Ariane Luna Peixoto



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Produção científica


Nas últimas décadas, houve um incremento na produção científica brasileira, e na área de botânica não foi diferente. Entretanto, constata-se um maior avanço em alguns campos da sistemática, enquanto, em outros, a produção ainda é pouco expressiva. Com base nos dados disponíveis na avaliação dos programas de pós-graduação realizada pela Capes (triênio 2001-2003) e no currículo Lattes (consultado em 2005), a produção científica em taxonomia vegetal e de fungos no Brasil foi de 725 artigos em periódicos especializados no período de janeiro de 2000 a junho de 2005 (Figuras 3 a 7). Somam-se a esses, a publicação de 30 livros, 76 capítulos de livros e 50 artigos completos em anais de eventos científicos, com abordagem sobre taxonomia vegetal. É interessante verificar que as revistas consideradas de maior impacto pela avaliação da pós-graduação têm sido priorizadas para a divulgação dos resultados de pesquisas realizadas (Figura 3). Uma análise mais bem detalhada dessa mudança sobre os periódicos nacionais precisa ser feita, considerando-se tanto a capacidade dos periódicos de maior impacto absorverem a produção científica nacional na área de botânica quanto os critérios de classificação dos periódicos.

Figura 3. Número de artigos sobre taxonomia de angiospermas publicados em revistas indexadas ordenados por data

AI: Qualis A Internacional; AN: Qualis A Nacional; BI: Qualis B Internacional; BN: Qualis B Nacional; CI: Qualis C Internacional; CN: Qualis C Nacional; S/C: sem classificação.

Fonte: Plataforma Lattes (www.lattes.cnpq.br).



Figura 4. Número de artigos sobre taxonomia de pteridófitas publicados em revistas indexadas ordenados por data

AI: Qualis A Internacional; AN: Qualis A Nacional; BI: Qualis B Internacional; BN: Qualis B Nacional; CI: Qualis C Internacional; CN: Qualis C Nacional; S/C: sem classificação.

Fonte: Plataforma Lattes (www.lattes.cnpq.br).



Figura 5. Número de artigos sobre taxonomia de briófitas publicados em revistas indexadas ordenados por data

AN: Qualis A Nacional; BI: Qualis B Internacional; BN: Qualis B Nacional; CL: Qualis C Local; S/C: sem classificação.

Fonte: Plataforma Lattes (www.lattes.cnpq.br).



Figura 6. Número de artigos sobre taxonomia de algas publicados em revistas indexadas ordenados por data

AI: Qualis A Internacional; AN: Qualis A Nacional; BI: Qualis B Internacional; BN: Qualis B Nacional; CI: Qualis C Internacional; CN: Qualis C Nacional; S/C: sem classificação.

Fonte: Plataforma Lattes (www.lattes.cnpq.br).



Figura 7. Número de artigos sobre taxonomia de fungos (incluindo os liquenizados) publicados em revistas indexadas ordenados por data

AI: Qualis A Internacional; AN: Qualis A Nacional; BI: Qualis B Internacional; BN: Qualis B Nacional; CI: Qualis C Internacional; CN: Qualis C Nacional; S/C: sem classificação.

Fonte: Plataforma Lattes (www.lattes.cnpq.br).


Fontes de financiamento para a pesquisa e a capacitação em taxonomia vegetal no País


O financiamento para a pesquisa e a capacitação de recursos humanos na área de botânica está muito aquém das necessidades requeridas pela demanda de conhecimento da biodiversidade no País. Ainda que esses recursos tenham sido incrementados na subárea de taxonomia de plantas e fungos, este aporte não resultou em ganhos reais, pois não acompanhou as necessidades de modernização dos laboratórios e de crescimento da área. A botânica compete por recursos com subáreas da ciência aplicada, bem como os grupos de pesquisa e programas de pós-graduação mais bem consolidados (Assad et al., 1996).

As principais agências de fomento à pesquisa e à formação de recursos humanos nacionais, como o MCT, o CNPq, o MEC, a Capes, a agência Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e programas específicos do Ministério do Meio Ambiente (MMA), não têm distribuído recursos de vulto direcionados a ações induzidas em taxonomia e para a consolidação de acervos biológicos, embora ações pontuais exitosas possam ser citadas. O Projeto Biota São Paulo, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), e o PPBio Amazônia, financiado pelo MCT, são exemplos de apoio induzido a estudos de biodiversidade que resultaram em significativos avanços. Duas ações iniciadas pelo MCT/CNPq em 2005 já podem ser destacadas: a liberação de recursos (embora ainda pouquíssimo para atender à grande demanda) para apoio a coleções e a implementação de um programa específico de bolsas para a formação de taxonomistas. Essas ações tiveram como foco duas questões fundamentais: a infra-estrutura das coleções e a formação de taxonomistas para a lida com a biodiversidade.

A Capes tem sob sua responsabilidade a maior parte do apoio à pós-graduação, realizando contínuo e sistemático processo de avaliação do desempenho dos programas de pós-graduação, de modo a balizar a distribuição de recursos por meio da concessão de bolsas e auxílios. Embora venha ocorrendo um aumento continuado no aporte de recursos, na botânica, o número de bolsas ainda é insuficiente quando se considera o quadro atual de mestrandos (497) e doutorandos (523) e de programas de pós-graduação na área (Tabela 3).

Tabela 3. Alocação de recursos concedidos pela Capes à área de botânica no Programa de Demanda Social (DS) e no Programa de Capacitação de Docente e Técnico (PICDT) no período de 2001 a 2004



Bolsas *

2001

2002

2003

2004

DS Mestrado e Doutorado

1.317,36

1.450,48

1.712,68

1.924,64

PIDCT

561,24

501,92

305,68

177,57

* Valores em reais.

Fonte: Capes (www.capes.gov.br).

Diferentemente da Capes, que direciona suas principais ações de financiamento à formação de recursos humanos, o CNPq dirigi suas ações para a execução de pesquisas necessárias ao desenvolvimento da ciência e da tecnologia, considerando os interesses sociais, econômicos e culturais do País (Tabela 4). Entretanto, ambas as agências de fomento disponibilizam os recursos predominantemente em forma de bolsas de diferentes categorias (Figuras 8, 9 e 10).

O investimento em criação, ampliação e manutenção de laboratórios tem sido incipiente, o que deixa alguns laboratórios e também as coleções científicas em situação precária. Nesse contexto, algumas agências de fomento estaduais têm desempenhado uma função importante ao investir recursos em laboratórios e coleções. Entretanto, é lamentável que poucos Estados contem com agências de fomento à ciência e à tecnologia com dotação orçamentária bem definida e que verdadeiramente desempenham o papel de promover essas áreas.



Figura 8. Número de bolsas para a capacitação de recursos humanos para a pesquisa e a inovação concedidos pelo CNPq na área de botânica, linha de atuação apoio à formação e à qualificação de pesquisadores no País (2000-2005)

PIBIC: Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica.

Fonte: CNPq (http://fomentonacional.cnpq.br).

Tabela 4. Capacitação de recursos humanos para a pesquisa e inovação concedidos pelo CNPq na área de botânica, linha de atuação estímulo à pesquisa (2000-2005)



 

2000

2001

2002

2003

2004

2005

No. Bolsas

R$ correntes

No. Bolsas

R$ correntes

No. Bolsas

R$ correntes

No. Bolsas

R$ correntes

No. Bolsas

R$ correntes

No. Bolsas

R$ correntes

Apoio técnico a pesquisa

133

104.089

130

125.342

154

137.659

151

140.557

148

129.930

37

63.275

Desenvolvimento científico regional

136

226.318

133

279.360

157

138.829

154

156.775

151

128.176

3

28.005

Profix

139

46.447

0,9

48.047

160

80.580

157

59.275

154

56.459

2

24.511

Pesquisador visitante

142

1.322.293

139

1.511.251

163

76.331

0,8

39.064

0,3

21.391

1

21.869

Produtividade em pesquisa

0,9

20.221

142

70.416

166

1.524.373

163

2.007.098

160

2.552.221

154

1.300.526

Recém-doutor

550

1.719.368

444

2.034.417

169

172.230

166

152.573

163

77.291

2

21.182

Subtotal

1.101

3.438.736

989

4.068.833

969

2.130.002

792

2.555.342

776

2.965.468

199

1.459.368

* Fixação de doutores.

Fonte: CNPq



* Fixação de doutores.

Figura 9. Número de bolsas para a capacitação de recursos humanos em pesquisa e inovação concedidos pelo CNPq na área de botânica, linha de atuação de estímulo à pesquisa (2000-2005)

Fonte: CNPq (http://fomentonacional.cnpq.br).

Figura 10. Capacitação de recursos humanos para a pesquisa e a inovação concedidos pelo CNPq na área de botânica, por subárea de conhecimento, linha de atuação de estímulo à pesquisa (Edital Universal de 2004)

(Fonte: http://fomentonacional.cnpq.br)


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