na prece.

  8. Haverá a troca dos componentes da mesa após cada tratamento. No final dos trabalhos, todos os médiuns irão incorporar seus guias, e, aqueles que não conseguirem incorporar, receberão um passe de limpeza, antes do final da sessão.

  9. Se algum médium não estiver se sentindo bem deve buscar o auxílio do dirigente dos trabalhos ou de algum dos dirigentes materiais da casa. Sendo de inteira responsabilidade do médium problemas que o mesmo possa experimentar após a sessão, se o mesmo não buscar esta ajuda.


A DOR DO PRÓXIMO TAMBÉM É NOSSA
IX - BIBLIOGRAFIA:


  1. Apostila de Reciclagem S/Passes 1ª Folha – GFLM

  2. As Leis da Comunicação Espírita - Léon Denis - FEB

  3. Curso de Iniciação ao Espiritismo - Cap. Mediunidade e seu

  4. Depois da Vida - Divaldo P. Franco - Cap. 3 – Leal

  5. Desenvolvimento - Editora e Gráfica do Lar/ABC do Interior.

  6. Desobsessão - André Luiz e Francisco C. Xavier - FEB

  7. Diálogo com as Sombras - Hermínio C. Miranda – FEB

  8. Diretrizes de Segurança - Divaldo P. Franco/Raul Teixeira - Cap. VII - Ed. Cifrater

  9. Estudos sobre a Mediunidade - Cap. 18 - Ed. LAR do ABC

  10. Intercâmbio Mediúnico - João Cleofas e Divaldo P. Franco - Leal

  11. Mediunidade e Doutrina - Odilon Fernandes e Carlos A. Baccelli - IDE

  12. Nas Fronteiras da Loucura - Manoel P. de Miranda e Divaldo Franco - Cap. 25/26 – LEAL

  13. No Invisível - 1ª Parte - Cap. VIII –

  14. Nos Domínios da Mediunidade - André Luiz e Francisco C. Xavier - FEB

  15. O Céu e o Inferno - Parte 2ª - Cap. II à VIII

  16. O Livro dos Espíritos - Allan Kardec - FEB

  17. O Livro dos Médiuns - Allan Kardec - FEB

  18. Obsessão e Desobsessão - Parte 3ª - Cap. 12

  19. Obsessão, Passe e Doutrinação - J. Herculano Pires - Págs. 77 à 81 - Edit. Paidéia

  20. PÃO NOSSO - Emmanuel e Francisco C. Xavier - Cap. 177 - FEB

  21. Pequeno Manual dos Médiuns - Espírito Erasmo - Ed. C.E.I.S.

  22. Terapia de Vidas Passadas - Hermínia Prado Godoy


Sociedade Espiritualista Mata Virgem


Catálogo: semav


Compartilhe com seus amigos:
1   2   3


©principo.org 2019
enviar mensagem

    Página principal