Ariane Luna Peixoto


Recursos humanos e capacidade instalada



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Recursos humanos e capacidade instalada


Com base em informações disponíveis no banco de currículos da plataforma Lattes e no Diretório dos Grupos de Pesquisa do CNPq5, há no País 492 pesquisadores atuando na área de sistemática vegetal: 270 doutores, 128 mestres e 94 graduados/especialistas (Tabela 1). Entre os taxonomistas doutores, 91 são bolsistas de produtividade do CNPq (55 em angiospermas, 1 em gimnosperma, 5 em pteridófitas, 2 em briófitas, 19 em algas e 10 em fungos) e 20 são bolsistas recém-doutores (9 em angiospermas, 2 em pteridófitas, 1 em briófita, 6 em algas e 2 em fungos). Dos 492 pesquisadores, aproximadamente 310 mantêm vínculo empregatício com instituições de ensino e pesquisa no País (38 universidades federais, 16 universidades estaduais e 10 institutos e fundações de pesquisa) que desenvolvem atividades relacionadas à sistemática vegetal. A maioria está vinculada a instituições das Regiões Sudeste e Sul do Brasil. Sabe-se que os números aqui apresentados não englobam todas as pessoas que lidam com sistemática no País, pois há docentes vinculados a departamentos de botânica ou outros afins, em universidades públicas ou privadas, cujos dados não se encontram facilmente disponíveis para consulta.

Tabela 1. Número de pesquisadores em taxonomia/sistemática de plantas e fungos, ordenados por grupos de organismos e titulação






Doutor

Mestre

Graduados e

especialistas



Total

Angiospermas

140

72

34

246

Gimnospermas

2

0

1

3

Pteridófitas

13

6

5

24

Briófitas

7

8

2

17

Algas

84

33

44

161

Fungos

24

9

8

41

Total

270

128

94

492

A criação dos cursos de pós-graduação constitui um marco no desenvolvimento dos estudos florísticos e taxonômicos no País. Esses cursos abriram inúmeras oportunidades e resultaram em grande quantidade de dissertações e teses que abordam a diversidade biológica. Contudo, é preocupante o fato de parte das informações geradas permanecerem inéditas, pois muitas teses e dissertações não têm divulgação mais ampla em artigos em periódicos ou capítulos em livros. Estima-se que a disponibilização desses dados quase dobre o conhecimento que havia disponível na década de 1950 (Bicudo et al., 1998).

Na área de botânica, existem hoje no Brasil 20 programas de pós-graduação reconhecidos pela Capes, sob responsabilidade do Ministério de Educação (MEC). Todos possuem cursos de mestrado e 14 têm cursos de doutorado (Tabela 2).



Tabela 2. Programas de pós-graduação em Botânica no País ordenados por nome, instituição, Estado e nível dos cursos

Programa

Instituição

Estado

Nível

Biodiversidade Vegetal e Meio Ambiente

IBT

SP

M/D

Biologia de Fungos

UFPE

PE

M/D

Biologia Vegetal

UFMG

MG

M/D

Biologia Vegetal

UFMS

MS

M

Biologia Vegetal

UNICAMP

SP

M/D

Biologia Vegetal

UFPE

PE

M/D

Biotecnologia Vegetal

UFRJ

RJ

M/D

Botânica

UEFS

BA

M/D

Botânica

UNB

DF

M

Botânica

UFV

MG

M/D

Botânica

UFRPE

PE

M/D

Botânica

UFPR

PR

M

Botânica

JBRJ

RJ

M/D

Botânica

UFRGS

RS

M/D

Ciências Biológicas (Biologia Vegetal)

UNESP/RC

SP

M/D

Ciências Biológicas (Botânica)

INPA

AM

M/D

Ciências Biológicas (Botânica)

UFRJ

RJ

M/D

Ciências Biológicas (Botânica)

USP

SP

M/D

Ciências Biológicas (Botânica)

UNESP/BOT

SP

M/D

Ciências Biológicas

UFRA

PA

M

M: mestrado; D: doutorado.

Fonte: Capes (www.capes.gov.br).

Os programas são heterogêneos quanto à sua distribuição por região geográfica, com 48% (10 programas) concentrados na Região Sudeste, ficando a Região Nordeste em segundo lugar, com 4 programas (Figura 1). As Regiões Sul e Norte contam, cada uma, com um curso de mestrado e um programa com mestrado e doutorado, enquanto que a Região Centro-Oeste conta apenas com dois cursos de mestrado.

Figura 1. Número de cursos de pós-graduação em Botânica no Brasil ordenados por região

Fonte: Capes (www.capes.gov.br).

Ao analisar a distribuição dos cursos de pós-graduação por subárea de conhecimento, constata-se que a taxonomia de plantas vasculares concentra o maior número (15 cursos), seguida pela taxonomia de plantas avasculares (briófitas e algas) com 13. Fungos são contemplados em 4 cursos, sendo o Programa de Pós-Graduação em Biologia de Fungos da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), nos níveis de mestrado e doutorado, o único no País específico nesse grupo de organismos (Figura 2).

A maior parte dos programas de pós-graduação encontra-se em fase de consolidação, com conceito da Capes igual ou superior a 4. Com conceito 5, destacam-se três programas (o de botânica da USP, o de biologia de fungos da UFPE e o de biotecnologia vegetal da Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ) e um com 6 (o de biologia vegetal da Universidade Estadual de Campinas, Unicamp).

Figura 2. Número de cursos de pós-graduação no País ordenados por área de conhecimento

Fonte: Capes (www.capes.gov.br).

De acordo com a Capes, os programas de pós-graduação na área de botânica englobavam, no ano de 2003, 380 doutores em seu quadro docente (sem dupla contagem), 1.010 discentes matriculados, sendo 497 mestrandos e 513 doutorandos. Em 2003, foram titulados 115 mestres e 92 doutores, com tempo médio de titulação de 26 e 51 meses, respectivamente. Dos docentes doutores que participam dos programas de pós-graduação em botânica, 149 atuam na subárea da taxonomia vegetal (angiospermas com 64, pteridófitas com 4, briófitas com 4, algas com 40 e fungos com 37). Cento e quarenta e três mantêm vínculo institucional, 6 são aposentados e 84 são bolsistas em produtividade do CNPq. A Região Sudeste se destaca por concentrar o maior número de docentes doutores com bolsa de produtividade do CNPq (48), seguida pelas Regiões Nordeste (18), Sul (8), Norte (7) e Centro-Oeste (3).



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