Aprender a missão com São Paulo Missão 2010 – Corresponsabilidade para a Nova Evangelização



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20008/09 - Aprender a missão com São Paulo

Missão 2010Corresponsabilidade para a Nova Evangelização

2ª. Reunião



Fazer-se dom – Família, uma casa para o evangelho”

Proposta de guião para a preparação dos casais jubilados – 25 anos

em ordem ao Dia Diocesano da Família – 7/06/2009

(Adaptação com base em documentação das ENS)

Se o desejo de uma vida a dois, de uma relação exclusiva e fiel, é a resposta ao amor do casal, a escolha do matrimónio sacramental é a resposta a uma vocação específica: sentir-se parte permanente de uma Aliança eterna, a plena confiança num Amor e numa misericórdia sempre oferecidas. E o matrimónio é um sacramento, um sinal, uma ligação real com a aliança constantemente renovada entre Deus e o seu povo.


“ [...] Muitas vezes esquecemo-nos que casar-se é também receber uma missão. É já dar origem a uma célula da Igreja – a família. Mas é, também, ser consagrados para uma função própria que João Paulo II, após o Sínodo de 1980 (consagrado à família), não receia chamar de “ministério autêntico.” A primeira função desse ministério será certamente a educação dos filhos, educação e evangelização, precisa o texto. A missão do casal estende-se, porém, para além das quatro paredes da casa. O casal e a família têm uma missão para o exterior: acolhimento, hospitalidade, testemunho, ajuda mútua, liturgia, catequese, etc.

Às vezes diz-se que a família é a célula base da sociedade; mas que será uma célula sem corpo? Casar-se é, também, aceitar pertencer a um corpo mais vasto. Do corpo dos esposos ao corpo familiar e deste ao corpo eclesial e social; a dinâmica do sacramento é, também, uma dinâmica de integração e de serviço.” (Xavier Lacroix)
O amor conjugal tem por fim a construção permanente duma relação vital que leve à comunhão profunda da vida a dois. Visa uma unidade profundamente pessoal que, para além da união numa só carne, leva o casal a ser um só coração e uma só alma. Um amor assim brilha e transmite vida sob diferentes formas de fecundidade: não só a procriação dos filhos, mas também a abertura generosa da família à adopção e ao apadrinhamento; o apoio delicado e contínuo aos pais idosos e dependentes; a fecundidade social e eclesial, pela qual o casal exporta para a sociedade e para a Igreja onde vive, a sua maneira de acolher o outro, a sua abertura natural à escuta e ao diálogo, a sua capacidade de criar trocas de experiências vivas, o seu hábito de procurar generosamente o bem comum ultrapassando o interesse individual.
O que, no fundo, é pedido ao casal não é que seja fecundo, mas, antes, que se torne terra fértil. Deus e a sua palavra é que são fecundos (cf. Is 55,10-11) mas, pela lei da incarnação, a Palavra só consegue exprimir a sua fecundidade quando cai na terra

fértil da história que atingiu maturidade, na plenitude dos sinais dos tempos (cf. Lc 8,5-8; 11-15).


O mesmo acontece ao casal: é o amor de Deus, é o amor que une os esposos que é fecundo e o casal torna-se, por sua vez, terra fértil pela sua capacidade de exprimir, por frutos concretos, o amor que o penetra e o anima.
Deve existir uma relação recíproca entre o casal e a comunidade eclesial. A comunidade deve testemunhar a sua fé no casal e o casal deve fazer a comunidade aproveitar dos seus dons e nela desenvolver os seus carismas específicos. Os leigos casados podem realizar uma missão original de fecundidade eclesial. O papel do casal no testemunho da fé e na evangelização ultrapassa o apoio que o casal pode trazer àqueles que escolhem o celibato para o Reino, dando-lhes o calor da relação familiar e a possibilidade de trocas de experiências abertas: o casal tem uma missão própria de evangelização, em que põe ao serviço os seus próprios carismas, segundo a tradição inaugurada pelos primeiros casais cristãos (cf. At 18,1-13; 11; 18-21; 24-28).
Saudai Prisca e Áquila, meus colaboradores em Jesus Cristo, pessoas que, pela minha vida, expuseram a cabeça. Não sou apenas eu a estar-lhes agradecido, mas todas as igrejas dos gentios. Saudai também a Igreja que se reúne em casa deles.” (Rom, 16, 3-4)
O casal pode realizar a sua missão eclesial testemunhando valores que o caracterizam: o acolhimento, a valorização das diferenças; uma comunidade eclesial disposta a receber plenamente os valores que o casal testemunha poderia chegar a partilhar plenamente as responsabilidades e os ministérios. A resposta à nossa vocação conjugal já não comporta então somente a vida a dois, alimentada pelo amor de Deus, mas consiste em tornar esse amor capaz de suscitar e de alimentar várias outras formas de vida que encontram justamente a sua fonte no amor conjugal.
Entre os deveres fundamentais da família cristã está o dever eclesial: colocar-se ao serviço da edificação do Reino de Deus na história, mediante a participação na vida e na missão da Igreja.” (Familiaris Consortio, nº 46)

Há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo.” (1 Cor 12,4)

Há quem esteja disposto a promover a dignidade da pessoa e a defender os seus direitos; outros a promover a justiça na sociedade; outros a reagir contra as discriminações. Uns sentem-se chamados a ir junto dos pobres, dos desempregados, outros a trabalhar pela libertação daqueles que são dependentes da droga, do álcool, da prostituição, outros a ajudar casais em dificuldades (divórcio ou separação), outros a socorrer os sem-abrigo.
Há muitas maneiras de colaborar no trabalho das nossas paróquias: na liturgia, nas

visitas ao domicílio, no coro e na música, no ministério da comunhão, na leitura da palavra, nas acções sócio-caritativas, na catequese…


Padres e paroquianos têm de enfrentar juntos este desafio da missão. Esta colaboração (Ano de 2010 – A corresponsabilidade na missão) deve ser vista como uma partilha não de poder mas de responsabilidade. A atitude correcta é a de nos interrogarmos em conjunto sobre a forma de realizar esta missão, velando pelas necessidades do povo de Deus.

QUESTÕES PARA REFLEXÃO


    1. Tivemos os filhos que quisemos ou gostaríamos de ter tido mais?

    2. Como temos encarado a nossa missão de pais educadores? Que obstáculos temos encontrado e como os temos superado?

    3. Quais os valores que transmitimos aos nossos filhos?

    4. Como encaramos a hipótese de um filho poder optar por uma vocação sacerdotal ou religiosa?

    5. Que lugar damos ao diálogo e à partilha em casal e em família (da Palavra, da oração, dos projectos, das preocupações, etc.)?

    6. Temos sabido arranjar tempo para dialogar, namorar, passear?

    7. Estamos contentes com o modo como repartimos as tarefas de casa ou algum de nós está mais sobrecarregado?

    8. Tem havido equilíbrio nas relações entre nós e as nossas famílias de origem?

    9. Partilhamos com os mais pobres algo dos nossos bens materiais?

    10. A nossa família já passou por situações de desemprego, álcool, droga, doenças, morte, problemas económicos? Como superámos essas situações?

    11. Como encaramos os problemas da idade avançada dos nossos progenitores? Já equacionámos as soluções a adoptar perante essa fragilidade natural?

    12. O que é que o mundo e a Igreja querem hoje de nós? Quais são as nossas responsabilidades eclesiais e sociais neste nosso tempo?




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