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Apreciação Semanal

GL Consultoria de Desenvolvimento Ltda.




Ano VII Número 09 4 de Março de 1996

PRIVATIZAÇÃO DE FERROVIA
O Governo Federal está-se preparando para fazer a primeira privatização de ferrovia no país. Trata-se do trecho que vai de Bauru, em São Paulo, até Corumbá, no Mato Grosso do Sul, com extensão de 1.621 Km. Esta ferrovia é chamada Malha Oeste e integra a Malha Centro-Oeste. A licitação está marcada para o dia 5 de março. O segundo trecho a ser licitado é o Centro-Leste, que envolve a malha de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

A privatização do setor ferroviário será talvez a mais melindrosa das conduzidas pelo Governo, tendo em vista o alto grau de ineficiência que apresenta a Rede Ferroviária Federal e o grande número de empregados que deverão ser demitidos.

A Rede Ferroviária Federal S.A. apresenta as seguintes características:

- Extensão da malha - 22.000 Km

- Locomotivas: 1.400 (grande parte parada por falta de manutenção)

- Vagões: 37.000 (muitos inadequados ou sem manutenção)

- Empregados: 42.000 (1995)

- Receita: US$ 900 milhões (1995)

- Despesa: US$ 1,160 milhões (1995)

- Ativo imobilizado: US$ 16,6 bilhões

- Patrimônio líquido: US$ 16,4 bilhões

- Estados atendidos: 19

- Transporte: 86 milhões de t/ano

- Prejuízo em 1995: US$ 350 milhões

- Dívida: cerca de US$ 3 bilhões

O preço mínimo do trecho Bauru-Corumbá, ora sendo privatizado, é de US$ 51 milhões. O vencedor da licitação obriga-se a investir US$ 90 milhões nos primeiros seis anos e mais US$ 270 milhões nos anos seguintes. A Malha Oeste (Bauru - Corumbá) tem 2.500 empregados e o arrematante obriga-se a manter 1.800, devendo assim demitir 700.

Do capital da nova concessionária, 10% deverão ser vendidos aos empregados por 30% do valor.

Os grupos interessados no trecho são principalmente o consórcio integrado pelo Banco Votorantim, Ceval, Moto Sul e produtores de soja do Brasil Central, além de outro consórcio constituído por empresas de transporte rodoviário, que inclui a Interférrea e Cia. Vale do Rio Doce.

A longo prazo, o trecho Bauru - Corumbá pode-se tornar importante via de acesso aos países andinos e ao Pacífico. Corumbá está situada à margem direita do rio Paraguai, próxima à fronteira da Bolívia. Parte de Corumbá uma ferrovia que chega até Santa Cruz de la Sierra. A partir desta cidade é possível chegar às cidades de Arica e Iquique, que são portos do norte do Chile, bem como a portos do Peru. Presentemente, as ferrovias da Bolívia e Chile são tão ruins e inoperantes quanto a Malha Oeste. Mas ambos os países estão em processo de privatização de seu sistema ferroviário, com previsão de sucesso. A partir daí, é possível prever-se um sistema ferroviário integrando com eficiência o Brasil, Bolívia, Chile e talvez o Peru. A longo prazo.

A privatização da Rede Ferroviária Federal é considerada como um processo diferente, tendo em vista as características do sistema ferroviário brasileiro, que na verdade ainda não saiu do século XIX.

Para sua modernização, deve ser atualizado também a área do Governo que dá a concessão e executa a fiscalização, desaparelhada em termos jurídicos e técnicos.

A RFF deve ser a pior ferrovia do mundo. Tem ociosidade de 90%. Dos 42.000 funcionários, 20.000 deverão ser demitidos. Sua fundação de seguridade, a Refer, está falida, principalmente em virtude de má administração.

Além da modernização e aparelhamento do poder concedente, a privatização da ferrovia com sucesso tem que promover a integração com a rodovia, o transporte fluvial e os portos, especialmente Santos, Sepetiba, Vitória e Paranaguá.

A Malha Centro-Leste, a próxima a ser privatizada, acha-se integrada aos mencionados portos e à hidrovia Tietê-Paraná, já operando com sucesso. A Malha Centro-Leste toca os principais centros econômicos do país, especialmente São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Por isso, é prevista grande disputa na licitação dessa malha, cujo preço é avaliado em US$ 270 milhões.

Já se sabe que estão interessados na Malha Centro-Leste consórcio formado pela Cia. Siderúrgica Nacional, Usiminas, Açominas, Cosipa, Grupo Caemi, Mineração Ferteco e cimenteiros. Outro interessado é a Cia. Vale do Rio Doce, associada a empreiteiras.

Acredita-se que os pontos considerados essenciais para o sucesso da privatização das ferrovias diz respeito à política de tarifas e à integração dos funcionários ao esforço.

A tarifa atual é tomada como teto no processo de privatização. Especialistas acreditam que para reverter o quadro negativo da ferrovia é necessário baixar a tarifa e melhorar a eficiência, já que o sucesso do negócio ferroviário implica em grandes quantidades transportadas e pouca margem de ganho.

E a integração dos empregados passa não apenas pela participação acionária, mas também pela solução do problema do fundo de pensão, onde a RFF paga 2 para cada 1 pago pelo empregado. E a licitação prevê que tal esquema será mantido pelo ganhador por três anos.

O processo de privatização do setor ferroviário está sendo adotado por praticamente todos os países da América do Sul. A Argentina está privatizando suas quatro maiores ferrovias e a seguir as de menor porte. As ferrovias de subúrbio, para transporte urbano de passageiros, estão sendo também licitadas, inclusive o metrô de Buenos Aires.

No Chile, o sistema ferroviário continua sob controle do Governo, que está privatizando a operação de cargas.

A Bolívia está privatizando seu sistema em duas etapas, havendo sido qualificado número significativo de grupos interessados.

O Peru está privatizando três de suas quatro ferrovias. A quarta não será privatizada por não apresentar aspecto econômico atrativo mas ter interesse social.

A privatização das ferrovias nos países do Cone Sul deverá aumentar a eficiência e ensejar a integração das diversas malhas, criando grande estímulo ao comércio regional.


AS MAIS CONSAGRADAS LEIS DO MERCADO
A revista Executivos Financeiros, em seu número 90, publicou artigo de Al Ries, considerado o maior especialista em “marketing” moderno, onde o autor faz interessante apreciação sobre a abordagem do mercado na era da globalização.

Entre suas afirmações: precisa ser eliminado o conceito de que o melhor produto vencerá; muitas vezes o líder é líder porque foi o primeiro no mercado; se você não foi o primeiro, crie uma nova categoria onde o seja; na força do líder sempre existe uma fraqueza de onde tirar proveito.



Mas as idéias de Ries são expressas ao final, através de um conjunto de “leis”:


  • “A Lei da Liderança

É melhor ser o primeiro do que ser o melhor

  • A Lei da Categoria

Se não puder ser o primeiro em uma categoria, estabeleça uma nova categoria em que seja o primeiro.

É melhor ser o primeiro na mente do que o primeiro no mercado.

  • A Lei da Percepção

O marketing não é uma batalha de produtos, é uma batalha de percepção.

  • A Lei do Foco

Em marketing, o mais poderoso conceito é representar uma palavra na mente.

  • A Lei da Exclusividade

Duas empresas não podem representar a mesma palavra na mente.

  • A Lei da Escada

A estratégia a adotar depende do degrau ocupado na escada.

  • A Lei da Dualidade

Com o passar do tempo, todo mercado transforma-se em uma corrida com dois concorrentes.

  • A Lei do Oposto

A estratégia de quem está almejando o segundo lugar é determinada pelo líder.

  • A Lei da Divisão

Com o tempo, a categoria se divide e se transforma em duas ou mais categorias.

Os efeitos do marketing ocorrem por um período prolongado.

  • A Lei da Extensão de Linha

Há uma pressão irresistível para estender o patrimônio líquido da marca.

  • A Lei do Sacrifício

A fim de conseguir alguma coisa, é preciso desistir de alguma coisa.

  • A Lei de Atributos

Para cada atributo, há um atributo oposto, igualmente eficaz.

  • A Lei da Sinceridade

Quando admitimos um negativo, o cliente em perspectiva nos dá um positivo.

  • A Lei da Singularidade

Em cada situação, apenas um único movimento produz resultados substanciais.

Sem prever os planos do concorrente, é impossível prever o futuro.

  • A Lei do Sucesso

Com frequência, o sucesso leva à arrogância, e a arrogância ao fracasso.

  • A Lei do Fracasso

O fracasso deve ser esperado e aceito.

  • A Lei do Alarde

Com frequência, a situação é o oposto da maneira como aparece na imprensa.

  • A Lei da Aceleração

Os programas bem-sucedidos não se baseiam em “coqueluches”; baseiam-se em tendências.

  • A Lei dos Recursos

A idéia que não tiver fundos suficientes não decolará.”

OS PARTIDOS E SUA REPRESENTAÇÃO
Em 15 de fevereiro, o número de deputados por partido político na Câmara dos Deputados era o seguinte:
PFL 99

PMDB 97


PPB 88

PSDB 83


PT 49

PTB 29


PDT 25

PSB 13


PC do B 10

PL 9


PSD 3

PSL 2


PPS 2

PSC 1


PMN 1

PV 1


Sem partido 1

TOTAL 513


Os blocos parlamentares registrados junto à Mesa da Câmara tinham o seguinte número de Deputados:
Bloco PFL, PTB 128

Bloco PMDB, PSD, PSL, PSC 103

Bloco PPB, PL 97
O nome, por extenso, dos partidos políticos que têm representação no Congresso está escrito a seguir:
PFL - Partido da Frente Liberal

PMDB - Partido do Movimento Democrático Brasileiro

PPB - Partido Popular Brasileiro

PSDB - Partido da Social Democracia Brasileira

PT - Partido dos Trabalhadores

PTB - Partido Trabalhista Brasileiro

PDT - Partido Democrático Trabalhista

PSB - Partido Socialista Brasileiro

PC do B - Partido Comunista do Brasil

PL - Partido Liberal

PSD - Partido Social Democrático

PSL - Partido Socialista Liberal

PPS - Partido Popular Socialista

PMN - Partido da Mobilização Nacional

PV - Partido Verde

São treze os partidos com representação no Congresso.



Existem pelo menos mais duas dezenas de partidos, entre registrados sem representação, com registro provisório, ou com pedido de registro em tramitação.



Publicação Exclusiva para os Clientes de GL Consultoria de Desenvolvimento Ltda., Fax: (061) 322-4842.

Permitida a Reprodução desde que citada a fonte.


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