Artigo 1 Água da Rocha – Espiritualidade marceliniana



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Encontro29.07.2016
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ARTIGO 1
Água da Rocha – Espiritualidade marceliniana

O novo documento sobre a espiritualidade marista tem por título: “Água da Rocha” ao qual se junta o subtítulo: “Espiritualidade Marista que brota da tradição de Marcelino Champagnat”.

Gostaria de chamar a atenção dos leitores para o subtítulo. A expressão “Espiritualidade Marista” é qualificada depois pelo facto de “brotar da tradição de Marcelino Champagnat”. É importante este pormenor porque na Igreja existe mais de uma “espiritualidade marista” no sentido de que há várias Congregações Maristas. Menciono aquelas que mais frequentemente estão ligadas ao mundo e à história dos Irmãos Maristas: os Padres Maristas, as Irmãs Maristas, as Irmãs Maristas Missionárias. Ora todas estas Congregações que têm muito de comum na sua fundação e na sua história não têm necessariamente uma espiritualidade comum a 100%. Há aspectos diferentes. No livro em questão Água da Rocha é claro que só nos referimos à espiritualidade dos Irmãos Maristas fundados por Marcelino Champagnat. É uma espiritualidade que brota da tradição de Marcelino Champagnat e não da tradição dos fundadores dos outros ramos da família religiosa marista.

É evidente que partilhamos com todos os outros ramos maristas, assim como com os Leigos maristas e os Leigos em geral, esta nossa espiritualidade. Ela é um dom para a Igreja e não apenas para a Congregação dos Irmãos Maristas, mesmo se ela passa para a Igreja através da Congregação. Decerto modo, (perdoem-me o neologismo) podemos falar de “espiritualidade marceliniana”, assim como falamos de “espiritualidade inaciana” (de Santo Inácio de Loyola) ou “espiritualidade dominicana” (de São Domingos de Gusmão).

Este pormenor de vivermos uma “espiritualidade marceliniana” é bem desenvolvido no próprio documento tanto na sua apresentação feita pelo Irmão Superior Geral (cf pp 8-11), como na sua Introdução feita pela própria comissão (cf pp 14-19).

Diz o Irmão Superior Geral: “O documento Água da Rocha confere à Espiritualidade Apostólica Marista de Marcelino o lugar central e merecido na vida de cada um de nós e de todos os que chegarem a conhecer e a amar o fundador” (pag 11; o sublinhado é meu).



A Comissão diz: “Marcelino recebeu a graça de um relacionamento profundo com Jesus e Maria. A nossa espiritualidade teve início neste dom, nesta graça…Ele e a primeira comunidade de Irmãos desenvolveram um carisma. Em virtude da sua fidelidade criativa, este carisma começou a exprimir-se como espiritualidade” (pag 15).

Essa mesma ideia aparece frequentemente, sobretudo no primeiro capítulo: “A espiritualidade Marista, nascida com Marcelino e a sua comunidade fundadora, enriqueceu-se ao longo de sucessivas gerações de seguidores de Champagnat, para se tornar, hoje, uma fonte de água viva para o mundo. As futuras gerações contribuirão ainda mais para o desenvolvimento desta espiritualidade. Com Marcelino, sabemos que Maria continuará a orientar e a enriquecer a nossa identidade Marista”. (AdR 12; cf também 6, 7, 15,17)


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