Arquitetura e Urbanismo. Arquitetura e urbanismo contemporâneos apresentaçÃO



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A ARQUITETURA COMO SISTEMA COMUNICATIVO

A perda da capacidade de transmitir significados e valores simbólicos, críticas ao funcionalismo, Peter Blake - Forma x fiasco.

Complexidade e contradições em arquitetura - Robert Ventura, visão contrária à da arquitetura moderna, em favor de uma via híbrida, complexa e contraditória (sem a coerência do racionalismo) para responder aos propósitos de comodidade, solidez e beleza (Vitrúvio). Contrário à simplificação da modernidade. Principais obras: Casa Filadélfia, 1962 - Vanna Venturi: Guiide house - 1963 Filadélfia; Pátio Franklin, 1972 e o instituto de Informação Científica, 1978. Desenvolve a idéia de edifício - anúncio, com o espaço funcional totalmente independente da fachada, fazendo contraste a Adolf Loos e sua concepção da casa como máquina limpa por fora e obra singular e comunicativa por dentro. Os textos Aprendendo com todas as coisas e Aprendendo de Las Vegas, apresentam-se como um tratado sobre o simbolismo na arquitetura.

A Idéia do Aplique - Ao final dos anos 70, a equipe de Venturi, dando continuidade ao movimento Arts and Crafts, do século XIX, defenderá a idéia de um tratamento aplicado sobre as superfícies de desenhos, moveis e edifícios. Baseiam-se nas posições de John Ruskin, entendendo que o que caracteriza cada edifício é a ornamentação, a estrutura e o interior representam meros fatos construtivos, funcionais. Ex.: Edifício de Oficinas do Instituto de Informação Científica, Filadélfia (1978).





  1. MANIFESTOS E MECANISMOS PóSMODERNOS

A Pós modernidade é mais uma situação que uma tendência concreta no final do anos 70. São realizadas obras que se transformam em manifestos da nova arquitetura "pós moderna" Ex: Piazza d'Italia, de Charles Moore, em N. Orleans (1978); Edifício ATT, de Philip Johnson em N. Y. (1978).

  1. A ARQUITETURA DO CONCEITO E DA FORMA

-Seus máximos representantes são os White- os 5 de Nova York: Peter Eisenman, John Hejduk, Michael Graves, Richarc Meier e Charles Guathmey, trabalhando no campo do experimentalismo e das atividades didáticas.

Seu trabalho surge da análise dos pressupostos formais modernos dos anos 30, como relações ao pós-modernismo estilístico e como defeso da riqueza dos trabalhos das vanguardas.

Einsenmam desenvolve uma arquitetura baseada na forma em si mesma, com uma arquitetura que parte da separação radicai entre a escala do humano e do mundo das formas geométricas. (Realiza uma arquitetura de total abstração baseada nas pautas da arte conceitua) (Minimai. Land Art, como predomínio das idéias iniciais sobre o resultado final.

O mecanismo conceitual na arquitetura a enfatiza como trabalho intelectual, sem qualquer pretensão popular ou contaminação o torna realidade. Uma arquitetura que parte de premissas formais e conclui em resultados formais da arquitetura intelectual, anti-organica, Peter Einsenmam, da arquitetura do anti-humanismo, reconhecendo as leis autônomas dos abjetos, o pensamento lógico como suporte da forma.

John Hejduk desenvolve sua atividade experimental no campo do ensino do desenho. Seu método é muito mais empírico, plástico e sensível. Em Richard Meier predomina o pragmatismo e a perfeição profissional oral acima de qualquer experimento conceituai. A influência deste dispositivo conceitual será vista mais adiantemos anos oitenta com uma nova geração de arquitetos.

3ª PARTE - A DISPERSÃO DAS POSIÇÕES ARQUITETÔNICAS

1. 1977-1992- A dispersão das posições arquitetônicas.

A medida em que se utiliza o conceito de "posição arquitetônica" evita-se a utilização de termos bastante ambíguos para qualificar diversas atitudes arquitetônicas como arquitetura "pós moderna", "descontração"ou "regionalismo crítico". Arquitetura "pós-moderna" tem sido um termo ambíguo que tanto pode designar uma situação geral, como certas tendências na arquitetura que são marcantes: historicistas, ecléticas e por isso deve ser usado com muita cautela.

"Desconstrução" termo que serve para assinalar a recuperação do construtivismo soviético insiste só em aspectos formais e superficiais de uma parte da arquitetura atual: do fragmento, da colisão. Atrás desta aparência plástica existem questões mais profundas como uma idéia de espaço dinâmico, método projetual, referências interdisciplinares que são as que realmente podem delimitar posições arquitetônicas.

O "regionalismo crítico", que a partir de maio de 1990 foi rebatizado como "regionalismo realista" é um termo criado pelos focos internacionais de uniformização cultural e constitui uma forma superficial de reconhecer a diversidade cultural do planeta terra. 0 critério de regionalismo é muito amplo e ambíguo para delimitar posições arquitetônicas. A maioria das obras arquitetônicas tem sempre componentes nacionais locais ou regionais.

As posições arquitetônicas predominantes que serão vistas: o historicismo baseado na recuperação do estilismo classicista; a continuidade do contextualismo cultural, que valoriza os valores urbanos e históricos de cada obra; a versatilidade do ecletismo, baseada na busca de novas formas a partir da mescla de linguagens e convenções, o paradigma da singularidade da obra de arte: 5 o surgimento de uma nova abstração baseada no jogo formal, 6 a continuidade no uso radical da alta tecnologia (As 3 ultimas são métodos mais relacionados com a ortodoxia da modernidade).
"REVIVAL" HISTORICISTA E VEMACULAR

A arquitetura fortemente enraizada na história, de comunicação com o usuário,do ressurgimento da capacidade significativa na arquitetura. Na maioria dos casos recorre ao prestígio e conforto das linguagens clássicas, o peso da tradição, a nostalgia e necessidade de precedentes históricas.

Ao longo dos anos 80, muitos arquitetos seguiram este caminho apesar do grande número de críticas que esta arquitetura "pós-moderna" recebe. Ex: Graves, Cullot, Jencks, Bofill.

O Fundamento Europeu - Essa volta às linguagens históricas tem papel transcendental, com a nova sensibilidade com relação aos centros históricos das cidades européias, Conservação, integração e reconstrução com tendências historicistas exclui toda nota de modernidade.

Classicismo Anglo saxão - Ex: Quinlan Terry - Inglaterra (anos 80). Interações que continuam de maneira acrítíca uma tradição de grande tradução. o classicismo vitoriano e georgiano.

Ricardo Boffil - Arquiteto catalão cuja obra pretende uma síntese entre o classicismo e a alta tecnologia, propondo inclusive sistemas de pré fabricação com molduras que acabam configurando edifícios resolvidos segundo uma interpretação livre da tradição clássica. Essa experiência parte da vontade de recuperar os valores históricos e símbolos da arquitetura com a finalidade de transformá-la em um fenômeno popular. Ex: Conjunto Antigona (1985) recuperando os princípios compositivos da cidade barroca, cada edifício recria tipologias históricas.


Classicismo Pós- moderno na América do Norte

Baseada em razões nacionalistas, quando na realidade a arquitetura clássica nasceu na Europa. Michaei Graves, iniciou um caminho neo vanguardista e gradativamente foi acrescentando à sua obra murais, o valor autônomo e plástico dos elementos e a ênfase ao decorativo. O contato com edifícios de arquitetura histórica e popular, a vontade de relacionar-se com a natureza e um método plástico de superposição de sistemas de linguagem evidenciam esta evolução. Ex: Humana Tower (1985), Biblioteca, Califórnia (1984).

Sua identificação com a pintura a lhe permite escolher cuidadosamente as cores para edifícios de forte valor cromático. A cor serve para identificar, articular e vitalizar os elementos e partes do edifício no conjunto.

A CONTINUIDADE DO CONTEXTUALISMO CULTURAL

As obras mais recentes de Aldo Rossi mostram uma grande capacidade para continuar evoluindo idéias, teorias e arquitetura na posição que coloca a cultura do lugar, os bens culturais do homem; o que diferencia suas últimas obras das primeiras é um espírito mais ecleticista e mais sensível na integração à tradição tipológica e formal de cada contexto. Ex: Teatro do Mundo (1979).

Alvaro Siza (Portugal) utiliza a inspiração nos elementos concretos do lugar como ponto de partida do projeto. Para iniciar cada projeto precisa um intenso diálogo com alugar e com os usuários. A partir daí, usando uma arquitetura às vezes organicista com grande capacidade de adaptação vai resolvendo cada projeto. Ex: Banca Borges (1986).

Rafael Moneo (Espanha) uma arquitetura que parte das características do lugar e da tradição histórica. da história da arquitetura e na qual confluem grande diversidade de linhas arquitetônicas, como a arquitetura Bórica, a Romana, o movimento moderno, as vanguardas, o expressionismo de Scharoun.


O Urbanismo Contextualista

O contextualismo se manifesta não só nas obras de arquitetura, mas, também nas experiências urbanas que tem como referência o tecido histórico de grandes cidades, modernizando-as. Nos anos 80, destacam-se 2 cidades européias que passaram por um processo de transformação completa de algumas áreas: Berlim e Barcelona.

Modelos para intervenções em outras cidades, mostram diversidade devido ao fato da participação de uma boa mostra de arquitetos, com intervenções que vão desde a recriação de tipologias, morfologias e linguagens da cidade até complicadas redes de superposições, jogos de formas.

A criação de novos espaços públicos com soluções de diferentes tipos: jardins, praças, avenidas, parques, com novos tratamentos, dão grande importância ao projeto arquitetônico e ao mobiliário urbano.



A VERSATILIDADE DO ECLETISMO

Tendência baseada na confiança de que se pode conseguir novos resultados formais a partir da mescla de configurações de diversas origens, principalmente no trabalho de síntese de fatores contrários: história e modernidade, artesanato e alta tecnologia.

Baseia-se em soluções híbridas, na mescla e nos contrastes. Numa das manifestações mais claras do espírito ecletista que trabalha a colagem e a agregação foi realizada em 1980 para a Bienal de Veneza e se intitulou “Strada Novíssima”, em defesa da arquitetura contextualista organizada por Paolo Portoghesi, com a participação de 20 arquitetos defensores do novo ecletismo pós moderno.
As últimas obras de James Stirling refletem a concepção da arquitetura como uma seqüência sensível de espaços de formas volumétricas distintas, diversos sistemas de obtenção de luz e referências estilísticas contrastantes. Ex: Clore Gallery (1986).

O austríaco Hans Hollein rechaça o reducionismo da estética da máquina e do funcionalismo, seu projeto do Museu Municipal (1982) é exemplo de arquitetura sabiamente eclética que utiliza bastante a metáfora.

O Museu de História e Arte (1989) possui toda a intensidade da arquitetura simbólica, encravada na montanha (rocha, caverna, tesouro. jóias).

A OBRA DE ARTE – PARADIGMA DA ARQUITETURA

Numa época de crise de valores e de fracasso das grandes interpretações, a arte converte-se em valor de segurança. 0 artista plástico trabalha as obras uma a uma, artesanalmente, inovando. Na vontade de imitar os autênticos artistas, arquitetos buscam um método arquitetônico que se aproxime aos mecanismos da criação artística. Renuncia-se, a princípio, da produção em série e da industrialização radical. Cada obra será singular mantendo uma relação única e instrumental como contexto, com o usuário e arquiteturas existentes.

Não só a arquitetura tem se aproximado da arte. Artistas plásticos têm feito intervenções em interiores espaços públicos e na paisagem. Ex: Smithson, De Maria.

O Exemplo de Frank Gehry - Sua arquitetura tem se baseado em montagens artesanais de diversas formas simples: prismas, cilindros esferas, torres, ... Envoltório arquitetônicos promulgando uma arquitetura tátil baseada na textura dos materiais e na variedade cromática como reflexo das arquiteturas populares.. Ex: Casa Gehry (1978). Projetos que sejam uma festa de volumes, materiais, texturas, cores e objetos, com o máximo de referências. Gehry pretende que sua obra não sela valorizada por atributos de durabilidade ou monumentalidade mas pelo valor de ser considerado uma obra de arte e pelo sentido que os usuários lhe outorgam com seu uso e satisfação.

Outros arquitetos que se destacam na mesma linha: Himmelblau (Viena), Jordi Garcés, Enric Soda (Espanha) Steven Holl, Emílio Ambasz (EUA).
A NOVA ABSTRAÇÃO FORMAL
Surge como reação às tipologias estáticas, designando uma arquitetura que é abstrata e figurativa, que se baseia na experimentação de jogos formais. Esse termo evita o da "desconstrução" que insiste em questões apenas estilísticas conforme citado anteriormente.

Arquitetura que tende a falar dos tempos recentes, da desordem, da insegurança, da perda da relação com o lugar e a história. Não se propõe a colocar em primeiro plano o homem, nem como usuário dos seus espaços, nem como receptor das mensagens da arquitetura. Tanto em sua forma como em seus espaços tenta novas propostas, nova idéia de espaço (mais dinâmico) e novos modelos de representação.

Principais arquitetos: Peter Einsenman, Bemard Tschumi, Zaha Hadid, Rem Koolhas, Libenskind, Hejduk, Cook, Shinohara. Trata-se de uma arquitetura experimentalista e inovadora que as idéias constituem a razão da arquitetura.
A SAÍDA DA ALTA TECNOLOGIA
Por ultimo, a mais representativa posição da arquitetura moderna, a que aborda ciência, indústria e técnica desde o século XIX (Palácio de Cristal, Torre Eiffel, etc...), o Archigram, os Metabolistas e ao longo dos anos 80, apesar das críticas, volta a aflorara confiança na nacionalidade e no mundo da tecnologia.

Essa arquitetura rechaça o retomo historicista, jogos formais, decorativos. Dentro desse panorama, tem-se uma arquitetura de alta tecnologia com elegância no desenho como na obra de Norman Foster, ou ainda arquiteturas mais agressivas e a presença dos elementos estruturais e de instalação como a de Richard Rogers e Renzo Piano e casos como o de Santiago Calatrava com formas estruturais e agressivas e Jean Nouvel com a exploração de campos formais baseado em outras artes.




BIBLIOGRAFIA DE REFERÊNCIA

MONTANER, Josep M. M. Después del Movimiento Moderno- Arquitectura de Ia segunda mitad dei siglo XX. Barcelona: Gustavo Gili, 1995.



BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

ARANTES, Otília B. F. O lugar da Arquitetura depois dos modernos. São Paulo: Edusp, 1995.

GÖSSEL, Peter. Arquitetura no Século XX. Germany: Taschen, 1996.

Jodidio, Philip. Contemporary American Architects. Koln :Benedickt Taschen Verlag, 1996.

Jodidio, Philip. Contemporary Califomia Architects. Koln : Benedickt Taschen Verlag, 1996.

Jodidio, Philip. Contemporary European Architects. Koln : Benedickt Taschen Verlag, 1996.



MEYHOFER, Dirk. Contemporary Japanese Architects. Koln : Benedickt Taschen Verlag, 1994.
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