Artigos Espíritas



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Artigos Espíritas
A Condenação da Reencarnação na História por Motivos Políticos
O V Concílio Ecumênico de Constantinopla II - 553 D.C.
A Igreja teve alguns concílios tumultuados. Mas parece que o V Concílio de Constantinopla II (553) bateu o recorde em matéria de desordem e mesmo de desrespeito aos bispos e ao próprio Papa Virgílio, papa da época.

O imperador Justiniano tem seus méritos, inclusive o de ter construído, em 552, a famosa Igreja de Santa Sofia, obra-prima da arte bizantina, hoje uma mesquita muçulmana.

Era um teólogo que queria saber mais de teologia do que o papa. Sua mulher, a imperatriz Teodora, foi uma cortesã (meretriz) e se imiscuía nos assuntos do governo do seu marido, e até nos de teologia.

Contam alguns autores que, por ter sido ela uma prostituta, isso era motivo de muito orgulho por parte das suas ex-colegas. Ela sentia, por sua vez, uma grande revolta contra o fato de suas ex-colegas ficarem decantando tal honra, que, para Teodora, se constituía em desonra.

Para acabar com esta história, mandou eliminar todas as prostitutas da região de Constantinopla – cerca de quinhentas.

Como o povo naquela época era reencarnacionista, em sua maioria cristão, passou a chamá-la de assassina, e a dizer que deveria ser assassinada, em vidas futuras, quinhentas vezes; que era seu carma por ter mandado assassinar as suas ex-colegas prostitutas.

Mulher do povo, prostituta, comediante, Teodora - que nasceu por volta do ano 527 - tornou-se imperatriz pelo poder de seu charme e de sua inteligência e se impôs como uma das figuras mais estranhas da história.

O certo é que Teodora passou a odiar a doutrina da reencarnação. Como mandava e desmandava em meio mundo através de seu marido, resolveu partir para uma perseguição, sem tréguas contra essa doutrina e contra o seu maior defensor entre os cristãos, Orígenes, cuja fama de sábio era motivo de orgulho dos seguidores do cristianismo, apesar de ele ter vivido quase três séculos antes.

Como a doutrina da reencarnação pressupõe a da preexistência do espírito, Justiniano e Teodora partiram, primeiro, para desestruturar a da preexistência, com o que estariam, automaticamente, desestruturando a da reencarnação.

Em 543, Justiniano publicou um édito, em que expunha e condenava as principais idéias de Orígenes, sendo uma delas a da preexistência da alma.



Orígenes (em grego Ὠριγένης)
(185 D.C - 253 D.C.)
Orígenes é conhecido como um dos maiores sábios do cristianismo de todos os tempos. Foi praticamente o criador da nossa teologia cristã. Com apenas 17 anos tornou-se reitor da Universidade de Alexandria, o mais importante centro intelectual do mundo, no século III.O que Santo Agostinho foi para a teologia ocidental, Orígenes foi para a teologia oriental; de sabedoria e inteligência tão brilhantes, que ganhou o título de Adamantino.

O Imperador Justiniano I
(483 D.C - 565 D.C)
O Imperador sucedeu ao seu tio Justino I, e permaneceu no trono durante quase quarenta anos, efetuando inúmeras reformas e conquistas que levaram a um aumento do poder imperial.

Teodora (em grego: Θεοδώρα - Theodora)
(527 D.C - 548 D.C)
Foi uma imperatriz bizantina que reinou juntamente com seu marido, também imperador, Justiniano I.
Fontes: Link: A História da Bíblia


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