As contribuiçÕes da teoria da autodeterminaçÃo para a psicopedagogia



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AS CONTRIBUIÇÕES DA TEORIA DA AUTODETERMINAÇÃO PARA A PSICOPEDAGOGIA

Aline Guilherme Maciel

PG – Psicopedagogia – ESAP – LONDRINA - PR

Autor(a): Aline Guilherme Maciel



COMUNICAÇÃO ORAL

e-mail: alinegmaciel@yahoo.com.br

Palavras-chave: Psicopedagogia, fracasso escolar, Teoria da Autodeterminação.


  1. RESUMO

O presente trabalho tem como objetivo principal destacar a importância da Teoria da Autodeterminação para a Psicopedagogia, tanto clínica como institucional, como um elemento de fundamentação teórica para a prática psicopedagógica. O desenvolvimento desta pesquisa baseou-se na revisão literária de livros e artigos científicos sobre o que se tem produzido acerca do tema. Assim, ao longo deste trabalho foram investigadas as origens do atendimento psicopedagógico bem como as diferentes percepções de fracasso escolar. Em um segundo momento foi apresentado a Teoria da Autodeterminação, abordando em específico a motivação no contexto escolar. Sendo assim a Teoria da Autodeterminação fundamenta teoricamente o Psicopedagogo, contribuindo com seus resultados de pesquisas empíricas, direcionando o profissional a identificar os níveis e seus reguladores da motivação do aluno. Ao contribuir na sua identificação, o Psicopedagogo poderá mais precisamente auxiliar nas atividades a serem propostas a este aluno, revertendo o quadro que este se encontrar.


  1. INTRODUÇÃO

A Psicopedagogia sendo um trabalho preventivo como um trabalho terapêutico, também não deixa de resultar em um trabalho teórico. Ou seja, tanto na prática preventiva como na clínica, o profissional procede sempre embasado no referencial teórico adotado. Acreditamos que a Teoria da Autodeterminação poderá contribuir para tal referencial por se atentar ao desempenho dos alunos e suas onts motivacionais. Deste modo, este trabalho tem como objetivo realizar uma revisão literária acerca da Psicopedagogia, fracasso escolar, Teoria da Autodeterminação e suas contribuições para o trabalho psicopedagógico. Afinal a grande parte dos alunos que buscam ajuda psicopedagógica são alunos que não obtiveram um bom desempenho escolar, e, portanto, em sua maioria já se encontram em estado de desmotivação.




  1. OBJETIVO

Destacar a importância da Teoria da Autodeterminação para a Psicopedagogia, tanto clínica como institucional, como um elemento de fundamentação teórica para a prática psicopedagógica, elaborou-se esse trabalho.




  1. METODOLOGIA

No primeiro momento foi realizado um levantamento bibliográfico sobre o histórico da Psicopedagogia mundial, como também no Brasil, a fim de verificar seus antecedentes e através disto compreender a atualidade. Posteriormente foram detalhados os campos de atuação do psicopedagogo, bem como a ética vigente para tal trabalho baseando-se no referencial teórico pesquisado. Feito isto, deu-se início a revisão literária das diferentes percepções de fracasso escolar e a apresentação da Teoria da Autodeterminação, por considerar que a mesma pode contribuir muito como referencial teórico e, portanto prático ao psicopedagogo.




  1. RESULTADOS E DISCUSSÃO

A motivação no contexto escolar tem sido alvo de discussões quando o assunto é fracasso escolar. Como a maioria das crianças que procuram atendimento psicopedagógico é porque já vivenciaram ou vivenciam experiências de dificuldades de aprendizagem, conclui-se que o tema motivação contribui para melhor compreender tais crianças que procuram um atendimento específico. A motivação acaba por tornar-se um problema na educação, pela simples constatação de que, sua ausência representa um baixo investimento pessoal em executar as atividades de aprendizagem com a qualidade necessária, influenciando diretamente nos resultados obtidos. A Teoria da Autodeterminação fundamenta teoricamente o Psicopedagogo, contribuindo com seus resultados de pesquisas empíricas, direcionando o profissional a identificar os níveis e seus reguladores na motivação do aluno. O Psicopedagogo poderá mais precisamente auxiliar nas atividades a serem propostas a este aluno.




  1. CONCLUSÃO

Conhecer a motivação de estudantes e identificar sua relação com a percepção de desempenho escolar do aluno fundamentará o trabalho a ser desenvolvido pelo Psicopedagogo.




  1. REFERÊNCIAS

De acordo com Bossa (2002) os problemas escolares causam graves conseqüências na vida das crianças, causando-lhe muito sofrimento e baixa auto-estima. Assim, é de se esperar que as crianças ao chegarem para um atendimento psicopedagógico necessitam receber atenção acerca de sua regulação motivacional. White (1975 apud GUIMARÃES, 2004) utilizou o termo competência para definir a capacidade do organismo de interagir satisfatoriamente com o meio em que está inserido. Para isto, faz-se necessário que os organismos aprendam e desenvolvam as capacidades exigidas por tal meio. Sendo assim, a experiência de dominar uma atividade desafiadora, aumentaria a competência do indivíduo, trazendo emoções positivas que de acordo com o autor seriam as “sensações de eficácia”.





  1. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BOSSA, Nadia A. A psicopedagogia no Brasil: contribuições a partir da prática – 2.ed.- Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 2000. p. 17-62.

BOSSA, Nadia A. Fracasso Escolar: um olhar psicopedagógico. São Paulo: Artmed, 2002. p. 17 – 71.

GUIMARÃES, S.E.R. Motivação intrínseca, extrínseca e o uso de recompensas em sala de aula. Em E. Boruchovitch & J.A. Bzuneck (Orgs.) A motivação do aluno. Contribuições da psicologia contemporânea (p.37-57). Petrópolis: Vozes, 2004.

GUIMARÃES, S. É. R.; BORUCHOVITCH, E. O Estilo Motivacional do Professor e a Motivação Intrínseca dos estudantes: Uma Perspectiva da Teoria da Autodeterminação. Psicologia Reflexão e Crítica, Rio Grande do Sul, v. 17, n. 2, p. 143-150, 2004.

REEVE, J.; DECI, E. L.; RYAN, R. M. Self-Determination Theory. A dialectical framework for understand sociocultural influences on student motivation. In: D. M. MCINERNEY & S. VAN ETTEN (Eds.) Big Theories Revisited. Connecticut: Age Publishing, 2004.



REEVE, J. Self-Determination Theory applied to educational Settings. In: E. DECI e R. RYAN (Eds.) Handbook of Self-Determination Theory. Rochester: The University of Rochester Press, 2004

RYAN, R. M.; DECI, E. Self-determination theory and the facilitation of intrinsic motivation, social development, and well-being. American Psychologist, v. 55, n. 1, p. 68-78, 2000
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