Arquitetura e Urbanismo. Arquitetura e urbanismo contemporâneos apresentaçÃO



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13. A REVISÃO FORMAL NOS ESTADOS UNIDOS

Os arquitetos americanos: Sullivan, Richardson, Wright, etc. somam-se os que emigraram da Europa por causa da crise européia após a 2a Guerra Mundial: Gropius, Mies, Mendelson e anteriormente Saarineu, Neutra, Schindler, etc.

Essas influências internacionais interagem sobre a grande variedade que manifesta a arquitetura americana, aliado ao grande potencial econômico que propiciou grandes empreendimentos arquitetônicos, bem como no desenho industrial e nas artes plásticas, do expressionismo abstrato e logo após a pop-art, o "land-art", o "minimal", o conceituai, etc.

Grandes escritórios praticam uma arquitetura de tecnologia avançada: Yamasaki, Paul Rudolph, Cesar Pelli, Harrison e Abramovitz, etc ... Wright. Saarinen e Kahn são exceções a continuidade do Estilo Internacional ao longo dos anos 50.

A contínua influência entre América e Europa pode ser ilustrada por Frank Lloyd Wright que foi referência para as vanguardas européias e ao mesmo tempo o contexto europeu. como outros oferecem sugestões à obra de Wright. Por outro lado, Wright representa uma posição individualista no panorama da arquitetura, confiando no controle individual do artista sobre seu produto.

Nos anos 50, o Museu Solomon R. Guggenhein em. Nova York, projetado por


Wright surgiu como paradigma da arquitetura, da intervenção urbana e representa a
síntese das principais idéias arquitetônicas desenvolvidas por Wright traz em parte a referencia ao sólido, as rochas e a busca do dinâmico, das formas
ponte e plataformas, das formas esbeltas e em movimento, em sintonia com o neoplastiscismo. Não possui qualquer relação tipológica e de escala com o entorno urbano convivem nele as referências orgânicas e naturais com a admiração pelo mundo da ficção científica e das máquinas.

É evidente a influência de Wright em toda a arquitetura norte-americana atual: Rudolph, Venturi, Alexander, etc.



O Formalismo e o Ecletismo em Eeero Saarinen (1910-1961)

Filho de arquiteto, nascido na Finlândia emigrou para os Estados Unidos aos treze anos, estudou arquitetura em Yale (1930-1934). 1949 venceu concurso para o monumento a Jefferson em St. Lovis. Obra baseada na arquitetura moderna e difusor do Estilo Internacional nos Estados Unidos tem obras estritamente nacionalistas de formas retas e simples e obras exageradamente expressionistas, simbolistas e ornamentadas, baseadas no alarde estrutural, nas formas livres e orgânicas (Aeroporto Kennedy da TWA; Nova York, Hockey Ring da Universidade de Yale) obras onde predomina uma mentalidade construtiva próxima à de Nervi, Candeia e Tange. O que o diferencia desses estruturalistas é que para ele as questões estéticas e simbólicas estão sempre acima das razões puras, materiais, estruturais, industriais e matemáticas.

Busca novas formas estruturais e de cobertura com novo repertório formal, novos materiais, recorrendo a claras configurações organicistas.

Foi um dos primeiros arquitetos do Movimento Moderno que buscou incorporar a metáfora à arquitetura contemporânea, colocando em 2° plano as exigências funcionalistas.



Modernidade e Tradição em Louis L. Khan

Experiência arquitetônica singular no século XX. Figura crucial na tradição americana e internacional em sua evolução da tradição modernista à chamada situação pós-moderna.

Louis Kahn inicia sua intervenção no panorama da arquitetura internacional, quando começa a se evidenciar a Crise da Arquitetura do Movimento Moderno. Como alternativa, propõe para o método de projetação uma total inversão dos procedimentos compositivos da arquitetura moderna e dos critérios do funcionalismo. Em cada obra pergunta o que quer ser o edifício? Sustentando que as edificações possuem uma essência que determina sua solução, que a forma tem sempre papel preponderante.
Kahn define os estados básicos do projeto arquitetônico: o inicial (que define a idéia, quando a forma surge como vontade concreta de existir e se elege entre a diversidade de tipos formais). A seguir, a introdução da ordem pelos critérios da composição tradicional, estabelecendo uma ordem que se baseará sempre no rigor e nas leis da geometria e por fim o desenho resolvendo os problemas compositivos, e definindo através dos detalhes as qualidades de cada espaço, sua eliminação, seus elementos construtivos, seus materiais e seu conforto interno.

O momento inicial da idéia e da forma é essencial na concepção arquitetônica de Louis Kahn, é o momento dos croquis, dos primeiros trabalhos, frente aos primeiros dados do programa e do lugar, onde se manifesta a estrutura da forma, que se expresse a ordem que antecede ao desenho.

A análise das plantas de suas obras nos mostra o repertório de formas utilizadas e a utilização das leis da geometria como a 1a e última, justificação de todo projeto, desde a idéia inicial até a composição final. Sua última grande obra, o Palácio da Assembléia em Dacca, sugere uma síntese entre Modernidade e tradição, entre o uso da técnica e da memória juntos.

O que diferencia da busca da mentalidade de Niemeyer, Utzon, Candeia ou Tange é que em Kahn a recriação da monumentalidade abandona o exclusivismo da linguagem moderna para interpretar a história. Segundo Kahn "a monumentalidade em arquitetura pode definir-se como uma qualidade espiritual inerente a uma estrutura que transmite a sensação de sua eternidade da qual não se pode tirar ou trocar nada".


Panorama de Individualistas e Arranha-céus

Com Wright. Saarinen e Kahn, a arquitetura norte americana destaca-se pela grande diversidade de tendências e individualidades. Nesse panorama destacam-se as obras de Richard Neutra, Minoro Yamasaki, do S.O.M. de (Skidmore, Owings e Merrill), de Philip Johnson.

Se durante os anos 30 surgem os principais impulsos à arquitetura moderna, coma simplificação e regras do "Estilo Internacional", a partir dos anos 50 surgem as primeiras preocupações com o historicismo e o ecletismo.

Alguns arquitetos como Paul Rudolph desenvolveram um novo expressionismo estrutural e brutalista, com o uso do concreto aparente e a pedra.

Por último, destaca-se o minimalismo tecnológico que tem desenvolvido Kevin Rocha combinando cuidadosa utilização da tecnologia com a busca classicista da harmonia e proporção.

Da Europa à América: mescla de culturas

O predomínio da cultura européia, reforçada e mantida ao longo dos séculos começa a declinar na 2ª metade do século XX. A América surge como a terra do futuro e começa a ter uma forte presença invertendo a situação, com grande influência da arquitetura americana a partir de Wright e cada vez mais dominam os teóricos (Venturi, Einsenman) os arquitetos (Gehry, Heyduk, ... ) e escolas de arquitetura (Columbia).

Aliado ao êxodo de grande quantidade intelectuais europeus, expandem-se os pensamentos surrealistas e existencialistas. Os focos culturais se multiplicam ao longo do século XX e o novo papel da arquitetura americana acabará com o monopólio europeu.

O processo de simbiose de culturas marca um caminho irreversível em termos mundiais, com a arte e a arquitetura sendo influenciados por diversos pensamentos orientais e acidentais.



14. A ARQUITETURA BRITÂNICA: NEOBRUTALISMO E ESTRUTURAÇÃO URBANA.

Para tratar o contexto da arquitetura britânica do Pós-Guerra é necessário em primeiro lugar, ressaltar o interesse da experiência da construção de novas cidades para descongestionar Londres - as newtowns.

Entre 1946 e 1951 foram fundados as primeiras newtowns, baseadas nas idéias iniciadas por Ebenezer Howard em 1898. Em 1903 foi criada a primeira cidade jardim (Letchworth) e as demais newtowns derivaram desta tradição, com critérios da separação racionais de funções. O conjunto era pitoresco e normalmente mostrava respeito com as árvores e plantas. Formalmente a arquitetura das newtowns era inspirada na arquitetura sueca (neoempirismo).

Essa experiência consistiu em unir a tradição das cidades-jardim com as idéias do urbanismo racionalista, dos pianos de zoneamento e áreas verdes. Hipóteses experimento e verificação, integrando as críticas às experiências futuras.


Seguiram-se 3 gerações de newtowns, a 2' geração nos anos 60, tratava de criar cidades mais compactas, mais densas e nos anos 70 uma maior flexibilidade e uma maior diversidade tipológica. Convivem o idealismo voltado ao futuro e o tradicionalismo, de uma casa isolada com jardim.

A Arquitetura do Novo Brutalismo

Após a 2' Guerra, na experiência britânica destacam-se o forte predomínio da tecnologia e as preocupações em tomo dos processos e necessidades de produção da arquitetura. (Nesta harmonia entre a política industrial e as aspirações sociais). Por isso, nesta arquitetura apresenta por um lado a. tendência que se baseia na interpretação neoromantica da arquitetura vernácula e por outro lado a tendência da arquitetura high-tech. (Archigram, Price, Foster e Rogers).

Grande parte das obras do chamado novo Brutalismo é britânica (Ex. escola em Hunstanton de Alisou e Peter Smithson, e as obras do independent Group, ambos baseados nas formas de Mies, principalmente da fase americana).

Na arquitetura britânica dos anos 50, principalmente dos arquitetos que partem de uma continuidade com o projeto da modernidade arquitetônica (os Smithson, Mathew. Martin, Stirling e outros) têm importância especial o recurso da articulação dos edifícios (horizontal e vertical).



"Estruturação Urbana" dos Smithson

Texto publicado em 1967, onde os Smithson expõe uma proposta completa e ordenada das novas possibilidades da revisão formal que poderiam surgir nas intervenções urbanas.

O texto mostra como a busca de um novo repertório formal na arquitetura recorre a configurações que provém do expressionismo abstrato da art. brut e inclusive o pop. Art.

15. A NOVA CULTURA URBANA

A partir de 1945, planos regionais e municipais prevêem o crescimento residencial, situação dos equipamentos e traçado de novas ruas. Ao longo dos anos 50 assiste-se à reconstrução das cidades e desenvolvimento dos novos bairros demonstra que a pretensão do zoneamento restrito segregando as diferentes funções de cidade, é negativa. Pouco a pouco, os urbanistas passam a crer que a cidade urbana existe onde há mistura e sobreposição saudável de funções (residência, trabalho, comércio, lazer, ...) velando por um equilíbrio urbano.

Surge também na 2a metade do século XX uma nova cultura do espaço público, com novo papel ao espaço livre urbano.

As obras: “Vida e Morte das Grandes Cidades “Jane Jacols e “O Direito à Cidade” Henry Lefebvre, são críticas ao urbanismo racionalista nas grandes cidades contemporâneas “““.



16. A ARQUITETURA NÓRDICA: NEOEMPIRISMO

Arquitetura doméstica, de raiz vernacular aliada a razões produtivas, à forte influência do meio natural o que obriga a uma definição mais cuidadosa do meio arquitetônico onde habita o homem, insistindo na escala humana e psicológica da arquitetura. Representa a síntese progressista entre racionalismo e empirismo, tecnologia e saber tradicional.

A arquitetura "neoempirista" se desenvolve principalmente na Suécia e Noruega estendendo-se aos países escandinavos, representa uma reação ao excessivo esquematismo da arquitetura dos anos 30.

Mestres de destaque: o finlandês Alvar Aalto, o dinamarquês Jöm Utzon desenvolvendo uma síntese entre forma e desenho racional e inspirações orgânicas, entre organicismo e tecnologia.

Na Noruega, destaca-se o arquiteto Sverre Fehn integrando princípios de tradição racionalista e da estruturalista francesa, influências da arquitetura italiana e arquiteturas orgânicas.

O neoempirismo da arquitetura nórdica trata de humanizar, com planta racionalista que se solta em formas articuladas e abertas, aproveitando topografia e paisagem. Persegue-se a fantasia formal, a recuperação da decoração e referência às formas tradicionais.

Não se trata de estabelecer modelos, mas desenvolver um novo conceito, um método de propor e pensar através do projeto.

17. CULTURA E ARQUITETURA ITALIANA: ZEVI, ARGAN.

Nos anos posteriores à Guerra, a teoria e prática arquitetônica estão relacionados a reconstituição política, econômica e social.

Idéias predominantes: consciência do valor dos setores populares, necessidade de sintonizar com os mestres da arquitetura dos anos 20 e 30, continuando e atualizando sua mensagem de modernidade, defesa da cidade, como lugar do coletivo e patrimônio cultural.

Surge em Roma uma corrente de arquitetura neo-realista baseada no realismo e na comunicação e uma outra corrente definida como pos - nacionalista (Zevi) que propõe uma via organicista.



2ª PARTE - A CONDIÇÃO PÓS- MODERNA
1. 1965-1977 - A CONDIÇÃO PÓS MODERNA

ANOS 50 - Continuidade do Movimento Moderno ao mesmo tempo em surge uma nova geração de arquitetos e as primeiras tentativas de revisão e crítica.

ANOS 60 - Na segunda metade dos anos 60 - mudanças radicam e grande pare da arquitetura se distancia do Movimento Moderno. Surgem novas correntes e concepções a partir das críticas dos anos 50. Ex.: as propostas do grupo Archigram, a crítica tipológica de Rossi, a arquitetura comunicativa de Venturi. Juntamente com novas alternativas construtivas, surgem temas como: conceito de tipologia, estrutura da cidade, a linguagem como comunicação simbólica, além de novas metodologias e novos horizontes para uma nova época.

O dilema entre a crise e a continuidade dos anos 50, passa para uma fase --e novas propostas de caráter metodológico com novos sistemas de entender e projetar a arquitetura. Ao lado das novas propostas tecnológicas, do caminho da crítica tipológica da arquitetura como linguagem comunicativa e depois, a arquitetura conceitual de Eisenman e Hejduk, surgem novos métodos arquitetônicos que coincidem com o surgimento das metodologias das ciências sociais e o método que articula a maioria: o pensamento estruturalista (fundamentado nas leis da lingüística), Em Rossi. Venturi e Eisenman são evidentes traços do estruturalismo e teorias da linguagem.

O ano de 1965 funcionou como fronteira: início de uma etapa diferente, de busca de novas estratégias (teóricas e projetuais).

Anos 65 a 69 - período de mudanças radicais, primeiramente com o desaparecimento dos grandes mestres do Movimento Moderno: morrem Le Corbusier, Mies e Gropíus. Em 1968, a Escola de Desenho de Ulm, continuação da Bauhaus se fecha.

Além disso, os projetos dos arquitetos mais jovens mostram uma troca paulatina de coordenadas: Rossi - com elementos classicistas e historicistas. Venturi e Moore - jogos formais e simbólicos.

Entre 1965 e 1970, surge uma grande quantidade de publicações com panoramas gerais e locais da arquitetura dos anos 50 e 60:



  • Kevin Lynch- A imagem da cidade (1960)

  • Giulio Carlo Argan- Projeto e destino (1964)

-Robert Venturi- Complexidade e contradição na arquitetura (1966) -Vitorio Gregotti- O território da arquítetura(1 966)

-Christian Norberg- schulz- Intenções na arquitetura (1968), uma tentativa lúcida de, a partir da crítica da arquitetura, buscar instrumentos e conceitos necessários para interpretar a nova situação.

Despertando para a consciência de uma nova situação, que nos anos 70 se chamará "pós-modernidade". O livro A linguagem da arquitetura pós-moderna de Charles Jencks (1977) expõe a consolidação de uma nova condição, diante da valorização da tradição histórica e do sentido comum.

ANOS 0- Em meados dos 70. a consciência critica com o legado do Movimento Moderno, se evidencia em projetos, textos e fatos como em 1972. a implosão do Conjunto residencial Pruitt-lgoe em St. Louis, de Minoru Yamasaki, concebido segundo os critérios de zoneamento, tipologia de blocos do urbanismo racionaiista. Em 1976, incendeia-se a Cúpula geodésica do Pavilhão dos Eua. em Montreal.

A partir dos anos 70, surge uma grande diversidade de posições: correntes fundamentalistas; propostas hipertecnológicas; arquitetura alternativa e ecológica. Perde-se a idéia de uma visão continua e homogênea como propunha as vanguardas modernistas e abre-se o universo intelectual do pluralismo e da descontinuidade.

2. NOVO FUNCIONALISMO E A ARQUITETURA COMO EXPRESSAO TECNOLOGICA

Nos paises mais avançados, como a Inglaterra, Eua, Japão, ocorre a recuperação do espírito pioneiro e tecnológico das vanguardas. As novas possibilidades tecnológicas dos anos 60 (chegada do homem à lua – 69) aliadas à prosperidade, ao desenvolvimento capitalista, refletem-se nas propostas arquitetônicas (arquitetura sobre o mar e no espaço). As novas possibilidades de cálculo, projeto e produção de estruturas arquitetônicas, novos instrumentos, experimentação, novos materiais, tecnologias avançadas, pré-fabricação acabam por fomentar propostas radicais (às vezes impossíveis).

O grupo Archigram (1960 - Inglaterra), formado pelos arquitetos: Peter Cook. Crompton, Chalk, Greene e Webb, toma-se referência de uma parte das propostas da arquitetura contemporânea. De posição neofuncionalista, do progresso ilimitado (Hegel), do espírito dos tempos, o sentido evolutivo, base do Movimento Moderno, segue valendo para eles. Propõem alterações drásticas, naves espaciais, cápsulas. As propostas do Archigram representam a síntese entre a cultura pop inglesa e a assimilação dos progressos tecnológicos, indo desde pequenas cápsulas até megacidades, trabalhando com a imitação das leis da engenharia e o conhecimento científico, as possibilidades dos materiais e tecnologias.


  1. Os METABOLISTAS JAPONESES

Além das marcantes presenças norte - americanas e latinas- americanas na arquitetura do pós-guerra, surge um outro foco de evidência: o Japão. A partir do Movimento Moderno, a arquitetura japonesa destaca-se peia adesão do estilo internacional e ao mesmo tempo pelo vigor e expressionismo formais nos anos 50, com coberturas leves e expressivas, estruturas em madeira e sensibilidade construtiva, tudo reforçado pela utilização brutalista do concreto.

Com sua arquitetura exalta a estrutura, a arquitetura moderna e a arquitetura tradicional japonesa, o que ocorre através da violência formal, geometrização e rigoroso planejamento estrutural. Esta fase está relacionada à arquitetura de Le Corbusier brutalista e do Museu de Arte Moderna - Tóquio (1957), paradigma para muitos arquitetos japoneses, com destaque para Kenzo Tange, cujas obras deste período apresentam tanto uma crítica ao funcionalismo através da exaltação das formas estruturais quanto pela vontade de recuperar certo naturalismo perdido. Ex.: Biblioteca Hirosamma (1954).

Porém, será ao longo dos anos 70 que surgirão novas formulações como a busca de um novo tipo de cidade que Kenzo leva adiante e se expressa nas propostas dos "Metabolistas", grupo criado em 1960 juntamente com Kikutake. Kurokawa, Maki, Otaka e o crítico Kawazoe. A idéia básica é planejar desde o desenho industrial até o sistema de agregação de cápsulas residenciais. Surge como reação à falta de planejamento urbano típica no Japão, pensando novos organismos na escala urbana: cidades oceânicas, aéreas, unidades agrícolas, unidades residenciais móveis ou estruturas helicoidais.

A brutalista exaltação estrutural, tecnológica e agregativa do edifício são levadas à escala da cidade. Ex. Expo 70, Pavilhão de Kenzo Tange – Osaka, esta exposição funcionou como um mostruário de tipos formais gerados pelas novas tecnologias.

Das utopias urbanas de Kenzo destacam-se os planos do MIT para Boston e da baía de Tókio. A arquitetura dos metabolistas influencia o reflorescimento da arquitetura japonesa: Shinohara (conceituai), Tadao Ando (minimalista), Fumihiko Maki (eclética).



4. A ARQUITETURA NEOPRODUTIVISTA

As possibilidades de altas tecnologias, de inovações, principalmente nos Eua e Inglaterra. Na Inglaterra, a arquitetura high-tech, influenciada pelo Archigram, equipe criada por Normam Foster, que sem renunciar aos aspectos lúdicos do Archigram, busca o rigor das realizações práticas e possibilidades do desenho industrializado. Prefere-se trocar de ambiente já existente que interpretá-lo e valorizá-lo. Outros arquitetos de destaque: James Stirling, Patríck Hodgkinson,

A arquitetura produtívista foi mais bem desenvolvida nas possibilidades plásticas e materiais da tecnologia pelos norte-americanos, experimentando nos arranha - céus, a resistência, a rapidez, o conforto térmico, acústico, a transparência, etc... Ex: Kevin Roche, John Dinkeloo e a Fundação Ford- NY (1968). Colegio - Indianácofis (1973), Hotel Plaza- NY(1976).

Esta arquitetura também se desenvolve na Alemanha, com abordagem como as estruturas tencionadas de Frei Otto (Munique, 1972). A Espanha, ao longo dos anos 60, vive uma polêmica entre tecnologia avançada (Tons e Fargas) e tecnologias artesanais (Bohigas), além de Ricardo Bofill (Sant Just- Barcelona, 1975).

Na América Latina, a arquitetura do desenvolvimento com Clorindo Testa, Elia, Ramos e Agostini com estruturas espetaculares em concreto, materiais e métodos locais, diferente do expressionismo tecnológico e experimental do concreto de Félix Candeia e do tijolo de Eládio Dieste.

5. A FORTUNA TECNOLÓGICA DOS ANOS 70

A Torre - cápsula de Nagakin, em Tókio (1971), de Kisho Kurokawa, reflexo do Archigram e dos Metabolistas dos anos 60, com jogo formal - células pré-fabricadas e possibilidades combinatórias na articulação volumétrica. A Sony Tower em Osaka (1976), de Kisho Kurokawa. O centro Georges Pompidou em Paris(1977) de Richard Rogers e Renzo Piano, um novo tipo de edifício urbano com a cultura e o lazer; uma megaestrutura à qual se adicionar módulos transparentes, símbolo da Paris contemporânea.



  1. ARQUITETURA E ANTROPOLOGIA

Aceitação da pluralidade e diversidade cultural (anos 60 e 70) por influências diversas; na arquitetura de algumas propostas da terceira geração nos campos da arquitetura, urbanismo e desenho buscam-se soluções alternativas aos critérios vigentes (culturais, econômicos, tecnológicos, urbanos e projetuais), mais adequadas a cada contexto social.

No geral, se expressa como um dos resultados da tendência ao humanismo dos anos 50. Este movimento dos anos 70 atinge âmbito mais amplo que a arquitetura, indo desde o planejamento de um desenho participativo até proposta de urbanismo de participação.



  1. A HERANÇA DO PENSAMENTO SOCIOLÓGICO

Surgem diversas construções teóricas para afrontar o planejamento de métodos e critérios compositivos para uma nova arquitetura pensada em função dos usuários e suas possibilidades de participação nos espaços públicos e privados. John Tumer - estudos sobre ocupação ilegal do solo e auto construção publicados em 1965.

Christopher Alexander - arquiteto e matemático, desenvolveu pesquisas para explicitar uma maneira de sentir e realizar a arquitetura que pode estar em cada sujeito, relacionando o desejo insaciável de reformas temporais, relação entre a arquitetura e a cultura material e simbólica, recuperação dos valores das arquiteturas populares e tecnologias alternativas.

Dentro dessa linha pode-se perceber a construção de novos museus, a ampliação da cultura de massas e a revalorização da memória coletiva.


  1. A BUSCA DA RACIONALIDADE NA DISCIPLINA ARQUITETÔNICA

Esforços para construir uma teoria para a arquitetura contemporânea em resposta às exigências internas da disciplina, às vezes delineia a favor de objetos sociais, culturais, político. Ex. Rossi, Aymonino, Tafuri, Gregotti, com propostas que, a princípio, partem de conceitos das pré-existências ambientais - tradição, idéia de monumento, responsabilidade do arquiteto dentro da sociedade.

A obra “A Arquitetura da Cidade" de Aldo Rossi, com a intenção de entender a arquitetura em relação a cidade, com pontos de vista da antropologia, psicologia, geografia, ecologia, política, entende a cidade como um bem histórico e cultural.

As Primeiras Obras de Aldo Rossi - Sua análise comprova como o instrumento da tipologia arquitetônica serve tanto para o momento da análise como para o projeto. Admiram as idéias de Adolf Loos, os pátios.

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